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Saúde mental é problema de todos nós

30.9.16Isabelle Fernandes


A máxima do Setembro Amarelo é bem simples: falar sobre. Falar mais sobre suicídio, falar mais sobre transtornos, isso sem dúvida faz a maior diferença e ajuda tanto a quebrar tabus quanto a mostrar pras pessoas que passam por isso que elas não estão sozinhas.

Tá. Mas pra você falar sobre, é preciso haver abertura. É preciso que o outro lado esteja disposto a ouvir e entender, ou simplesmente não vai dar certo. Durante o mês vi muita gente levantando o tema, se disponibilizando pra ouvir e chamando pra reflexão, mas também eu vi muitas críticas e as principais foram:

Você está participando do Setembro Amarelo porque realmente se importa ou porquê tá indo pelo hype? 

Quando o mês acabar você vai continuar com o seu inbox disponível pra desabafos?

Você tá compartilhando e fazendo textos bonitos sobre a iniciativa, mas vira as costas pro seu amigo/familiar em crise?

Você aí que está lendo, quero que se faça essas perguntas, tendo participado ativamente ou não. Quero que reflita sobre a sua postura diante de amigos, familiares e conhecidos que pensem/tenham tentado suicídio ou que tenham sido diagnosticados com algum transtorno mental, sobre que tipo conceitos você tem a cerca desses problemas e o quanto você pode estar reproduzindo ideias erradas ou até mesmo nocivas a quem sofre com isso

Por melhores que sejam as intenções, não adianta passar todo o mês de setembro chamando atenção para importância dessa questão se durante o resto do ano você finge que não tá vendo, faz de conta que não está ouvindo o pedido de ajuda e se recusa a abordar o assunto seja com a pessoa, seja com um profissional. Não adianta disponibilizar seu inbox pra desabafo se for pra falar coisas como "vai passar", "é só ter pensativo positivo" ou "é só uma fase".

Eu sei que não é fácil e que vivemos numa sociedade cheia de tabus, portanto geralmente as pessoas não sabem lidar com uma pessoa que precisa de ajuda e é por isso que existe essa iniciativa, ok. Só que pra fazer a sua parte não é preciso ter conhecimento específico sobre psicologia e psiquiatria, você só precisa de duas coisas: empatia e escuta.

Se coloque no lugar do outro. Imagine o que ele está pensando. Imagine o que ele está sentindo. Ouça com atenção.

Porque saúde mental é problema de todos nós.

"Se você está passando por um período obscuro, lembre-se de que você não está sozinho"

Ps: Esse vídeo explica maravilhosamente qual é a diferença entre ser empático e simpático



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1 comentários

  1. ESSE VÍDEO É UMA COISA MARAVILHOSA QUE DEVERIA SER VISTO POR TODOS E POR MIM MUITAS E MUITAS VEZES, QUANTAS VEZES EU SOU SIMPÁTICA AO INVÉS DE EMPÁTICA. É UM EXERCÍCIO CONSTANTE, E TER ESSE VÍDEO E NÃO ESQUECER. OBRIGADA PELO TEXTO INCRÍVEL E POR POSTAR ESSE VÍDEO INCRÍVEL.

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