Carol Cardozo CCIndicação

Notas Brasileiras #11 - Consuelo

12.8.16Carol Cardozo


Consuelo é o alter ego da cantora Claudia Daibert. Ela fez turnês com a banda Casa de Farinha (já extinta) e fez turnês pelo Brasil, Uruguai e França até 2009. Consuelo se define por "guiada pelos influxos de suas andanças pela América do Sul, do folclore brasileiro, do underground roqueiro e dos mistérios e feitiçarias da natureza, ela apresenta suas magias sonoras."

O show dela é uma viagem por sons latinos, algo como se você jogasse uma banda de folk com uma banda tradicional peruana ou boliviana, e jogasse no liquidificador. Contagiante e que te faz querer ouvir mais, não é à toa que ela ficou entre as 10 melhores bandas do WebFestValda desse ano.


1 - Como vocês definiriam sua música para alguém que nunca ouviu?

Hoje em dia muitas bandas não conseguem definir muito seu som. São muitas influências e misturas, de forma muito natural. O que eu poderia dizer, é que existe uma intenção latina nas músicas da Consuelo, com pitadas de rock, experimentalismos e brasilidade. Algumas músicas possuem a alma feminina, outras intensas, outras mais suaves. Eu diria que a latinidade e a experimentação, tanto rítmica, de texturas, de ritmos, são a base.

2 - Dentre as suas músicas, qual sua favorita?

Sempre é difícil ter uma favorita, ainda mais no começo da carreira da banda! Como compositora, eu tenho gostado de "Estrelas e Animais" e "A Hora do Vingador".
3 - Como a banda se juntou?

Já tocamos juntos há muitos anos, tivemos muitas bandas e projetos desde adolescentes. Desde que voltei a morar em Brasilia, sentia muita vontade de voltar a tocar com esta banda e de fazer meu trabalho solo.

E isso aconteceu naturalmente, sempre tocávamos juntos em festas de amigos, às vezes cantava com os meninos, comecei a mostrar minhas músicas pra eles...

A Consuelo conta com: baixo de Vavá Afiouni (Passo Largo), violão de João Ferreira (Natiruts), sopros de Esdras Nogueira (Móveis Coloniais de Acaju) e bateria de Thiago Cunha (Passo Largo).



4 - Como foi o processo de definir a sua identidade sonora?

Toquei e cantei muitas coisas diferentes, mas sempre tive um apreço especial por músicas étnicas, latinas. Durante alguns anos viajava bastante a trabalho pela América do sul e me encantava cada vez mais, pela cultura, música, arte, latinas. E pensava, poxa todo mundo quer ir pra Europa, pros EUA, e aqui do lado temos tantos lugares incríveis e maravilhosos para explorar, nossos hermanos de verdade. Sempre amei a língua espanhola, o mistério, o lado obscuro. E tudo isso sempre me remeteu a uma natureza exuberante, a força da natureza, a mulher, a bruxaria. Para mim a Consuelo é tudo isso misturado. No fundo essa identidade vem sendo construída a cada música, cada composição, cada arranjo, cada música nova que escuto que descubro e que identifico com essa bruxaria sonora.

5 - Uma lembrança querida da carreira?

Viajar pelo Uruguai, pelo interior, pelas fazendas, pequenos teatros, numa turnê com a Casa de Farinha, banda que eu fui cantora e percussionista. Ver aquela natureza, aquelas pessoas tentando entender a música brasileira, foi incrível.

6 - Qual vocês acham que é a maior dificuldade do cenário musical brasileiro atualmente?

A valorização da profissão. Você sempre vai ser tratado como a pessoa talentosa, mas sem grana. Não quero julgar o trabalho de ninguém, mas infelizmente o mais fácil, mais audível, mais pop, tem vez. A mídia é quem manda. Tanta gente boa por ai, e na radio toca quem vende, isso é realmente frustrante.

7 - Uma banda nacional que vocês acham que todos deveriam ouvir?

Das clássicas: Novos Baianos
Das novas: Baiana System

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