Adriana Araujo CCdiscussão

Qual a senha do Wi-Fi?

20.11.13Adriana Araujo


Olá, jovens, hoje vamos falar sobre uma coisa que está presente em nossas vidinhas de forma que não há como negar: tecnologia. Sim, sim leitor, hoje vamos falar desse mal ultranecessário, que já domina boa parte do nosso dia a dia de um modo que não há mais como voltar atrás.  Quem passa um dia inteiro sem entrar no seu Facebook? Email? Twitter?

É até difícil acompanhar tudo que está acontecendo ao mesmo tempo sem pausas. Com esse número de coisas pra administrar (online) e cada vez menos tempo de vida real, o que mais acontece é fazermos a perguntinha do título ao chegar em qualquer lugar. Até pouco tempo atrás as pessoas  deixavam de sair pra ficar no PC; Isso diminuiu muito por conta do acesso no celular, mas em compensação, às vezes parece que temos zumbis ao nosso lado. Uma situação que se repete cada vez mais é estarmos  numa mesa, em que todos estão vidrados em seu próprio aparelho e não interagindo uns com os outros. Eu sempre odiei isso, mas confesso que assim que pus as mãos num celular com acesso às redes, também passei a dedicar um bom tempo a ele.

E sim, amigos, eu cheguei em um restaurante e fiz a perguntinha do título.


Na maioria esmagadora das vezes as pessoas que estão o tempo todo na internet ficam no facebook, o que não representa um problema, afinal quem hoje em dia não tem um perfil cadastrado no site? Só que  ele é basicamente usado para o lazer de seus usuários, não representando um entretenimento construtivo, porque o que fazemos enquanto estamos online? Ficamos olhando desesperadamente o feed de notícias tentando acompanhar todas as atualizações, que em boa parte do tempo não tem nada de proveitoso. É claro que o facebook não é o mal da humanidade, pois dependendo das páginas que curtimos podemos até nos inteirar sobre coisas importantes e interessantes, além do que, ele pode facilitar a nossa vida pra entrar em contato com nossos amigos, etc. A crítica ao facebook, portanto, é ao vício cego que muitos têm e que em nada contribui para nossa vida quando ele é mal utilizado.

Uma coisa que podemos observar ao acompanhar o facebook, é que as pessoas sentem uma necessidade muito grande de se projetar, postando o tempo todo o que estão fazendo, com quem estão fazendo, como se todos os seu amigos estivessem interessados em tudo isso que é postado. As fronteiras entre o público e o privado não são mais tão claras quanto antes. Outro fato que ocorre com certa frequência é que, semelhante ao comportamento no restaurante, deixa-se de aproveitar um momento que se está presenciando em função de filmar e fotografar pra postar na rede. O que não falta é gente que deixa de assistir um show pra ficar filmando o mesmo.


Os próprios aparelhos celulares nos propõem um maior acesso à internet. Hoje em dia quem não tem um celular altamente tecnológico está ficando pra trás. Foi isso que me levou a ir a uma loja e comprar um aparelho melhor. É uma corrida desenfreada das empresas que a cada dia lançam um aparelho com maior tecnologia (ou não, porque às vezes as mudanças são tão pequenas que nem valeria a pena trocar). As pessoas também já estão num comportamento automático de consumo, ficando assim, insatisfeitas muito rapidamente com o que têm. Às vezes, nem sabemos bem pra que serve o novo lançamento do mercado, mas está no nosso subconsciente que temos que adquiri-lo o mais rápido possível. Não é meu objetivo criticar o avanço da tecnologia, gente, longe de mim, mas apenas trazer uma discussão sobre a necessidade de tamanho volume de coisas que nos são ofertadas e que compramos de olhos fechados.

Esse consumismo exagerado é incentivado o tempo todo através de propagandas que nos prometem mundos e fundos, que seremos pessoas melhores se tivermos o aparelho tal, que seremos aceitos se tivermos isso ou aquilo e que seremos excluídos da sociedade caso não o tenhamos.

 Não há como ignorar que mudanças estão ocorrendo,e ficar pra trás. Eu só acho que é preciso haver uma dose (bem grande em alguns casos) de bom senso, pra que não nos deixemos levar pelo que está a nossa volta, sem questionar que benefícios ou malefícios esses novos hábitos podem nos trazer, além de que não dá pra deixar de viver as nossas vidas reais em função de uma vida online.



E você? Já perguntou qual a senha do Wi-Fi hoje? Conta pra gente!                  

- Adriana Araujo

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