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Lucifer: como uma série sobre o diabo renovou minha fé em Deus

26.8.17Elilyan Andrade


Sempre fui atraída por personagens polêmicos e problemáticos, vide meu amorzinho por Snape e Heathcliff, por isso quando vi que a Netflix disponibilizou a série Lucifer corri para assistir. Lúcifer é baseado no personagem saído dos quadrinhos de Sandman, de Neil Gaiman. Assim como na HQ da DC/Vertigo a série apresenta o diabo como um anti-herói que questiona os desígnios divinos e defende o livre arbítrio entre a humanidade. 
A série começa com Lúcifer Morningstar (Tom Ellis), que entediado com o dia a dia do purgatório resolve tirar umas férias e vira um empresário bem sucedido em Los Angeles, se envolvendo “sem querer querendo” na investigação policial comandada pela detetive Chloe Decker (Lauren German). A química entre os protagonistas é tão grande que é impossível não shippar a detetive com o capiroto.

Por sinal, parabéns para quem selecionou o cast de Lucifer, pois a química que rola entre todos os membros do elenco torna a série mais rica. Impossível não se divertir com as cenas entre Lúcifer com a Trixie (Scarlett Estevez), a filhota de Chloe ou com a Dra. Linda (Rachael Harris), terapeuta do Luci. Além de Chloe, Trixei e da Dra. Linda, o tinhoso ainda conta com a presença da fodona Maze (Lesley-Ann Brandt), que juntamente com o arcanjo Amenadiel (D.B. Woodside) quer que Lúcifer retorne para o inferno, pois sabe como é: alguém precisa punir os pecadores. 

quero a Maze como melhor amiga, mas tenho muito medo dela HAHUAHAU

Ao longo dos treze episódios da primeira temporada a produção da série conseguiu um excelente equilíbrio entre o sobrenatural urbano e a investigação policial. Embora os humanos se sintam compelidos a contar-lhe suas mais profundas verdades (muitas vezes feias é criminosas), Lúcifer não parece que ele quer, ou tem a capacidade de fazer com que os humanos façam algo em particular. 

Acredito que todo cristão (e não cristão) deveria assistir Lucifer para aprender a refletir sobre o pecado, culpa e responsabilidades. É muito fácil colocar a culpa de nossos erros em outra pessoa e é muito mais fácil jogar a autoria dos pecados no diabo. Se Deus nos deu o livre arbítrio por quê tudo de ruim é culpa do diabo? Esse é só um dos questionamentos que a série instiga ao telespectador. A série me fez pensar e refletir ao ponto de me incentivar a voltar a estudar a bíblia e teologia. 

Além de contar com um excelente elenco, roteiro instigante e divertido a série também conta uma ótima trilha sonora. Quem ama jazz e blues vai simplesmente amar a soundtrack. E se isso tudo não te convenceu a dar uma chance ao anjo caído olha esse gif abençoado aí embaixo e vamos pecar juntos. ;)


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4 comentários

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Sou cristã, caminho há 2 anos e 6 meses, faço curso de capacitação bíblica (teologia básica) e comecei a assistir a série no início dessa semana, e já estou na metade da segunda temporada. Eu acho a série espetacular, ainda mais porque amo o tema policial e comédia, e a série é isso. Fantasia não é muito minha praia, mas mesmo assim a série conseguiu me conquistar. Eu fiquei com medo de alguma forma a série me influenciar, ou de eu pecar por assistir.
    Bom, não acredito que eu esteja pecando, mas ela não é nem um pouquinho edificante, não pra mim, pelo o contrário. Às vezes me sinto muito incomodada por ser cristã e estar assistindo essa série. Contei pra uma irmã da igreja e ela me perguntou porque estou assistindo, então eu disse, eu realmente estou fascinada pela série.
    Mas minha opinião é que, uma pessoa que não conhece a palavra de Deus, pode sim ser influenciada pela série. Na Palavra de Deus nós lemos que desde os primórdios, o diabo não é bonzinho. A culpa dos nossos atos de fato não é dele, porém, ele sugestiona na maioria das vezes, bem na maioria mesmo! Lembra de Gênesis? A sugestão que ele fez a Eva? As mentiras que ele contou a ela? Então! É isso o que ele é! Ele veio para matar, roubar e destruir. Ele é o pai da mentira. Ele é astuto. Ele é mal! Mas o diabo da série não é. Ele parece ser um ser humano com todos os seus erros (tirando a parte em que ele se transforma e tem poderes) e que quer se acertar. Então uma pessoa que não entende, vai cair nessa de que os humanos são o único mal e até mesmo pior que o diabo e sua legião (na própria série Lucifer diz isso), mas não, o diabo e sua corja é pior que os seres humanos!
    Uma coisa que devemos ter muito cuidado também é nas partes que mencionam Deus. Pra mim essas partes são as mais perigosas. Quando dizem que Deus nunca ouve, nunca liga, nunca tá nem aí pra nada. E como somente a fé é capaz de nos conectar com Deus, pessoas que não exercitam, e assistem a série, podem acreditar nisso. Há muita heresia. Deus não tem e nunca teve mulher. Pelo menos isso não é relatado na Bíblia, então se não é relatado na Bíblia, não devemos acreditar nisso. É tipo aquela história de antes de Eva ter tido Lilith. Isso é um absurdo! E pessoas acreditam nesse absurdo. Então podem acreditar em qualquer coisa! Eu creio que a autora da série teve bastante frustrações em relação a Deus. Eu estive, inclusive, orando ontem pela vida dela.
    Mas fora isso, é uma série que me pegou. Agora vou assistir até o final! Kkkkkkkk

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  3. Eu tô achando muito legal também a série sou fascinada em conhecer todo sobre religiões , bíblias etc.... Vou a igreja às vezes , acredite em Deus, mas também que as pessoas que assistir a série teve saber uma noção da Bíblia (não é que eu acredite em tudo escrito até porque foi homens que escreveu creio eu com acompanhamento de Deus , entretanto o ser humano é algo falho que erra ) eu acho que também não pode ser tão pecado assistir uma série , tem detalhes na série muito interessante ....

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  4. Ás vezes acho que o analfabetismo bíblico ainda é gritante, estou lendo a Bíblia pra realmente entender, pois viver de versículos é mais fácil, se focar em uma pequena frase sem o seu contexto é melhor ainda, sei que muitos leram de cabo a rabo o Livro Sagrado mas, eu não culpo Luci por tudo de mal.

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