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O que a escrita mudou na minha vida...

27.4.17João Paulo Albuquerque


E ali estava eu, no meio da aula depois de uma noite quase nada dormida (pensando no mesmo que iria na aula), pensando sobre escrever e o quanto isso era importante para mim e o quanto eu gostaria de falar disso com mais frequência. 


Eu ainda lembro muito disso, e vejo o quanto fazia sentido, quando eu tinha meus quatro/seis anos de idade eu chorava por não conseguir ler e isso partia meu coração, afinal, tudo que eu queria naquela época era saber ler. Claro que eu fiz de tudo um pouco para saber ler antes de entrar na escola, como ler alguns dos livrinhos que minha mãe lia de vez em quando para mim, ou ficar toda hora perguntando o que tal coisa significava. Porém o tempo passou e com isso eu aprendi a ler e escrever, mas só em – se não me engano – 2012 foi que eu ganhei meu livro de Percy Jackson, que despertou em mim mais ainda o gosto pela leitura, mas antes eu não lia e nem pensava em, do mesmo modo como PJO despertou, que eu terminei em um mês e uma semana, afinal consegui ir pedindo para meu avô comprar cada livro uma semana. Ele comprava como um incentivo de leitura, assim como toda minha família incentivava e mostrava que ler é maravilhoso.

Por sinal, estou relendo agora a coleção. Minha primeira vez relendo um livro, são muitos feelings!
Alguns anos se passaram e eu conheci as fanfics por uma pesquisa sobre Thalico (sim, na época eu shippava eles), e acabei achando fanfics no Nyah! Fanfiction, que para quem não sabe, é uma plataforma onde quem escreve ou gosta pode postar e ler de outras pessoas, seja original ou fanfic. 

E com isso eu tive uma vontade imensa de escrever um de como eu imaginava que seria um Universo Alternativo perfeito. Fiz, e postei dois dias antes do meu aniversário em 2014 (obviamente sobre PJO). Recebi alguns acompanhamentos e favoritos, e conforme o tempo se passou, continuei, sempre que possível, e nesse mesmo ano, duas amigas minhas apresentaram o conhecidíssimo Imagine Hot, que eu tentaria postar na época que não tinha categoria de Cantores, levando três advertências... Porém, com esses Imagines Hot eu comecei a escrever histórias baseadas em mim e meus amigos, focando nos nossos crushes da época (e justo nesse ano eu estava me descobrindo e questionando quanto à bilhões de coisas), e quando eu percebi eu já estava escrevendo originais e postando.

Na época eu escrevia mais à mão, ao invés de utilizar algum programa como o Word.
Era trabalho dobrado? Sim, mas a vida seguiu

Em 2015 foi um ano muito bom, pois eu comecei a escrever duas histórias originais (uma delas só acabei em 2016) em parceira com uma amiga, outra baseada num namoro não-namoro (como?!) de duas amigas minhas, participei do desafio de Drabble, tive outras ideias que ainda estão em andamento e desenvolvimento... Mas o principal, através do Nyah!, eu conheci uma das pessoas mais importantes da minha vida, a Isabela de Souza Duarte, que algum tempo depois me apresentaria à outras pessoas muito importantes para mim. 

Nos conhecemos pela história original dela e pelos comentários fomos conversando, até partirmos para o particular do Nyah! e depois facebook, seguindo para o WhatsApp, e um dia (que eu rezo para que chegue logo), iremos nos conhecer. 

Engraçado que o Nyah! trouxe pessoas tão importantes para mim e com ele, eu aprendi muito sobre quem eu sou e quem quero ser. E com essas pessoas, eu aprendi a evoluir e crescer.


Depois de um tempo entrei no grupo no facebook do Nyah!. E com ele conheci outras pessoas, incluindo uma ex-participante de Bake Off Brasil (isso antes de ela sequer participar). 

E o melhor foi que com o tempo, eu tive muita dúvida de que carreira seguir, já pensei em ser arquiteto, ou alguma coisa voltada pra isso, acontece que eu não gostava mesmo disso. Era algo que eu pensava: "eu preciso de uma carreira que me dê mais dinheiro"... Eis então que com muita dúvida disso, fui fazer um teste (e mais cinco) de vocação e em todos tirei humanas. E pra quem sabe, arquitetura puxa totalmente pra exatas, coisa que eu odeio (desculpa quem é dessa área, mas eu não consigo entender como vocês gostam disso - números e cálculos...). Acontece que eu sabia que era de humanas, e nisso em um dos testes mostrou em porcentagem o quanto de área eu me dou melhor, e saiu artística, em segundo empresas criativas mexendo com arte (video-games e coisas recicláveis, por exemplo). E então eu pensei muito e cheguei a conclusão óbvia de algo que eu no fundo sabia que era o que iria ser: escolhi que iria fazer Letras. 

E minha mãe já tava toda: "Eu sabia. Eu falei pra você escolher uma profissão que gostasse, não uma que te desse dinheiro.". 

Fiquei com a cara no chão. Agora, de fato, não adianta fazer algo que não gosta. 

Pesquisei tudo e decidi o que iria fazer, serei escritor e tradutor, mas darei aula também. Nisso, farei cursos de artes (em qualquer um que eu gostar) e sempre que possível, alguns cursos de línguas diferenciadas. E é isso, se eu for feliz fazendo o que quero, então dinheiro eu sei que irei conseguir.


A escrita me ajudou a achar o que eu precisava para me entender e entender o próximo. Na escrita, eu pude ser quem eu estava procurando ser, quem eu estava trabalhando para ser. 

Com a escrita, com meus personagens e com a leitura, eu pude melhorar muito como pessoa e me pôr no lugar dos outros. Escrevendo, eu tive que pesquisar para fazer determinados personagens, e com isso descobri o quando amava também pesquisar. 

Com a leitura, para mim veio a coisa mais importante de todas, a escrita e veio uma parte de mim. E eu amo muito tudo isso – amo McDonald's também.


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