Adriana Araujo bradley cooper

[Resenha Misturada] Sniper Americano, filme

22.2.15Ana Luíza Albacete

por Adriana Araujo e Eduardo Ferreira

 - "Sniper Americano"
 - American Sniper (2014)
 - Direção: Clint Eastwood
 - Roteiro: Jason Hall
 - Elenco:  Bradley Cooper. Kyle Gallner, Sienna Miller, Tim Griffin, Cole Konis, Ben Reed...
 - Drama, Ação - 132 min - Trailer
 - Nos cinemas brasileiros desde 19 de fevereiro de 2015







Sinopse:

Chris Kyle (Bradley Cooper) é um atirador de elite das forças especiais da marinha dos Estados Unidos durante dez anos. O militar teve o maior número de baixas como atirador de toda a história militar americana, fazendo com que ganhasse inúmeras condecorações por sua atuação em campo. Entretanto, o militar tinha que, além de lutar pelo seu país, dar apoio em casa, se esforçando para ser um pai e marido perfeito. 6 indicações ao Oscar 2015: Melhor Filme, Melhor Ator (Bradley Cooper), Melhor Roteiro Adaptado (Jason Hall), Melhor Montagem, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som.

Quer saber mais? Clica aí embaixo ;)

O que a Adriana achou?

Podem me apedrejar, mas esta que vos fala gostou do filme. Não estou morrendo de amores, mas visto como entretenimento, ele passou no teste e conseguiu me prender por duas horas. O filme não passa de mais uma história de guerra, cheio de bandeiras americanas, e exaltação do bem que os americanos fizeram ao mundo ao abater todos aqueles inimigos ~~do Oriente Médio~~ em prol da maravilhosa pátria americana. Posto isto, o que já é razão para muitos nem pensarem em ver, eu mesma não o tinha na minha listinha de prioridades cinematográficas, o filme é um drama (amo dramas) com início, meio e fim. Não entendo nada de roteiros, não sei quando um é bom ou ruim tecnicamente, só sei dizer se gostei ou não e se você consegue deixar de lado toda a baboseira de autopromoção americana e focar na história que está sendo contada perceberá que não é um filme ruim. É claro que tudo é contado de forma a nos fazer escolher o lado do Chris, e consequentemente o dos EUA, mostrando que ele não se sentia um herói, e tal. Mas mesmo sabendo que há uma manipulação positiva em prol do personagem, gostei dele e achei que o Bradley  se saiu bem, nada que mereça a indicação a melhor ator, na minha opinião, mas ele não foi ruim.



Sobre a nota: (3/5) conversinhas. O filme é um daqueles clichês baratos americanos, mas tem uma história completa e pra quem curte um drama ele cumpre bem o papel. 




O que o Eduardo achou?

Eu estou impressionado. Não com o filme, mas com o fato dele ter sido indicado a melhor filme do ano. Sim, a fotografia é impecável e a direção nem preciso comentar (vamos ignorar a boneca bebê), mas a história é muito clichê. Um filme que se você for procurar consegue encontrar outros milhares de similares. Acredito que o filme represente muito mais para os americanos do que para nós. Eles tem essa ideia de que a guerra e o ato de "defender" seu país é algo lindo e de que um pai ensinar seu filho, uma criança, à usar uma arma algo mais bonito ainda. Mas, nem todo mundo acha isso. E, se ao menos eles tivessem feito com que eu conseguisse me identificar com o personagem principal, ou até mesmo torcer por ele, eu teria achado mais interessante. 

A atuação também não é algo que impressiona, mesmo porque todo mundo já viu o potencial do Bradley Cooper e o quão bom ator ele é. Merece a indicação como melhor ator, mas não acho que deveria estar na categoria de melhor filme.

Eu estava feliz que o filme não tinha aquela overdose de bandeiras americanas em close balançando ao vento (típicas de filmes nesse estilo) e que ela aparecia somente em momentos que davam para entender porque ela estava ali, mas eles resolvem jogar milhares delas na sua cara num final completamente exagerado. (acredito que sejam cenas reais já é uma história real)

Eu sei que é difícil falar sobre um filme que é baseado na vida de um cara, mas só acho que eles poderiam ter focado mais na história e no drama pessoal do que nos tiros para todos os lados e nas operações militares. Sério, o filme parece um daqueles jogos de tiro que a história não é muito importante e o que importa é matar.




Sobre a nota: 3/5 conversinhas porque conseguiu me fazer ver até o final.



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3 comentários

  1. Não entendo como história pode ser clichê, por ser uma história real e tal, mas entendi sua critica.

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    Respostas
    1. Não vi o filme nem li a resenha, mas aqui como a história pode ser clichê: mesmo que seja baseada em uma história real, é um recorte específico de uma história real e uma única história entre milhares de outras. Por que é um filme sobre essa história (do filme) em vez de contar, sei lá, a história da sua vida? Por que não conta a história do esquadrão de mulheres aviadoras durante a segunda guerra mundial? São histórias reais, mas essas histórias não estão sendo contadas. Em vez disso, decidiram contar uma história real que é parecida com diversas outras histórias (reais ou não) já contadas em filmes, a ponto de saturar. Aliás, poderiam fazer um filme sobre uma mulher negra lésbica que é chefe de uma empresa (com certeza ela existe, com certeza é uma história real, com certeza é uma história que precisa ser contada), mas em vez disso decidiram fazer um filme sobre uma história que todo mundo já conhece mais ou menos.

      E eu não vi o filme pra falar, mas às vezes o clichê não é nem repetir uma história que já foi contada (afinal, toda história já foi contada!), mas repetir a mesma perspectiva. Um filme que, mesmo que seja uma história real (ou parte dela, vale lembrar! o filme não é um documentário e, mesmo se fosse, ainda estaria preso a uma perspectiva), parece só tá repassando uma história qu ejá foi contada e não tem nada novo nem interessante e é cansativo. (clichê diferente de trope)

      Enfim, eu só vi isso e deu vontade de comentar HUAHUHAUHAUHAUHAUHAUH

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  2. Quando vi esse filme para além da história , notei detalhes fotográficos e acho Sniper americano consegue uma boa fotografia faz melhor viver a experiência de assistir o filme, não é ganhar um Oscar , mas não é tão ruim, não exagerar nos comentários

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