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Amor Vincit Omnia, e Sense8 é a prova disso

12.6.18Taiany Araújo


Depois do baque com o cancelamento de Sense8 e da reviravolta após os pedidos e abaixo-assinados dos fãs, eis que no dia 8 de junho finalmente saiu o episódio final. Com duração de duas horas e pouquinho, essa série arrebatou o coração de muita gente e foi um hino de diversidade.

Se você estava dentro de uma caverna nesses últimos anos e nunca ouviu falar sobre essa série, recomendo que vá assistir, no entanto, vou tentar resumir mais ou menos sobre o que ela fala. É difícil! Sense8 é mais uma conexão do que realmente um enredo lógico, crível. É sobre o que significa a noção do “eu”. A história começa a ser contada a partir do “encontro” de 8 pessoas que não se conhecem, e inclusive vivem em países diferentes, falam línguas diferentes, ou seja, aparentemente não possuem nenhum vínculo. Entretanto, de forma um tanto misteriosa no início (e mesmo agora não existe uma explicação “científica” para isso) essas 8 pessoas que até então viviam uma vida “normal” passam a se conectar sensitivamente uns com os outros. Ninguém explica o que está acontecendo para eles, nem para nós, vamos descobrindo ao longo da série enquanto eles embarcam na jornada de lutar para ser quem são. 

Ao longo da série descobrimos que existem muitos outros grupos com essa característica singular, e que essas pessoas são chamadas de sensates. Cada grupo compartilha as experiências dos seus integrantes como se cada um deles estivesse vivendo os acontecimentos e/ou sentimentos vivenciados por determinada pessoa do grupo. Se uma pessoa que faz parte daquele grupo sente dor ou prazer, os outros sentem também como se estivessem eles experienciando aquilo. Se um falar alemão, os outros falam também como se sempre soubessem falar. É meio confuso, mas, enquanto vamos acompanhando a trama percebemos que entender como funciona é o que menos importa. A gente só quer que eles vivam em paz.


Pois bem, depois dessa pequena prévia, vamos ao que interessa.

A primeira coisa que chama atenção nesse episódio final é o título do mesmo, “Amor Vincit Omnia” (o amor vence tudo) e apesar de parecer ingênuo, não consigo negar a veracidade dessas palavras. Eu acredito nisso. Tenho esperança nisso. 

Confesso que dessa vez a história começou muito corrida. Dá para se perder nos primeiros minutos, uma vez que os personagens e os eventos aparecem numa sucessão louca e tu fica sem saber onde eles estão e quem exatamente tá “protagonizando” aquele evento. Mas, no momento em que você “aceita” essa realidade, o enredo começa a fazer sentido e os plots das temporadas anteriores começam a ser fechados. Inclusive, logo de cara temos os desdobramentos do final agonizante da segunda temporada. Se a netflix não tivesse voltado atrás e topado esse ep “especial” eu não sei o que faria porque acabar do jeito que tinha se encerrado a temporada seria uma maldade enorme. 


Uma coisa que ficou clara é que esse episódio parece ser um apanhado de ideias desenvolvidas para as próximas temporadas da série (se elas ainda fossem acontecer), o que por um lado nos consola porque “tivemos um final eeeeee”, mas também nos entristece porque algumas coisas parecem que foram meio jogadas e nem sabemos de onde veio. Lacuna estou falando de você.  

Não quero entrar muito em detalhes do desfecho da série para não dar spoileres e acabar com toda a diversão, mas posso dizer com toda a certeza que esse encerramento foi uma “aspiração para um futuro melhor e mais brilhante”. 



É muito triste ter que nos despedir tão cedo dessa série que ainda teria muito mais para explorar e, porque não, ensinar. Contudo, é bom saber que nossa luta não é em vão, que se nos empenharmos em algo, há chance de talvez conseguirmos. Esse final foi um presente para os fãs, com direito a todas as características da série que conhecemos tão bem, cenas de luta, compartilhamento de música e SURUBA. HAHAHAHAHHHAHA


Nessas últimas horas finais eu chorei, ri, achei que nada ia dar certo, pulei no sofá, senti meu coração parando em uma cena específica, gritei de choque com uma revelação e concluí tudo com meus olhos marejados e um sorriso esperançoso nos lábios. Obrigada sensates, vocês são uma inspiração. 




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