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Meninos de rua, um assunto tão diverso e problemático...

27.8.17João Paulo Albuquerque


Eu estava ali no shopping quando esse assunto surgiu na minha cabeça e dois garotos pararam na mesa do lado e pediram para as duas pessoas ali ajudarem, elas negaram e os garotos prosseguiram, enquanto os guardas observavam eles.

Muita gente iria nessa hora começar a criticar os guardas por seguirem eles e essas coisas, apesar de no meu ponto de vista os guardas estarem somente fazendo o trabalho deles e eles só irão pedir para os garotos se retirarem caso eles mexam com alguém.



Tenho bastante pessoas de convivências que se você juntar, e for falar desse assunto, vai gerar uma divisão bem Civil War. Veja bem, tenho parentes que concordam que menores de 16 deveriam responder por seus atos de assalto, entre outros. Outros, que acham que você consegue reabilitar essas crianças e reeducá-las. Alguns realmente não gostam de crianças de ruas e isso se deve ao trauma delas, o qual explico mais abaixo.

Meninos de ruas tem vários caminhos e todos são incertos: alguns conseguem casa e comida, podendo ir para uma escola decente e não se metendo em problemas; outras acabam tendo que servir de - porque não chamar assim? (por mais horríveis que seja) - escravos de umas pessoas que se aproveitam delas para conseguir dinheiro; alguns outros poderão ir para uma reabilitação e ter alguma sorte; enquanto outros se meterão na vida de crime e podem acabar mortos/presos; etc.

Pessoas próximas a mim passaram por repetidos assaltos armados com adolescentes de 14 anos, se possível menos. Perderam suas coisas e alguns acabaram agravando seus quadros de Transtornos Psicológicos e/ou ficaram com traumas. Alguns acham que crianças de rua (de 12 acima), ao cometerem crimes de assalto armado - e disso pra mais casos agravantes - deveriam ser responsabilizadas e arcarem com as consequências. Outros creem que deve haver maneiras de trabalhar tudo isso ao mesmo tempo, mas o Sistema está tão quebrado que ninguém sabe como chegar e melhorar a situação escolar e de classes para reduzir esses casos.


Quando eu digo que o assunto é tão diverso e complexo + problemático, as pessoas chegam a subestimar, até que que se vejam numa sala com pessoas de pensamentos diferentes e que são contra ou a favor de determinados argumentos. Eu quando ouço alguém falando do assunto imediatamente paro tudo e começo a escutar, porque eu gosto de ver todos os lados e ver como as coisas estão, afinal, há muitas partes afetadas quando se fala dessas crianças, que perderam seus lares, sequer tem onde morar, entre tantas outras coisas.

Nisso, só digo que esse assunto é tão problemático, porque há muito a se pensar e analisar e muitas vezes, a burocracia (ou como diria minha mãe: a burrocracia) desse país impede muitos casais de adotarem algumas dessas crianças, deixando esse loop infinito e vicioso sem uma solução que possamos recorrer.

E você, onde fica nisso?


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