Alex Atala Ana Ros

2ª temporada de Chef's Table é de lamber os beiços

30.5.16Elilyan Andrade


Chef’s Table voltou! Depois de uma primeira temporada maravilhosa, a melhor série da Netflix voltou delicinha, delicinha! 


Se você ainda não conhece Chef’s Table, saiba que essa não é uma série qualquer sobre gastronomia (te conto tudinho, sem spoilers, sobre a primeira temporada aqui). É uma série que aborda a arte de cozinhar com respeito e graça apresentando as histórias por trás de grandes pratos e restaurantes. Idealizada pelo americano David Gelb, do documentário aclamado Jiro Dreams of Sushi, a série, em sua segunda temporada, traz novamente um time de chefs de responsa: Grant Achatz (Alinea, Chicago), Alex Atala (DOM, São Paulo), Enrique Olvera (Pujol, Cidade do México), Dominique Crenn (Atelier Crenn, San Francisco), Gaggan Anand (GAGGAN, Bangkok) e Ana Ros (Hisa Franko, Eslovênia).


A escolha de um time de chefs com mais diversidade socioeconômica e cultural rendeu uma segunda temporada rica e atraente. É interessante observar que na nova temporada pouco tempo foi gasto dentro dos restaurantes, principalmente nos episódios dos chefs Atala, Olvera e Anand, que compartilham a motivação de fazer o mundo perceber o valor de suas cozinhas nacionais, seus ingrediente e as comunidades de onde o ingredientes vêm.


Outra novidade que enriqueceu a segunda temporada foi a adição de mais mulheres na série. E que mulheres! Dominique Crenn e Ana Ros são protagonistas dos episódios mais poéticos e emocionantes da temporada. O que é o cardápio em forma de poema do Atelier Crenn? SENSACIONAL! Quando começaram a passar o cardápio e os pratos, quis na hora comprar uma passagem para São Francisco para me deliciar com a arte em forma de comida produzida por Dominique e sua equipe. A chef Crenn é tão maravilhosa que em 2012 tornou-se a primeira mulher a receber duas estrelas Michelin nos Estados Unidos, e recentemente foi eleita a melhor chef do mundo pela The 50 Best Restaurants. Não admira, por isso, que Crenn seja respeitadíssima e presença garantida em TedX Talks (para falar de assuntos como, por exemplo, machismo e escassez de mulheres na alta gastronomia).

Como uma andorinha só não faz verão, é interessante observar que cada chef tem sua filosofia e estilo de liderança distinta. Cada um deles reforçou a necessidade de um ambiente de trabalho saudável em suas cozinhas. Isso é muito bom de ver, pois ajuda a desmitificar a imagem de chefs temperamentais e rudes que outros programas culinários perpetuam. Gastronomia é uma das indústria mais competitivas do mundo, mas isso não é desculpa para assédio moral no ambiente de trabalho.

Seja nos bosques da Eslovênia ou na selva amazônica, a mesa foi posta e você é mais que convidado a se deliciar com belas e saborosas histórias de alguns dos mais criativos chefs da alta gastronomia mundial. Bon appétit!


A Netflix já garantiu que a série documental terá terceira (focada em chefs franceses) e a quarta temporadas para todo mundo se empanturrar com o melhor da alta gastronomia. Faça já sua reserva ;)

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