Alycia Debnam-Carey batDRAMA

Batdrama: às vezes é difícil acreditar que a vida pode ser melhor

20.3.16Dana Martins


16:54 agora, vamos ver quanto tempo leva pra fazer esse- *meu irmão entra no quarto* *começa conversa, mostro pra ele vídeo da Alycia de ontem...* OK, são 17:03 agora, e eu vou começar. 

Um batdrama sobre criar realidade, o que você quer ser quando crescer e quem você é agora. Ah, e Lollapalooza.

Aconteceu 5329083223 coisas essa semana. Tipo, entre o último Batdrama e esse:

1- Eu fui a São Paulo e voltei.
2- Assisti o Lollapalooza.
3- Assisti um show do Twenty One Pilots no Rio. (e EU FALEI QUE ERA O SHOW QUE EU MAIS QUERIA VER NA VIDA? SIM)
4- Fiquei tão dolorida por causa do Lolla que não conseguia andar, e já voltei a ficar ao normal.
5- Fiquei um ano mais velha.
6- Conversei pela primeira vez com meu pai sobre a faculdade.
7- "Comecei" 3/4 projetos.
8- Inventei um grupo maior pra discutir os tristes acontecimentos de The 100, e entrei em outro.
9- Coisas continuam acontecendo e eu continuo aprendendo com o fandom de The 100.
10- Eu acho que abracei o fato de que, foda-se, eu não sou normal.

Falando de ir pra São Paulo, foi muito legal, porque é sempre legal viajar pf, só que... fiz alguma merda que em vez de carregar o ipod eu descarreguei E PASSEI UMAS 6 HORAS DE VIAGEM SEM MÚSICA. NA VOLTA SEGUNDA DE MANHÃ ISSO FOI UMA TORTURA, A GENTE NUNCA CHEGAVA EM CASA EU VIVI UMAS 50 VIDAS DENTRO DAQUELE CARRO. Mas eu acho que o que entrou em jogo na noção de tempo foram os babados com The 100. Na ida, eu queria tanto ficar por dentro que isso tirou minha atenção do Lolla, então graças a deus eu dormi quase a viagem inteira (na última vez que eu viajei pra São Paulo, na CCXP, eu não dormi porque tava ansiosa). Agora, na volta, eu dormi também, só que não o bastante. E quanto mais perto do Rio mais ansiosa eu ficava pra o fato de que EU IA CHEGAR E PODER VER TUDO O QUE ACONTECEU NO FANDOM NESSES 2 DIAS. (e acredite em mim, aconteceu coisa)

Mas cheguei em casa tão cansada que o jeito foi dormir. 

De qualquer modo, quero citar aqui algumas coisas:
1- Acho que virou tradição de Lolla encontrar o pessoal do NUPE. Eu nem sabia que eles iam, eu nem tenho número de nenhum deles, MAS AINDA ASSIM ENCONTREI MAIS DE UMA VEZ NAQUELA MULTIDÃO NOS 2 DIAS. WTF. Mas eu adoro ver gente legal, então...
2- Encontrei o Paulo também, que eu nem sabia que ia. E ele tá morando em São Paulo agora!!!
3- Pqp quem é que teve a ideia daqueles banheiros químicos? imagina fazer xixi naquele cubículo, na escuridão (de noite não tem luz??), onde o lugar de sentar é alto demais e tem xixi e coisas suspeitas em todo canto?

eu tentando fazer xixi no lolla


4- Os shows foram muuuito bons. Meu irmão vai falar em breve. Twenty One Pilots na vida real é ainda mais foda do que eu imaginava. Quero mais Halsey na minha vida. E Marina and The Diamonds foi totalmente uma surpresa, primeiro porque eu esqueci que gostava dela (fui eu que indiquei ela aqui no CC!!!), segundo porque o som tava maravilhoso. E Florence... sinceramente, fui abençoada naquele show. Florence and The Machine nunca é algo que eu REALMENTE PAREI PRA OUVIR, como todos esses outros, acho que nem baixei o cd. Mas Florence é tão bom que faz anos que entra na minha vida e é sempre maravilhoso. Esse é o segundo show que eu vou dela, e adorei. A única parte ruim lá foi Of Monsters and Men, o som tava baixo e eu tava muuuito ansiosa pra o show da Halsey que vinha logo em seguida e simplesmente não tava batendo o clima. Eu comecei a me senti muito mal presa no meio da multidão e quis sair pra procurar uma rede. Acabou que meu irmão e a minha amiga estava achando a mesma coisa e fomos todos atrás da Halsey.

5- O ambiente é maravilhoso. Eu acho que é o meu escritório ideal??? Um ambiente aberto, fresco, com um monte de gente, ambiente animado, música boa tocando no fundo e aquela sensação de Algo Está Acontecendo. Agora parece meio sem sentido, mas quando eu tava lá eu desejei que eu pudesse ir nesses festivais só de bobeira pra sentar no fundo e escrever, enquanto tudo acontece. Além disso, queria muito tirar foto de tanta coisa, tanta gente, tanto momento legal. Tinha algo sobre o momento que era fascinante. E às vezes você tá andando e escuta todo mundo cantar junto uma música... é bem legal.

se eu tinha alguma dúvida de que tinha vivido alguma experiência religiosa, aí tá a prova

6- Agradecimento especial a Lorena, Roberta e Duda que compartilharam os babados de The 100 enquanto eu estava sem internet/celular.

Certo, de volta pra o mundo real...

Essa semana foi uma mistura de cansaço, uma certa volta a rotina e encontro com algumas partes ruins do fandom. 

Tipo, nas duas últimas semanas era tudo maravilhoso, mas eu voltei do Lolla pra encontrar o sentimento geral um pouco diferente.

INCLUSIVE, eu no carro indo pra o Lolla dormi, e a primeira vez que eu acordei pensei: ih, jesus, todo mundo ficou maluco.

Eu me afastar do movimento e viver isolada da internet no meio de pessoas que não fazem ideia do que está acontecendo me deu outra perspectiva, e a perspectiva é de que: essa galera surtou.

como DIABOS A GENTE FEZ TUDO O QUE A GENTE FEZ POR CAUSA DE UMA SÉRIE?

É SÓ UMA PERSONAGEM

AS COISAS VÃO CONTINUAR

NÃO FAZ NEM SENTIDO

Sério, não é algo nem racional, mas por um momento eu tive a sensação profunda de que aquilo era tudo loucura. 

Mas é uma loucura tão grande e generalizada, que nós tornamos real. Nós criamos uma fucking personagem mil vezes mais profunda do que a maioria dos personagens e histórias que a gente encontra por aí. Nós criamos até agora 130 histórias só sobre ela. Nós reunimos 50.000 dólares. Nós sacudimos o twitter e a internet a ponto de que sites grandes de notícia como a BBC e a Variety (entre diversos outros jornais ao redor do mundo) cobriram a situação. Nós fizemos Fear The Walking Dead virar trend no tumblr pela primeira vez, e o Tumblr reconhecer na análise interna que é por causa da nossa personagem imaginária.

fonte
Em outras palavras, o fandom de uma personagem criada pelo próprio fandom de The 100 em menos de uma semana virou um dos mais populares do tumblr.

Alicia Clark na série Fear The Walking Dead (FTWD)

Lexa em The 100

Ontem a atriz que interpreta a Lexa, a Alycia Debnam-Carey (que também trabalha em Fear The Walking Dead), fez a primeira aparição dela depois do episódio da morte no dia 3 de março (jesus, vocÊs não TEM IDEIA DO QUANTO DÓI TODA VEZ QUE EU FALO MORTE. VOU ME REFERIR SÓ COMO ~O QUE ACONTECEU~ DAQUI PRA FRENTE). Enfim, ontem teve o PaileyFest, onde o elenco de Fear The Walking Dead se reuniu em um painel pra falar sobre a série. E aí...

Não faz ideia do que ela causou na internet HUAHUAHUAH

Nós fizemos virar trend mundial no twitter por umas 6 horas We Love Alicia Clark (é a personagem que ela faz em FTWD), Alycia também virou trending nos Estados Unidos, e se você ver os twitters oficiais que cobriram o evento, é uma coisa absurda:

Foto comum do elenco: 183 RTs 
Foto da Alycia desfocada: 1.300 RTs

Ou seja, é um fandom que tem poder nas redes sociais. E que os escritores de The 100 jogaram fora. 

Tem aquela frase, que eu não sei se é do John Lennon ou da Yoko Ono e não confio na internet pra me dizer, mas que é:

"Um sonho que você sonha sozinho é só um sonho. Um sonho que você sonha junto é realidade."

Essa semana e esse acontecimento foi um atestado disso, e um atestado da minha teoria. 

As pessoas tratam o mundo como se fosse uma coisa só linear, tipo "poxa, será que a gente ainda vai viver em uma época sem preconceito?". Nossa, tem uma reação que eu sempre vejo quando você discute uma mudança, que é a pessoa reagir daquele jeito meio incrédulo "ah, mas ainda vai demorar...". Só que eu vou te dizer uma coisa: não, não vai. 

Você cria realidade com as pessoas ao redor. Se você está em um grupo onde as 5 pessoas ninguém tem nenhum preconceito babaca, ali isso já não existe. E se isso é uma prova de que é real e possível as coisas serem diferentes. 


"Quando eu abro tumblr e saio do mundo heterossexual ao meu redor"

Eu tenho a sorte de viver com pessoas que tornam esse mundo diferente uma realidade. 

ALIÁS, de volta pra o Lolla, as paredes eram cheias de pôsters com casais de homens de mesmo gênero se beijando, bandeiras LGBT+ estavam espalhadas, você via todo tipo de casal e pessoas usando todo tipo de roupa. Não é fantasia, é um espaço sem opressão que deixa as pessoas viverem a própria realidade. 

Quando se trata de cultura, a diferença entre realidade e "loucura" é você acreditar. E não estou falando sobre ter uma crença NUMA DIVINDADE SOBRENATURAL OHH, mas no fato de que todo mundo acredita em algo. Todo mundo age com base em crenças. 

Quer ver uma crença maluca?

Roupa social em casamento. 

Desafio você a ir de cueca (indepedente do seu gênero), só de cueca, pra o próximo casamento que você for.

Por que você não faz isso ou não vê isso como algo que nem importa? 

Se você for pensar logicamente, não deveria nem fazer diferença se você está vestido, quanto mais que tipo de roupa você tá usando. Pelo menos pra mim, que sou muito envergonhada, eu teria um treco pra fazer isso. Eu mesmo colocando vestido e a coisa toda tenho aquele sentimento de inapropriação, de que talvez eu tô mais bem vestida do que era pra ser, ou de que eu não me vesti bem o bastante conforme manda o figurino. O que DIABOS ISSO IMPORTA LOGICAMENTE? Nada, gente. 

Mas existem umas barreiras sociais sinistras que nós imaginamos e elas nos controlam fisicamente.

"Pessoas que inventaram, acreditavam numa ideia e possibilidade totalmente fora da realidade.

Então, se você é realista você nada mais é do que uma pessoa que se limita a percepção existente, ao que já foi criado por pessoas iguais a você."

Essa semana eu tenho pensado muito nesse texto que o meu primo escreveu e eu publiquei no ConversaCult há um tempo, sobre o que é ser realista. 

Eu só sei que eu cansei da realidade. Se ser realista é ignorar o que os outros sentem e fingir que minorias não existem, foda-se a realidade.

Mas pra falar a verdade, eu nem cheguei a cansar da realidade.

Eu não sei realmente se eu tive uma escolha, porque de muitos modos o que chamam de realidade é um mundo que diz que eu não posso existir. E eu ainda estou aqui.



Quando eu tava no 2º ano e começavam a rolar aquelas conversas sobre faculdade, eu pensei que eu não queria fazer nada porque não tinha nada que eu queria fazer. Quer dizer, eu sempre gostei de criação - quando eu era pequenininha, eu queria criar robôs. Aí eu passei a sonhar em criar uma escola foda com pista de skate e rádio interno controlado pelos alunos. Teve uma época que eu sonhava em crescer e transformar minha casa em um orfanato, às vezes isso se misturava com a minha ideia de transformar a casa em uma escola. 

Sabe, uma coisa que não entrava na cabeça da mini-dana, é como que você tinha uma criança querendo estudar e ela não tinha como. 

Conforme eu fui crescendo, as coisas mudaram um pouco. Eu sonhava em criar camisas legais com o meu primo, e a gente fazia música juntos (eu colaborava mais com a letra). A gente chegou a ir até Campinas pra gravar com uma garota, que hoje é a namorada dele já por mais de 5 anos. Por caso, foi ela também que me apresentou as fanfics e nós passamos literalmente um ano inteiro escrevendo juntas todos os dias. 

Mas aí eu nunca realmente aprendi a tocar música, e não dava pra fazer parte de uma banda sem fazer nada, né? E a minha escrita de fanfics era a coisa mais miserável do planeta, apesar de eu ter muitos leitores!!! E com o tempo eu comecei a aceitar que eu não sabia escrever bem o bastante.

E aí... o que eu vou fazer na faculdade?

Eu considerei:
Alguma coisa com desenvolvimento de jogos, porque eu queria (ok, quero) criar jogos de videogame.
Eu considerei culinária pra criar meu próprio restaurante. 
Eu pensei em cinema, porque, ei, criar filmes!

Mas aí eu vi que muita gente que faz cinema no Brasil não fez faculdade disso. Muitos fizeram faculdade de jornalismo... 

Por um período, eu estava CERTA de que não ia fazer faculdade, mas isso não é considerado uma opção real se você é um jovem de classe média em uma cidade grande que pode, de fato, fazer faculdade. Wtf. Quem não quer ter ensino superior?

Aí eu encontrei publicidade na UFRJ, que eu gostei bastante. Na UFRJ o curso é Comunicação Social, então só depois do 3º período é que você escolhe sua especialização (jornalismo, rádio e tv, produção editorial ou publicidade) e mesmo assim você ainda pode pegar matéria do que quiser. As matérias teóricas e muitas das matérias eletivas são as mesmas - e quanto mais você chega perto do fim da faculdade, mais a sua grade é a aberta pra você enfiar a porra que quiser. Comunicação são só 8 períodos, nos 2 últimos você escolhe todas as matérias. E antes disso você só tem tipo 1 ou 2 matérias obrigatórias. 

Ou seja, parece um self-service de matérias de comunicação. E você tem aulas de fotografia, criação, estudo de literatura, produção de "filmes" e eu até cheguei a começar a fazer uma matéria sobre o Neil Gaiman. Foda, né? 

A matéria do Neil Gaiman foi, mas aí minha avó ficou doente e eu precisei trancar a faculdade e é a minha única tristeza, porque depois não fui mais aceita na matéria. 

Só que o resto todo foi uma merda completa e eu prefiro que você me jogue pela janela do que me obrigue a colocar os pés naquela faculdade outra vez pra estudar.


Olha, nem eu entendo direito, mas ir pra faculdade estava realmente me matando. Eu não conseguia nem ir pra aulas direito. Eu não conseguia dormir. Eu não conseguia fazer absolutamente nada na vida nos dias que eu conseguia ir, e nos dias anteriores e nos dias depois. Chegou a um ponto de que eu tava tendo pesadelo com a faculdade. Eu não sei que merda aconteceu, mas a faculdade fez um terrorismo na minha vida. E por roubar a minha energia de viver, fodia com todas as outras partes da minha vida, e a minha saúde e tudo. 

Mas eu sempre achava que podia fazer melhor. Caramba, tá todo mundo fazendo, eu sou só mimada!!! 

E aí também tinha o medo. Medo de ser ridículo. Medo de estragar a minha vida.. o que eu vou fazer agora? Sério, se eu soubesse o que eu queria, era simples. Deixa eu ir pra outra faculdade e pronto. Mas eu acho que o problema é pior ainda, eu sei o que eu quero. 

Eu quero escrever histórias. 
Eu quero... eu quero que façam filmes com super-heroínas, ou séries com boa representatividade. Eu quero fazer parte disso.

Se eu fosse escolher alguma coisa eu queria, agora, seria poder fazer um filme/série/websérie com a Elyza Lex. 

Eu queria poder puxar o Jason, showrunner de The 100 que fez toda essa merda, e fazer ele entender toda a merda que fez.

Eu quero que você possa ir numa livraria e encontre distopias protagonizadas por mulheres negras LGBT+. e fantasias. e histórias contemporâneas. 

Eu vejo que tem tantos jovens escritores ou com outras diversas habilidades - tipo, em 1 ano no fandom de The 100, eu vi fazerem 1) histórias 2) fanarts 3) quadrinhos 4) vídeos no youtube 4) animações 5) games 6) camisas 7) pulseiras 8) gente com habilidades de fotografia, marketing, administração e todo tipo de coisas. As pessoas até inventaram o próprio sistema métrico medido em lexas, decalexas e candles. Enfim, o que eu quero dizer é que existe MUITA gente talentosa que daria de tudo pra trabalhar em um projeto e fariam isso com amor. 

E isso é só no fandom de The 100. 

Então o que eu quero dizer é que existe >demanda< por certas coisas e gente que quer fazer essas coisas, mas por alguma razão existe um buraco nisso. E meu palpite é que é falta de estrutura mesmo. Tipo, muuuita gente da comunidade LGBT+ já tem problema pra sobreviver ao dia a dia, imagina construir algo em cima disso, em uma indústria bem fechada controlada por um bando de homem hétero cis que até hoje não entendeu que garotas gostam de filmes de ação??? Eles têm os recursos, estrutura, oportunidades, são mais bem aceitos e têm sua voz legitimada. 

Além disso, por experiência própria, é um esforço enorme passar por esse processo de auto-desconstrução, aprender sobre as variantes de cada minoria e como fazer uma representatividade melhor. Como você vai fazer isso e ainda trabalhar pra se meter na indústria? É possível, nós já estamos vendo o resultado, mas leva tempo.

Enfim, o que eu quero dizer é que seguir o caminho tradicional fodeu muito com a minha vida. E eu não quero viver assim, de qualquer forma. Nos últimos meses eu tenho focado mais em escrever histórias, porque mais cedo ou mais tarde vai acabar saindo alguma coisa boa. 

Eu também não quero mais viver com medo. Tipo, uma das razões de eu fazer faculdade de Comunicação (uma opção era faculdade de História), era o tal plano B. Se eu falhasse no que eu to fazendo, eu podia arranjar um emprego de professora e não morrer de fome. Por muito tempo eu fiquei presa a isso - porque... eu não tenho meu próprio dinheiro, se meus avós morrem o que acontece? Vou pra rua? Vou morar com meu pai? Já tentei isso, e fui embora de casa. Eu não tô trancando a faculdade porque eu tenho o privilégio de não precisar trabalhar e tenho tudo garantido. Eu tô literalmente correndo risco aqui. E o medo me impediu de tentar por muito tempo. Mas foda-se, não tenho mais energia pra sentir medo. Vou continuar aqui sempre fazendo o melhor que eu posso. O risco é o que? Morrer? Viver mal? Isso eu já tava vivendo. 

Korra: And ... what am I going to find if ... I get through this?
Katara: I don't know. But won't it be interesting to find out?

É uma situação meio miserável, né? Eu podia ser só uma pessoa normal que faz as coisas normais e tá feliz fazendo as coisas normais ou pelo menos consegue viver assim, mas eu não sou. E eu vou ter que lidar com isso.

Mas... se março provou algo, é que as coisas podem ser muito boas.

Tem sido tudo estranhamente tão bom.

Tipo, não exatamente feliz. Ontem foi dia 19 de março, o episódio que a coisa aconteceu foi dia 3 de março. Aí eu tava lendo uma fanfic com essa personagem inventada, a Elyza Lex, só que era de reincarnação (basicamente, é como se a alma da Clarke e da Lexa de The 100 fosse a mesma da Elyza e da Alicia em Fear The Walking Dead, e a Elyza lembra da vida como Clarke e de que a Alicia foi a Lexa...) (eu achei isso bem meeeh a primeira vez que eu vi, mas li uma fanfic e WOW. isso de reincarnação/soulmate au DÁ UMAS HISTÓRIAS MUITO BOAS, ALTAS IDEIAS JÁ ROLANDO). Aí tem um momento que elas tão na cama e a Elyza lembra da última vez que a Clarke ficou com a Lexa e... EU CHORANDO. TIVE QUE PULAR A PARTE E IGNORAR PRA NÃO CHORAR. SÓ DE LEMBRAR AGORA DÓI.

Eu acho que não estou lidando de forma muito saudável com o que aconteceu na série. Tipo, eu não penso, eu não deixo isso chegar na consciência, porque se eu começar a refletir mesmo eu sinto a dor voltando. Mas eu deveria fazer o que? Ficar sofrendo? Chorando? Assistir o episódio mil vezes até não doer mais? É masoquismo saporra? Eu não, eu hein.

E essa é uma das razões de eu não continuar assistindo The 100, é como dançar em cima de uma ferida. Algum dia, talvez, eu consiga ver. (não tenho certeza, porque até hoje não consegui reassistir a finale de The Legend of Korra também, e outro dia desavisada vi o trailer de uma animação que me lembrou a Korra e chorei demais) (COM UM TRAILER NADA A VER QUE SÓ ME LEMBROU DA SÉRIE!!!!). Essa é a minha vida agora? Chorar e sofrer por séries que acabaram?

às vezes tudo parece loucura, e que eu tô delirando, e eu me sinto idiota. dá muito medo e é um sentimento ruim
mas... mas... o que você quer que eu faça? 

Não sei, mas se eu conseguir fazer o que eu quero, minha vida vai ser trabalhar pra que mais histórias assim existam.

Como?

Não faço ideia, não faço ideia nem se é isso que eu vou querer daqui a uma semana, mas vamos lá.

Acho que é por isso que eu gosto tanto de Twenty One Pilots. As letras deles são todas sobre esses conflitos. Eu ia colocar uns trechos aqui, mas ia ficar muito dramático e já tá tudo dramático demais. Mas recomendo 10/10, leia umas letras deles.

Em outras notícias, eu mandei um what's good no meu pai, porque ele disse pra o meu irmão que eu não queria comemorar meu aniversário porque eu não queria ter nascido. HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUHAUHAUAHUHAUHA GENTE. E meu avô disse que eu não queria comemorar meu aniversário porque eu tava com medo de ficar velha. Aí eu disse pra o meu avô: nossa senhora, eu não poderia me importar menos com isso. Aí chegou meu aniversário e... o que o meu avô fez? OLHA AÍ PARABÉNS PRA GAROTA QUE TÁ COM MEDO DE FICAR VELHA. Ele ainda estar vivo nesse instante é um atestado do meu autocontrole. 

Eu não gosto de comemorar meu aniversário DE CERTAS MANEIRAS e COM CERTAS PESSOAS justamente porque é um dia especial pra mim e eu definitivamente não vou gastar ele com gente que nem olha pra minha cara o ano todo e nem tá nem aí pra nada. E tem mais umas outras confusões de família aí.

Mas aí quando eu saí pra almoçar no dia do meu aniversário com meu pai e o meu irmão, eu mandei o what's good e falei que não era nada disso, e ele entendeu. Alguma coisa boa, pelo menos.

Além disso, eu cortei ele na maior parte das coisas racistas/machistas que ele falou. Não em tudo porque é tanta merda que é difícil, mas no fim ele entendeu as merdas que falou e até tava discutindo sobre dois pesos, duas medidas (double standard)??? Tô criando meu pai direito. 

*respira fundo*

Acho que vou parar por aqui, esse Batdrama já virou uma viagem sinistra e eu tô cansada. O início da semana foi mais cansada fisicamente, mas o cansaço emocional(?) sei lá de ter que lidar com todos os paranuê de The 100 tá aumentando. E sinto que está chegando na hora de começar a trabalha aka. começar a organizar tudo o que eu aprendi nesse mês.


Vou finalizar isso aqui com algo que eu vi nessa semana sobre a Clarke Griffin e casa de Hogwarts, não tô com paciência de procurar o post no tumblr, mas é algo tipo:

Clarke Griffin é Grifinória com tendências de Corvinal e Sonserina aprendida. Em outras palavras, na base dela a Clarke é Grifinória e a motivação principal dela é principalmente Grifinória, mas tem lá seu lado Corvinal, e aprendeu a agir muito de um modo Sonserina. 

E acho que isso é a melhor explicação sobre eu e casas de Hogwarts. Eu odeio que eu ainda ame tanto esses personagens de The 100 e eles me representem tanto e tudo isso tenha sido destruído. 

19:30

2 hora e meia escrevendo o Batdrama?

20:22 terminando a edição

E agora algumas imagens pra apreciar:


Lindsey Morgan, atriz que faz a Raven, chorando numa convenção com os fãs esses dias :(



E obrigada pelos comentários nos Batdramas, ok? Eu leio todos e fico muito feliz. <3

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1 comentários

  1. Apaixonado por essa reação da Alycia ao saber da arrecadação para o The Trevor Project <3

    Esses parágrafos sobre gente que diz "Ain, mas vai demorar..." ou "Não dá pra mudar, sempre foi assim" falaram muito comigo, porque eu também encontro muito dessa resistência e hoje mesmo estava até pensando em desistir e deixar as coisas pra lá. Obrigado por isso :)

    E boa sorte na sua jornada, espero de verdade que você encontre seu caminho (gente, que cafonice é essa? Mas é sincera). Eu de fato acredito que ele existe.

    (Morri com o gif do Homem-Aranha Hahahahah)

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