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O que eu senti assistindo Pantera Negra.

26.2.18Taiany Araújo


Que Pantera Negra é um filmaço muita gente já falou, mas após acompanhar o desenrolar do novo filme da Marvel, o que soltou aos meus olhos e me deixou empolgada não foi o herói, foram as MULHERES FODEROSAS QUE DOMINAM A TRAMA DO INÍCIO AO FIM.

Em determinado momento do filme aconteceram umas 3 lutas diferentes em ambientes distintos com personagens também distintos, e devo confessar que tava me lixando para a luta entre herói VS vilão, EU QUERIA VER AS MULHERES, eu tava hipnotizada por elas. Desde de sábado, dia em que assisti o filme, só consigo falar dessas mulheres, e quando me perguntam o que achei, é difícil ser coerente uma vez que tô transbordando de animação por três personagens femininas que com características, princípios e posicionamentos diferentes conseguiram dominar toda a trama, e ao meu ver, roubaram os holofotes do personagem central. 
Só de olha-las já me tremo.
Isso não quer dizer que o Pantera não tenha seu brilho, sua jornada começa com aquela construção de bom moço que sabe o que é certo e vai fazer isso, e cria outros contornos quando a noção de certo passa a ser questionada. Cuidar dos seus com sua vida é o certo. Certo? Mas e se alguém estiver morrendo ao seu lado? Alguém que você não conhece, mas por quem pode fazer algo se você se distanciar um pouco dos seus. Sem dúvida esse é um dos filmes mais políticos da Marvel, se não o mais. As motivações do “vilão” são muito pertinentes, e com toda a certeza fiquei balançada com o discurso dele quanto ao sofrimento que as pessoas negras vêm sofrendo ao longo de toda a história. Somos subjugados, mas essa realidade pode ser mudada. A que preço? Bom, é isso que acaba por nos desgraçar a mente HAHAHAHAHAHAHAHA Não pude deixar de comparar com os posicionamentos do Magneto e do Professor Xavier de X-men. 

Logo no começo do filme fica claro que ele acontece meio que em paralelo ao Guerra Civil, já que a trama se desenvolve dias após a morte de T’Chaka, rei de Wakanda. Para ser declarado rei e ganhar o poder do Pantera negra, o Príncipe T’Challa precisa passar por um ritual de batalha, e parece que vai ser tudo tranquilo, até não ser mais. Suceder um bom governante parece ser uma tarefa fácil, é só manter as coisas mais ou menos como estão, mas não é bem assim. Pessoas não são perfeitas, mesmo pessoas boas podem fazer coisas questionáveis e como vamos lidar com isso diz muito mais sobre nossas ações do que das delas. 

As cenas do filme são lindíssimas, e eu fiquei com a sessão que tava vendo um Live-Action de Rei Leão HAHAHAHAHAHAHA. Wakanda é uma cidade a se admirar mesmo, mas acho que tenho em mim um incômodo social que não sabia ter. É possível ter tudo quando se vê outros tendo nada? Não sou só eu quem se pergunta isso, Nakia, uma das mulheres da tríade que ganhou meu coração, e interesse romântico do nosso herói, tem os mesmos questionamentos e nos apresenta uma forma diferente de lidar com as mesmas insatisfações que o vilão da trama. 

Eu não acompanho os quadrinhos, e não conhecia nada da história, assim, não sei o quanto fidedigna foi, mas definitivamente foi representativa. E isso, pra mim, é algo que merece ser observado, vamos aprender com esse filme. Ao falar da representatividade, não estou me referindo só ao elenco majoritariamente negro, mas ao cuidado e ao respeito com a cultura negra e africana. No cinema uma amiga até ficou chocada com um personagem que tinha um adereço incomum, mas eu adorei aquilo, porque nos permitiu observar a pluralidade do lugar. Apesar desse não ser o foco do filme, conseguimos ter uma palhinha dos costumes de Wakanda com toda reverência da sua simbologia.

Não posso encerrar essa resenha sem dizer que eu amo uma mulher e o nome dela é General Okoye, no entanto, não percam de vista as moças Nakia e Shuri, pois são delas três esse filme.

Uma pausa para admirar esse exercito só de mulheres PODEROSÍSSIMAS

Ah, e se alguém ainda não se acostumou com isso, é claro que tem duas cenas pós-créditos, só que enquanto umas são desnecessárias, aqui as duas são de igual importância. A primeira tem uma pegada mais política e social e diz respeito ao futuro de Wakanda, já a segunda, apesar de não tão surpreendente para alguns, tem relação ao universo que a Marvel vem construindo desde o primeiro filme lá trás com Homem de Ferro.

Essas foram minhas impressões sobre o filme, agora seria ótimo vocês assistirem e tirarem as próprias. 

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