Ariel Carvalho Barbie Suburbana

Notas Brasileiras #2 - Barbie Suburbana

26.3.16Colaboradores ConversaCult


A banda ficou em 1º lugar no programa “A Vez do Brasil”, da Rádio Cidade, por um bom tempo, deu entrevista e volta pro top 3 de vez em quando. Formada por Eric Maia, Felipe Machado, Ramon Lima e Alex Oliveira, a banda define seu som como “power surf rock alternativo”.

No ano passado, ganharam a promoção “Exagerado 3.0”, também da Rádio Cidade, do Rio de Janeiro, com uma versão bem inusitada da música.


O mais interessante da banda (que me lembra o Third Eye Blind) é que ela foi formada em uma cidadezinha pequena (Itaboraí), e por isso acaba não tendo tanto destaque quanto outras bandas.


Quais músicas ouvir? Meu Fusquinha, Toda Para Ti, O Que Te Fez Mudar

Confira a entrevista com o vocalista da banda, Eric:


Como você definiria sua música para alguém que nunca ouviu?

Surf Rock, meio clássico, meio pop, com guitarras ardidas e influências do reggae, ska e ritmos brasileiros.


Dentre as suas músicas, qual sua favorita?

Eu gosto muito de Meu Fusquinha, Toda Pra Ti, Enigma, Procure Entender, Pé Na Estrada, Motivos Pra Cantar... Músicas são como filhos e filhas, a gente gosta igual, mas com suas particularidades.. risos




Como a banda se juntou?

Em 1999, no Colégio Cenecista Alberto Torres, em Itaboraí. Eu conheci o Felipe e soube que ele tocava baixo. Naquela época, a garotada não tinha nenhum interesse por música. Foi uma trajetória complicada. Encontrar um baterista, outro guitarrista. Tivemos de mostrar muito serviço. Aí, em 2003, eu e o Felipe (baixista), conhecemos o Leleco (baterista), chamamos ele e ele topou. Em 2005, o Leleco trouxe o Ramon pra tocar com a gente. Então montamos o que viria a ser a formação "clássica" da banda.


Como foi o processo de definir a sua identidade sonora?

Esse processo ainda está em construção. Não consigo ver uma identidade formada ainda. Estamos numa eterna busca e nosso processo de composição é muito plural. Cada um contribui muito com sua musicalidade. Acho que daqui a alguns anos, teremos um som mais característico, mas por enquanto, estamos fazendo muita experiência, dentro da nossa proposta inicial, que é ser uma banda com pegada clássica e pop.


Uma lembrança querida da carreira?

Um programa de TV que fizemos em São Paulo. Fomos de carro, os quatro juntos. Fizemos o programa ao vivo, tocando nossas músicas. Foi uma grande aventura e nos divertimos muito.


Qual você acha que é a maior dificuldade do cenário musical brasileiro atualmente?

Falta de investimento. Falta de visão dos empresários que detém o controle da mídia. O status do sistema artístico musical brasileiro, que só investe em um tipo de música e deixa os outros acabarem, a famosa "monocultura". No fim das contas, todo tipo de música é um produto, vai vender se estiver na vitrine. É preciso investimento para divulgar seu produto, se você não consegue divulgar seu produto, ninguém o consome.


Uma banda nacional que você acha que todos deveriam ouvir?

Bom, as clássicas, como Barão Vermelho, Paralamas, etc, não precisam ser citadas, porque já fazem muito sucesso e todo mundo já conhece. Mas o trabalho da Sound Bullet chama muito minha atenção. Merece ser ouvido e compartilhado.



Quem escreve: Ariel Carvalho. Ariel é uma lua de Urano, um espírito do ar, um sabão em pó, uma marca de carro e uma pequena sereia, mas também é uma carioca de 20 anos, futura bibliotecária que não consegue terminar a meta de leitura, sabe tudo de Monty Python e chora com filmes de ficção científica. Eu escrevo no collinscalling.blogspot.com

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