Adriana Araujo Buscando o meu lugar

Buscando o meu lugar: uma jornalista, muitas dúvidas

12.10.14Adriana Araujo


Hola, chicos, que tal? Bién? Hoje vou dar segmento aos depoimentos da coluna Buscando o meu lugar. A minha história começa com dúvidas, passa pela faculdade “errada”, vai para o que eu realmente queria e termina (ou não, afinal, eu ainda estou viva -q) com uma dúvida. Confuso? Vem comigo que eu explico!


A minha história começa, como eu falei, com uma grande dúvida, pois cheguei ao terceiro ano do ensino médio, sem ter ideia de que curso queria fazer. Eu sempre gostei de ler e escrever, e me saia muito bem com as matérias que envolvessem esse tipo de prática. Com isso na mão, parti para os mais loucos testes vocacionais das internetis, que me davam várias opções da área de humanas como Comunicação, Letras, Artes, História e etc. Depois de muito pesquisar e chorar, porque a maldita hora tava chegando e eu não conseguia escolher a profissão que eu queria para o resto da minha vida, (isso é tão injusto, escolher aos 17 anos o que você quer fazer para sempre. Hoje, aos 22, eu ainda não sei se quero fazer o que escolhi para sempre, imaginem cinco anos atrás) acabei com duas opções na mão: Letras e Jornalismo.


Eu sabia que me identificava mais com Jornalismo, mas eu sabia muito mais que não queria perder um ano inteiro da minha vida (porque em ano de vestibular você não vive, perambula pelos cantos como um zumbi de The Walking Dead) para no final não dar em nada. Como o curso de Letras tinha um vestibular bem menos concorrido que o de Comunicação, acabei tentando essa graduação e passando para ela.

Apesar de não ser exatamente o que queria, fui mega empolgada, afinal, não é todo dia que se começa uma faculdade, mas a coisa foi decepcionante. O curso era basicamente voltado para a formação de professores, quem estava lá queria de fato ser professor, dar aula e quiçá salvar a educação brasileira da situação atual. Eu bato palmas pra todas essas pessoas que tinham/têm esse objetivo, mas não era nada daquilo que eu queria. Eu só considerei o curso de Letras porque achei que seria algo mais amplo, não tão direcionado.

Fiquei tipo assim quando descobri ter sido "enganada"

Resolvi, então, fazer um outro vestibular, tentar o que eu de fato queria. Tentei e passei. Simples assim. Sem metade do estresse que foi o primeiro, porque eu já estava na faculdade, e tinha uma garantia, mesmo que não fosse o que eu queria eu não sairia dali senão formada. Agora estou cursando Jornalismo e de um modo geral gostando muito, e só digo “de um modo geral”, porque acho quase impossível que alguém goste de absolutamente tudo que tenha na faculdade, tem algumas disciplinas chatérrimas, alguns professores chatérrimos, mas mesmo assim eu gosto infinitamente mais desse curso que do anterior.

Volta e meia eu me questiono o que teria mudado na minha vida se eu tivesse passado logo de primeira pra jornalismo. O maior motivo para eu me fazer esse questionamento é que eu “perdi” (e aqui o perder realmente vem com muitas aspas porque após o choque inicial eu consegui aproveitar bem o tempo que passei no curso, tentando tirar o melhor da situação) um ano e meio que hoje estão me fazendo muita falta, porque eu deveria estar no sétimo período e estou no quarto (alguém me diz que não falta isso tudo, por favor) e isso é angustiante, pensar que eu deveria terminar a faculdade ano que vem e com a troca eu termino só depois das Olimpíadas (e isso sendo muito otimista, porque como a faculdade é pública, greves volta e meia acontecem, eu mesma já passei por uma).

"O tempo não para"
Enfim, você, amigo leitor, deve estar se perguntando cadê a dúvida que eu disse que ainda tinha, e aqui está ela: mesmo me formando pra ser jornalista eu não sei se quero ser uma jornalista de fato, do tipo que trabalha num jornal (?). Isso se deve ao fato de que a profissão está desvalorizada com a queda do diploma, e a ideia de que (teoricamente) qualquer um pode ser um jornalista deu uma balançada na nossa estrutura, pois além de muita gente formada nessa profissão, temos agora gente não formada em jornalismo que pode disputar conosco.

Além disso, quando se trabalha no jornal não se tem uma rotina, se trabalha sábados domingos e feriados. Não sei se estou preparada pra essa vida louca (embora a possibilidade de cobrir algo grande mexa muito comigo às vezes). Lá no inicio, quando resolvi que faria jornalismo uma das minhas dúvidas era se eu teria onde trabalhar depois de formada. Essa, infelizmente, ainda é uma grande questão, pois como eu disse, falta muito pra eu me formar, mas hoje eu sei que há um leque maior de possibilidades. Agora, por exemplo, estou estagiando numa empresa na parte de assessoria e tenho gostado.

Então é isso, jovens, após  tanta divagação os deixo com as minhas reflexões sobre vida, carreira, escolhas certas e erradas, e mais algumas dúvidas.


-Adriana Araujo

TAGS: , , , , , ,

Mostre para o autor o que você achou Recomende:

MAIS CONVERSAS QUE VOCÊ VAI GOSTAR

1 comentários

  1. Oii Adriana. Eu ainda estou no segundo ano da escola, mas há tempos tenho a dúvida e o desespero de não saber o que fazer da vida, com a vida, pro resto da vida kkkkkk Final de semana passado me bateu jornalismo, parece legal, fui em uma amostra de uma faculdade, o curso parece interessante num geral, como você diz tem coisas que sei que provavelmente não vou gostar, mas a maioria sim. Só que como você termina falando, não sei se quero trabalhar em um jornal, ter que sair de madrugada para cobrir noticia, sábado domingo e feriado. E o resto da minha vida? Sei lá, rotina não é tão ruim assim. E ainda tem a desvalorização, o fato de não precisar de um diploma para se rum jornalista... Gostei bastante do post!

    ResponderExcluir

Posts Populares

INSTAGRAM


Instagram

FALE COM A GENTE!

Nome

E-mail *

Mensagem *