Ariel Carvalho Carol Cardozo CCdiário

Como me tornei fã de Star Wars

25.5.17Conversa Cult


Hoje, 25 de maio, além de ser Dia do Orgulho Nerd (parabéns pra gente!), é o aniversário de 40 anos do lançamento do Episódio IV - Uma Nova Esperança, o primeiro filme da saga que mudou pra sempre a cultura pop.

"Caramba, Carol. Mais imparcialidade, por favor.".

Nope.

E não tem como ser imparcial mesmo. Star Wars continua conquistando fãs mesmo entre os hiatus das trilogias antiga e nova, mesmo antes do anúncio da trilogia nova-nova (começando com O Despertar da Força, em 2015.

Passa de geração em geração, eu particularmente comecei a assistir por causa do meu pai, tem gente que começou com mãe, irmão, tio, tia, até mesmo avós.

Se Star Wars é essa coisa gigante hoje, com referências em todo canto, foi por causa da fidelidade e do amor dos fãs. E hoje, terminando o nosso especial Star Wars, a bola tá com eles: uma galera que escreve pro site e leitores nos falaram como eles começaram a gostar de Star Wars.



Ana Paula Bellot, 19 anos

Comecei a gostar de Star Wars pela influência do meu irmão. Ele sempre foi nerd e me influênciou demais no mundo dos filmes, games etc. 

O engraçado é que hoje em dia ele é Padre e fã de star wars dá pra imaginar? Hahaha

Assistimos a estreia de Rogue One juntos. Sensação melhor não tem! 


David Parrini, 26 anos

Era 2012, estava num renomado ambiente gastronômico da região continental da Cidade Maravilhosa (pça de alimentação do norte shopping).  Enquanto jogava call of duty no meu Nintendo DS, olho distraído para os lados e reencontro um rosto que julguei conhecido, que também fixou contato visual. Imediatamente desliguei o meu nds ("é melhor que valha a pena perder meu save state") e fui falar com ela. Ela rapidamente desviou o olhar, se atrapalhou com a batata-frita e o refrigerante dela e deve ter deixando derramar mas eu não ia reparar nesse detalhe. Tomei a iniciativa e me apresentei. Oi, acho que te conheço, estudamos juntos, e foi uma breve conversa até eu avisá-la que a camisa dela tava com a etiqueta pendurada.

Sobre como gostei de Star Wars? Chegando em casa, tinha completado o download do filme e eu fui assistir. Me identifiquei muito com o personagem antisocial das orelhas pontudas


Elvis Gomes, 19 anos.


Sabe aquela história do primo que te inspira? Acho que Star Wars nasceu assim pra mim. Eu tinha esse primo que aparecia aqui em casa uma vez a cada duas semanas e, sempre que ele vinha, eu seguia cada passo dele pra ver se eu aprendia alguma coisa. Ele tentou me ensinar a lutar uma vez, o que não deu muito certo. Também tentou me passar os 5 passos para conquistar uma menina e também não funcionou comigo.

Mas teve esse dia que ele falou de Star Wars e aquilo sim deu certo.

Era um daqueles churrascos em família de sempre. A noite já havia descido e quase todo mundo já tinha comido, então eram os últimos minutos antes de cada um voltar pra sua casa. Provavelmente tinha uma música lenta rolando baixo nos fundos e as pessoas meio que conversando só pra não ficarem quietas. Uma tia ria, um tio virava os últimos pedaços de carne, meu pai contava alguma piada, minha mãe mordiscava uma asinha de frango torrada, a vó lavava a louça e o vô enxaguava. 

Eu tava no quintal com a minha irmã e o meu primo enquanto tudo isso acontecia. Ele falava sobre Star Wars. Sobre os Jedi, sobre os Sith, sobre os sabres de luz, sobre a telecinesia - imagino eu. Faz tanto tempo que eu não lembro uma palavra do que ele disse, mas lembro que tinha aquele brilho nos olhos enquanto falava, e isso segura qualquer um numa conversa. O tipo de brilho nos olhos que você tem quando fala sobre algo que gosta de verdade e acaba perdendo a noção do tempo. 

Corte para a semana seguinte. Meu pai traz pra mim um jogo de PS2 do Star Wars III. Eu devo ter falado tanto sobre Star Wars que o velho decidiu comprar um pra mim só pra ver se eu ficava quieto por um tempo. E acho que funcionou. Eu joguei o suficiente pra entender que aquele era um puta dum jogo difícil, todo esse lance de sabre de luz e atirar objetos nos outros, só sei que aquilo era uma loucura boa demais.



Depois que eu percebi que o jogo era difícil o suficiente para eu desistir logo de tentar zerar, eu fui na locadora e aluguei o terceiro filme. Sim, o terceiro. Isso porque eu queria entender tudo aquilo que tava rolando no jogo. Mas você já pode supor que, começando do terceiro, eu não entendi muita coisa, ainda mais porque eu era uma criança. Mesmo assim, eu gostei do que vi. Então aluguei o 1, o 2, o 4, o 5, o 6, um filme por dia.

Eventualmente, eu me encontrei naquela situação que todo fã de Star Wars provavelmente conhece: você tá com os olhos brilhando, um sorrisinho no rosto, talvez os braços abraçando as pernas, e essa cena tá rolando na tela: 


E aí Star Wars se tornou parte da minha vida de uma forma que poucas coisas se tornaram até hoje. E quando me perguntam se eu comecei pela trilogia nova ou antiga, eu posso dizer que comecei pelo terceiro filme – e, assim, eu lembro de toda a história que me levou até esse universozinho maravilhoso.



Enrico Baggio, 18 anos


Decidi assistir A Ameaça Fantasma em primeiro lugar porque queria acompanhar o crescimento do Anakin. Assisti quase desistindo porque não aguentava mais o Jar Jar Binks, mas o filme me ganhou mesmo assim. Vi os outros, depois a trilogia tradicional e hoje sou apaixonado. Quando assisti o episódio I pela primeira vez jurei que não assistiria ele nunca mais. Hoje me amarro na corrida de pods.



Isabelle Fernandes, 23 anos

Até pensar no que escrever nesse post eu não tinha ideia de como tinha me tornado fã de Star Wars, só sabia que provavelmente começou em algum lugar da minha infância. Então parei pra relembrar e fazer as contas HAHAHAHAHA e eis que à conclusão de que foi em algum momento entre os meus 7 e 8 anos. Assisti A Ameaça Fantasma pela primeira vez em VHS, quando eu tinha 7 anos e por pura insistência da minha avó (curiosamente aconteceu a mesma coisa com Harry Potter). A única memória que eu tenho é de achar a corrida de pods um saco, mas todo o resto ser muito legal mas difícil de entender.

Então no ano seguinte veio a estreia de O Ataque dos Clones, que eu vi no cinema também com vó, o SBT resolveu reprisar a primeira saga no saudosíssimo Tela de Sucessos e não perdi a oportunidade. Lembro até hoje de quando tava assistindo O Retorno de Jedi e justo quando Luke e Darth Vader estava se encarando lá na frente do Palpatine FALTOU LUZ!!!! Ela acabou voltando depois, mas o Vader já tava morrendo, ewoks fofos comemorando a queda do Império e eu SEM ENTENDER QUE MERDA TINHA ACONTECIDO, certa de que tinha perdido a melhor cena do filme. E como descobri depois em outra reprise, tinha mesmo.


Provavelmente foi aí que virei fã de vez. Tinha o Luke, que eu achava LINDO, fiquei apaixonadinha e meu avô ficava me zoando; tinha o Vader que me deixava intrigadíssima por ser daquele jeito (vocês podem imaginar como eu fiquei quando saíram notícias sobre A Vingança dos Sith); tinha a Leia que era uma princesa, mas não agia igual às outras princesas que eu conhecia E TINHA LUTAS COM SABRES DE LUZ!!! Impossível não amar.

SE FIZEREM ALGO COM O MEU BEBÊ EU TACO FOGO NA DISNEY


Pablo Lopes, 23 anos

Há muito tempo atrás, numa gálaxia que é branca e tem nome de farinha...

Um pequeno ser viu que passaria uma maratona de 3 dias de Star Wars no Sbt (Cada noite um filme da trilogia classica).Começa o filme 4 e cheio de sono o menino pisca toda hora perde um monte de coisa e acorda vendo navinha e espada q brilha e faz zoom. Dorme. Nem viu a estrela da morte. MAL VIU o Darth Vader.

Segundo dia. Ainda abismado de ter visto um cachorro gigante que atira e o Indiana Jones sem chapéu. Comprometido com a maratona, vê o segundo filme. O amiguinho dos robô fofinho cai num pântano e um bicho verde horroroso resgata ele.

Desliga a tv. Muito medo daquele bicho verde. Desiste de Star Wars.

Passa uns anos. Lendo a revistinha do Cascão, vê uma historia especial sobre o Episodio 1.Mais velho e sabendo quem é o bicho verde volta a ver. Hype juvenil.
No PS1 jogava um super jogo no qual podia ser um mestre Jedi que até hoje não lembro o nome. E criava os próprios nomes pros mestres, exemplos:

Formiga...

... Negão...

... e Verdinho.

O Formiga era o favorito.

Não indo ao cinema pra acompanhar porque só eu gostava e num podia ir sozinho. Os video game que avançavam o entendimento.

Depois desse do ps1, veio o Star Wars Battle Front 2. ÓTIMO JOGO de tiro que deixava usar os Jedi as vezes por ser muito OP(Over power).

Joguei até o disco parar de rodar.

Depois de um tempo já visto ep 1,2 e 3. Veio o supra sumo do video game de STÁ UÓ: Star Wars The Force Unleashed. Te oferecia ser o APRENDIZ do Vader. Full alegria

Depois de anos de video game e se apegando ao mestre Yoda , veio a hora de vencer os medos e fazer A maratona. Do 1ao6. COM A CARAVANA DA CORAGEM.

Missão bem sucedida. Tava fã e acreditava que perdi muiito tempo. E do nada, sem acreditar no que eu ouvia, apareceu STAR WARS 7.


"Vai contar uq???? Já acabou. Vai ser uma merda", eu pensava. 

Mas só de aparecer as letrinhas amarela já corria uma lágrima no olho.

Quando a Millenium Falcon apareceu, emoções forte. Vamo pular a parte que separa homens de meninos porque isso ainda me abala.

Depois desse filme acreditei na Disney e falei que a franquia num tava morta, e algumas pessoas acreditam que eu sou o Kylo Ren.

Agora o hype continua pra TODO dezembro.

Rogue One acabou com todos os feelings e com uma amizade que disse que não gostou do filme porque todos morrem no final.

Fazer o que.

Quem diria aquela criança que viu a espadinha brilhar no SBT ia ta no cinema gritando quando a espada faz JUÃAAAO e as arminhas faz pew pew.

Taiany Araujo, 25 anos

Eu não lembro o ano, e nem os acontecimentos que desencadearam, sei que teve relação com o episódio de HIMYM no qual o Mashall fica chocado que a Stella (uma das namoradas do Ted) diz nunca ter visto Star Wars, eu devo ter comentado com a Bells e a Carol que também nunca tinha assistido deixando as duas chocadíssimas. Menos de um mês depois estávamos reunidas na casa da Carol (incluindo sua irmã de 7 anos e seu irmão de 11) para a minha iniciação.

Em determinado momento com o filme pausado, eu e Carol estávamos conversando na cozinha e ela diz que não quer falar nada para não me da spoiler, eis que digo "eu sei que o Luke e a Leia são irmãos e o Darth Vader é pai dos dois. Quem não sabe isso?" (passa o mouse em cima pra você ver o spoiler). Jamais irei esquecer a cara de Caroline, foi impagável. É que apesar de nunca ter visto os filmes, eu pensei todas as referencias ao logo dos anos, os filmes infelizmente foram algo que não passaram pela minha vida enquanto eu crescia, vai saber porque. De qualquer forma, em determinado momento não só fui inserida por essa universo como cercada por ele. Não posso precisar quando virei fã, entre onde assistir o episodio V, Uma nova esperança e agora minha vida foi se entrelaçando com essa história maravilhosa que por incrível que posso parecer, continua trazendo reflexões, conspirações e fangirlagens a mil.

Detalhe: Meu irmão me deu um post do BB8 e do Kylo Ren lindos sem nem saber que eu já tava apaixonada por todo esse universo, e claro que depois disso tive que iniciar ela, minha cunhada e minha sobrinha de 4 anos, além de amigos e qualquer pessoa que encontrasse na rua e me desse 5 minutos do seu tempo.



Então é isso, eu me rendi a Star Wars depois de adulta, e mesmo assim me posto aqui como fã porque isso é uma das coisas lindas dessa história, ela nunca fica velha e está sempre aberta para mais e mais novos fãs. É só chegar, e continuar levando a palavra dita pela primeira vez por George Lucas e hoje difundida por milhares de milhares de amantes de uma boa história.


***

Aqui deixo meu muito obrigada em meu nome e da equipe do CC 
por vocês terem acompanhado esse mês com a gente.

E como você começou a gostar de Star Wars?

Não começou?

Tà em tempo ainda! Aproveita a data comemorativa hoje!

Feliz Dia do Orgulho Nerd! Parabéns, Star Wars!
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CCIndicação CCMúsica indie

Notas Brasileiras #28 - Vitrola Sintética

24.5.17Taiany Araújo


Só foi preciso uma música. Uma unicazinha música que apareceu no meu Descobertas da Semana do Spotify. Um música que me fez montar a atual playlist dos meus sonhos e me deu uma certeza: Eu tinha que trazer essa banda para o Notas Brasileiras porque a quantidade de pessoas que os ouvia não era o suficiente, mais e mais gente deveria conhecer o som do Vitrola Sintética e serem nocauteados como eu fui.

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13 Reasons Why Destiel faberry

Queerbating e a representatividade ruim = minha raiva.

23.5.17João Paulo Albuquerque




Se passou um pouco mais de um mês desde que meu primeiro texto foi publicado aqui, então decidi voltar com o mesmo tema, Queerbating. E se não sabe de qual texto estou falando, é o sobre Destiel.

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CCdiscussão CCSéries CCSociedade

Assistir séries tem que ser por prazer, não por obrigação.

22.5.17Taiany Araújo

Eu amo séries. Amo a netflix. Amo a junção dessas duas coisas, mas talvez esteja na hora de olharmos para elas mais criticamente.

A cada vez que entro no twitter tem anuncio de uma nova série estreando na netflix, e é um tal de “você TEM que vê”, “você PRECISA”, “você isso e aquilo”, fiquei pensando se ela não poderia estar virando um gatilho para bad, para o sentimento de estar a margem. A gente tem que ficar o tempo todo lembrando que não precisamos ver tudo e nem saber de tudo, que não saber não nos faz menos. Somos a geração que “tá ficando fudida da cabeça e das emoções” e como diria minha tia: Temos que vigiar.

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clube de escrita Dana Martins Dica

Clube de Escrita: Os anos que eu achava que não podia escrever

21.5.17Dana Martins

Eu tava conversando com a Giovanna que respondeu o Batdrama (a minha newsletter, se inscreva aqui e divulgue pra os amigos, pf) sobre escrita e aí eu contei uma mini-história pessoal que eu adoro contar e decidi colocar aqui no ConversaCult pra vocês aproveitarem também.

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