clube de escrita Dana Martins

Clube de Escrita: Aventuras de NaNoWriMo

23.11.14Dana Martins


Enquanto eu fazia o último Clube de Escrita, eu me dei conta de que tinha me perdido aqui. Por que eu não to falando de como tem sido escrever? Acho que eu fiquei tão preocupada com as pessoas acharem que o Clube de Escrita eram dicas de escrita, não as aventuras de uma pessoa maluca lutando com o teclado para completar histórias, que eu acabei transformando isso em dicas. Wtf, Dana. Então hoje eu quero aproveitar para... voltar à essência do Clube de Escrita.

Aqui vai uma pequena história de sobrevivência. E ainda, acho que consegui falar de todos os meus vícios cult nos últimos tempos. Aproveite as indicações!

Capítulo 1: Sou tão popular que todo mundo quer minha atenção (minhas séries, meus filmes, uma viagem...)

Hoje é domingo, eu acabei de chegar de viagem e reassisti dois episódios de Faking It para o meu irmão acompanhar (os episódios 6 e 7 realmente são os melhores da 2ª temporada, terminei com vontade de mandar uma newsletter falando pra todo mundo que é muito bom, mas... deixa pra lá, essa semana explicarei tudo no meu post pós-season finale. Acreditam que a temporada já termina terça?!!!). Enfim, as coisas estão uma bagunça.



Essa semana, pela primeira vez nesse NaNoWriMo, eu fiquei um dia sem escrever! Cheguei a sentar no conforto e ligar o notebook, mas briguei com meu irmão e fui dormir. E de quebra no dia seguinte eu só consegui escrever 1000 palavras da minha meta diária. Ai que tristeza, se eu tivesse conseguido manter meu ritmo nesse post eu estaria comemorando as 50 mil palavras. Mas eu estava viajando.

literalmente viajando
Curiosidade: Já tá virando tradição na minha vida viajar todo novembro, porque nos últimos 2 anos eu viajei bem no meio do NaNoWriMo. Não tenho certeza, mas tenho a impressão de que também viajei durante os Camp NaNoWriMo. É como se o universo falasse: Sua vida já está um apocalipse e você está se matando para escrever? Certo, vamos tornar pior ainda. E eu adoro, é claro. Porque caos é a ordem natural. HUAHUAHA

Passei só 4 dias fora, mas isso definitivamente quebra o ritmo. Mais do que a falta de tempo de escrever, é mais como a disposição. Escrever bem ou mal exige a minha energia. Eu fico pensando no mundo, nos personagens, no que vai acontecer. É um pouco como estar apaixonado - que você só pensa e quer saber da pessoa. Tirando o fato de que não é tão fora do seu controle assim - é uma paixão que você cria. (Nossa senhora! Essa deve ter sido uma das minhas piores metáforas...) De qualquer forma, é algo que exige a sua atenção, só que quando você está fazendo algo como viajar, que também toma a sua atenção de uma forma bem poderosa, é difícil se dedicar. Eu quero passear, conhecer o lugar e não ficar martelando no teclado. 

Aliás, coisas que também tomam conta de mim: filmes e séries. A Esperança lançou no cinema!!! E na quarta eu entrei no estado avatar e não descansei até escrever dois posts. Em mês de NaNoWriMo eu preciso de um esforço extra pra fingir que o mundo não está acontecendo e torcer para não ser atingida por algo assim. (não funciona)

Capítulo 2: Cansada demais até para pensar em um título

Esse post está bem aleatório, mas eu decidi fazer mais livre mesmo. Primeiro, porque se você gostar disso, vai ver que você escrever com liberdade sem se preocupar não é tão ruim quanto parece (eu posso transformar isso em um texto melhor? definitivamente, mas esse texto melhor só vai existir se eu escrever isso aqui!) e tinha uma segunda moral que eu esqueci. Ah! Não é uma moral, é que já estamos quase no fim do NaNo e eu estou cansada demais para me preocupar em editar o post. 

to com preguiça até de lembrar como se escreve "corda" em inglês

Você viu os dois últimos Clubes de Escrita? Eu e o Diego não conseguimos colocar a contagem de palavras da equipe, porque aparentemente até fazer isso fica cansativa no fim do NaNo. Eu me sinto como naquelas cenas de filme de ação, onde o mocinho no último segundo pula do prédio explodindo para uma corda no helicóptero e vai sendo levado dali, finalmente em segurança. Eu sou essa pessoa segurando na corda, deixando o helicóptero me levar, porque é a única coisa que eu posso fazer no momento.

Sério, nessa viagem eu descobri que estou cansada. Às vezes eu simplesmente apagava. Na quinta esperando o episódio de 4 minutos de Carmilla carregar? Dormi com o celular na mão. Na sexta eu dormi no banco de trás do carro que tava no sol(!!!!!!!). No sábado quase dormi jogada na grama durante uma apresentação ~histórica~. Hoje eu quase dormi deitada em uma escada (sim, eu usei uma escada de cama), depois quase dormi na cama da minha prima e, assim que eu entrei no carro de volta pra cá, meu cérebro desligou. 

Achei isso. Já que o post é temático de Batman... 

Capítulo 3: Má notícia vs. Boa notícia: é uma questão de perspectiva

Eu estava tentando chegar às 50 mil palavras antes da viagem, pra ficar livre, mas aí... eu descobri que minha história não vai terminar com 50 mil palavras. Ou seja, não adiantaria nada terminar o NaNo se eu ainda ia me sentir presa à história enquanto viajava. O NANO É UMA ILUSÃO, CARO LEITOR!!! SÓ ESTAMOS LIVRES NO FIM DA HISTÓRIA!!! Tá, tá, parei...

E pra completar, a "amiga" da protagonista deu uma de Kanye West, pegou o microfone e agora não quer largar. Praticamente tudo o que eu escrevi na última semana foi dela como protagonista e não estava previsto. Cá entre nós, estou adorando tudo, e... Droga, acabei de perceber que as minhas protagonistas lembram um pouco às de Gotham Academy. Desgraçados. Já aconteceu com você de estar escrevendo e aí descobrir que alguém já contou a sua história? Que se dane, não vou abandonar as minhas garotas e é só a dinâmica que é parecida. (Aliás, não existe essa de história igual - você pode pegar exatamente a mesma premissa, dar pra 2 pessoas diferentes e vai sair 2 histórias diferentes) 

Estou formulando a teoria de que existe um Kanye West dentro de mim que não me deixa terminar
e coloca outros assuntos no caminho

Voltando pra moça Kanye West... Eu realmente gostei dessas pequenas aventuras dela como protagonista. Não só foram legais como me ajudaram a entender mais a história da verdadeira protagonista. Felizmente ou não, ela acaba de ser sequestrada e vai ficar fora do jogo por um tempo, então voltei à história principal.

De qualquer forma, isso tudo só significa que continuo praticamente no mesmo ponto da história principal e a contagem de palavras se aproxima das 50 mil. Ainda vai levar mais tempo para recuperar minha alma.

Capítulo 4: O CAVALEIRO DAS PALAVRAS RESSURGE

Aproveitando, eu queria falar sobre isso no post de hoje: Estamos realmente perto do fim do NaNo, você já tem uma boa quantidade de palavras, muita coisa pode acontecer nessa última semana e eu estou torcendo para você terminar. Matenha a ~chama~ acesa. Escreva a sua meta de 1700 todos os dias. Vai em frente. Mas lembre também que temos dois objetivos aqui. O primeiro é escrever 50 mil palavras em um mês - você tem o poder de fazer, lembre disso! Mas o segundo é que você também tem um primeiro rascunho para terminar. As 50 mil palavras são só um empurrãozinho nessa direção (um puta de um empurrãozinho), mas agora você tem uma história para terminar. Cuide dela. Faça ela crescer. TERMINE ESSA PORRA. 

Música do Batman para você se sentir com super-poderes junto comigo. Sério, aperte play e sinta o poder.

RISE! RISE! RISE! (gritando pra contagem de palavras) 

O Batman só consegue sair do buraco quando ele supera o medo de perder a própria vida e sobe sem a corda de proteção. To falando isso pra caso você queira usar como metáfora. Ai, esse filme é incrível. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Grande dica de procrastinação. 

Eu sei que estamos perto do fim, que as coisas parecem mais... não sei, desesperadoras? Mas lembra que você só precisa fazer UMA coisa: aparecer. 

Aparecer para escrever.

Aparecer para participar do grupo.

Aparecer para fazer brincadeiras.

Aparecer para falar no twitter sobre Nano.

Basta você aparecer e o resto se resolve.

A gente no sprint essa semana

Eu não usei o Batman de relação só de sacanagem, é porque a história é realmente muito boa. Eu já falei sobre o chá de sumiço, mas não tinha encontrado até essa semana (acho que a leva chegou atrasada). Muita gente lida com a dificuldade de terminar de escrever ignorando. Só que quanto mais você ignora, mais fácil é esquecer por que você começou a escrever e fica perdido nesse buraco. O problema não é você falhar as 50 mil palavras. Foda-se você falhar. Foda-se as 50 mil palavras. É a sua história que está parada em um arquivo do seu computador. Então se esse texto servir para alguma coisa, ou só uma coisa, que seja pra você abrir o seu arquivo e escrever. Faça como o Batman naquele buraco, destruído, precisando reencontrar o caminho de volta. Encontre essa força das ~trevas~ dentro de você e use para terminar isso. RISE!

mentaliza dezembro

Eu sinceramente não sei por que eu quero que você termine a sua história. Eu poderia simplesmente dizer foda-se, mas foda-se para o foda-se. Eu me importo e quero que você termine. Pode me chamar para um sprint no @danagrint agora ou no Clube de Escrita se quiser companhia para escrever.

VAMOS TERMINAR ESSE NANO!!!



Fiquei fazendo esse post, estou morta de fome e esqueci o que eu ia dizer. Vai escrever. u.u

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2 comentários

  1. Teve uma história que abandonei no 2º capítulo quando expliquei o universo para uma amiga, e ela: "Ah, tipo Cidade dos Ossos?". E eu não fazia ideia do que era. Peguei o 1º livro para ler e, realmente, era tipo Cidade dos Ossos.

    Estou escrevendo o epílogo da minha (outra) história, nunca imaginei chegar tão longe, FINALIZAR uma coisa. Daí peguei o 1º livro da série Os Bridgerstons e... É o plot do meu romance. Só que no século 18. Apenas não posso fazer nada quanto a isso, JÁ TERMINEI u.u

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    Respostas
    1. Isso acontece muito, mas eu só paro de escrever se eu achar que realizou a minha ~vontade~ e eu não tenho nada a acrescentar. Eu tive uma aula que o professor falou algo, tipo, que só existem umas 6 histórias, todas as outras são versões dessas mesmas histórias. droga, fui procurar e não encontrei, mas achei esse trecho relevante "O filósofo Walter Benjamin (1892-1940), em 1936, escreveu que contar histórias sempre foi a arte de contá-las de novo. "

      Eu jamais perdoaria a Suzanne Collins se ela tivesse parado de escrever porque a premissa parece a mesma de Batlle Royale (um grupo de jovens é colocado pelo governo em uma arena para lutar até apenas restar um vivo), que é também a mesma história do mito do teseu (jovens são colocados em um labirinto para tentar sobreviver...), o que é também algo parecido com o que os gladiadores viveram (pessoas colocadas em uma arena para sobreviver), que é a dinâmica de certos reality shows ou até gincana na escola - ah, e tem A Seleção também! Aliás, Gone é um livro que tem jovens presos em uma área lutando para sobreviver, Maze Runner também. Se a gente começar a procurar, vai encontrar trilhões de premissas parecidas. Ah! E isso é porque eu to falando da premissa, eu já falei aqui que as personagens Katniss, Ellie e Lara Croft têm tantas semelhanças que poderiam ser a mesma personagem em diferentes partes da vida, ainda incluiria a Korra. Mas nada disso muda o fato de que cada uma dessas histórias acaba sendo única e importante.

      Dá pra comparar também todas essas distopias agora (Jogos Vorazes, Divergente, O Doador de Memórias, Maze Runner) ao ponto de algumas coisas serem exaustivas. E se vamos falar da parte da "seleção" do grupo que você é, chega a ser exaustivo e também inclui Harry Potter e incluiria Percy Jackson se aquele filme fosse bom. Hoje em dia dá pra fazer um filme distópico sem nem explicar que a sociedade é dividida em partes e quais elas são, ou já começar com o protagonista depois da escolha, porque todo mundo já tem na cabeça o conceito disso.

      Ah, e a resolução de Malévola é a mesma de Frozen.

      Continuo adorando todas essas histórias \o\

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