Eu sou filha de um homem negro com uma mulher branca, não
diferente de muitos outros brasileiros. Mas esse fato e a minha criação fizeram
com que eu não soubesse em que lugar estava em relação a minha cor. Eu aceitava
a denominação parda de maneira ingênua e acomodada, porque enquanto na família
do meu pai, onde todos eram negros, eu não era negra o suficiente para ser
vista como igual, na família da minha mãe, composta de brancos, eu sempre fui a
"moreninha", nunca negra demais.
CCdiscussão
CCMúsica
CCSociedade
Você não gosta da Pabllo Vittar? Beleza, foda-se
5.1.18Jota Albuquerque
Algo que é impossível você estar na internet e não ver, é gente falando que não gosta de Pabllo Vittar e ninguém pode forçar ela a gostar.
Meu anjo, ninguém liga.
João Paulo Albuquerque
lgbt
LGBTQ
Pare um minuto e vamos falar de transfobia.
9.11.17Jota Albuquerque
Num dia após milhares de conversas que me fizeram pensar muito - mais do que já penso -, eu acho um texto bem... preconceituoso, especificamente transfóbico.
Quem me dera poder escolher não ter medo de alguma coisa na rua simplesmente porque posso apanhar por amor, quem me dera poder berrar aos quatro ventos que eu sou o que eu sou sem o medo de alguma coisa ruim acontecer, quem me dera...
Camren
colaborador
faberry
Dentro de grupos minoritários também há muita disseminação de preconceito
17.10.17Colaboradores CC
Já escrevi sobre Faberry (Quinn Fabray e Rachel Berry) inúmeras vezes, seja no Facebook – isto é, em discussões em grupos e páginas de Glee, pois eu diria que embora muito amado, é também um ship muito odiado – ou em conversas com meus amigos (ou desconhecidos, :v) no WhatsApp, nas quais eu expliquei o que eu vejo entre as duas. E no caso dos amigos, que transformei em Gleeks, também é meio que um processo obrigatório ouvir minhas teorias inacabáveis sobre esse “não-casal” maravilhoso. Contudo, algo que acompanha a fandom Faberry é Achele, que é o ship das atrizes, Dianna Agron e Lea Michele, popularmente conhecidas como “amores da minha vida”.
Não permitam que essa aprovação para "curar" homossexualidade (adendo: não há o que curar, não é uma doença) passe em branco. Criem hashtags, façam textões, divulguem locais (sites, etc) que falem sobre homossexualidade não ser doença, façam a revolução acontecer! Não dá pra ficar parado olhando algo assim passar, não. Ninguém escolhe ser gay (LGBT+), do mesmo modo que ninguém escolhe ser hétero, se fosse assim, ninguém precisaria passar por deslegitimação, expulsão de casa, espancamento, religiões tentando nos demonizar, etc. Não permitam que homofóbicos passem, e esse juiz é mais um de milhares que estão comandando um país, disseminando seus preconceitos e bostas.
Dia 18 de maio aconteceu algo muito legal na aula de matemática, pela primeira vez em uma quinta-feira (amém). Após passar na lousa os exemplos, deixando o pessoal terminar de copiar, pois ainda teríamos uma segunda aula com ela, a professora perguntou se havíamos visto o que vinha acontecendo (no caso as denúncias e provas contra Cunha e Temer...) e disso, fomos parar no assunto mais polêmico de todos dentro d'uma sala de aula: Bolsonaro.

Muitas vezes durante um jantar ou almoço com algum parente da família (não vou exemplificar porque vai que alguém acabe lendo, né?), quando eu decidi que era melhor eu não comer muito – justamente porque no dia seguinte eu teria aula e prefiro não comer besteiras ou exagerar na comida – eu escutei: "Você está tentando emagrecer? Você ficaria mais bonito.". Respondi: "Não, não estou. Sou lindo assim.".
A primeira vez que surgiu um fio branco tinha uns 25 anos, mas naquela hora nem liguei. O que é um único cabelo branco em um universo tão vasto? Agora com 29 anos não importa para que lado jogue meu cabelo eis que me deparo com vários fios branquinhos branquinhos. No momento tenho uma técnica infalível para acabar com eles: arranco-os. Como sempre fui de pensar a longo prazo nas coisas me deparei com a questão: o que acontecerá quando tiver 50, 200, 1000 fios brancos? Pintar parece ser a solução mais óbvia, mas qual é o problema de assumir os brancos?
Eu vi uns tweets na timeline que explicam de maneira simples algo muito importante:
Bullying é errado. Fazer piada de pessoa magra é bullying. Não é preconceito sistemático e não deve ser igualado à gordofobia.
Sentimentos pessoais não criam automaticamente opressão. Seus sentimentos são válidos. Mas não causam injustiça sistemática. É uma conversa diferente.
Eduardo Ferreira
Harry Potter
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
O problema da Hermione negra
8.6.16Eduardo FerreiraEu vou começar esse post de uma forma que pode não fazer sentido no começo, mas que se você ler até o final entenderá muito bem meu ponto. Assim espero.
Sabe, eu já repudiei a atitude de algumas pessoas da militância feminista pelas suas atitudes agressivas. A forma com que militavam não parecia certa. Achava que a agressividade não levava a nada, só afastaria homens, aliados em potencial, do movimento. Pensava realmente que sua conduta era simplesmente destrutiva, um desserviço ao feminismo.
Como eu era inocente... (e machista).
- um texto sobre sentir medo, preconceito e (r)existir.
Ontem, meu namorado e eu fomos chamados por uma moça da coordenação do meu colégio para conversar com ela e os inspetores. O motivo? Deveríamos parar com as nossas demonstrações de afeto, afinal, elas eram exageradas, ofensivas e mau exemplo para os estudantes mais novos. As palavras da mulher, sob a desculpa de “não temos nada contra o amor de vocês, são as regras”, me sufocaram. Os outros funcionários carregavam expressões de reprovação, enquanto meu namorado, com os olhos marejados, segurava minha mão com força. Eu precisava falar.
CCdiscussão
CCLivros
Dana Martins
Para quem não tem capacidade de ler certos livros
31.7.14Dana Martins
"Já me perguntaram e já insinuaram que eu não tinha capacidade de ler "o senhor das moscas" por ler muito juvenil." - LISPECTOR, Clarice
A gente estava conversando sobre preconceito por causa da Semana Literária quando fizeram o comentário acima e aí eu fiquei com vontade de comentar sobre essa história de "ter capacidade de ler" aqui. Porque sabe de uma coisa? Talvez quem disse isso esteja certo.
Leu o título? Pronto. Meu trabalho está acabado por aqui.
Calma, calma Paulo, é brincadeira…
Dentro da Semana Literária: Não Julgue Um Livro Pelo Preconceito quis falar sobre romances de banca, mas a Taiany tomou a minha frente e fiquei aqui matutando com qual assunto poderia contribuir. A única coisa que passou pela minha mente foi literatura erótica. Então vou escrever sobre isso.
CCLivros
Isabelle Fernandes
literatura
Romances de banca são realmente ruins?
17.7.14Isabelle FernandesEu amo romances de banca.
É engraçado, mas toda vez que alguém pede para que eu escreva sobre romances de banca, minha primeira frase é essa. E quem diabo é você garota???, vocês devem estar se perguntando. Ok, ok vamos por partes.
Meu nome é Taiany, faço faculdade de psicologia, tenho 22 ou 21 anos (desde dos 17 não sei mais minha idade. Juro, fico sempre na dúvida. É só perguntar para quem me conhece). Uma das minhas melhores amigas faz parte do CC (Bells, olha como sou legal) e vez ou outra eu estou dando altas explicações a ela sobre romances de banca, um tipo de literatura que faz muita gente virar a cara. Ela sempre me diz que eu deveria explicar isso para outras pessoas, assim, um dia ela sugeriu que eu escrevesse aqui para o CC sobre este assunto um tanto polêmico (tão polêmico quanto mamilos). Então chega de enrolação e vamos lá.
Meu nome é Taiany, faço faculdade de psicologia, tenho 22 ou 21 anos (desde dos 17 não sei mais minha idade. Juro, fico sempre na dúvida. É só perguntar para quem me conhece). Uma das minhas melhores amigas faz parte do CC (Bells, olha como sou legal) e vez ou outra eu estou dando altas explicações a ela sobre romances de banca, um tipo de literatura que faz muita gente virar a cara. Ela sempre me diz que eu deveria explicar isso para outras pessoas, assim, um dia ela sugeriu que eu escrevesse aqui para o CC sobre este assunto um tanto polêmico (tão polêmico quanto mamilos). Então chega de enrolação e vamos lá.
CCdiscussão
CCLivros
John Green & Nerdfighters
Dez motivos pelos quais está tudo bem ler YA
15.7.14paulo
No mês passado foi publicado um artigo horrível que defendia que adultos que leem livros para o público jovem adulto - os Young Adult, ou simplesmente YA - deveriam sentir vergonha. Essa ideia está errada em vários aspectos e gerou um grande barulho nas redes sociais; leitores e escritores se indignaram com a diminuição dessa fatia do mercado literário e escreveram textos e tweets defendendo o segmento. Um dos mais divertidos que li foi o da escritora Kathleen Kale (em inglês), e outro que também gostei foi o do Matt Haig, autor de "Os Radley" e outros romances. Ele listou em seu blog dez razões pelas quais ler YA é positivo, que traduzimos para os leitores do ConversaCult. Para conferir, basta continuar lendo o post.
CCLivros
especial
Não julgue um livro pelo preconceito
Semana Literária: Não julgue um livro pelo preconceito
14.7.14paulo
Responda com sinceridade: desde sua iniciação no mundo da leitura, alguma pessoa já te julgou por um livro ou você mesmo tirou conclusões precipitadas a respeito de alguém pelo que ela lia?
Não é nem por maldade, mas muitas vezes criamos estereótipos negativos sobre alguns tipos de livro e repassamos essa imagem sem nem conhecer de verdade a obra. Daí surgem aquelas já conhecidas ideias: livro de “mulherzinha” não presta, young adult é “coisa de adolescente”, romance de banca não é literatura de verdade, entre várias outras.
O preconceito é sempre muito ruim, por isso, seis blogs e um vlog se reuniram para passar uma semana inteira discutindo as várias formas que ele pode tomar quando se trata de livros. Se quiser conhecer quem está participando e saber um pouco mais sobre a semana especial, continue lendo! :)
Não é nem por maldade, mas muitas vezes criamos estereótipos negativos sobre alguns tipos de livro e repassamos essa imagem sem nem conhecer de verdade a obra. Daí surgem aquelas já conhecidas ideias: livro de “mulherzinha” não presta, young adult é “coisa de adolescente”, romance de banca não é literatura de verdade, entre várias outras.
O preconceito é sempre muito ruim, por isso, seis blogs e um vlog se reuniram para passar uma semana inteira discutindo as várias formas que ele pode tomar quando se trata de livros. Se quiser conhecer quem está participando e saber um pouco mais sobre a semana especial, continue lendo! :)
Ainda essa semana a Dana escreveu "A gente tá sempre criticando os outros, né?", sobre como vivemos em uma cultura que julga os outros, e julga muito. Sendo esse um tema bastante sensível para mim, que convivo com esse tipo de preconceito até hoje, quis dar meu parecer na intenção de levar a discussão dela um passo além. Só que ele ficou tão grande que se tornou um texto separado.
Então sentem aqui e ouçam uma história.
adolescente
bissexualidade
bullying
[Resenha] O beco do pânico, de Clovis Levi
26.10.13João Pedro Gomes
por João Pedro Gomes
- Livro: O beco do pânico
- Autor: Clovis Levi
- Editora: Globo
- Comprar: Submarino, Cultura
- No Skoob
- Autor: Clovis Levi
- Editora: Globo
- Comprar: Submarino, Cultura
- No Skoob
Minicrítica ~ Resumo:
Caíque é um daqueles adolescentes que tem tudo o que alguém de sua idade poderia querer: boa aparência, dinheiro e a namorada mais desejável da escola. Mas sua vida aparentemente perfeita é abalada quando um súbito sentimento surge dentro de si. Afinal, o que aconteceria se, de repente, Caíque se visse apaixonado por alguém do mesmo sexo?
A abordagem da bissexualidade e dos diversos dramas da adolescência é o que move a trama de O Beco do Pânico, livro de um escritor brasileiro que proporcionou uma das leituras mais diferentes que já fiz. Apesar de alguns pequenos pontos fracos, com certeza vale pela originalidade da narrativa e pelas reflexões que proporciona ao leitor.































