CCSexta Crise Existencial

Crise Existencial: Por que nós estamos aqui?

10.7.15Dana Martins


Olá! Bem-vindo à segunda parte da crise existencial. Esse texto é (ou era) a continuação direta do primeiro, só que de lá pra cá... Verdade seja dita: eu jamais posso escrever duas coisas iguais. E depois de partir o meu texto em 5 partes, ele se transformou. Não só isso, meus pensamentos estão em constante mudança e ver algumas respostas ao primeiro texto me fez repensar. OU ME DEIXOU EM UMA CRISE QUE EU TO HÁ UMA SEMANA SOFRENDO/ENROLANDO PRA FAZER ESSE TEXTO.

Mas aqui estou eu. E dessa vez vai sair.

No primeiro texto eu nem comecei a ter a crise existencial de fato, eu tentei entender mais por que algumas pessoas não têm. É meio simples: porque elas estão seguras nas próprias verdades.


E durante a última semana isso só fez mais sentido pra mim. A ideia de ter uma crise existencial é diretamente relacionada a ter uma existência que não está segura. Suas verdades começam a ser abaladas. Você não sabe em que acreditar. Você começa a ficar inquieto porque tem alguma coisa errada. Mentalmente, eu imagino isso como estar em um quebra-cabeça partido e suspenso no ar. Você está ali em cima de uma pecinha e não sabe onde está o outro pedaço ou pra onde ir. Você congela com medo de cair no abismo. Não tem ninguém te dizendo a direção certa. Agora, quando as leis do seu universo fazem sentido, é mais como o quebra-cabeça montado. Você consegue andar livremente ok. Talvez nunca nem encontre uma peça fora do lugar.

Procurei um gif, mas achei esse corte do filme Viagem ao Centro da Terra com o baby-Hutcherson mostrando exatamente como é.


DIZ AGORA SE VOCÊ NÃO IA FICAR AGONIADO PENDURADO NUMA PEDRA DESSA!!!!

Não ter certeza no que acreditar é a versão mental disso.

"Por que a gente existe? Por que a gente ta nesse universo? Qual é o propósito disso tudo? Pra onde a gente vai depois de morrer? Acho que descobri a fonte da minha crise existencial, o problema é: não tem resposta pra essas perguntas. E isso me incomoda. E me assusta. Não é possível que eu seja a única pessoa que parou pra pensar nisso." - duda

Como eu falei no domingo na parte sobre Mulher Maravilha (acho que de forma confusa...), saber as leis do universo são importantes pra saber pra onde ir. Só que não existem leis comprovadas. E quando as verdades que você vive te levam a acreditar em algo ruim (aka. não ter muita esperança) ou não representam quem você é - aí vem a crise. Será que eu posso existir?



No meu texto original eu desenvolvo tudo ao mesmo tempo, só que nesse especial eu dividi em 5 partes (sextas).

Na parte de hoje eu quero falar da busca de uma razão pra viver. Ou é sobre mais ou menos como não ter propósito me afeta.


O PROPÓSITO - de onde vem a busca por propósito?

melhor definição de propósito em um gif

Por que chamamos de “crise existencial”? Porque não sabemos a razão de existirmos – a nossa noção de existência está em crise. E aí ficamos completamente perdidos, porque não sei mais pra onde ir ou o que fazer ou por que fazer. E mais: não tem a quem perguntar.

Não tem um mestre sábio vindo me dizer o que fazer.

No meu caso específico, que eu gosto de arte, de escrever ou fazer coisas que não são convencionais: não existe mestre. Eu to tipo escorregando pelas margens da sociedade e ficando no cantinho. Eu sei que eu posso fazer coisas muito boas pelo mundo. Eu quero fazer. Mas o caminho? Como?

Não faço ideia.



E aí começam as confusões. Existem instituições de crenças muito forte. Não só a religiosas, mas sobre tudo na vida: como você deve se vestir, onde você deve ir, como você deve ir. E eu não consigo ver razão em nada disso. Ou algumas dessas coisas me fazem mal.

O circo da crise está feito! Será que eu sou incompetente? Será que eu fiquei maluca? Será que eu to mesmo errada, porque lá fora a vida continua desse jeito estranho? Será que eu sou vagabunda? Será que eu sou mimada? Será que eu sou conformada?

Aí corta pra aquela imagem do cara velho vivendo com os pais sem fazer nada da vida. Ai meu deus. Eu sou essa pessoa?

Eu vou passar a minha vida assim?

Eu nunca vou ter uma vida diferente da que eu tenho agora?



Na real, que habilidade eu tenho? As pessoas se encontram e distribuem cartões, eu daria cartão do que? “Dana – alguém” Eu vou pedir emprego dizendo o que? “O que você faz?” Bem.... eu posso fazer coisas. “Que coisas?” Não sei, você me pede e eu vejo se consigo fazer. Eu não consigo fazer nem um mini resumo sobre mim pra o blog!!!

Quem eu sou?

Ninguém.

era uma piada boa demais pra deixar passar

Aí começam as outras possibilidades. Eu mendiga. Eu na rua. Eu num trabalho miserável. Eu morrendo doente.

E...

Pra que tudo isso?

Pra que todo esse sofrimento?

PRODUTIVIDADE.

NÃO. RELAXA.

VOCÊ PRECISA DESCOBRIR COMO GANHAR DINHEIRO.

QUANDO VAI TERMINAR A FACULDADE?

APROVEITA A VIDA.

AJUDE OS OUTROS.

TIRE UM TEMPO PRA VOCÊ.

TERMINAR A FACULDADE É MUITO IMPORTANTE. É VITAL.

SIGA OS SEUS MEDOS. JOGUE TUDO PARA O ALTO.



*joga tudo pra o alto mesmo* Foda-se.

Nada faz sentido nessa merda.

Mas isso é mentira.

Há coisas que fazem sentido.

Fome.

Sim, quando você se sente fome e precisa comer algo.

Ou sono.

Ou essa angústia diante de tudo. Isso é real.

São esses sentimentos reais - às vezes a gente nem consegue descrever o que tá errado - que fazem a gente buscar uma solução.



Curiosamente, no momento eu to bem. Eu me sinto como o céu lá fora: um monte de nada branco com uns manchadinhos cinzas.

A sensação de que eu não sei o que fazer é real também.

Eu deveria arrumar meu quarto? Fazer coisas no CC? Escrever uma história? Ir passear na praia? Ir ao shopping? Assistir série?

Curioso é que eu poderia estar fazendo um monte de coisas, mas estou escrevendo sobre isso. E isso é o que eu quero fazer. Eu adoro ver o mar, mas a perspectiva de andar até a praia no momento me dá vontade de entrar embaixo do cobertor outra vez. Naaah. Já escrever? Isso parece... certo.

Acho que tem essas coisas que ainda parecem ter algum sentido.

Mas a questão é que nem isso é o bastante. A escrita é uma boia. Só que não é uma solução pra sair do mar.



Talvez seja, sabe? Se eu descobrir como viver a partir disso.

Epa. Pausa.

Viver.

Reparou na palavra? Viver.

Viver traz a noção de movimento. De ir em direção a algo. De fazer algo.

Mas pra ir a algum lugar você precisa de uma direção

*crise existencial intensificada*



Então voltamos ao ponto zero: qual é o propósito?

No meu caso, porque eu não posso falar pelo de mais ninguém, como eu sei se a melhor decisão é continuar na faculdade ou parar a faculdade? Como diabos eu sei se é melhor eu ficar no CC ou largar o CC? Como eu sei se é melhor arrumar meu quarto ou... sei lá, jogar videogame, ou escrever um texto, ou montar meu currículo, ou...?

"Faz o que te deixa bem"

Eu fiquei procurando um lugar pra enfiar esse gif aqui porque é tão fofinha, mas...
Faz sentido. O QUE DIABOS SIGNIFICA ME FAZER BEM?


Ok, mas agora eu to bem. Acho. Mas e se quando fizer eu não ficar bem? E eu realmente não to bem, ou eu só to exagerando? O problema sou eu, ou o mundo, ou o momento, ou a condição, ou não tem problema?

Então o propósito me dá uma referência. Me dá uma motivação. Me faz levantar da cama de manhã.

Só que, assim como as crenças, ele tem que ser verdadeiro pra mim.



Aliás, percebi agora que talvez "propósito" não seja a melhor palavra. Talvez "razão de viver" seja a melhor maneira de expressar isso. Por que estamos aqui? Por que isso importa?

A resposta pra isso influencia diretamente até em como decidimos ou não aceitar dor. Ou confiar nas pessoas. Tudo.

Ninguém precisa de uma resposta super elaborada. "Matar a fome" é uma boa razão pra viver. Só que às vezes não é o bastante. Se a vida não tem significado, se eu sou só um animal, se minha existência não muda nada e se meu corpo é matéria orgânica que vai ser engolida por vermes, pra que eu vou me dar o trabalho de sofrer? Já morro de fome logo e acaba com isso.

Ok, essa é uma visão bem pessimista, eu só queria mostrar como buscar a razão de estar vivo às vezes importa. E eu não sei por que, mas algumas pessoas simplesmente caem nessas perguntas e sentem que precisam dessas respostas. Mentira, acho que eu sei por que, é porque nossa existência é ameaçada e nós queremos saber como agir.

Isso.



Aqui algo em que eu acredito: a crise existencial é o processo de encontrar o propósito.

É aquele momento que você para tudo percebendo que tem algo errado e começa a questionar. É como um pouco tirar o veneno de si. Perceber que tem algo te fazendo mal. E mesmo que no final a gente não chegue a nenhuma conclusão, nós chegamos a algum lugar.

“O mistério da vida não é um problema para resolver, mas uma realidade para experimentar.”



Como você experimenta o mistério da vida é importante. E a sua resposta particular que faz sentido pra você existe. Eu não posso falar sobre onde você vai chegar com a sua, porque você não vai encontrar o mesmo propósito do que eu. Mas posso dizer que você não está sozinho nisso.

Vou apenas deixar aqui pra dizer que eu não to tendo uma crise existencial agora. Na verdade,
nem ter uma crise existencial é do nada ativar e AI MEU DEUS DE ONDE OS SERES VIVOS VIERAM?
Essa dúvida, e essa insegurança, são partes do processo e nem todo mundo quando fica perdido precisa ficar refletindo sobre isso. Ao mesmo tempo, às vezes é uma dúvida. Às vezes é uma incerteza.
E se você tá mal e sem pra onde ir, não ter uma razão para as coisas torna tudo apenas pior e mais agoniante. Essa dúvida é uma parte de um texto maior.
Pessoalmente, não chega nem ser em um momento tão triste
quando eu começo a me perguntar sobre as origens do universo.
É mais pra um daqueles momentos olhando pra o céu e questionando a vida. 


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9 comentários

  1. "Se a vida não tem significado, se eu sou só um animal, se minha existência não muda nada e se meu corpo é matéria orgânica que vai ser engolida por vermes, pra que eu vou me dar o trabalho de sofrer? Já morro de fome logo e acaba com isso".

    Gente, está me dando um nó na mente esses textos.

    Eu estava aqui escrevendo um comentário sobre alguns dos seus questionamentos, sem conseguir te entender bem, até que voltei (por causa desse parágrafo que transcrevi) àquele lugar horrível da minha crise sobre o caráter de Deus e tentei ver por aquela perspectiva. No meu caso, foi como se A COISA MAIS IMPORTANTE tivesse desaparecido e daí eu não me importava com mais nada. Entrei num modo zumbi, algo como eu imagino (pelo que descrevem) ser a depressão.

    Vendo por essa ótica, é como se vc estivesse em modo zumbi 100% do tempo, pois a sua COISA MAIS IMPORTANTE nunca existiu?

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    1. HUAHUAHUAHUAHUAHA espero que seja um nó bom.

      Então, eu não acho que seja 100% do tempo. Esses seus comentários tem sido importantes, pra eu ajustar o texto. Pelo menos pra mim, a crise existencial não é 100%. Não é UMA coisa linear que me acompanhar. Eu vejo mais a crise como um processo e que ela acontece de várias formas dependendo da situação, da pessoa e do momento.

      Forma: as vezes a pessoa quer saber por que estamos aqui. ou se o mundo é real ou só um sonho. ou se as pessoas são boas. ou se ela pode confiar nas outras. ou se existe alguma lei ou coisa no mundo que vai dar segurança pra ela seguir os sonhos sem ser assassinada.

      Pessoa: Minhas crises são mais quando eu to mal. Ou quando eu chego naquele momento sem resposta. E aí meio que o mundo não faz sentido e não parece bom e eu não sei no que acreditar, se posso acreditar. A suspeita de que talvez nada tenha solução fica maior. Talvez a vida seja um buraco sem saída. Falando assim, parece algo que engole a vida da pessoa, mas é mais um momento. Tudo dentro da cabeça. Tipo eu deitada antes de dormir ou presa no ônibus. Eu não to, tipo, pensando que a vida não tem solução quando eu to comendo ou aqui escrevendo.

      É claro que às vezes interfere. Às vezes não dá ~vontade~ de fazer nada a não ser se sentir mal. E isso atrapalha a vida. É tipo motivação. Às vezes você tem, às vezes não. É um enorme ~você não tem~ que pode durar uma noite, algumas horas, alguns dias.

      Como eu disse, depende muito da pessoa ou da situação. Às vezes é aflição de algo que pode ser resolvido, aí a coisa é e foi. Às vezes só acontece algo legal e a gente esquece e vive tranquilamente até que, wow, pera aí que não tá tudo resolvido.

      Eu tenho medo de relacionar isso com a depressão, porque é diferente. Depressão é um disfunção física real. Não é tipo ~fiquei triste com o mundo~. E um dos maiores problemas com a depressão é que as pessoas acham que é só alguém triste e sem motivação ou que não quer fazer nada, enquanto é algo mais complexo que impede a pessoa de sair. Como Divertida Mente mostra (!), a tristeza é importante pra gente e crises existenciais e problemas acontece, e quando isso se torna crônico é que tem que ver e ser tratado. E se depressão for o caso, podem encontrar a razão da existência dos seres vivos que a pessoa vai continuar com depressão.

      Uma coisa que eu to curioso já desde os comentários anteriores. E como é que você saiu dessa situação?

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    2. Como eu saí? A crise toda era pela ideia das pessoas indo para um lugar de SOFRIMENTO ETERNO. Eu não conseguia ver Deus ok com isso. Não consigo ainda. Não faz sentido. Não bate com a pessoa que dizem que ele é nem com a pessoa que eu conheço (Sempre pareço maluco falando sobre Deus, abstraia). Daí quando eu bati o olho nessa coisa do fogo eterno e todo mundo ficou me dizendo "Felipe, nem é grande coisa, sempre foi assim"... COMO QUE PESSOAS QUEIMANDO ETERNAMENTE NÃO É UMA GRANDE COISA?

      Isso me fez ir atrás de uma resposta e eu descobri que há várias divergências sobre isso, mais de uma forma de interpretar. Isso já me acalmou um pouco. Mas, mais do que isso, eu decidi confiar em Deus. Tipo "Deus, não faz o menor sentido, tô entendendo nada, mas eu CONFIO que vc vai fazer a coisa certa, boa e lógica no final".

      Daí a crise passou.

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  2. Sabe, você me fez perceber umas coisas bem interessantes com esse texto.

    Tipo, eu concordo totalmente com essa questão de propósito.E em geral, eu ter uma motivação para continuar vivendo é o que me ajuda a, well, continuar vivendo. Vivendo no sentido de aturar emprego chato, coisas sem sentido, estresse e coisa e tal. Porque, na minha opinião, não há como não passar por incomodo e desconforto - mas se há um propósito, esses incômodos e desconfortos tomam um significado diferente.

    E eu notei que eu entro em crise quando eu sinto que estou me distanciando do meu propósito. Eu tenho como ambição secreta tocar vidas e transmitir mensagens positivas. É por isso que eu dou aula, é por isso que eu escrevo no blog, é por isso que eu quero ser escritor. Eu quero ser influência positiva na vida das pessoas. Eu quero sentir que eu fiz alguma diferença em alguém - algo que eu encontro constantemente na minha profissão, e também algo que eu encontrei múltiplas vezes no blog e nas respostas de alguns dos meus textos, e que geralmente faz tudo valer a pena.

    Quando eu me sinto distante das pessoas, quando eu sinto que minha mensagem está virando ruido branco, quando eu sinto que as pessoas não estão se importando com o que eu estou dizendo, é aí que eu entro em crise. Porque daí vem aquela sensação de "será que esse propósito é importante e útil e tá fazendo a diferença? Sera que eu não sou só um bobo falando um monte de asneira de forma alucinada e que não acrescenta em nada na vida de ninguém? Será que eu nunca vou tocar nenhuma vida e simplesmente vou passar pelo mundo como uma brisa fraca que não sopra nem as folhas? E daí, é claro, eu fico desesperado.

    Mas curiosamente, quando eu fico nesse estado, costuma ser quando eu escrevo de forma mais apaixonada. No final do dia, escrever sempre é a coisa que mais faz sentido para mim. Eu escrevo justamente sobre me sentir dessa forma, e eu me abro para os outros e vejo que as pessoas compartilham desse sentimento, e eu entendo que eu não estou sozinho e isso me dá força para me reerguer. As vezes parece que eu venho de um espaço constante de melancolia.

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    1. EU NÃO TINHA VISTO ESSE COMENTÁRIO E: WOW. Tão lindo, Diego. E posso afirmar com certeza de que em relação a mim você já cumpriu e continua cumprindo o seu propósito.

      E esse seu comentário tem a ver com o que eu pretendo falar no meu último texto, talvez eu use de referência.

      Por isso que eu não tenho tanto problema com as crises existenciais. Elas são uma forma de me dizer que tem algo que não tá dando certo. E quando eu saio dela, eu saio mais segura. É tipo uma forma de reorganizar a trajetória.

      Quando eu comecei a escrever esse texto eu não tava tendo crise existencial nenhuma não, ou eu acho que não. Mas agora acho que to tendo. Não sei mais. HAUHAUHAUH O problema de escrever sobre certos assuntos é que eu acabo vivendo neles. No momento não tenho certeza sobre nada. Apenas quero terminar esse ccsexta e aí depois eu vjeo.

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  3. Isso de "pra que me preocupar se vamos todos morrer mesmo" tem sido uma constante na minha vida. E já tinha caído a ficha que me falta[va] propósito de vida. Sonhos. Quando você não acredita em "nada", não tem esperança do futuro, é mais fácil questionar a razão de estarmos aqui, de onde viemos, pra onde vamos, o que acontecerá daqui a 5 bilhões de anos??? Já quando você tem algo em que se agarrar, você aceita que há coisas que provavelmente nunca saberemos e que as perguntas às vezes são o suficiente.

    Putz, esses textos da Dana estão inundando meu cérebro de questionamentos e incertezas.

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    1. Eu espero que esteja tudo bem. :( hUHAUHAUHA Não quero que ninguém fique mal por causa dos meus textos.

      Vou dividir uma perspectiva secreta sobre isso:
      Esse negócio de "Pra que me preocupar se eu vou morrer mesmo?" é a coisa mais libertadora da minha vida. Tipo, ok, se nada importa, se nada tem sentido... pensa. NADA IMPORTA. A única coisa certa é que estamos aqui. E vamos continuar aqui até morrermos. E se nada importa, significa que você pode fazer... qualquer coisa!

      Por isso eu costumo ser bastante ~otimista~ e tentar ajudar os outros. Tipo, se nada importa, então eu vou fazer o que eu quero e eu quero construir um mundo legal. Nossa. Epifania. Talvez eu esteja agoniada porque não estou vendo como construir esse mundo legal e não estou fazendo isso, e essa desconexão me faz sentir mal.

      Talvez eu tenha enrolado tudo. Mas pensa que tem os dois lados da moeda. Se nada importa, se não tem propósito, então qualquer coisa é válida. Tomar sorvete na esquina é uma grande conquista. Fazer o que todo mundo diz que não é possível é ok, porque... nada importa. Se nada importa, pelo menos dá pra fazer algo que te faz bem?

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    2. Tudo bem por aqui. Se questionar é bom e ocupa a cabeça. ;-)

      "Pensa que tem os dois lados da moeda."
      É EXATAMENTE ISSO! Pensar que vamos todos morrer é libertador, sim, mas em alguns momentos é mega aterrorizante. Eu posso fazer o que eu quiser porque nada importa de verdade, mas se nada importa mesmo PRA QUE ME INCOMODAR?

      Entende a dualidade da coisa? Acho que tudo depende do momento. Se eu estou bem, a tendência é eu não ligar para o futuro, para a morte, se um asteroide vai colidir com a Terra e acabar com tudo... Mas se estou mal, as perguntas aterrorizam e não trazem iluminação.

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    3. "PRA QUE ME INCOMODAR?" minha resposta pra isso é o 4 post, da Pocahontas. Porque você está viva. E nada vai mudar isso. Tipo, não PRA QUE SE ~INCOMODAR~. Mas você tá aqui. Você decidir ou não decidir não vai mudar esse fato. Então fz o que você quiser.

      Mas isso de como se sentir: faz muito sentido. Crise é quase mais uma questão de sentimento do que racionalidade

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