Carol Cardozo CCdiário

[Resenha Misturada] Magnus Chase e os Deuses de Asgard: O Navio dos Mortos

10.1.18Carol Cardozo


Já é de consenso geral que aqui no CC amamos Rick Riordan e suas várias sagas. Como um site que sempre preza por representatividade, Magnus Chase arrebatou nossos coraçõeszinhos, e não poderíamos deixar de surtar juntos com o último livro da saga do descendente de Frey: O Navio dos Mortos. Vem ver o que a gente achou!

Carol: Quando eu li que O Navio dos Mortos seria o último livro, fiquei meio triste porque estava pensando que seriam cinco livros (como Percy Jackson), mas na realidade são só três (como Crônicas dos Kane). Eu acho que ainda tinha muita história pra contar, e não duvido que o tio Rick vai dar um jeito de colocar um crossoverzinho aqui, um conto lá, pra fazer a gente não ficar com tanta saudade de Magnus Chase e companhia.

Pudemos nesse último livro ver mais lugares além de Boston (pelo menos em Midgard, ou na Terra), e eu achei isso bem legal, principalmente porque passaram por lugares que eram especiais pra tripulação do Bananão (você vai entender quando ler o livro). 

Magnus e Alex esse livro, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA



Minha única reclamação foi ela ter ficado no gênero feminino na maior parte do tempo. Sei lá, nos outros livros parecia ser mais equilibrado.

O final fica bastante em aberto, quem sabe uma nova saga, e MAIS CROSSOVER COM PERCY JACKSON SIM, FOI A GENTE QUE PEDIU!!


Jota: Quando eu soube que o último livro estava para sair, os sentimentos foram variados, só minha mãe (e quem está aqui fazendo essa resenha, porque devem ter passado pela mesma coisa) sabe o quanto eu fiquei "quando isso vai sair? Quanto vai custar? Para quem eu preciso pedir dinheiro?", e por aí foi. Quando enfim lançou e eu consegui comprar, fiquei esperando ansiosamente pelo livro, desesperado para saber do final de uma das trilogias que mais me atraíram a atenção. E QUANDO CHEGOU, GENTE, FOI UMA EXPLOSÃO DENTRO DO MEU PEITO!

Eu comecei lendo tentando segurar minhas expectativas, porque né, quem leu sabe sobre as coisas entre Magnus e Alex. E tudo bem, cada capítulo, um tiro novo. Eu ia aguentando, me imaginando em cada cena, quase como um pássaro silencioso acompanhando tudo (um pássaro de sorriso enorme e sinistro já congelado de tanta alegria). E cada vez mais meu orgulho pelo tio Rick crescia. MANO, ele é quase um rei da representatividade normalizada. Ele não faz isso como um "olha só essa pessoa que diferente... blablabla", ele normaliza o personagem, mostra que é normal e pronto, é isso, vida que segue. Só uma pessoa ali que você pode ou não se identificar.

E quando chegou no final, eu já tinha chorado, eu já tinha sorrido e rido. Principalmente chorado porque meu ship tava feliz, morto mas feliz e junto. (inclusive enviei eses dias para a Carol a foto abaixo)

"Acabei de perceber algo e desculpa se já foi falado mas EU ACABEI DE PERCEBER QUE O ÚLTIMO LIVRO DA TRILOGIA DE MAGNUS CHASE É CHAMADO DE "SHIP OF THE DEAD", eu sei o que significa mas... MAGNUS E ALEX SÃO O SHIP E ESTÃO MORTOS. ~não sei se é intencional, mas BEM JOGADO TIO RICK"

Particularmente foi o melhor livro (no meu ranking de 3) entre os preferidos de 2017. E Tio Rick como sempre me fez devorar um livro sem sequer passar por problemas de "estou numa ressaca literária de meses que ler se tornou um porre", só fui e quando vi já estava agarrado no travesseiro chorando de alegria por ter terminado e meu ship não ser queerbaiting. FOI ISSO QUE EU PEDI SIM, RICK RIORDAN!

Sério, foi um livro que me fez ficar feliz, contente do início ao fim. Sabe aqueles livros que você lê tão descontraído e realizado? Essa é a sensação. Parece que aquilo trouxe toda a felicidade e esperança que te faltava e você não havia percebido. Para mim não foi só uma fonte de felicidade e esperança, mas de realização.

É, Magnus, para de encarar Alex (mentira, continua) *insira aqui um emoticon de baba de arco-íris* (arte de Callipygianphltate)
Taiany: Então, eu li esse livro em outubro (acho) e venho percebendo que minha memória não é mais quanto outrora, leio e esqueço todos os detalhes dos livros logo em seguida ( talvez esses livros estejam também muito parecidos), a questão é que AMEI a série Magnus Chase, inclusive acho que foi  a melhor série que titio Rick já escreveu, e sinto no meu coração que o último livro foi incrível, eu lembro do quanto surtei, sofri e sorrir, mas se você que está lendo veio atrás de um relato sobre a história e do desenrolar de tudo, sinto informar que NÃO FAÇO A MÍNIMA IDEIA HAHAHAHAHHA

O que eu posso dizer é: MAGNUS E ALEX SÃO MUIIIIIIITO FOFOS JUNTOS e eu tava nervosa com o que poderia ocorrer, e berrei muito com coisas que aconteceram. Sam é uma menina com tanta convicção e força, só consigo pensar QUE GAROTA! Tem participação do Percy e da Annabeth, aqueles lindos. Blitzen e Hearthstone estão cada vez mais AAAAAAAAAAAAAAAAAAA, e gente, preparem o coração com a história do Heart que volta com força total para nos fazer sofrer mais um pouquinho. Além disso, Jacques está sendo Jacques como sempre e podemos enfim conhecer um pouco mais sobre o passado do T.J., Mestiço e Mallory, também é doído, mas TEM UM PLOT QUE NÃO VI CHEGANDO E ADOREI.

Uma coisa engraçada é que toda vez que o Loki aparecia eu vizualizava o Tom Hiddleston, não tinha jeito, ai tem uma cena que ele tá vestido de almirante, MINHA MENTE EXPLODIU.

aposto que esse malandro faria essa cara ao me ouvir falando isso dele ser o eterno Loki na minha mente
Em falar sobre Loki, tenho dois pontos:

O primeiro, eu odeio as representações sobre o Loki, não gosto desse lugar comum de tacarem ele como vilão, ao meu ver ele é o personagem mais complexo da mitologia nórdica, coloca-lo como vilão e tão fuéen pra mim, queria mais tons de cinza aqui (carinha de insinuação porque sou muito aluno da quinta série).

O segundo é, e tive que buscar no pai google porque não lembrava, uma das melhores frases do livro. Sério eu li isso batendo na minha perna e gritando "é isso aí".

"— Ah, que isso! — Loki sorriu. — Não me venha com esse papo de bom e mau. Esse nem é um conceito nórdico. Você é bom porque mata seus inimigos, mas seus inimigos são maus porque matam você? Que tipo de lógica deturpada é essa?

Ele se inclinou para mais perto. Loki estava definitivamente mais alto que eu agora. Minha cabeça mal chegava aos ombros dele.
— Um segredinho, Magnus: não existe bom e mau."

Muita gente já se cansou dos livros do Rick Riordan, dizem que as coisas sao mais do mesmo, e realmente não posso discordar, são sempre missões impossíveis que são resolvidas de forma tão rápidas que ficamos só "ué?", só que então, esse homem vem e escreve não um livro, mas uma trilogia cheia de diversidade, e não colocando aquele personagem secundário só pra falar que tem, nananina não. Alex (um dos principais personagens) é gênero fluído , Hearthstone é um elfo surdo, Samirah muçulmana (que segue os costumes e acredita neles), Magnus (o protagonista) era morador de rua, e outros personagens não tão destacados na história também são representados como sempre deveria ser, como pessoas diversas e únicas.  E apesar de manjado, até que o final "Amo você! Você me ama! Somos uma família feliz" foi bem fofo, e escorreu umas lagriminhas dos meus olhos sim.

Outra coisa que queria falar, mas é SPOILER, então vou até mudar a cor (pra você ler, só marcar com o mouse) é:

Senti que titio Rick ficou com medo de chocar demais ou que as pessoas não entendessem muito bem e preferiu manter o Alex se identificando com o gênero feminino por muito mais tempo. Não sei se todo mundo sentiu isso, mas eu senti falta da identificação com o gênero masculino enquanto rolava interação amorosa com o Magnus.

De toda forma, tenho que bater palmas para o Rick Riordan porque ele escreveu um livro e eu aqui falando mal (risos), escreveu um livro muito bom, escreveu sobre diversidade de uma forma legal e sincera, e conseguiu deixar a mitologia nórdica interessante sem tacar Loki em todas as histórias. Não pera, o Loki também é o tema central aqui né? Não conheço muito sobre essa mitologia, mas o pouco que conheço devo dizer que é o Loki quem segura nas costas, porque os outros personagens são tão esquecíveis, mesmo os principais das suas histórias.

Bom, é isso, o livro é bom, super leria de novo e agora quero um livro sobre mitologia africana ou brasileira. 

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