Ashley Johnson Campaign 2

Critical Role: o meu novo vício

17.4.18Dana Martins


Hoje venho aqui para compartilhar com o resto do mundo a coisa que eu mais amo no momento: Critical Role. Ainda não conhece? Vem comigo.

A princípio dá pra dizer que Critical Role é um grupo de amigos atores que se reúnem pra jogar RPG e isso é filmado e colocado no youtube. Mas cá entre nós, dizer que CR é só um bando de gente jogando RPG é uma descrição merda. Eu passei meses ouvindo falar disso e ignorando porque não fazia ideia de como realmente é.

No site oficial, Critical Role é descrito como uma websérie, mas eu diria que Critical Role é uma mistura de série, teatro, jogo e reality show que resulta nessa coisa que é só deles. Se você não sabe o que é Critical Role, você provavelmente não assistiu algo assim. Pelo menos eu não tinha assistido.


(tem legenda em português, é só selecionar)

O que a gente vê é esse grupo de pessoas reunidas numa mesa, um deles é o Metre (o que guia a história) e os outros os jogadores que controlam cada um o próprio personagem nessa história. 

O que me chamou atenção pra isso foram duas coisas: 

1) No início de 2018 começou uma Campanha nova, isto é, uma nova história, e quando os personagens novos foram anunciados, eu gostei muito de duas delas.

A Beau, que é a segunda da esquerda pra direita, e a Yasha, que é a última na direita. 

Molly (tiefling), Beau (humana), Fjord (meio-orc), Caleb (humano), Nott (goblin), Jester (tiefling) e Yasha (nem lembro)

Eu lembro que quando eu vi eu comentei "uma parece a Korra e a outra a Lexa," que são duas das minhas personagens preferidas, então já chamou minha atenção. Quem me conhece sabe que eu estou sempre procurando uma nova história foda com mulheres poderosas. E parecia que Critical Role ia ter isso, eu só não tinha entendido direito que era uma >história<. 

2) Eu descobri que a Ashley Johnson, a atriz que faz a Ellie do jogo The Last of Us (outra das minhas personagens preferidas), era uma das atrizes participando dessa campanha. 


(depois descobri que a Ashley não tá sempre por causa de outros compromissos, mas eu já tava tão viciada que não importava mais. de qualquer forma, ainda é muito bom quando o episódio começa e ela tá lá)


Pode ser ou não que eu ver no tumblr alguns posts engraçados envolvendo acontecimentos e personagens me deixou mais curiosa ainda.

Bem, aí já era algo que eu queria assistir, e como está começando uma nova campanha, eu não ia precisar ver 9238329823 episódios já lançados. Aí fui linda e serelepe abrir o youtube e descobri que um episódio tinha 3 horas.



3 horas? TRÊS HORAS? TRÊS HORAS???????


Minha filha, eu não assisto nem clipe de 3 minutos sem ficar entediada, eu definitivamente não vou assistir isso. Acho que nunca fechei uma janela tão rápido. 

Só que aí existem coisas como Tédio, Falta do que Fazer e Não Tem Nada de Bom pra Assistir, e em um desses momentos, decidi colocar qualquer coisa pra ver. E foi Critical Role, que ainda tem até legenda em português.

Depois de introduções iniciais, começa o episódio. O Mestre, Matt Mercer, começa contando um pouco sobre o mundo, que eu não lembro nada, mas eu sei que é um lugar medieval, onde existe magia e seres diferentes, e essa história começa em um Império, numa cidadezinha longe da capital mais conhecida por três famílias que fabricam cerveja. Isso ele descreve, mas a sensação é a mesma de ler um livro. Você tá ali, sentado assistindo um cara falar com um monte de gente sentada ao redor dele, e ao mesmo tempo aos poucos você vai sendo carregado pra esse outro universo, vendo as duas realidades ao mesmo tempo. 

Matt isolado ali. E aí: Travis, Marisha, Liam
Embaixo: Sam, Laura e Taliesin
a Ashley não tava nesse dia

O Travis faz o Fjord, aquele cara verde ali na esquerda
O Sam faz a Nott, a Goblinzinha na frente do Fjord
a Marisha faz a Beau
a Laura faz a Jester
o Liam faz o Caleb, o humano ruivo
o Taliesin faz o Molly, o tiefling roxo ali com a carta
e a Ashley faz a Yasha, bebendo do lado dele
Nesse cidadezinha nós conhecemos Nott, uma goblin experiente em roubar, que está no quarto de uma hospedaria e está esperando seu amigo, Caleb, acordar. Ele é um humano mago completamente imundo, que parece ter desabado de exaustão depois que os dois aprontaram alguma coisa. E aí o Mestre deixa na mão dos jogadores: o que eles vão fazer agora? Nott e Caleb discutem (os atores conversando um com outro, tudo acontece em tempo real) e decidem descer para comer algo. 

Lá embaixo eles acabam sentando do lado de uma mesa ocupada por uma humana, um meio-orc e uma "tiefling" que acabam de receber uma quantia considerável de dinheiro como recompensa por derrotar uma cobra gigante que saiu do lago da cidade. Aí é que a magia de Critical Role começa a acontecer: os atores ficam livres pra fazer o que quiser, como em um jogo de RPG, e ninguém sabe exatamente onde essa história vai parar. 

Os atores conhecem bem os seus personagens, e como cada um deles vai agir. Por exemplo, quando o dinheiro cai na mesa do lado, Nott fica de olho, porque ela adora roubar coisas brilhosas. Ao mesmo tempo ela e o Caleb estão tentando não chamar atenção, por causa dos crimes que eles fizeram e porque ela é uma Goblin numa região que tem preconceito. Eles são bem unidos e não confiam em ninguém. E é aí que Jester - a tiefling da mesa do lado - simplesmente enfia o nariz na mesa deles e começa a puxar conversa, porque é a Jester e ela faz um monte merda sem noção pra se divertir.

"Caleb, você viu aquele monte de ouro naquela mesa?"
"Está naquela mesa, e naquela mesa vai ficar."
fanart baseada em um diálogo real

E assim, pouco a pouco, eu fui sendo levada pela curiosidade de conhecer esses personagens e ver como eles iam interagir uns com os outros, ao mesmo tempo que me perdia vendo os atores decidindo como agir como o personagem. Lembrar é meio estranho porque parte de mim estava nessa taverna vendo uma goblin conversar com uma tiefling, e a outra parte de mim estava vendo os atores sendo eles mesmos. Conhecer os atores foi tão interessante quanto conhecer os personagens.

Enfim, história continua e eles acabam virando suspeitos de um crime no circo da cidade, e acabam se unindo pra tentar resolver o caso e, depois, é formado o grupo que agora é chamado de The Mighty Nein. 

Em um episódio eu já tinha sido conquistada. Quando eu comecei assistir a Campanha 2 tinha acabado de começar e em coisa de uma semana eu assisti os 3 episódios que faltavam e fiquei em dia. E aí percebi que 3 horas pra um episódio nem é tanto quanto parece. Tem filme que é isso. E numa época que todo mundo maratona série, 3 horas de algo que você gosta passam voando. 

De lá pra cá já foram 15 episódios, e eu já me tornei completamente viciada. Eu tinha até a ilusão de que ia me segurar e esperar as segundas, que é quando o episódio é colocado no youtube, mas um dia por acaso liguei o youtube na TV NA HORA QUE O EPISÓDIO SEMANAL COMEÇANDO A SER TRANSMITIDO AO VIVO - acho que fui invocada pra assistir Critical Role - e daí foi só ladeira abaixo. Agora todas quintas às 23:00 horas eu sento pra ver um novo episódio, e é um dos momentos mais esperados e celebrados da minha semana. 

(no final vou colocar todas as informações certinhas)

Tem coisa que eu gosto em Critical Role, deixa eu compartilhar algumas fanarts, gifs e coisas

essa é uma cena real que aconteceu
- Beauregard, minha monge badass. Ela é a que parece com a Korra e ela inteira é só... uma personagem que eu aprecio muito. Ela é a maior lutadora entre eles, e apesar de ter um jeito de "tô nem aí, tô só aqui pra me divertir," é ela quem se mete em rebeliões contra o governo corrupto e corre pra ajudar quem precisa. Ela tem uma crush gigante na Yasha. E ela, no geral, é o tipo de personagem mulher que a gente não vê muito, o que nos leva a:
- Personagens que não são comuns. Em histórias tradicionais tipo séries ou livros os personagens são tão "controlados" por regras de Como Deve Ser que acabam sendo tudo igual, sem falar de quando se trata de minoria que sempre fica com os mesmos papeis estereotipados, e as histórias são todas sempre sobre o mesmo homem branco que precisa ser o pica das galáxias. Mas em Critical Role não. Todos são protagonistas, e mesmo quando um ou outro toma mais espaço de cena você vê que isso tem muito mais a ver com o jeito do ator/personagem, do que ser uma decisão pra priorizar fulano. Quantas histórias você já assistiu com uma goblinzinha cheia de personalidade? Enfim, acho que como é tudo muito mais natural e orgânico, como os personagens são reflexos de pessoas reais que são diferentes entre si, você tem uma história com personagens de uma maneira que eu não tava acostumada, e é muito bom.
Yasha

fjord
"Ei, quer fazer minha maquiagem?""Oh, sim! Eu sou muito boa em maquiagem!"
"Eu sou terrível em maquiagem"


- Tem 7 personagens principais, e eu amo todos os 7, e passo por fase de apreciação de cada um. No início eu tinha minhas perferência (Beau), mas sei lá, é como se com o tempo a gente tivesse momento pra amar todo mundo. 
- É engraçado. Tem dia que eu gargalho. Às vezes por acontecimento na história, às vezes por causa dos atores. É só uma vibe de amigos passando um tempo junto e se divertindo e fazendo merda, que acaba fazendo bem ver.
- Os dados. Sim, os dados. Porque mal ou bem a história é determinada pelos dados, e isso leva a situações que ninguém espera. Seja alguém contando uma mentira descarada pra um guarda e se safando porque tirou número alto, ou alguém indo parar na prisão por algo bobo. Ou ninguém conseguindo fazer um cavalo andar. 
- Os mistérios. Nenhum dos personagens se conhecem direito, e até agora a gente sabe muito pouco, então vão tendo esses momentos especiais com um ou outro personagens que revela um detalhezinho, ou os atores ficam sentando fazer o outro falar. 
- Os atores gostam tanto quanto a gente. Eles riem de verdade, se surpreendem de verdade, ficam tristes de verdade. Quando tá muito bom e o episódio acaba, a gente escuta as exclamções de "aaaaaaaaah não." 



- A história vai em frente através de pequenas missões que eles se envolvem - resolver um mistério, ajudar uma cidade em apuros, matar um bicho no esgoto pra ganhar um dinheiro, auxiliar uma revolta, etc. E às vezes as coisas ficam SINISTRAS. Com cliffhangers e plot twists que deixa todo mundo louco.
- AS LUTAS. Não esperava que ia ficar emocionada com isso, fiquei emocionada com isso. Os personagens ficam em risco real, e tudo tá na mão de dados. Às vezes é só desespero. Mas enfim, é tipo assistir uma luta/jogo em que você tá torcendo pra um time e aí fica VAI, PORRA, VAI. AI PQP.
- Eu falo que Critical Role é tipo um reality show, e de certo modo é um reality show de contar histórias, onde o Mestre e atores precisam ir criando e lidando com as coisas em tempo real. E, além de estar vivendo a história junto com eles, eu gosto de observar como eles lidam com as coisas.

última imagem que eu vou colocar porque fui procurar coisa no tumblr e já
tô com vídeo do elenco dançando Just Dance aberto, se eu continuar
não saio de lá nunca mais


Provavelmente tem mais coisas porque o texto que eu fiz pra o Batdrama (minha newsletter) é gigante e eu já fiz vários comentários sobre Critical Role lá, mas acho que pra ter uma noção já basta. Você não precisa saber o que é rpg nem nada. Acho que tudo o que você precisa é gostar de histórias, aventuras e querer se divertir. 


INFORMAÇÕES SOBRE CRITICAL ROLE

- COMO ASSISTIR: Todas as quintas às 23:00* é transmitido ao vivo pelo Youtube, Twitch ou Alpha do Geek&Sundry. Depois que termina, só fica acessível pra quem tem conta premium no Twitch/Alpha e nas segundas é liberado no youtube pra geral.
- Link da playslist com todos os episódios da Campanha 2
- Disponível também em podcast (não ao vivo)
- Tem legendas em português e inglês (as legendas pt-br demora um pouco mais pra sair, mas tem)
- Já existem todos os vídeos da Campanha 1 disponíveis no youtube do Geek&Sundry com legenda PT. Eu não assisti, então não sei de nada.
- A campanha 1 também virou quadrinhos e sai pela Dark Horse Comics com o nome de Vox Machina (em inglês)

*preste só atenção porque às vezes tem horário de verão americano, ou outras mudanças que influenciam na sincronização com o horário BR. Quando eu comecei assistir começava 1 da manhã, passou pra meia noite e agora é às 11. 



Toda quinta eu falo do que eu achei do episódio no meu twitter @danagrint e volta e meia comento sobre Critical Role no Batdrama, a minha newsletter - clique aqui para se inscrever


Comece a assistir Critical Role agora:



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1 comentários

  1. SOCORRO CRITICAL ROLE É MARAVILHOSA NÃO CONSIGO PARAR DE VER!!! Minha preferida é a Knot, mas como não morrer de amores por Kiri???

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