CCdiário Isabelle Fernandes psicologia

Psicólogo também é gente, viu?

27.8.18Isabelle Fernandes

"Você não pode ficar nervosa, é psicóloga!"
"Como psicóloga você sabe conversar melhor, aconselhar"

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi essas coisas e várias outras parecidas desde que comecei a fazer a faculdade de psicologia, e tenho certeza absoluta que todos os meus colegas de profissão também já ouviram. Aparentemente a sociedade acha que por ser psicóloga, não posso ficar estressada, irritada, fazer besteira ou mesmo não saber como agir em diversas situações.

CCConversa desconstruindo mitos Isabelle Fernandes

Desconstruindo mitos: o biológico por trás do psicológico

1.7.18Isabelle Fernandes

Uma coisa sobre os transtornos psicológicos é que as pessoas não conhecem direito, ou simplesmente não conhecem. Muitas acham que é só frescura ou então atribuem a coisas que todo mundo tem ou pode ter ("ah, mas é normal ficar triste!", "também sou muito impulsivo") e quando conhecem, só sabem os nomes e sintomas. Saber o que é a depressão, por exemplo, já é um passo enorme mas acredito que saber como exatamente ela acontece poderia ajudar muito mais no tratamento.

É muito comum que as pessoas pensem que os transtornos psicológicos são uma característica delas que nunca vai mudar, ou então que os remédios usados no tratamento vão causar alguma mudança em quem elas são como pessoa. Então, esse post vai ser uma mini-aula HHAHAHAHAAH. É hora de explicar o que os cientistas sabem até agora sobre saúde mental.

CCdiscussão CCSociedade Isabelle Fernandes

Saúde mental: quando conhecimento pode atrapalhar mais do que ajudar?

22.2.18Isabelle Fernandes

Não faz muito tempo que os transtornos psicológicos eram um território desconhecido pra maioria das pessoas, dominado apenas pelos "doutores" da área. Ninguém sabia que crianças (e adultos!!) podiam ter TDAH, que aquela pessoa ranzinza do trabalho poderia ser distímica ou que aqueles dias de angústia em que você mal conseguia respirar e dormir uma noite inteira eram sintomas de ansiedade. Era tudo muito desconhecido, misterioso e por consequência, tabu.

Então nos últimos anos tem acontecido o contrário: as pessoas tem se apropriado desse conhecimento. Tem se falado mais sobre o fato de que o cérebro é mais um órgão no nosso corpo e como qualquer outro, muitas vezes pode não funcionar muito bem, o que demanda tratamento pra recuperar o funcionamento ideal ou manter ele num estado mais próximo possível disso. Transtornos psicológicos estão agora nos livros, nas notícias e rodando toda internet, o que é ÓTIMO, porque cada vez mais pessoas tem acendido seu sinalzinho de alerta.

Atypical autismo CCIndicação

Atypical, ainda bem que meu medo foi infundado.

17.8.17Taiany Araujo

Quem lê qualquer coisa que uma pessoa tenha escrito, provavelmente não faz ideia sobre como foi o processo, até porque isso varia de pessoa para pessoa. No que diz respeito a mim, escrever post de resenha ou indicação é um parto. Eu tenho muito claro meus sentimentos, na verdade, nem isso eu tenho claro. Começar é difícil, terminar é difícil e o meio seria basicamente algo como “confiem em mim, leia\vejam isso que to indicando”. Dito isso, hoje eu vim fazer um post de indicação (RISOS) e divulgar a palavra de Atypical.

ansiedade CCConversa CCListas

Umas coisinhas que ajudem com a ansiedade

19.5.17Taiany Araujo

Eu sei que se você procurar na internet vai encontrar várias técnicas para ajudar com a ansiedade, mas nem sempre sabemos onde procurar ou se as técnicas realmente ajudam. Entretanto, antes de mais nada, é preciso estar ciente que a ansiedade não é uma modinha, não é um coisa legal que a gente fala que tem para parecer cool. A gente se vê de mãos amarradas diante esse “sentimento”, e é nessa hora que algumas técnicas podem ajudar.


ansiedade CCSexta Isabelle Fernandes

O que exatamente é ansiedade?

5.5.17ConversaCult

Quem acompanha o CC já deve saber que eu (Bells) e eu (Taiany) somos psicólogas, e vez ou outra fazemos posts sobre questões psi e saúde mental. A internet é uma coisa maravilhosa, mas também é uma fonte enorme de informações totalmente erradas e desconhecimento sobre basicamente tudo, mas o que eu acho preocupante é com relação a transtornos mentais, principalmente os ligados à ansiedade. Então, nesse mês de maio o CCSexta vai falar justamente sobre essa famigerada faceta do ser humano.

autismo CCdiscussão CCSociedade

O que é isso de neurodivergente/neuroatípico?

19.6.16Isabelle Fernandes

Não faço parte de coletivos feministas por uma série de razões, mas tenho muitas militantes no meu facebook, então o meu feed tem um textão atrás do outro, sobre os mais variados temas. Vez ou outra surge um termo que eu não sei o que caralhos quer dizer (como "tw" que mais tarde descobri ser "trigger warning" ou "aviso de gatilho emocional"), mas eis que vejo dois que me chamaram a atenção: neurodivergente/neuroatípico.

Ele me parecia ser ligado à alguma coisa psicológica e claro que eu como psicóloga fiquei encucada, mas acabei esquecendo de ir pesquisar. Até que esses dias algumas amigas se perguntaram a mesma coisa e foi a minha deixa pra correr atrás da informação. Pensando que com certeza tem muito mais gente por aí sem saber também, resolvi condensar tudo o que eu descobri nesse post.

Alain de Botton autoajuda Editora Objetiva

Pornoliterário: Como pensar mais sobre sexo, de Alain de Botton

11.2.16Elilyan


“Não pensamos muito sobre sexo; na verdade pensamos sobre ele da maneira errada.”


CCdiário depressão desabafo

Como é ter depressão

15.12.15Anônimo

Depressão não é um osso quebrado. Não é uma pancada violenta que traumatiza o seu corpo, não inflama nem incha. Depressão é sutil, é um sentimento que te embala lentamente, uma erva daninha que germina dentro de você e se alastra com o passar dos dias. Quando você se dá conta de que está lá, ela já criou raízes e está dando frutos. Ela também não é uma dor constante como a de um machucado, e muito menos uma que você pode anestesiar tão facilmente com um analgésico. Os dias ruins são um golpe cruel, mas os dias suportáveis é que são realmente diabólicos, pois eles te fazem acreditar que você pode se conformar com a miséria; que aquilo é o mais próximo que você vai chegar da felicidade. Ela pode viver anos disfarçada de normalidade sem ser notada.

“Minha depressão é um metamorfo. Um dia é pequeno como uma libélula na pata de um urso, no outro é o urso. Nesses dias eu me finjo de morto até o urso me deixar em paz. ” 


Animação Divertida Mente emoções

Divertida mente: agora sei porque algumas músicas não saem da minha cabeça

25.11.15Taiany Araujo
*O título do post não tem nada a ver com o texto, não vamos falar sobre música. Mas queria deixar esse título porque é uma referencia ao filme. E se vocês quiserem saber porque algumas músicas não saem da sua cabeça, assista Divertida Mente.

Sabe quando você assiste a um filme e pensa "dá pra fazer a prova sem ler o livro *-*", ops, pensamento errado, na verdade é quando você pensa "Caraca, eu aprendi tudo isso que tão falando aí"? Foi o que eu senti vendo o filme Divertida Mente. Além de ser uma animação super fofa, ainda por cima aborda a linha teórica da psicologia que eu me identifico e gosto de estudar, então é claro que quando anunciaram o filme eu fiquei louca pra assistir e perseguindo todos os vídeos que vazaram na internet. E cara, o filme é muiiiiiito legal, e explica certinho as coisas que aprendi e não sei explicar u.u

O legal é que todo mundo entende o que o filme quer passar, você não precisa ter estudado psicologia pra isso. É como se fosse um filme didático sem a parte do didático (se é que isso faz sentido).

Mas pra quem não viu o filme ainda, me deixa dar aquela explicada marota pra ninguém ficar perdido.

O filme mostra o que se passa na cabeça de uma menina de 11 anos que está se mudando para outra cidade, e praticamente quem conta a história são as emoções dela. Então temos as emoções base, que estão conosco desde o momento em que nascemos, temos nossas memórias e tudo o que fomos aprendendo e vivendo ao longo da nossa vida. E como nosso cérebro é um órgão mega sagaz, ele sabe o que precisa armazenar e o que não é tão importante naquele momento. São essas coisas que formam nosso psiquismo. É legal vermos como algumas coisas acontecem, e o porquê delas nos afetarem emocionalmente.

Segundo o Adoro Cinema:

Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

E porque eu vim falar tudo isso hoje? Porque achei um vídeo super legal falando do filme e é claro que quis trazer pra cá:




CCSociedade comportamento depressão

Desconstruindo mitos: depressão não é frescura

17.9.15Isabelle Fernandes

A depressão é um transtorno psiquiátrico que afeta milhões de pessoas no mundo todo e chega a ser considerada o mal do século pelos especialistas. Ela é do tipo de doença que pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sua classe social, cor, orientação sexual, religião, enfim. Qualquer pessoa em qualquer contexto, apesar de haver casos onde pessoas tem mais predisposição do que outras. Essa doença pode se tornar cada vez mais grave se não for devidamente tratada e reconhecida, culminando na pior coisa: suicídio.

E mesmo assim, mesmo assim, a depressão ainda é encarada como frescura, simples pessimismo ou até mesmo falta de caráter. É encarada como uma doença de poucos, ou nem mesmo como doença, o que faz com que muitas pessoas por aí sofram com ela sozinhas, sem nenhum tipo de ajuda ou tratamento. Por isso então resolvi explicar o que é exatamente a depressão e dar dicas não só para quem está passando por isso agora, como também pra quem tem amigos e parentes nessa situação. Vamos lá.

CCdiscussão colaborador comportamento

Desconstruindo mitos: eu não queria pensar assim

14.9.15Taiany Araujo

Às vezes uma imagem ou um vídeo conseguem traduzir muito melhor alguma coisa do que diversas palavras dispostas em um texto. Parece até estranho eu dizer isso, uma vez que estou justamente escrevendo algo, mas hoje, além de falar, falar, falar, vou também usar outro artifício de transmissão de mensagem. Sou gulosa eu sei Hahahahahahahahha.



CCdiário CCSociedade comportamento

Pelo direito de dizer foda-se

1.9.15Taiany Araujo

Às vezes tudo o que você quer é mandar o mundo explodir. Dizer que não quer ouvir, que não está interessado nos problemas dos outros, você já tem as coisas da própria vida pra pensar. Tem vezes que a vontade é falar para o outro ficar quietinho porque você não está nem aí para as queixas dele, que se ele quiser te oferecer um chocolate tudo bem, mas se for pra se lamentar, bem que ele podia deixar para outro dia. Mas isso não pode. Isso é feio.



CCdiscussão CCSociedade colaborador

Desconstruindo mitos: medicação não é uma escolha

23.8.15Taiany Araujo

Quando eu li a resenha da Isabelle sobre o livro Real, da Katy Evans, fiquei revoltada com a forma com que a autora abordou o uso de remédios psiquiátricos, e fiquei mais revoltada ainda porque é justamente como as pessoas em geral encaram essa questão. Mas depois de me acalmar, parei para pensar que isso pode se dar por três motivos: (1) falta de informação, (2) medo, (3) preconceito.

O senso comum ainda acredita que o uso de remédios psiquiátricos é coisa de maluco, mas deixa eu falar uma coisa: estão super enganados. Estamos vivendo em uma época onde tudo é muito acelerado, as mudanças acontecem mais rápido do que o 7 a 1 da Alemanha no Brasil, entrar em colapso não é estranho. Mais do que isso, as crianças hoje já nascem com os olhos abertos, às vezes até com dentinhos, totalmente diferente de há 20 anos atrás. Nosso corpo está mudando num ritmo frenético, por que com nossa mente seria diferente?

CCSociedade comportamento desconstruindo mitos

Desconstruindo mitos: introversão, extroversão e timidez

16.8.15Isabelle Fernandes
ao contrário do que se imagina, ser introvertido e/ou tímido não significa isolamento e aversão às pessoas (assim como ser extrovertido nem sempre é ser um raiozinho de luz)


Tenho quase certeza de que todo mundo, ao menos uma vez na vida, já ouviu falar sobre introversão e extroversão, e se perguntou em qual das duas definições se encaixariam. Alguns podem ter se identificado facilmente e adotado essa identidade pra si mesmos, outros podem ter ficado tão confusos que passaram a duvidar de todas as ideias que acreditavam ter sobre si (o que foi o meu caso). Só que tem mais uma definição que pode estar causando essa confusão na cabeça de muita gente: timidez.

Todos os tímidos são introvertidos? Existe extrovertido tímido? Todos os introvertidos são socialmente esquisitos? Bom, fiz minhas pesquisas e, usando um pouco do que eu aprendi na faculdade, cheguei a algumas conclusões e tcharam, temos esse post. Então, vamos lá.

Buscando o meu lugar Pam Fardin Pink Freud

Buscando o meu lugar: os altos e baixos da psicologia

4.10.14Anônimo

Queria dizer que eu amo e sou fã de carteirinha dessa série do CC sobre a decisão de profissões e "sobre o que fazer da vida". Fiquei mais feliz ainda quando a Dana me deu bandeira branca para escrever sobre a minha carreira em início ainda. Deixo claro que ainda estou no 4º período na data deste post e a estrada ainda é bem longa pela frente, mas queria deixar meu ponto de vista e a minha experiência de escolha desse curso até agora.

Vamos lá:


Buscando o meu lugar carreira faculdade

Buscando o meu lugar: A Quase Psicóloga Desesperançada

11.9.14Isabelle Fernandes

Olá, jovens!! Estamos de volta com mais uma edição do Buscando o meu lugar *narrador da sessão da tarde*!. Vocês já viram o pessoal falando das experiências deles, que em sua maioria foi positiva, mas dessa vez vai ser um pouco diferente porque eu, Isabelle, estou odiando eternamente minha faculdade, apesar de gostar muito de algumas matérias e debates. Querem saber o que aconteceu e como é a misteriosa faculdade de Psicologia? Vamos lá!


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