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Clube de Escrita: Por que escrever não pode ser algo normal???

17.1.16Dana Martins

Na imagem: Cena de Little Miss Sunshine com uma kombi amarela e branca parada na beira da estrada, atrás um homem e uma mulher empurrando, a porta lateral está aberta e um velhinho sentado no banco estica o braço pra pegar uma garotinha que tá correndo pra pular dentro

Isso aqui ia ser parte do Batdrama de hoje, só que ficou grande e eu decidi fazer um Clube de Escrita extraordinário. Aqui eu falo das minhas desventuras com escrita nessa semana. Começar uma história às vezes é muita sofrência. 

Então, nessa semana minha vida de escrita está agitada (?). Eu terminei de publicar Codes, ou seja, é hora de definitivamente dar adeus a história. :( Fiquei triste porque depois de 3 meses e muito sofrimento acabei me apegando. E eu quebrei minha própria regra do último Clube de Escrita e fiz uma pequena alteração no último capítulo. A Clarke faz um post no weather (que é tipo o tumblr), e eu passei o título para o corpo do texto e coloquei um novo título. Eu senti que falhei um pouco em contextualizar o que ela escreve e fazer as referências necessárias.

Isso, aliás, é um dilema comum que eu encontro na escrita. Dizer demais ou dizer de menos? Não dá pra ficar explicando a história toda. Mas também só jogar as coisas faz as pessoas ficarem perdidas. Enfim, algo pra melhorar no futuro.


No gif: Cena do clipe de Sugar do Maroon 5 com o Adam Levine (homem branco de terno com a barba cerrada e cabelos escuros colocados pra cima num jeito elegante) olha pra câmera de óculos escuros cantando com o braço pra fora do carro.
ok, imagine que o carro é vermelho e é a Eliza Taylor de óculos

Também decidi postar aquela história que eu escrevi inteira no início do NaNo. Ela se chama Animals e eu sinceramente nem sei sobre o que é, só que é baseada na música Sugar, do Marron 5, e eu me inspirei no álbum inteiro V deles (que é muito muito bom) (eu normalmente não dou atenção a título de álbum, sei lá, mas ESSE MINHA NOSSA SENHORA). Sempre quis escrever algo com base nessas músicas e acabou rolando. Tem também uma aparição da Adele e eu brinquei com a minha Clarke trambiqueira-sonserina. Enfim, como ela é pequenininha pretendo postar tudo até antes de quinta (quando a série sai). 

Droga. Percebi que coloco trechos de músicas no meio e tá tudo em inglês. Não sei se vou traduzir, não. 

Enquanto isso... EU COMECEI A ESCREVER MAIS UMA HISTÓRIA. Não quero dar spoilers, mas é uma roadtrip au. Eu tô reunindo forças pra conseguir escrever desde o início do ano. Fui pensando no que aconteceria, reunindo ideias, procurando as músicas perfeitas e... principalmente, esperando aquele raio de inspiração de sentar e passar 50 anos escrevendo. Era pra ser uma história pequena e muito como Animals, que foi só escrever numa tacada só e pronto. Acontece é que a sorte não está a meu favor. 

Na imagem: uma carro conversível vermelho parado numa estrada de terra. Na caçamba tem uma garota sentada com um pé pra cima e a mão apoiada no joelho, enquanto outra garota está em pé ao lado
Ok, talvez esteja um pouquinho. acabei de encontrar esse photoshoot. dá até pra fazer um #aesthetics da história

Eu até tive um ou outro momento de EU PRECISO ESCREVER ESSA CENA. De madrugada. No meio do meu sono. De uma cena do meio da história. As coisas podiam ser direito, mas não querem funcionar direito. 

Então decidi que o tempo de enrolar acabou, tive uma descoberta legal de músicas perfeitas, e eu comecei a escrever. No início foi legal e aí...

Na imagem: O meme da garotinha Chloe, uma menina de uns 4 anos loirinha olhando pra câmera com cara de "ai meu deus que merda é essa sos"


Sinceramente. SINCERAMENTE. *agarra a tela do computador e sacode* NÃO DÁ PRA SÓ FUNCIONAR DIREITO? NÃO DÁ PRA ESCREVER SER ALGO NORMAL?

Pra mim não é. Vem aí o fato de que eu não estou 100% inspirada. Isso é o de menos, porque se terminar Codes me ensinou algo, ligar o foda-se e marretar as paredes pra encontrar o meu caminho pode me levar a coisas extraordinárias. Só que ao mesmo tempo o objetivo era reproduzir a escrita de Animals que foi fácil. E aí por tentar fazer de um determinado jeito TORNA DIFÍCIL. 

No momento, escrever parece ser ficar maluco. Mandar muita coisa se foder até encontrar o nirvana do foda-se e ir em frente. Muita muita muita insegurança. Ficar completamente perdida. 

É literalmente pular do penhasco, entrar em desespero e torcer pra não morrer espatifada no chão, só que sem toda a emoção. É mais pra: eu sentada olhando pra uma tela escrevendo uma história que eu não tenho nem certeza se EU tô gostando e se as pessoas vão gostar e se faz algum sentido e pra que eu to fazendo isso e que coisa chata.

Aí é que tem que ser badass. HUAHUAH Na escrita eu troquei a dúvida pela obrigação. Eu vou terminar essa história, porque eu quero terminar essa história, foda-se o resultado. Eu vou até o fim e eu vou fazer o melhor que eu puder. Se ficar uma merda e ninguém gostar. Foda-se. Eu já vou estar escrevendo a próxima. Alguma coisa vai dar certo.

No gif: Um carro conversível preto subindo uma estrada na beira do mar. O dia está ensolarado, os cabelos do motorista e da pessoa ao lado balançam


Acho que a minha maior dúvida enquanto eu escrevia é que o trecho em que eu estou parece mais um prólogo grande? Por 1 segundo até pensei em cortar tudo isso e ir direto pra história. Mas aí eu tenho que ficar me lembrando que isso não é problema pra agora. Eu fiz, eu quis fazer, eu senti necessidade de escrever, então na edição eu penso. 

Confiar no subconsciente é muito... difícil. É muito irritante escrever sem ter ideia do que eu tô escrevendo e esperar que funcione. 

Uma outra coisa que aconteceu é que quando eu escrevi a outra história lá, Animals, eu meio que assumi um outro tipo de escrita. Em vez de parágrafos descritivos é mais voltado pra frases. Não sei, é como se fosse uma energia diferente. 

"Clarke para no sinal vermelho e enfia a mão na bolsa que está no banco ao lado, tateando até que finalmente seus dedos encontram o pedaço de papel amassado. Em uma letra rabiscada de qualquer jeito está o endereço. Ela toma um susto com o berro repentino de uma sirene às suas costas. O sinal já está verde, é um carro de polícia apressando-a.

- Vai tomar no cu. - Clarke murmura em resposta, mas volta a dirigir de qualquer forma."

wtf! fui ler um trecho e 1- tá cheio de parágrafos. eu achando que a história era em frases... 2- lembrei que quero escrever um texto sobre palavrões, o título é "palavrão é a prova de que seres humanos são malucos"

De qualquer modo, tem uma energia diferente. Acho que existe uma força que existe na música do Maroon 5 que eu canalizei pra escrever a história. (já tentei escrever a nova ouvindo, não funciona porque são histórias diferentes) Minha próxima tentativa vai ser reler a história inteira e ver se eu incorporo o estilo. O que eu vou assim que publicar o Batdrama dessa semana.

Ok, fazendo esse post aqui eu reli os Clubes de Escrita onde eu citei a história enquanto escrevia, e tem 2 trechos muito bons E ESTOU TÃO GRATA DE TER ESCRITO SOBRE ISSO. 

Um pensamento que eu quero salvar aqui: eu realmente escrevi essa história por pura diversão, sem compromisso, arriscando umas coisas malucas, ficando confortável na narrativa do jeito que eu quisesse. Isso foi muito bom.

"É só brincadeira, eu escrevo do jeito que quiser um pouquinho pra relaxar"

No gif: Cena de The 100 em que a Raven acabou de cair do céu e está pela primeira vez na Terra girando com os braços abertos e olhando pra cima com uma expressão de alívio e admiração


Uma das coisas legais que eu lembro de acontecer enquanto eu escrevia Animals, é que eu queria algo pra relaxar sem preocupação. Toda vez que o meu editor interno soava o alarme eu pensava "é só brincadeira, vai, qualquer coisa, tanto faz... experimenta". 

É quase que como se eu tivesse que entrar em um estado mental diferente na hora de escrever, e se ele não vem do nada, eu tenho que ir atrás dele (escrevendo).

No gif: O ângulo é como se fosse a visão do motorista dentro do carro, só dá pra ver parte do painel vermelho, uma mão no volante e uma bonequinha havaiana tremendo. Do lado de fora em segundo plano desfocado outros carros andando.


E pra terminar... 

Eu já falei aqui sobre história pensada vs. história planejada vs. história escrita? Eu realmente não consigo lembrar. É que é como quando eu escrevesse, eu tivesse escrevendo a história em vários níveis ao mesmo tempo. Eu vou pensando nos pontos principais que vão acontecendo lá longe, eu vou pensando nos momentos que a história vai acontecer, eu vou escrevendo a história em si. Parece que é só a mesma coisa, mas não é. 

Eu planejo: Elas vão viajar

Eu penso a cena: Imagino elas no carro, acontecendo X e Y. 

Eu escrevendo: A cena vai ganhando por si só outras dimensões que eu nem imaginava quando tava pensando nela.

Isso acontece sempre. Eu penso a cena, eu escrevo e ela parece maior. 

Então o que aconteceu é que eu imaginei que essa roadtrip au seria pequena. Que eu escreveria tudo numa noite. E passei duas 2 escrevendo sem sair do que eu poderia chamar de prólogo. A PORRA DA VIAGEM AINDA NEM COMEÇOU.

No gif: Uma mulher com as mãos juntas na frente da boca olhando pra frente em uma expressão pensativa. Mostra ela de longe olhando pra o nada, depois um foco nos olhos delas, uma expressão de "não conseguir reagir a essa merda que acabou de acontecer"



Vamos ver o que vai acontecer no futuro. Quero terminar essa história até quinta-feira, porque a estreia da terceira temporada de The 100 literalmente vai me tirar dos eixos e trazer novas preocupações a parte. (agora que o universo oficial vai começar a ser expandido, toda a estrutura de narrativa para fanfics criada nos últimos meses vai começar a mudar, ela já está mudando - personagens como Nia e Niylah já estão aparecendo nas histórias -, e teremos motivação pra continuar escrevendo? não sei)

Em última caso corro pras colinas e faço algum high school au de O Despertar da Força.

No gif: Alycia Debnam Carey dando um soquinho de vitória no ar


Pra finalizar, 2 pensamentos:

1- Tava pensando sobre romance nas histórias, e uma ironia da vida é que a força motriz dos ships é eles não existirem. Quando um casal fica junto com facilidade, você não tem por que lutar. Agora se eles têm problemas mal resolvidos e um futuro incerto? *monta um exército e vai pra luta* Você pode gostar dos casais que são canon e estão felizes para sempre. Mas não são eles que te fazem ficar maluco. Acho que isso tem a ver com o fato de que os casais são movidos por "desejo de ficar junto". E se um casal em si tá junto, eles têm o desejo e tal, mas não é algo fácil de expressar de forma que quem assista sinta. O modo mais fácil de expressar é... através da ausência.

2- EU ESTOU REATIVANDO O TUMBLR DO CLUBE DE ESCRITA! Aqui ele: http://clubedeescrita.tumblr.com/

Eu me dei conta de que posso atualizar ele sem sair do meu e estou reblogando lá coisas legais de escrita que eu encontro. Além de pequenos pensamentos sobre escrita que eu quero compartilhar, mas não valem um post inteiro aqui no CC. Teve até um essa semana:

"Parte ruim de escrever algo que eu gosto: medo de não ser melhor ou tão boa quanto eu já fui."

Vamos ficar por aqui, né? Até mais. :)

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1 comentários

  1. AI MEU DEUS Codes já tem todos os capítulos e agora Animals (eu leria animals só por ser inspirada em sugar, vdd) HAHAHAHAH nem sei como achar tempo pra ler akjdadga

    Faz muito sentido esse negócio de história pensada vs. história planejada vs. história escrita, comigo acontece quase sempre.

    Amo roadtrips e histórias de roadtrips. Confio que vai dar, Dana. E uma pergunta, estar tentando achar o estado em que você escreveu animals, não está sendo um problema? Porque lendo pareceu pra mim. Quero dizer, essa é outra história, talvez não se encaixe mais no mesmo estilo. E animals deu tão certo porque "é só brincadeira". Digo isso porque acontece muito comigo de ficar procurando uma inspiração ou sei lá o quê que me fez escrever uma cena, um post, um capítulo de um jeito, mas não acho. E aí quando vejo eu tô me bloqueando esperando essa inspiração vir ao invés de sentar e procurar ela ou escrever sem ela mesmo.

    "eu sentada olhando pra uma tela escrevendo uma história que eu não tenho nem certeza se EU tô gostando e se as pessoas vão gostar e se faz algum sentido e pra que eu to fazendo isso e que coisa chata" Escrever não é fácil. Ou talvez seja a parte mais fácil, o problema são os questionamentos, os planejamentos...

    Sobre ships: exatamente. Por exemplo, eu amo livros que os casais só ficam junto no fim, porque assim eu posso shippar e sofrer com eles. se eles estão juntos desde sempre não tem graça e acontece isso que vc falou de não sentir esse desejo deles.

    Boa escrita, Dana! (:

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