Ana Luíza Albacete Birdman

[Resenha Misturada] Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), filme

17.2.15Ana Luíza Albacete

 - "Birdman ou  (A Inesperada Virtude da Ignorância)"
 - Birdman or (The Unexpected Virtue of Ignorance) (2014)
 - Direção: Alejandro G. Iñárritu
 - Roteiro: Alejandro G. Iñárritu e  Alexander Dinalaris Jr.
 - Elenco:  Michael Keaton, Emma Stone, Kenny Chin, Zach Galifianakis, Noami Watts, Edward Norton, Andrea Riseborough...
 - Drama, Comédia - 119 min - Trailer
 - Nos cinemas brasileiros desde 29 de Janeiro de 2015






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Minicrítica ~ Sinopse:

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) conta a história de um ator de cinema em decadência que tenta retomar sua carreira. No passado, ele interpretou um super-herói de sucesso mundial, mas acabou se afundando na carreira. Logo, ele decide escrever, dirigir e atuar numa peça na Broadway. Obviamente, como nem tudo é perfeito, perto dos ensaios abertos as coisas começam a dar errado. 
indicações ao Oscar 2015: Melhor Filme, Melhor Diretor (Alejandro González Inárritu), Melhor Ator (Michael Keaton), Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton), Melhor Atriz Coadjuvante (Emma Stone), Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.

Quer saber mais? Clica aí embaixo ;)


O que a Ana Luíza achou?

Birdman, ah... Birdman! Eu sinceramente não tenho absolutamente nada o que falar sobre esse filme a não ser: VEJAM MAIS DE UMA VEZ! 

Sim, eu me apaixonei por Birdman e vou contar aqui porque:

1) a direção é absolutamente incrível, impecável. Alejandro fez um trabalho magnífico com os atores. Michael Keaton, Emma Stone e Edward Norton são os destaques. Eu consegui sentir todos aqueles sentimentos, toda aquela confusão... Tudo! (Aliás, melhor trabalho da Emma Stone: sim, claro, com certeza, DÁ O OSCAR PRA ELA PMDDS). 
2) O QUE É A FOTOGRAFIA DESSE FILME? Alias, O QUE É A CÂMERA DESSE FILME? Simulando um plano sequência (sem cortes) incrível, com transições dos personagens tão orgânicas que você não sente diferença alguma. 

3) O roteiro desse filme é sensacional! Ele conta várias histórias ao mesmo tempo, vários personagens com diferentes dilemas, e o espectador não fica confuso em nenhum momento! 


4) E a trilha sonora constante? E a trilha sonora ligada ao tempo? SIM! Eu ouvi o "tic-tac" do relógio. Foi uma ótima jogada, afinal, o filme fala sobre o passar do tempo e... foi simplesmente genial! (O mesmo recurso foi usado em "Interstellar", porém com uma outra interpretação).

Eu não vou me estender mais aqui, porque senão ninguém mais escreve sobre o filme. O que eu quero dizer é: Birdman cumpre seu papel perfeitamente. Ele faz o espectador sentir as coisas, ele é profundo (talvez para outras pessoas não seja tanto. Eu faço cinema, fiz teatro e me envolvi bastante com a história). Acho que há muito tempo eu não via um filme de premiação que me deixasse assim, tão empolgada (o último foi A Invenção de Hugo Cabret, de 2012). 

Enfim, é o tipo de filme que vale a pena e que merece muito qualquer estatueta!

Sobre a nota:  5 conversinhas + favorito. Pra mim, por enquanto, é o melhor filme da temporada de Premiações!


O que a Elilyan achou?

Estava comentando com meu irmão que os indicados ao Oscar de Melhor Filme esse ano eram todos medianos. Estava tudo merecendo nota 3, mas eis que assisto Birdman e PUTAQUEPARIU que filme incrível. Logo no começo a agilidade do roteiro me prendeu. Você já deve ter percebido que minha principal reclamação é com a qualidade dos roteiros, que andam muito, mas muito ruins. Isso não ocorre com Birdman, que, de longe, tem o melhor roteiro original da temporada (só Grande Hotel Butapeste pode rivalizar).

Outra coisa excelente em Birdman é a direção. Existem muitos filmes onde a direção é tão banal quanto de um filme da Marvel. Você não sabe quem é o diretor porque ele não deixa sua marca no filme, como o Graham Moore de O Jogo da Imitação, isso não ocorre com Birdman. Iñárritu consegue deixar sua marca logo nos primeiros minutos de filme, com planos sequências legais e um ritmo de montagem alucinante.


A trilha sonora de Birdman também é algo para se aplaudir de pé, pois dá uma sensação de urgência no espectador. Palmas para Gustavo Santaolala e Antonio Sanchez, que conseguiram fazer sua bateria mais relevante e insana que o solo final de Whiplash. *clap clap clap*


Para finalizar faço Ctrl + C \ Ctrl + V do que a Ana falou sobre a fotografia do filme. Simplesmente espetacular. Só não é melhor que a de Mr. Turner. Acho que esse é o problema de Birdman: ser espetacular sozinho, mas perder quando comparado a outros filmes, seja em algo “pequeno”, como fotografia e direção de arte, ou até mesmo no trabalho dos atores (ainda torço para Eddie Redmayne ganhar Melhor Ator apesar do excelente trabalho de Michael Keaton).




Sobre a nota: 4,5 conversinhas. Birdman é, de longe, o melhor filme entre os indicados ao Oscar (ainda só não vi Selma). Torço para que ganhe Melhor Filme (pena ser improvável que leve também Melhor Direção).



O que o Diego achou?

Esse filme é absolutamente insano - de uma forma boa. Em termos gerais, ele conta a história de Riggan, um ator obcecado por reconhecimento e sucesso depois de sua carreira ter entrado em declínio há vinte anos. Sua grande aposta é essa peça da Broadway que ele escreveu, dirigiu e está protagonizando. Todo o seu dinheiro, dignidade e energia estão nesse palco, e o filme reflete isso perfeitamente. A maior parte da história se desenrola dentro ou ao redor do teatro. Nem uma única vez nós vemos onde Riggan mora. Também não vemos os personagens descansarem, os conflitos simplesmente deslizam de volta aos palcos e a próxima performance, como se não houvesse realmente tempo para lidar com as coisas - o que é bem apropriado, já que estamos falando da Broadway, o que significa oito shows por semana. O próprio trabalho de câmera, simulando um taque contínuo, faz com que o trabalho assuma um aspecto mais teatral, o que é sentido especialmente no trabalho dos atores, que é impecável.


Birdman é hábil em contar múltiplas histórias, colocando o protagonista em contato com diversos contrapontos. Em destaque temos sua filha, trazendo à tona sua natureza autodestrutiva enquanto expressa um conflito de gerações bem pertinente, e o outro ator da peça, o performático Shiner, mostrando uma divergência de visões na arte. Vemos também como ambos os pontos de vista cobram um preço - ambos são egocêntricos intratáveis e sofrem por isso, cada um a seu modo. Mas de uma forma ou de outra, todos os personagens, seja a crítica, a ex-esposa de Riggan, a sua atual namorada, a colega de palco, seu agente... Todo mundo no filme parece realçar uma pequena parte da personalidade dele. Uma faz a voz da razão sobre o que a peça precisa para dar certo, outro a emoção de estar estreando na Broadway, e por aí vai.

Uma crítica séria a esse filme são as personagens femininas, especialmente as atrizes da peça. Elas foram muito mal desenvolvidas e mal aproveitadas. Quase todas as suas cenas giram ao redor de conflitos de relacionamento. De resto, é tudo excelente. Diálogos afiados, atuações fantásticas, efeitos especiais impecáveis, uma trilha sonora angustiante e que te deixa agitado do começo ao fim com aquela sensação de iminência e um final daqueles de te forçar a parar e pensar a respeito.







Sobre a nota: 5 conversinhas. Mais que um filme, uma experiência que exige muito da audiência e que me deixou emocionalmente exausto. E isso com certeza é um mérito digno pra se elogiar um filme.





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