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Desconstruindo mitos: eu não queria pensar assim

14.9.15Taiany Araújo


Às vezes uma imagem ou um vídeo conseguem traduzir muito melhor alguma coisa do que diversas palavras dispostas em um texto. Parece até estranho eu dizer isso, uma vez que estou justamente escrevendo algo, mas hoje, além de falar, falar, falar, vou também usar outro artifício de transmissão de mensagem. Sou gulosa eu sei Hahahahahahahahha.


Provavelmente vocês repararam que tem rolado aqui no CC uns textos chamados Desconstruindo mitos. Esses textos basicamente falam sobre algo que as pessoas ou já ouviram falar, mas nem sempre da forma "verdadeira", ou falam de coisas que as pessoas nem tinham ideia que eram significativas (imagino que ao lê-los, sobre a cabeça do segundo grupo de pessoas, apareça um balãozinho com a expressão "MAS QUE MERDA É ESSA?" em letras garrafais). E ainda temos um terceiro grupo de pessoas que talvez achem que não temos a mínima ideia do que estamos falando. (Eu voto neles. Estão certos hahahhahaha)

Pois bem, dito tudo isso, agora vamos ao que me traz aqui hoje.

Quando você escolhe um curso específico na faculdade, percebe que aos poucos sua vida começa a gravitar em torno das coisas relacionadas a esse curso como amigos, conversas, piadas. Assim, é óbvio que até sua procrastinação acaba sendo sugada no processo. E foi num dia de "estou morrendo de tédio sem nada pra fazer e vou ficar rolando o feed do meu facebook" que eu me deparei com um vídeo sensacional, que me levou a outro a outro e a outro.

Eu nas internets da vida.

Quando se fala sobre algum transtorno psiquiátrico, no geral, ou as pessoas saem correndo morrendo de medo que isso se pegue ou não sabem exatamente o que é esse transtorno e acabam reproduzindo coisas que ouviram falar sobre, que nem sempre são verdadeiras. O ponto é, mesmo com as diversas reações, nem sempre entendemos realmente o que o outro está passando, nem sempre sabemos o que a pessoa tem, a não ser um nome que nos falam e esperam que façamos um aceno com a cabeça e cara de “ficou tudo claro com essa informação”. Mas ficou claro coisa nenhuma, agora é que se complicou tudo de vez.

No entanto, alguma alma genial e que saca dos paranauês das animações fez um curta-metragem tocante ilustrando o porquê uma pessoa com TOC faz o que faz, como ela sofre com isso e como é muito mais forte que ela esse impulso que a faz agir assim. Isso nos ajuda a perceber que ao invés de julgamentos, aqueles que estão sofrendo precisam de ajuda, porque estão sendo puxados em tantas direções pelas coisas que estão em suas cabeças ( na falta de uma explicação melhor) que saber qual lado direção seguir é difícil.

O TOC é um transtorno psiquiátrico caracterizado por comportamentos e pensamentos repetitivos que representam significativo sofrimento para o indivíduo. Os “pensamentos” indesejados que retornam repetidamente à mente da pessoa são chamados de obsessões, e os comportamentos/rituais, aos quais ela recorre, são as compulsões.


No mesmo dia que encontrei esse vídeo maravilhoso e sai compartilhando ele em tudo que é canto, eu fui achando outros na mesma pegada e compartilhando também, mas acredito que um em particular complete esse primeiro de forma emocionante.  Como se depois que seus olhos observaram as imagens, estivesse na vez de seus ouvidos captarem o que há por trás de tudo. E sabe o que é?  Uma pessoa. 

Uma pessoa que assim como eu e você, só quer ser feliz, só quer viver e ser feliz.


Então, depois desses dois vídeos e possíveis lágrimas (da minha parte com certeza), só posso dizer que ser empático é mais do que saber o que a pessoa tem, é mais do que entender o que significa o seu problema/sofrimento, ser empático é ouvi-la de verdade e acolher.

Que sejamos mais como pessoas que ouvem aquilo que não se diz, e menos como pessoas que acham saber do que se está falando. 

taiany araujo.

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