bienal 2015 Bienal do Livro

Como eu (quase) não fui à Bienal do Livro 2015 e outras coisas

14.9.15Dana Martins


OMG HOJE É DOMINGO (ok, segunda shhh) E EU POSSO FALAR SOBRE A SEMANA!!!!!!!!!!!!! FAZIA TANTO TEMPO QUE EU QUERIA FAZER ISSO..... HAUHAUHAUH

Enfim, estamos aqui, uma nova semana e nessa eu só posso falar da Bienal do Livro 2015. Consegui ir a 3 dias nesse ano, e no início foi uma porcaria, depois muito bom. Tão bom que depois do último dia eu cheguei em casa querendo contar todas as coisas que aconteceram. Aqui está!

Pra começar, o óbvio: eu não tava tão animada. Normalmente chega Bienal do Livro e eu to tipo JÁ COMEÇOU? E AGORA? AGORA? POSSO IR? TODOS OS DIAS? DURANTE TODAS AS HORAS?

Nessa eu estava: morta.

Queria que abrissem um espaço no meio do tempo pra eu não fazer nada por uns anos e aí recuperasse minhas energias para aproveitar a Bienal. O que não aconteceu. Então a Bienal chegou e eu tava empurrando até não poder ignorar mais.

marcador novo mandando eu girl the hell up e ir 

Ok, não é 100% verdade. Ao mesmo tempo, eu estava animada. BIENAL DO LIVRO!!! E o Diego e o João estavam vindo especialmente para esse momento, a gente ainda não se conhecia, MUITA EXPECTATIVA!!!! Nós fizemos marcadores novos especialmente pra esse momento, então não via a hora de espalhar por aí. Além disso, quando começaram a sair as primeiras notícias da Bienal, fotos, comentários: eu queria estar lá.

Agora, minha alma e meu corpo nem sempre concordam quanto ao que fazer, então eu fiquei de boa na minha casa no primeiro fim de semana (mentira, meu irmão veio pra cá e me arrastou nem lembro pra onde) (adeus, energias). Só que aí ele também deu a ideia de ir na Bienal segunda (dia 7), poderia ser a única chance dele ir porque não sabíamos se ele voltaria pra o Rio no fim de semana seguinte. ENTÃO NÓS FOMOS!

Ou algo assim. Pra variar, nós ficamos fazendo algo a noite inteira e fomos dormir bem tarde (umas 5), acordamos meio dia, fizemos um almoço especial (quando ele tá aqui, temos que aproveitar cada segundo) e chegamos na Bienal só 5:30. Não só por culpa nossa. Veja bem, ficamos um milênio esperando um ônibus passar e, quando decidimos e pegamos um pra onde certamente tem ônibus pra Bienal, o desgraçado passou do nosso lado. Murphy tá aí pra provar. 

BIENAL DIA 1- ESTAMOS MORTOS

Não tem ideia de quantas vezes esse gif passou pela minha cabeça na Bienal


Mas depois de pegar dois ônibus (e toda a espera entre eles), estávamos a caminho da Bienal em um dos ônibus especiais. Você já pegou um ônibus desse? É uma experiência totalmente diferente. O Rio Centro é um lugar tão longe, que pra chegar lá naquele fim de mundo a melhor forma é usar os ônibus especiais dedicados ao que tá rolando por lá (Bienal, Rock in Rio, show da Lady Gaga...). Só que diferente dos ônibus normais que você pega com um monte de gente morta aleatória, são pessoas SUPER ANIMADAS PORQUE ESTÃO INDO PRA O EVENTO. O clima é diferente. Dá pra sentir a expectativa. As conversas são mais orientadas ao que vai acontecer. Mesmo que você esteja em pé amassado com a cara na janela e uma pessoa grudada nas suas costas te esmagando, é mais legal.

Nesse ônibus específico uma das partes legais foi uma velhinha SUPER ANIMADA falando alto, tipo "DEIXEM LIVROS PRA MIM!". Ela tava do lado de outra velhinha, que usava fones de ouvido e mexia no celular, só parando quando a primeira falava algo. Duas velhinhas hi-tech todas animadas indo pra Bienal NÃO É MUITO LINDO????? É. 

(Comentei com meu irmão que elas pareciam a Carol e a Bells juntas daqui a 50 anos)

elas são literalmente aquelas velhinhas

É esse tipo de coisa que você tem a oportunidade de observar preso no ônibus por longos minutos (ou horas?) com desconhecidos que estão indo fazer a mesma coisa que você. 

Depois de um caminho cheio de obras, com trânsito e a paisagem de casas semidestruídas de pessoas que estão sendo despejadas por causa das Olimpíadas (nas faixas das casas você lia pichações tipo "NÃO QUEREMOS SAIR!") (basicamente um episódio de Demolidor) (não era pra ser uma piada), nós chegamos na bendita Bienal. 


Só ANDAR UNS 500 km pra encontrar a entrada do Rio Centro e depois mais 500 km pra encontrar a bilheteria. Felizmente, nós compramos nossos ingressos pela internet e entramos direto.

YAY! BIENAL! 

Fomos direto encontrar o Paulo no estande da Gutenberg. Lá também encontrei o pessoal do NUPE!!! Muito legal. (na segunda-feira, o João tava passeando pelo Rio com um "outro pessoal" - não sei quem é) (o Diego ainda estava em São Paulo) - e aí eu e meu irmão saímos logo de lá antes que eu assassinasse alguma amizade com as minhas vergonhosas habilidades sociais. 

Sim, essa é outra parte da Bienal. ENCONTRAR MUITA GENTE QUE VOCÊ CONHECE. E muita gente que você conhece, mas não conhece tanto assim e são pessoas legais e ao mesmo tempo... o que diabos eu deveria fazer? Não sei. Normalmente eu corro e reflito sobre todas as pessoas com quem eu poderia ter falado, mas só passei direto. Bienal pode ser igualmente um amor e um terror social. Você nunca sabe quem vai aparecer a cada esquina.

E eu basicamente:



Esses gifs me representam tanto. 

Mas vamos em frente. UMA BIENAL INTEIRA PARA DESBRAVAR. SÓ EU E O MEU IRMÃO. Em frente à Gutenberg fica o estande da Leya (aquele onde tem um trono de ferro anexado a uma fila eterna), onde já de cara eu descobri que: 1- Relançaram Jogador Número 1. com uma nova capa feia. 2- JÁ TEM UM OUTRO LIVRO DO AUTOR LANÇADO E EU NÃO SABIA. EU HEIN. Enfim, a moral desse parágrafo é: LEIAM JOGADOR NÚMERO 1. 

O resto da Bienal nesse dia durou mais ou menos uma "rua" do pavilhão até o fim. O tempo que levou pra eu e o meu irmão ~brigarmos~. Ele começou a me ignorar, não respondia em qual estande queria entrar, depois começou a andar rápido e quando fizemos a curva decidi sentar porque não sou obrigada rodar Bienal correndo atrás de alguém que me ignora. Ele nem me viu. Foi embora. Com comida. Dinheiro.

basicamente a gente. (e é a capa de Bear, que eu comprei lá)


Até o Thiago, que foi passear com a gente, me encontrou (sem celular) primeiro e foi sentar na Parede dos Ignorados junto comigo. Aí o sono dos dias mal dormidos, o cansaço de chegar até a Bienal e a fome começaram a pesar. Eu ainda estava decidida a não deixar nenhum babaca estragar minha Bienal, então fui rodar sozinha. Descobri que a Intrínseca estava vendendo Faça Boa Arte, do Neil Gaiman, e O Fim de Todos Nós, da Megan Crewe, por só 5 reais!!! Passei nos estandes principais, briguei com o mapa porque não achava a Panini, fiz drama mentalmente no melhor estilo O QUE EU VIM FAZER BIENAL SE NÃO TEM A PANINI. COMPRAR LIVROS????????????? 

(resumindo: pavilhão principal, onde eles costumavam ficar, tinha só um mini-estande da Panini sem nada e pensei fosse só aquilo, só que nesse ano eles colocaram o estande no pavilhão verde - agora nomeado por mim de PAVILHÃO DOS QUADRINHOS -, então por isso eu não tava achando).

Pavilhão principal. Sem Panini. 

Felizmente, a minha Parede dos Ignorados ficava no caminho do Pavilhão Verde e eu pude ver se o meu irmão tinha aparecido - lá estava ele sentado. Ainda de cara fechada. Ainda não respondendo. Eu sentei e aproveitei pra comer o biscoito que nós levamos... e descobri da pior forma que comprei o de Floresta Negra em vez do comum de Chocolate. 

Acabou Bienal. Quem aproveita Bienal COM BISCOITO DE FLORESTA NEGRA? NÃO DÁ, MIGS. ACABOU.

Ok, não. Depois da morte lenta de comer 4 biscoitinhos e lembrar por que eu não comprava daquela marca, eu fui atrás da Panini no Pavilhão Verde. sozinha.

Curiosidade: achei super divertido quando olhei no mapa e vi que a localização deles era EXATAMENTE do lado de onde a Comix ficou na última Bienal (o outro estande onde você compra quadrinhos...). Aquilo ali parecia guerra nível DC vs. Marvel, só que quando cheguei nesse ano a Comix não tava ali. :( Foi substituída por um estande de pôsters a 3 reais e passou mais pra trás no pavilhão. Uma pena. 

JESSICA DREW NA PAREDE DA PANINI!!! (meu irmão tirou essa foto no sábado)


Bem, a Panini estava com fila pra entrar. A Comix também. Não sou obrigada. Decidi voltar pra Parede dos Ignorados, onde encontrei meu irmão dormindo. SIM, DORMINDO EM PLENA BIENAL E ME IGNORANDO. EU FUI NAQUELA PORCARIA POR CAUSA DELE!!! (se ele ler isso, vai ficar muito puto e dizer "você não precisava ter ido" - não precisava. mas queria ir com o meu irmão o.ó) Enfim, perguntei se ele queria comer um dos hambúrgueres que nós levamos e ele finalmente levantou pra gente ir comprar um refrigerante pelo precinho camarada de 6 reais.

Fotos do nosso lanche emocionante:

isso é meu irmão sentado com a cabeça abaixada

Tive que tirar com a minha câmera merda. Uma das poucas fotos da Bienal, já que meu celular não tem e não dava pra usar o do meu irmão porque ele tava possuído pelo capeta.

Depois disso decidimos ir embora. Acho que se eu não tivesse tão cansada, teria sido ótimo passear sozinha pela Bienal, mas... não tava rolando. A briga com meu irmão acabou com todas as minhas energias. Eu basicamente murchei.

A gente saindo da Bienal:

Dana: O que nós vamos fazer agora?
Tino: Não sei.
Dana: Vamos embora.
Tino *hesitando*: Tem certeza?
Dana: Eu vou ficar falando sozinha?
Tino: ...
Dana: Vamos embora.

Acho que ele começou a perceber a merda quando a gente tava na saída indo embora, parou umas 3 vezes pra gente ter uma nova versão desse mesmo diálogo. Eu já tava cansada dessa coisa e me perguntando se é assim que um relacionamento abusivo funciona, então fui embora. Cadê ele? Viro pra trás e tá ele parado na porta. FINALMENTE DECIDIU FICAR. Infelizmente, um segurança grosso expulsou todos nós. 

Foi meio que um momento que tudo ferrou.

Eu saindo da Bienal. 



Eu tava tããão animada pra ir pra Bienal e livros e pessoas que gostam de livros e BIENAL!!! Nós fomos preparados pra ir embora só quando fechasse. E ainda era 7 da noite. Fiquei muito triste. ._.

Fomos em silêncio no ônibus pra casa, que foi absolutamente horrível e um passeio no purgatório que não terminava nunca. Pelo menos eu tava sentada. Eu só tava pensando no quanto eu queria chegar em casa e dormir, mas tava ainda cedo demais pra isso. Aí meu irmão deu a ideia da gente parar no shopping e eu achei que andar no shopping era melhor do que ficar em casa olhando pra cara feia dele. 

Aqui um desenho que eu fiz enquanto estava lá morrendo.

(eu tive que refazer ESSA MERDA 5 VEZES PORQUE NÃO SALVAVA E FIQUEI TÃO PUTA QUE TROQUEI A TRISTEZA POR RAIVA E RECUPEREI MINHAS ENERGIAS)

Moral do primeiro dia de Bienal: não faça as coisas cansado. durma bem.

No dia seguinte, na terça, o João ia com a Bells passear pelo Rio e o Paulo disse que o pessoal do NUPE ia também. Eu ia: dormir pra descansar do fim de semana, aproveitar um tempo sozinha. Só que meu irmão ficou por mais um dia no Rio, então não teve muita pausa. O descanso foi adiado pra quarta. (dia em que o Diego chegou no Rio e foi para casa da Ana, onde o João já estava)

Na quinta rolou Bienal, pra eles. Eu planejava ir, PORÉM: eu não realmente queria. Era um dia vazio só pra mim e só a ideia de ter que ir acabou com meu sono à noite. Foi um inferno. Eu preferia dormir bem pra poder fazer as coisas direito na sexta. Acabei não dormindo bem outra noite, mas já era sexta e eu ia ficar muito puta se o Diego e João tivessem vindo pra o Rio e a gente não se encontrasse. Era o único dia que eu tinha pra ver o João praticamente!!! Além disso, ERA ANIVERSÁRIO DO PAULO! Ia sair 11 da manhã, saí 3:30, MAS FUI!!!!!!!!!!!!!!!!!

Curiosidade: Fui comprar o ingresso na internet pra não pegar fila na Bienal. O site do ingresso tava com fila. 

BIENAL DIA 2- ANIVERSÁRIO DO PAULO!!!

Felizmente, peguei um ônibus do condomínio que ia pra lá e foi muito mais tranquilo. Deu até pra ouvir Halsey no caminho.

Encontrei o Paulo primeiro com o namorado dele (tão de repente que esqueci de dar parabéns), depois juntos encontramos o João, a Bells, o Diego e a Ana E FOI MUITO LEGAL. Eles eram todos de verdade e animados. 

Saí muito bem nessa foto. Se forem fazer um A Era do Gelo live-action posso interpretar o Sid

Acabamos nos dividindo porque alguns queriam comer, e eu e a Bells estávamos só chegando. Então foi eu, João e Bells passear pra ver. Sabe, bem legal quando você está com pessoas animadas. O João até me levou pra fazer um tour pela Panini e me mostrar as coisas legais (João, eu quase comprei o capa dura da Mulher Maravilha, mas isso envolve $$$$ ._.). Também tiramos fotos da Bells com um painel de Harry Potter... HAUHAUHA

Não demorou muito voltamos pra Gutenberg, porque já estavam unindo o pessoal lá pra ir jantar porque ANIVERSÁRIO DO PAULO. Enquanto isso, meu irmão vinha pra o Rio, o que envolveu o garoto parar por acidente no meio de uma favela e ficar preso no lugar errado. Resultado: Ele ficou irritado outra vez, dizendo que não ia mais. Agora eu já estava tipo QUE SE DANE, TCHAU. Mas eu realmente queria que ele fosse, porque se não eu teria que me virar pra voltar sozinha pra casa daquele fim de mundo.

Ele acabou indo. Acabou sendo legal. Tivemos uma conversa sobre Demolidor enquanto comíamos. 

E pegamos uma chuva maravilhosa quando voltamos pra casa. Eu realmente gosto de chuva.

CANTANDO FLORENCE NO MEIO DA CHUVA 

Aí foi chegar morto, dormir e SÁBADO DE MANHÃ TEM MAIS BIENAL. Não tinha nem opção, sabe? O João ia embora ao meio dia, então SÓ DE MANHÃ PRA GENTE SE VER.

Segundo dia de Bienal, único arrependimento: não ter seguido o conselho da velhinha e ido pegar autógrafo do padre Marcelo Rossi pra minha avó. 

No sábado acordei às 3 da manhã, casualmente, sei lá por que, e passei as próximas horas vivendo em outra dimensão até dar 7:30 e eu aceitar que não conseguiria dormir um pouco mais. Então levantei, tomei banho... e foi super sem incidentes, o que é extraordinário quando se trata de eu e o meu irmão indo pra um lugar com horário apertado. A não ser, é claro, que ficamos quase 1 hora esperando ônibus e, como não apareceu, acabamos tendo que pegar 2 ônibus outra vez. E, quando chegamos lá, fizeram a gente pegar o trajeto maior pra entrar.

Tirando o medo de não ver o João, foi tranquilo outra vez. Pessoas interessantes no ônibus. 

BIENAL DIA 3- EU ME APAIXONEI PELA BIENAL (outra vez)

Acabou que ninguém do CC conseguiu ir no encontro de blogueiros da Intrínseca porque todo mundo chegou tarde. Então apenas nos encontramos todos e ficamos por um tempo no lugar que marcamos caso alguém quisesse pegar marcador. O Diego levou um livro de perguntas pra gente responder, que foi suuuper legal. Ele provavelmente não gostou das minhas respostas HUAHUAHUAH Mas eu gostei muito de responder, descobri coisas sobre mim. Muito interessante. E só pra constar: todas as respostas são verdade. dependendo do ponto de vista. 

Essa é a foto que eu saí melhor. Eu to ali em pé do lado do meu irmão na esquerda.
bells poderosa
Aí o Felipe chegou - eu conheci ele através do Clube de Escrita aqui do CC e nós conversamos volta e meia. Apenas digo que: ele é muito legal e foi muito legal conhecer pessoalmente. Agora com a squad toda reunida, ESTÁVAMOS PRONTOS.

Então fomos dar tchau pra o João. :( 

Foi apenas triste e eu queria que acabasse logo e que ele ficasse aqui pra sempre. 

Na foto: Ana na frente no meio, Diego na direita, Adriana sem orelha na esquerda, Bells entre a Ana e Adriana. Atrás na esquerda Carol, Felipe, eu, meu irmão e o Thiago

foto sem o João porque ele reclamou que eu usei na capa do Resumo da Semana

Depois fomos todos parar na Gutenberg outra vez, porque: sempre. O Felipe conheceu a Bárbara Morais (escritora e do NUPE). Compramos livros (finalmente). E ouvimos coisas como: "Ele foi lá jogar o charme no vendedor pra ver se consegue um desconto" ao que uma mulher passando começou a rir descontroladamente. Eu acho interessante como em alguns eventos, só pela proximidade, os muros sociais desaparecem e desconhecidos se aproximam, tudo naquele tom de "estamos juntos nisso!" 

Uma coisa que não funciona na Bienal: andar muita gente junta. Nosso grupo acabou se separando e depois se separou mais. Eu, meu irmão e Felipe ficamos juntos o tempo todo. Fora isso, sei que uma hora a gente tava com a Bells e a Carol. Outra com a Ana. Outra com o Thiago. Outra com o Diego e o pessoal do NUPE. Depois o Paulo. 

ALIÁS. Nessa Bienal descobri que eu tenho a habilidade de encontrar pessoas que estão procurando a mesma pessoa que eu. A pessoa em si? Nada. Mas pessoas aleatórias que eu nem sabia que iam pra Bienal? OLHA ELAS ALI. VEM, VAMOS PROCURAR FULANO.

E foi numa dessas que eu encontrei a Priscilla, amiga do Paulo e apenas <3 <3 <3 

Até que todo mundo foi indo embora e ficou só eu, meu irmão e Felipe. Quando deu umas 7 ou 8 horas nós decidimos ir embora também (dúvidas: ficar na Bienal até o final ou comer? a comida venceu).


Sair da Bienal foi realmente triste. Não só pela chuva e confusão de ônibus que não deu pra se despedir do Felipe propriamente, mas porque era: Adeus, Bienal. Quando eu tava saindo no canto tinha uma poça enorme com um marcador amassado boiando sem rumo. Se meu celular tirasse foto, eu teria tirado para poder ilustrar meu sentimento saindo da Bienal. Eu não queria ir embora. Eu queria ficar. Ver pessoas. Ver livros. Mesmo que eu já tivesse morta.

Não.

Morta não chega nem perto para descrever a relação dolorosa que tava rolando entre meus ossos e músculos.

Acabou Bienal. Na noite de um sábado chuvoso. Dolorosamente.

Minha vontade é realmente de agarrar o chão do pavilhão principal e não sair mais. Mas como eu disse antes, minha alma e meu corpo nem sempre concordam. 

Agora to triste.

Lição do terceiro dia: se a gente continua tentando, as coisas funcionam e ficam mágicas. 

OUTRAS COISAS DA BIENAL DO RIO

Mas esse post nem acabou, porque tem uma sééerie de coisas que não cabem muito na descrição linear. Tipo o que?

Todo mundo sendo super fofinho e se abraçando o tempo todo. 

Ver um monte de pessoas que eram só fotos e nomes da internet. (só ver mesmo)

Felipe sendo super legal. Ele fala as coisas de maneira tão divertida quanto escreve!!! E ainda tivemos conversas sobre pessoas trans, muuuito Amanda Palmer, The 100 e capas de livros estranhas. Agora só vamos esperar que ele fique careca. 

O Diego me odeia. Eu não sei por quê.

Queria ter passado mais tempo com ele e o João.

Bells sempre poderosa e ela e a Carol são meu brotp(?).

Eu e meu irmão pegamos o livro da Capitolina (QUE TÁ SUPER LINDO E COMEÇA FALANDO SOBRE IDENTIDADE DE GÊNERO E EU QUERO VER) (mas tava caro), e lemos todo o índice desvirtuando os assuntos. Sei lá por que.

Meu irmão grudando o rosto no vidro do estande da Companhia das Letras e assustando a moça do outro lado.

A moça do caixa do estande da Companhia, que eu nem vi, mas já gosto muito. "Você não é professor???"

Todo o estande da Companhia (menos os preços)

Crianças fofinhas. MUITAS CRIANÇAS FOFINHAS. MUITAS. MUITAS. MUITAS. TINHA UMA TURMINHA INTEIRA DE ESCOLA SUPER FOFINHA. OWWWWWWWN.


as fotos não fazem justiça à fofura


Muita gente bonita e interessante. (Onde vocês andam normalmente???)

É muito legal deixar marcadores em cima dos livros e observar. É tipo mágica: com um piscar de olhos eles desaparecem. OMG. EU VOU FAZER ISSO NUMA LIVRARIA.

Ana é a pessoa mais divertida distribuindo marcadores. Ela sai com eles pelo meio do caminho mostrando pra todo mundo e falando alto. Entregou um pra aquela mulher que fala de sexo no Altas Horas. Enquanto isso, eu só queria morrer e ser enterrada ali mesmo.

em vez disso, saí na foto com a mulher sem nem saber

Rolou um samba das olimpíadas
compareci em alma, estava jogada em algum lugar sentada descansando  

TOCOU ELLIE GOULDING!!! A Universo do Livros ficava tocando música (com som distorcido o.ó), mas tocou Ellie Goulding e eu tive que fazer o João e a Bells pararem pra ouvir. Enquanto esperávamos, ficamos observando as imagens no telão e imaginando que é clipe da música. Experimente ouvir Love Me Like You Do com o trailer de Chico Xavier. De nada. 

Em uma das nossas paradas na Gutenberg (é na verdade Autêntica!!! só percebi agora), o Felipe reparou que a única moça chateada na foto é a que teve o evento cancelado. Não fica assim, Clarissa. A sua vez vai chegar.



BALANÇO DE COMPRAS DA BIENAL 

Eu tinha em mente comprar um livro (A Retomada da União), voltei pra casa com 11: 

3 Faça Boa Arte, do Neil Gaiman. Eu ainda não tinha o meu, e mais 2 pra dar pra os outros. 

Sejamos todos Feministas, da Chimamanda Ngozi Adichie. Que é um textinho só e a Cia colocou ele como ebook de graça pra quem quiser (acho que foi a primeira coisa que eu li esse ano!) Mas não só acho fofinho um livrinho pequeno, como queria ter em mãos esse texto pra poder panfletar pra quem vem aqui em casa.

A Ameaça Invisível e A Retomada da União, da Bárbara Morais. Porque faz mais sentido comprar o 2 e o 3, né.

Os da esquerda são do meu irmão, os da direita são meus.


Bear vol. 1, da Bianca Pinheiro. Que eu comecei a ler outro dia na livraria e a ilustração é tão linda, é tudo tão lindo, eu queria pra mim. E tava na promoção. E é brasileiro.

Vivian Contra o Apocalipse, da Katie Coyle. Eu queria ler faz um tempo (porque eu acho que é o livro de uma fanart legal que eu vi, não tenho certeza) e tava 17 reais. E aí parece que o Diego leu e adorou. O Felipe disse que é ótimo. Até a atendente da loja deu uma de fangirl quando viu na minha mão. Já é mais informação do que eu precisa, mas ok. NÃO ME DIGAM SOBRE O QUE É.

O Poder dos Quietos, da Susan Cain. Faz um tempo que eu to meio de olho, aí tava na pilha de 4 reais e pedi pra o meu irmão confirmar se era mesmo. Ele esqueceu que era só pra ver o preço e comprou. Felizmente, tava só por 15.

Defensores - SEM MEDO 1 e 2. Quando cheguei na Panini e vi a capa dessa HQ com a Misty Knight na frente EU NÃO QUIS NEM SABER. Eu to num processo de conhecer mais super-heroínas, a Misty Knight entrou no meu radar recentemente quando eu li Secret Love: Secret Wars e encontrar essa revista lá foi praticamente deus. Comprei a 2ª também. E mais: Descobri que é uma história fechada de 6 partes, as duas HQs tem mulher na capa e na segunda tem 14 super-heroínas juntas na imagem do verso. Eu acho que encontrei exatamente o que eu tava procurando. E na promoção.



Juntando tudo o que eu comprei e dividindo o preço, deve ter dado uns 10 reais por cada coisa que eu comprei, o que cabe na minha regra da Bienal: evitar coisas com mais de 20 reais. 

(ainda assim, quase morri com a conta final de quanto deu pra eu e o meu irmão irmos a 3 dias da Bienal) (não vou sair de casa pelos próximos 6 anos)

Achei interessante como isso representa o que eu to gostando em termos de leitura. Literatura nacional/autores novos, livros pra repensar o mundo, super-heróis e o fim do mundo, porque sempre.

Enfim...

Eu gosto muito de Bienal. Sabe, Bienal é mais do que um passeio. É um momento. É um acontecimento. Se você circula no mundo literário como eu, é basicamente o Carnaval Literário. Um Carnaval em que eu quero participar. A Bienal do Rio é o relativo do Comic Con que a gente não tem. É tipo um Rock in Rio do Livro. E é um ambiente muito bom, porque diferente do Rock in Rio que é centralizado (a multidão se junta num lugar pra ver uma pessoa parada num palco numa hora específica), é algo que acontece tudo ao mesmo tempo, ao nosso redor. Você tá parado pra comer e é quase atropelado por uma fila que ficou muito grande e tá indo pra outro lugar. Uma fila de pessoas que gostaram muito de um livro e querem ver quem escreveu. Aliás, você vê pessoas sentadas em gramados fazendo praticamente um piquenique. Ou pessoas dando gritinhos porque viram a imagem de Harry Potter na parede. Ou uma garotinha de 6 anos toda purpurinada de rosa parando toda feliz pra tirar uma foto com os Vingadores. E A JESSICA DREW LÁ ENTRE OS VINGADORES. DUAS VEZES. ENORME. NA PAREDE. *chora emocionada* Ou uma tia de braços abertos tirando foto com uma imagem do Cristo Redentor em fumaça, por que não?

Outro dia quando a gente postou aqui a palestra do Neil Gaiman sobre Leitura e Obrigação, uma pessoa respondeu "brasileiro não se interessa por leitura". A Bienal do Livro é uma enorme risada em resposta. Pessoas de todas as idades e tipos andando por ali atrás de livros. Carregando malas de livros. 

"Tino, olha esse monte de gente. Tira uma foto. Vou mandar pra quem falar aquilo da próxima vez"


Eu já normalmente gosto de ir pra livrarias, ir pra Bienal é tipo ir pra uma livraria gigante EM QUE ESTÁ TODO MUNDO ANIMADO POR ESTAR ALI e é... lindo.

Eu quero mais. 

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7 comentários

  1. Escorrendo de inveja.... mas inveja boa, rsrs.
    A primeira vez que tive a oportunidade de ir a uma Bienal foi em 2002 em SP numa excursão de escola. Mas minha turma não foi, pq meu brilhante professor disse que não era interessante!!!
    OI????? Era a bienal, ele era professor, eu amo ler desde sempre...COMO ASSIM N ERA INTERESSANTE????
    Bom, depois em 2012, já em BH surge outra oportunidade.
    Me empolguei mt, ganhei os ingressos de uma prima que trabalhava numa livraria, fui com a minha irmã, estávamos quase emocionadas. Entramos, e quando estávamos nos deslumbrando com tudo aquilo os bombeiros interditaram o local. Isso msm: interditaram! Acabaram com a bienal do nada!! Pra completar fomos praticamente expulsas de lá...maior falta de respeito!!! Não superei ainda... :(

    Mas enfim.. É sempre muito legal a forma que vc conta as coisas aqui no CC, e foi mt legal ver a equipe toda reunida!!!!

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    1. nossa, muito azar!!! E COMO ASSIM O PROFESSOR DIZ ISSO??? Minha primeira vez na Bienal foi com escola e não parei desde então. <3 (eu nem lembro quando ou com que escola, eu só lembro de encontrar um amigo meu lá e comprar pôsters) Espero que você consiga ir em uma. :)

      E obrigada por dizer isso <3

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  2. DANA VOCÊ SAIU INCÓLUME DE UM ENCONTRO COM O FELIPE!!? PORQUE DIZEM QUE ELE FLERTA ATÉ COM AS PAREDES HAHAHAHA!
    (Zueira. :P Também gosto dele e sempre leio o NSL.)

    Mas então, invejinha mesmo. Antigamente, meu sonho era pra ir pra um Bienal do Rio ou SP porque eram grandes, com autores que eu conhecia/gostava, mas nunca tive ânimo (entende-se, $$$) nem coragem. Aqui em BH começou a ter Bienal há alguns anos (antes era Feira do Livro e eu fui em algumas), mas perdi essa que a Biah citou (eu ia justo no final de semana que interditaram o local por causa das chuvas) e, na última, estava muito desanimada e também perdi.

    E GENTE EU QUERO MUITO UM MARCADOR DESSE GIRL THE HELL UP!!!

    Eu muito entendo essa coisa de estar desanimada e depois ficar OMG EU QUASE PERDI ESSE EVENTO MARAVILHOSO! Já perdi muita coisa que sabia que ia acabar me divertindo por preguiça. (E olha, 18h é o horário que estou voltando. Sou veia, 21h eu já tenho que estar na cama, pronta pra dormir, hahaha.)

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    1. wtf HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHA nada que eu tenha reparado, mas se bem que a Bárbara tava dizendo no twitter hoje que ele é ruivo e eu não tinha reparado isso também. isso me lembrou que eu colocar link pra o NSL e esqueci ;-;

      Eu tenho estado tão desanimada pra ir a qualquer evento, que quando eu quero tenho que ir mesmo. (eu ia a todo show e tudo que tinha!!! agora rock in rio tá aí e eu to aliviada de não ter comprado o ingresso) (em compensação, eu vou na ccxp!)

      eu vou fazer o formulário hoje pra o pessoal pedir o marcador!!!!!! eles já estão todos acabando!!!!

      Eu sou bem o contrário, às 18h eu to saindo de casa ainda. Ontem 21h eu tava saindo pra jantar HUAHUAH E isso ficou super evidente sábado na Bienal. Eu sem costume de acordar cedo, daí 4 da tarde e eu achando já que era 9 da noite por todo o tempo que a gente tava lá.

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  3. (A MINHA REPUTAÇÃO HAHAHAHAHAH)

    Aquele dia na Bienal <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3

    Sinto que não agradeci o CC o suficiente. Se não fosse o encontrinho, eu nem ia pisar lá. O tanto de gente incrível que eu ia perder! Valeu totalmente a pena, mesmo o RioCentro sendo um lugar horroroso para chegar e sair.

    Eu também fiquei "Poxaaa! Nem me despedi propriamente!", mas aquele ponto de ônibus estava numa vibe meio futuro pós-apocalíptico, tive que fugir dele.

    No ônibus que peguei, tinha uma menina super animada falando da Capitolina ("Eu nem conhecia, mas olha, pai, que capa linda!") e das meninas da Gutenberg <3

    "Todo mundo sendo super fofinho e se abraçando o tempo todo". EU APRECIEI TANTO ISSO. No meu círculo de amizades, isso quase nunca acontece, eu adoro abraçar! Nunca abracei tanta gente quanto nessa Bienal <3

    A Clarissa HAHAHAHAHAH Queria dar um abraço nela também :P

    E o Diego! Diego, MUITO OBRIGADO por ter me obrigado a ir falar com a Bárbara, que é uma pessoa que adoro, mas estava com muita vergonha de conhecer! Valeu MESMO! Foi um dos pontos altos da Bienal pra mim. E obrigado ainda mais por NÃO TER feito o mesmo com o Eric Novello, porque com ele eu nem ia ter o que falar muito mesmo, só que adorei o texto dele na coluna nova e comprei o livro dele só por causa disso :D

    E seu irmão! Agradeça a ele por mim pelo desconto no livro. Meu deus, quero ter a descoladez do Tino quando eu crescer.

    E, Dana, vc É A MELHOR PESSOA! Achei nossas conversas ótimas, 10/10. Tão bom conversar sobre The 100, Amanda Palmer, escrita, pessoas trans sabendo que a outra pessoa está entendendo tudo o que estou falando! Hahahahah Acho que eu ficava mais animado quando a gente sentava no chão aleatoriamente do que quando andávamos pelos estandes >.<

    Engraçado que eu também achei muito marcante a aparição da amiga do Paulo, mesmo só tendo ficado uns 5 minutos perto dela. Hilária! <3

    ENFIM. Vcs têm minha eterna gratidão.

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    1. HUAHUAHUAHAUHAUHAUHA aquilo tava mesmo parecendo futuro pós-apocalíptico. ou momento do apocalipse que tá todo mundo fugindo dos zumbis tentando uma vaga nos ônibus do exército.

      Esse comentário inteiro <3

      HUAHUAHUAHA também quero ter a descoladez do Tino quando crescer.

      Eu pensei em te colocar pra falar com o Eric também, MAS. Limites. Vai que você morre no caminho (?) Ler fanfics me ensinou muito sobre consentimento...

      "sabendo que a outra pessoa está entendendo tudo o que eu estou falando" <3

      apenas: vamos dizer que eu curti o comentário inteiro, compartilhei, +1 e abracei.

      muito obrigada por ir xD

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  4. A frase sobre o Tino ter ido jogar charme no vendedor foi minha HAHAHA, pq o Tino é assim: puro charme. pra quem ficou curioso: ele conseguiu desconto. Joguem seu charme por aí q funciona.

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