batDRAMA Dana Martins

Batdrama: Como saber se você tá fazendo merda

28.3.16Dana Martins


Hoje o Batdrama é sobre saber se tá fazendo merda, mas nos 2 sentidos. Aquele de você estar insistindo numa opção merda na sua vida achando que é a boa e aquele de... bem, sabe quando você fala merda? Então. E também o resumo geral da minha semana, QUE ROLOU MUITO BABADO E LOUCURA, GENTE. CHARACTER DEVELOPMENT 10/10 RECOMENDO


1- Como saber se você está fazendo merda na vida

Se você acompanha o meu Batdrama, ou o ConversaCult, ou a minha vida (sei lá, né), você provavelmente já sabe que eu tranquei a faculdade e passei por uns momentos meio tipo o que eu faço com a minha vida. 

PERA, DANA, VOCÊ ESTÁ FALANDO NO PASSADO? VOCÊ... ENCONTROU?

Pera você que eu ainda to contando a história.

Eu não sei se chega esse tal momento mágico EM QUE TUDO SE ENCAIXA E O MUNDO É PERFEITO, mas eu acho que é uma questão de proporção e é possível viver na maior parte do tempo uma vida onde sua vida tá mais de 50% ok. 

Essa semana, como você vai ver a seguir, minha vida foi uma loucura. Eu hoje eu dormi menos do que umas 8 horas, acordei exausta com calor e ia até voltar a dormir (isso depois de praticamente não ter dormido de quinta pra sexta), MAS eu acabei fazendo um resumão em português dos boatos de que o Jason (produtor de The 100) está alterando o final dessa temporada, depois da merda toda que aconteceu. E depois do resumão, fiz outro com resumos dos boatos sobre a Wondercon - tipo, esse é o primeiro evento público que o Jason vai aparecer depois que ele fez a merda no 3x07 lá no dia 3 de março, e olha que louco: só essa semana escreveu uma carta pública sobre o acontecimento. Umas fontes internas da indústria falaram que é a primeira vez no mês que a opinião pública fica melhor a favor deles. OU SEJA



Dana Martins falando, direto da cobertura do #jogosvorazesLGBT+

A questão é que todas as informações rolam em inglês no tumblr, os fãs brasileiros que não tem acesso ficam muito alienados e a gente tá aqui vendo toda as maracutaia que o Jason faz, mas eles tão tipo: ué???? Então eu tava igual louca tentando resumir tudo pra preparar o pessoal pra nesse domingo, a Wondercon, onde nós vamos subir a tag de protesto CW WE DEMAND RESPECT (cw é o canal de The 100, e esse demand respect é um trocadilho com um quote recorrente da série "[my people] demands justice". Enfim, na minha to-do list tá escrever um texto explicando a razão da tag. 

se você pensar, pras pessoas LGBT+ (e que não são brancas) a mídia geral é basicamente um Jogos Vorazes. Ninguém morre de verdade, é claro, mas a maior parte da representação tá ali só pra causar drama e tragédia pra entreter as pessoas hétero (capital). Pega filmes como A Garota Dinamarquesa, por exemplo, aquilo dali não é feito pra pessoas transgênero. É feito pra gente cisgênero (= todo mundo que não é trans) se emocionar com a história das pessoas trans* como entretenimento, e é tudo feito por gente cisgênero, quem vai pra Oscar é gente cisgênero, e as pessoas trans* só assistem de longe toda essa gente emocionada com a história linda deles, sem realmente se preocupar com quem eles são ou como criar uma cultura mais inclusiva pra essas pessoas. 

Enfim, a questão é que eu tô bem cansada e acordar pra mim sempre foi uma parte difícil. Tipo, como é que você acorda com sono pra algo que você não quer fazer? E eu tenho PULADO DA CAMA ANSIOSA. Ou me arrastado pra fora da cama com os olhos quase fechando pra ver qual é a merda que o Jason tá fazendo dessa vez e o que eu vou fazer pra tentar consertar. 

E isso me lembra de um outro momento... ano retrasado? Não lembro quando, mas que eu viajei por umas semanas pra outra cidade com a minha família, e eu tive uma rotina muito sinistra. Eu acordava de manhã de boa, dormia cedo a noite tranquilamente, escrevia histórias e jogava bastante Roller Coaster... HUAHUAH Enfim, eu tive uma rotina comum muito mais saudável da que eu tinha aqui em casa. E não é tipo só querer voltar pra casa e repetir, aqui tem uma atmosfera que eu não consigo controlar. 

Aliás, se fosse assim, né? AMO SOU FACULDADE. ADORO ACORDAR CEDO. ME SINTO BEM. MEU SONHO. ADORO TRABALHO REPETITIVO RUIM. MARAVILHOSO. Acho que nem existiria problema no mundo. 

Divaguei... a questão é só que eu descobri que podia ficar bem de boa hey. De que a vida não precisava ser aquela coisa ruim em que eu tinha me metido. Um trecho ótimo do post "O poder da repressão dentro de uma cidade de interior":

"Acho que no fundo algumas pessoas são como eu. Acham que sabem como o mundo é, acham que sabem qual é o gosto da liberdade, mas nós não sabemos até encontrar com ela pela primeira vez."

Ou seja, às você tá na merda e nem sabe, aí encontra algo melhor e: WOW. A VIDA PODE SER ASSIM TAMBÉM. 

E essa semana (esse mês) tem me mostrado bastante isso, em diversos aspectos na vida. 

Seja quanto a representatividade LGBT+. Tipo,

POR QUE A GENTE ACHA QUE O QUE A GENTE TEM É JUSTO? COMO A GENTE NÃO PERCEBE O ABSURDO?

Ontem eu tava fazendo uma analogia:

Alguém chega e dá 20 biscoitos pra uma pessoa e 1 queimado pra Fulano. 

Fulano: por que o meu tá quei-

Todo mundo: NOSSA, POR QUE TUDO TEM QUE SER SOBRE VOCÊ? EU FIZ O QUE PUDE, NÃO DÁ PRA SER ASSIM. VOCÊ NÃO PENSA NOS OUTROS? DIFERENTE DO QUE VOCÊ ACHA, VOCÊ NÃO PODE COMER SOZINHO TODOS OS BISCOITOS.

Fulano:


Tipo, em representatividade é LITERALMENTE assim. Eu falo muito sobre isso no CC, justamente porque a maioria costuma ser esse biscoito queimado. Então, por que ele tá queimado? Como a gente faz pra ter um biscoito que não tá queimado? Se vai me dar 1 biscoito pra cada 20 que os outros ganham, PELO MENOS ME DÁ UM BISCOITO BOM. EU NEM TÔ QUERENDO TUDO PRA MIM. SÓ UM BISCOITO DIREITO, PODE SER?

Aparentemente, não. 

Aparentemente é super ok alguém ficar com 20 biscoitos e a outra ficar com um queimado (se é que ganha).

Em dados reais, em 40 anos de televisão americana existiram mais de 18 mil personagens héteros na televisão, e apenas 383 mulheres LGBT+.

Fiz um gráfico só de sacanagem:

igualdade. 

Isso não considerando quais são bem escritas e que tem história significante.

Mulheres LGBT+ que eu gosto sem problema de representação: 




Mulheres LGBT+ que eu gosto com menos problema: 

1- Korra e Asami, mas logo que é confirmado, a história acaba então não deu pra desenvolver nada tão significativo (apesar de que a forma que aconteceu teve impacto cultural importante)
2- Amy de Faking It, mas a série apaga bastante a bissexualidade e a história não andava e eu deixei de ser otária 
3- Orphan Black, que tem a Cosima e Delphine, mas TODO FINAL DE TEMPORADA algo acontece pra causar drama e expectativa por medo de uma delas morrer até a próxima temporada
4- Orange Is The New Black, que também apaga a bissexualidade, mas é muito boa, tem várias personagens e explora de algo bom. Só não tem nenhuma personagem nem ship que é tipo ME REPRESENTA, SOU EU, MINHA VIDA, MINHA ALMA
5- Sense8, Nomi e Nita - e eu acho que é de fato a única série que eu não consigo reclamar tanto em si da relação delas. É quase perto de algo normal, apesar de ainda ter aí uns problemas tipo aquele discurso da Nomi que centra a culpa de "não sair do armário" nas pessoas LGBT+ e também não cita nada sobre bissexual/pansexual. Mas ainda tá em tempo

sense8 discute MUITO representatividade

6- Ahn.. hm... ????? Ah, Clarke Griffin. e Commander Lexa. Eu estou grata que elas existam, pena que a série acabou.
7- PERA, LISBETH SALANDER. MUITO BOA. apesar de não ser falado da bissexualidade e bem... entra nuns estereótipos. 

Essas são as que eu gosto (em filme, livro, série, videogame) e COM MENOS PROBLEMAS.. E entre as que eu conheço, né. Não adianta nada "ah, MAS TEM AQUELA NAQUELA TAL SÉRIE" e tipo...? Você tá sugerindo que eu me force a assistir uma história que eu não tenho vontade e personagens que nem me representam tanto assim, só porque é LGBT+? E só do fato disso ser considerado uma sugestão, mostra o tamanho do problema. Às vezes isso é uma realidade - as pessoas LGBT+ acabam assistindo histórias nem por causa da história em si, é porque é um dos poucos lugares onde ela é tratada (mais ou menos) como pessoa.

Enquanto isso, só de assistir todos os filmes atuais da Marvel já resolve isso em termos de homem hétero.

todos são protagonizados por homens. 


Mas a questão é que a gente tá tão acostumado a representatividade merda, que acha que isso é ok e aceita. A gente trata como normal. 

Muitas vezes o que a gente vê como normal é tóxico pra muitas pessoas. 

Por isso que muita gente se surpreende quando alguém de uma minoria reage a algo que parece "normal". Comum até é, mas bom? E ainda ser obrigado a aceitar? Jamais.

Teoricamente. 

Acho que The 100 (pré 3x07) parecia ter uma representatividade LGBT+ tão boa, como algo que a gente nunca viu antes, que quando a merda acontece ninguém quis mais voltar pra o mundo ruim. A gente viu o que é ser bem representado e nós queremos mais. Pf, não me deixa voltar pra escuridão. EU NÃO QUERO VOLTAR PRA ESCURIDÃO. EU NÃO VOU. *bate na mesa*

eu acho que ajuda o fato de que pessoas que gostam da Clarke e da Lexa, são pessoas que normalmente se veem representadas nas personagens, e se tem uma coisa que as duas não fazem é aceitar merda caladas
por que nós aceitaríamos?


Mas nem era disso que eu ia falar com esse post, era sobre a vida mesmo.

Quando você tá vivendo aí desanimado e torcendo sempre pra o fim de semana chegar ou ir pra casa. A vida não é só isso, existe alternativas melhores. E se você sente que não tem pra onde ir, segura firme, e vai em frente, continua procurando, porque você vai encontrar um ponto em que as coisas melhoram. 

Ou como no post que eu já citei hoje, "O poder da repressão dentro de uma cidade de interior", que é justamente a Carolina falando que não tinha percebido o que tava perdendo quando vivia em uma cidade de interior e não sabia que existia opções. 

Eu literalmente nem previ falar do mesmo assunto, mas aconteceu. O post dela é A+, 10/10 recomendo.

2- COMO SABER SE VOCÊ TÁ FAZENDO MERDA

É simples: um monte de gente vai te mandar mensagem dizendo o quanto tá sofrendo, vai perder uns 20 mil seguidores no twitter, a exibição do seu próximo episódio vai cair, os escritores da sua série vão reblogar informações sobre linhas de suicídio... e a dor generalizada vai durar por semanas, vão criar uma caridade que vai arrecadar mais de 70 mil dólares, vai sair 923823982 matérias sobre a merda que você fez... 

Se isso acontecer, olha, pode ter certeza de que você fez merda.

Ou você olha no espelho e vê isso:



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AGORA FALAR DA MINHA SEMANA

Ok, eu falei mais do que eu tinha planejado na primeira parte, o sono tá chegando e eu ainda não fiz as outras coisas que tinha que fazer, domingo é páscoa e eu vou pra casa do meu tio, então: tenho que fazer ainda hoje. @ jason, quando você vai parar de fazer merda pra eu ter 1 segundo de descanso essa semana. só um dia pra dormir e ler fanfic e ser uma irmã presente

Vou tentar resumir o que aconteceu:
Olha, nem lembro direito de segunda. Eu só sei que pra o início da semana tive muito uns conflitos de não saber lidar com pessoas (NOVIDADE, GENTE. PLOT TWIST). Mas aí eu tava tipo: WTF. POR QUE? QUAL É O MEU PROBLEMA? POR QUE EU NÃO CONSIGO FALAR NORMAL COM TODO MUNDO E EU NÃO CONSIGO?

ALIÁS, LEMBREI. 

meu problema era dar boa noite. sabe quando a pessoa vai dar tchau aí você só responde "boa noite"? então, não consigo. não é só tipo não quero, é tipo eu fico paralisada e dá uma resistência louca e eu sei que é só dizer "boa noite", MAS PARECE MUITO ERRADO E É UM ESFORÇO E SOFRIMENTO. Imagina arrastar uma pedra imensa. Sou eu dizendo algo tipo "boa noite". Não sei por que, mas não consigo. 

Mas aí acho que tava tão cansada, que a única coisa que dava tempo era pra ser eu mesma. Tretas tavam rolando e não tinha tempo de mais nada, então eu comecei a ter que fazer as coisas e... eu ainda não dou boa noite, mas o problema pra falar normalmente foi embora e eu comecei a assumir a mentalidade de "eu faço o que quero" e "se passar pela minha cabeça, não edito. se não passar, não me forço". Foi.

Resultado: 01:57 escrevo isso ouvindo um áudio sobre uma análise da Lisbeth Salander. Isso é ótimo.

Acabei de encontrar esse tweet:


Não lembro nem como no meio da escrita aqui eu fui parar no twitter.

Isso era pra ser um tweet usando a conta do @Clexa_Brasil pra dar créditos pela arte no pôster da tag de hoje. Que eu publiquei no meu. Escrito desse jeito. Sem a menor relação com o tweet do pôster.

Sabe de uma coisa?

Eu vou encerrar o batdrama de hoje.

As políticas e tretas internas de fandom e entre fandoms ficam pra próxima semana. Até lá, você pode me acompanhar no twitter @danagrint que eu comento uma coisa volta e meia quando dá tempo.

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gente, onde eu vou encontrar uma personagem mulher interessante assim, que não é só a guerreira foda, mas tem camadas (x)
E aí que são 23:14 e eu só vou postar isso agora no domingo. Sabe quando eu parei pra ir dormir? Então, eu fiquei até às 9 da manhã acordada escrevendo e editando coisas e enrolada em mais confusão por causa da série. Como é fã do mundo inteiro e é tudo conectado, sai notícia 24h por dia, e hoje foi a Wondercon, então tinha que rolar preparativo. Hoje foi uma caos, acabei nem indo pra páscoa porque não deu pra terminar coisa e foi exaustivo e animado e louco. Agora eu tô melhor e acho que depois que eu dormir vai ficar melhor ainda. No geral, a conclusão foi:

1- Mais confusão interna de organização. 

Eu já falei sobre as dificuldades de fazer parte da equipe do CC com 10 pessoas, imagina participar de um movimento com gente do mundo inteiro que nem se entendem tão bem e muita gente nem sabe inglês direito. :) :) :)

(aliás, inclusive eu. shout out paras garotas da banda Jus Drein Jus Daun por me ajudarem a revisar e consertarem meus erros. quando eu fui dormir de manhã literalmente deixei 2 textos com elas pra melhorarem, sem nem saber se elas podiam ou queriam, e quando acordei elas tinham me ajudado. é tipo aquele exercício de confiança que tu se joga e a pessoa tem que segurar, sabe? elas fizeram. MUITO OBRIGADA, GENTE. pf me digam se vocês não querem fazer mais isso.) (aproveitando, obrigada também ao Eduardo que me ajudou/tá me ajudando a traduzir um infográfico pra o CC nesse meio tempo <3)

2- MUITA coisa pra acompanhar. 

3- Resumo da Wondercon:

  1. NEVER?
  2. Lindsey Morgan é uma deusa. Ela é a atriz que faz a Raven e é a única atriz ainda no elenco da série que se colocou contra o Jason Rothenberg (em off, contou tudo pra os fãs numa outra convenção HUAHUAH), mas depois também se expressou publicamente a favor da comunidade LGBT+. Se a Raven morrer na série, nós já sabemos a razão. 
  3. Jason, você é uma grande inspiração pra o movimento. Você constantemente me inspira a ir em frente e ter vontade de quebrar a sua cara e me faz questionar o meu lado pacifista. Eu tô até me sentindo mal de falar isso, mas é difícil dar suporte ao Jason, ainda mais quando ele tem o poder de literalmente fazer o mundo melhor e resolver todos os problemas de representatividade e falta de histórias legais assim que nós temos. Mas ele literalmente não consegue entender. TUDO o que nós falamos ou os questionamentos dos fãs, ele torna sobre ele. Jason ainda nem reconheceu os problemas da morte da Lexa na história (tanto em termos de escrita, quanto o impacto no mundo real). Ele apenas fica tentando se explicar e GRRRRR. 
  4. Ele literalmente nem falou o nome Lexa durante a discussão. Tipo, ele só fala "aquela personagem". 
  5. Linguagem corporal de todo mundo é A+, 10/10 recomendo. 
  6. Foi proibido perguntar sobre a morte da Lexa, e ainda assim todos os fãs deram a volta e fizeram perguntas indiretas, tipo a da foto de capa desse post, ou algo tipo "o que de ruim vocês mudariam no seu personagem?" ou fazendo o Jason reconhecer a existência da campanha do Trevor Project que desde 3 de março os fãs já reuniram 80 mil dólares (do objetivo inicial de 10 mil). Exceto uma fã, que perguntou o que eles achavam de crocs. Sim, o sapatinho.
  7. O Jason respondendo sobre campanha: muito bom ver algo positivo sair disso. Jason no twitter: cri cri cri (e no início do mês ele deu RT em um texto que chamava os fãs revoltados com a morte da Lexa de bullying, e depois apagou). 
  8. Ou seja, Jason não entendeu nada, não tá perto de reconhecer a cegueira do próprio privilégio e deu material pra gente provar que ele tá se contradizendo pelo resto da semana.
  9. NEVEER???????????


4- Eu até escrevi uma fanfic hoje, não sei como, mas escrevi

5- Eles também mostraram  os primeiros minutos do próximo episódio, onde mostra O GRANDE PLOT TWIST que absolutamente todo mundo que parou pra pensar na história já sabia que ia acontecer. A Ontari matando todo mundo pra chegar ao trono era mais óbvio que o chip da AI na Lexa, e os dois aconteceram

6- Eu hoje vendo a Eliza:

foto da finale de the 100, quando a lexa volta na forma digital armazenada na AI pra morrer outra vez.
Se o Jason não alterar nada
Enfim, adorei fazer esse recap da wondercon, MAS AGORA EU QUERO IR PRA VER OS VÍDEOS DA ELIZA JOGANDO SHADE NO JASON. Aqui alguns pensamentos aleatórios pra encerrar:

Quando você sabe o que quer, a vida fica melhor. Mas esse saber não é só tipo "eu sei", ele envolve acreditar que é possível, confiar em você mesmo e... arriscar. 

RESPOSTA PRA CAROLINA

Esqueci qual era o outro. AH. Era que no post sobre a repressão de uma cidade pequena a Carolina duvida se vai conseguir mudar alguma coisa. Tipo, será que vamos chegar a viver em um ambiente onde você pode ser LGBT+ livremente? Eu acho que a existência do post dela e o fato dela ter crescido em um ambiente opressor e mesmo assim ter se libertado, é uma prova de que é possível. Mas uma das coisas mais legais de vivenciar essas coisas de The 100 é ver as pessoas falarem livremente sobre quem são ou o que gostam. O fandom, na parte dos fãs de Lexa pelo menos, tem bastaante liberdade sexual, mas não de uma maneira ""vulgar"" ou de qualquer jeito. Elas compartilham listas com informações pra segurança, muitas vezes é tudo muito fofinho ou apenas diversão. E eu acho lindo que isso exista. Eu acho incrível que essas pessoas sejam tão elas mesmas sem se preocupar (nesse ambiente seguro que elas encontraram, que é o fandom). E são tudo coisas que normalmente nós não vemos por aí, não sem opressão e objetificação ou disputa de poder. 

Eu queria que o mundo visse mais dessas realidades que existem. 

Leia o post da Carolina aqui.



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1 comentários

  1. Hey, dana!

    Fico feliz em ter feito esse comentário sobre o meu post, ainda mais porque eu não tinha parado para pensar isso dessa forma, e enfim é sempre bom um ponto de vista diferente. Só queria dizer também que comecei a assistir The 100 graças a alguns posts seus que encontrei aqui no CC há MUITO tempo e depois acabei me apaixonando pela série, ou seja, se considere culpada!hahaha
    E venho concordando com tudo o que você vem postando por aqui, até porque como você mesma disse, um monte de gente está por fora de tudo isso, e eu era uma dessas pessoas. A importância dessa representatividade era algo que nos dias atuais acho que nem podia ser medida, e com todo o barulho que rendeu a merda que o Jason fez isso foi mostrado para as pessoas. Apesar de algumas merdas da Lexa pelo caminho, como abandonar a Clark à própria sorte no ataque a montanha, acho que não tinha ninguém que realmente odiasse a personagem. É foda como esses produtores, escritores e todas as pessoas que tem o controle das histórias no geral às vezes não veem o quanto isso é importante. Matar alguém importante em Guerra dos Tronos é totalmente diferente de matar alguém em uma série como The 100, mas parece que cada vez mais algumas pessoas que escrevem não conseguem ver essa diferença, não conseguem ver o poder da representatividade que existe em um personagem e que às vezes falta em outro. Cada vez mais acho que as mortes deixaram de ser algo útil para serem apenas mais uma ferramenta de chocar. Enfim, não sei como a série vai seguir daqui em diante, mas a única coisa que eu sei é que se eles trazerem a Lexa de volta com aquele roteiro que parece bem presunçoso só para matar a personagem de novo, mesmo se nada disso estivesse acontecendo e ela fosse apenas um outro personagem cis hétero e branco, eu teria torcido o nariz mesmo assim.
    Enfim, só para finalizar, quando escrevi meu post nada disso ainda tinha acontecido, eu não via mais uma vez que as coisas poderiam mudar, mas agora o mundo me parece com mais esperança de novo, e o que eu acho que esses produtores e todo esse pessoal não consegue ver é que se todo mundo se juntar, existe sim talvez a possibilidade de até um cancelamento da série. Sem audiência, nenhum canal mais vai querer ficar jogando dinheiro fora desse jeito. O mundo mudou, as coisas mudaram e acho que isso deve ficar de exemplo para futuros projetos, para pessoas que pensam em escrever personagens fora do padrão usado, sendo LGBT ou de outra cor, etnia, etc. Isso que aconteceu, ao meu ver, teve o seu lado bom, porque agora eles já sabem que não podem simplesmente nos enganar e foder com a gente, porque ninguém mais vai ficar quieto. Ou como já estamos cansados de ouvir " Blood must have blood!"

    Bjs,
    Carol =D

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