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Um ano desde que eu perdi esperança com representatividade

3.3.17Dana Martins


Em 2015 eu fui ver Star Wars: O Despertar da Força e eu lembro de pensar "ainda bem que essa história é tão boa, é inspiradora, os personagens são interessantes, dá quase vontade de escrever uma história high school baseada no filme." Eu tava pensando isso, porque fanfic tem sido uma grande fonte de inspiração pra mim e onde eu tenho explorado a escrita no último ano, e eu não queria perder esse cantinho motivador que eu tinha encontrado pra mim. Então meu cérebro já estava pensando em planos B caso desse merda em 2016. 

Mas por que daria merda em 2016?

Porque é 2016!!!!

Mentira, naquela época a gente ainda não sabia do desastre que seria.

Bem, porque ia lançar a terceira temporada de uma série que eu costumava gostar muito e parte da minha inspiração envolvia uma personagem lésbica. E personagens lésbicas (quase) sempre morrem. 99% das vezes alguma merda vai acontecer. É tragédia, ela vai ser só personagem secundária, não vai ser explorada... algo, algo vai estragar tudo. Então eu sabia que seja lá o que a nova parte da história trouxesse, poderia mudar o cantinho inspirador e tranquilo que eu vivi em 2015.

Mas tudo bem, eu tenho meu plano B. Star Wars é foda, eu tenho outras séries, eu tenho as minhas histórias... e, além do mais, eu ainda gosto muito dessa série e posso explorar outras perspectivas ali. Porque, eu vou te falar, ESSA SÉRIE É MUITO BOA.

É algo que eu nunca vi! Eles se importam com representatividade de verdade, sabe? Eles escutam os fãs, conversam com os fãs e você vê que as merdas machistas e racistas que eles fizeram, mais tarde eles trabalharam pra desconstruir. É uma série que tem tudo o que eu amo: pós-apocalipse, personagens mulheres fodas, desafia tropes e traz narrativas complexas. Nossa, eu escrevi demais sobre essa série e ainda poderia escrever.

E sabe o que mais? Eles ouviram os fãs! Eles ouviram sobre o trope Bury Your Gays (Enterrar Seus Gays), eles sabiam o problema disso. Eles eram tão conectados com os fãs que até chamaram pra assistir a finale ser gravada - E A PERSONAGEM APARECIA SENDO FODA. AAAAAAAAAAAAAAAAAAH.

Saiu até foto dos bastidores com a personagem e uma bandeja cheia de doces no formato de arco-íris. Foda. 

É tão bom ter uma série foda e que realmente entende representatividade, disposta a mudar, disposta a ir mais longe, a dar suporte abertamente. O mundo é cheio de lixo e parece que todo dia anunciam um novo Protagonista Homem Branco, mas nós temos as pessoas que se importam - e isso ajuda pra caramba. 

Tipo, eu via o efeito nas próprias fanfics que eu lia, sabe? A maior parte dos personagens nas fanfics são mulheres, ali eu encontrava histórias com representatividade LGBT+ em todo contexto - atualmente, no passado, no futuro, no meio de dragões ou em Hogwarts - e sempre era normalizado, até mesmo quando elas lidavam com homofobia. 

Sério, às vezes é tão chato conversar sobre representatividade bissexual em ficção porque existe muito a percepção de que a pessoa tá mudando entre hétero/gay conforme com quem fica. Mas se o personagem bissexual pegar geral, acaba reforçando o estereótipo de que bissexual é só algo, sei lá, muito sexualizado e curtição. Tem vários becos que precisam ser evitados na representatividade bissexual. E, ainda assim, a maioria das fanfics que eu lia passava com facilidade por eles.

Eu realmente acho que por causa do estilo da série e das personagens, juntou um grupo específico de fãs que entende melhor representatividade e questões LGBT+ e isso refletia em muito do que era escrito.

Não era nenhuma utopia, é claro. Mas acima do normal? Com certeza. 

Até mesmo pra série em si - mais de uma vez eu fiquei com pé atrás. Ah, a personagem nem deve voltar. Ou deve mal aparecer. Epa, eles tão falando umas coisas estranhas, mas mesmo que eles não entendam muito de certa questões, eles estão se esforçando pra fazer melhor. Cara, eles contrataram pra equipe de escrutires uma garota que era fã e é bissexual, eles tem alguém ali pra apontar o caminho certo! Então mesmo se ferrar, eles vão melhorar. 

Talvez a personagem morra. Na verdade, acho que ela vai morrer mesmo. Acontece, né? Um monte de gente morre nessa série. Eu cheguei a fazer uma análise do trailer da 3ª temporada que recentemente eu me dei conta de que era tipo mais de 12 teorias de como ela poderia morrer.

Eu até escrevi:

"Não sei como vai estar meu emocional se isso acontecer [a morte], por isso eu já to considerando que ela vai morrer pra diminuir sofrimento. HAUHAUHAUHAUHA Se ela sobreviver ao final dessa temporada, pode vir pra minha festa que vai durar até a s4."

Na semana anterior à morte dela eu já tava tweetando que poderia ser o episódio que ela morreria.

Eu fiz uma teoria sobre como ela poderia morrer (certa).

Eu sentia que isso acontecer, eu tava preparada.

Eu não tava.

Eu...

não tava.

Não tava.

Não tava nem um pouco.

Acho que vou passar o resto da minha vida tentando colocar em palavras o que aconteceu naquela noite, um ano atrás, mas ainda assim eu não vou conseguir capturar a dimensão do impacto que isso teve em mim.

Eu ri muito! Ri porque era absurdo. Ri porque eu tava rachando, em pânico, nervosa. 

Eu não tava preparada.

Eu desci por um espiral, escorreguei e escorreguei.

Eu lembro que teve um momento alguns dias depois que eu não era ninguém. O meu irmão e meu pai foram comigo até uma loja de materiais de construção (nem faço ideia do que a gente foi fazer lá), eu só lembro que eu não conseguia falar nada, era como se todas as palavras tivessem saído de mim e eu fosse um filme meio hipster drama em cores frias que fica só aquele zum que faz no ouvido depois que você escuta um som muito alto.

zuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmmmm

Eu tava ali, andando pelos corredores da loja, seguindo o meu irmão e o meu pai, mas eu tinha descolado do meu corpo e tava vivendo em algum lugar dentro de mim.

Eu observava tudo dali, até me divertia tipo quando tocou uma música do Paramore na rádio da loja, mas dificilmente tinha controle sobre o meu corpo.

Lembrando agora, eu acho que eu nem queria ter ido na loja, mas quando vi tinha vestido a minha roupa e fui.

Meu irmão ficava perguntando por que eu não falava nada e se eu tava bem ou algo assim, eu não sei se eu respondi, eu só sei que eu queria dizer "tá tudo bem, eu só.. não... não tenho nada pra falar... vai fazendo as coisas, eu vou aqui seguindo."

Talvez tenha sido como ser atropelada como um caminhão em câmera lenta. O choque sacudiu o meu corpo inteiro e, desse lugar fora do tempo, eu via as partes de mim se estilhaçarem, romperem e irem parar do outro lado do asfalto, longe demais. Eu fui me desfazendo, em câmera lenta, sem sentir nada, mas desaparecendo mesmo assim.

Na vida real, ainda era um caos. O tempo estava passando. Coisas acontecendo. Meus amigos sofrendo o impacto, relatos de ataque de pânico e ansiedade e até tentativa de suicídio. Mas mesmo que não tenha sido tão grave assim, muita gente tava mal. Eu acho que ninguém estava muito em si naqueles dias e isso resultou nas trending tags que tomaram conta do twitter e saíram até em sites como a BBC.

Uma parte de mim começou a ganhar força, a que observa, a que tenta entender, a que quer registrar tudo o que tá acontecendo. Outra parte de mim queria agir. Eu me dividi, eu tentei estar em todos os lugares e salvar cada detalhe desse desespero coletivo que eu via se espalhar pelas redes sociais, eu tentei escrever sobre o que tava acontecendo. 

Foi aí que começou a dar merda, inclusive aqui no ConversaCult.

As pessoas de fora não faziam e não fazem ideia do que tava acontecendo.

Eu tive que falar "eu fiquei pior com isso do que com a morte da minha mãe", mas ainda agora eu sei que as pessoas não vão levar a sério, porque parece um absurdo - tudo isso, por causa de uma personagem? 

É que isso nunca foi por causa de uma personagem. Ela representava que estavam buscando fazer melhor. Ela representava um tipo de narrativa para mulheres que eu ainda não tinha visto. Ela representava que, em meio a tanta gente fazendo do mesmo, tinha gente disposta a ir além e mudar. Ela representava que tinha gente ouvindo. Ela representava que era possível mudar. Ela também, pra mim, era um tipo de personagem que eu adorava ver que existia e não encontro em lugar nenhum. Ela era uma personagem, que através das fanfics, me ensinou a ser mais eu mesma e me deixou mais confortável comigo em diversos aspectos. Ela me aproximou de um fandom, me ensinou sobre política, representatividade, questões sociais. Ela me deu um lugar pra me divertir e descansar e só ser feliz. Através dela eu encontrei inspiração e motivação pra escrever ainda melhor. E fiz amizades e me aproximei mais dos meus amigos. Várias partes da minha vida eram conectadas pela existência dessa personagem e, naquele dia, eu perdi tudo isso ao mesmo tempo. Talvez, ok, dizer que uma personagem fictícia fez tudo isso é demais, mas através do que ela representava, eu tive a chance de fazer tudo isso.

Pra falar verdade, mesmo um ano depois da personagem morrer na ficção, um ano do qual ela fez parte da minha vida todos os dias, ela ainda está me ajudando a ir mais longe.

Mas agora de uma maneira diferente. Antes era um mundo em que personagens como ela existiam, agora é um mundo onde a gente precisa lutar pelo direito de existir. De fato, o mundo em si não mudou tanto, mas a minha percepção sobre o tamanho do problema mudou. Porque se fosse o mundo em que eu pensava que vivia, ela não estaria morta, ou seria irrelevante. 

O que nos leva ao ponto principal: O que aconteceu com a personagem é o sintoma de um problema maior. 

A questão é que a gente vive nessa merda desse mundo e, pelo menos eu, vou vendo as injustiças. É gente passando fome, gente morrendo porque não gostam como a pessoa se veste, gente que não ganha o mesmo salário por causa de seu gênero ou cor, gente sendo tratada muito mal mesmo, no geral. No meio disso, tem sempre a esperança de que não vai acontecer com a gente, a esperança de que vai melhorar, de que hoje nós somos um pouquinho melhores do que fomos no passado e amanhã vai ser melhor ainda.

Plmdds, esse é o ano que a Mulher Maravilha vai ter um filme! PORRA! FINALMENTE! Depois de 70 filmes do Batman e 90 flops do Super-Homem, decidiram fazer também um da Mulher Maravilha. 

Às vezes é difícil dizer que as coisas não estão melhorando, que a gente não tem esperança e chance de fazer diferente. A gente pode fazer isso!

ou não.

(principalmente considerando que há um ano Trump não era presidente, o Brasil não tinha sofrido um golpe e ninguém tava falando de neo-nazismo, se fosse depois disso o baque teria sido menor)

Acho que o que eu vi naquela noite foi a ignorância. Um tipo de ignorância que vem de uma pessoa tão cega pra realidade dos outros que ela não consegue nem fazer ideia do que está acontecendo. Você, aqui, lendo isso - pare um momento.

O que eu tô dizendo tá além do que a gente pode entender. Todos nós meio que vivemos no meio dessa ignorância. É como se a realidade das outras pessoas fosse um conceito tão abstrato, tão obscuro, perdida ali na margem do nosso cérebro, que você até chega a sentir que tá ali às vezes, mas não consegue desamarrar e realmente entender. Não faz sentido.

É aquela conta de matemática que o seu cérebro não consegue alcançar. Tenta chegar lá, tenta, mas não alcança. Não faz sentido.

E o problema é que normalmente a gente não tem nem consciência dessa ignorância.

E eu vi essa incapacidade de entender de uma forma poderosa naquela noite. Eu vi como ela funciona junto com o privilégio - isso me deixa louca, naquela noite eu queria quebrar tudo, porque você tem que ser muito privilegiado pra destruir algo tão grande daquela forma. É alguém jogar fora como se não fosse nada, algo que eu não tinha visto a minha vida inteira.

É tipo, sei lá, você ter a chance de acabar com a corrupção do país ou limpar completamente o governo americano de gente como o Trump, só alterando uns três parágrafos ou menos em uma história, mas não fazer isso porque nada disso te afeta.

Eu vi os meus sonhos, as minhas esperanças, tudo desabando ali. Eu acho que aprendi que o problema que a gente enfrenta é muito maior do que eu imaginava. É como se um rasgo tivesse sido feito na realidade e eu entrei em outro universo.

E talvez eu tivesse me recuperado, mas os dias seguintes só provaram o que eu tava aprendendo. Ninguém entendia, ninguém se importava. Tentar apontar era como se eu fosse um vilão, agressiva, alucinada.

Eu me senti num universo tipo Percy Jackson ou Harry Potter, onde eu acabei de perceber que existe uma realidade escondida embaixo dos nossos pés, mas os humanos não conseguem enxergar. Se você tenta avisar que existe, eles ficam loucos, ou acham que você é louco.

Parece que eu comecei a falar um outro idioma.

E é uma merda, porque você precisa dizer "o problema é esse", mas as pessoas estão escutando, sei lá, "vai se foder", e reagem a isso. E por reagirem a isso, elas só reforçam o problema.

Não vou mentir, essa metáfora do outro mundo eu já venho formando há bastante tempo por causa de feminismo e questão de minoria no geral, uma vez li um livro chamado "Invisível", da Andrea Cremer e David Levithan, e li quase todo achando que era só uma metáfora e não que o garoto era invisível de verdade. Porque apesar de não ter nenhum super-poder de desaparecer, quando você começa a discordar da cultura dominante, você vai desaparecendo de verdade.

E conforme 2016 avançava, eu ia desaparecendo. Eu via as pessoas que eu costumava conhecer de longe, nós já éramos estranhos. Eu via que mesmo o pessoal super informado que eu conhecia antes, na verdade não era tão informado assim, não se importando além do básico que é divulgado por aí.

Eu me dei conta de como sites feministão da porra na verdade só focam em assunto pertinente a mulher cis hétero branca.

Eu vi que discutir certos assuntos nesses espaços Super Informados não era bem aceito ou não recebia atenção nenhuma.

Eu tava ali escorrendo ralo abaixo, desaparecendo, na frente de todo mundo.

E não é nem que alguém tenha feito algo de propósito, é só que o pessoal não tá nem aí mesmo. Não leia essa afirmação de uma forma "ai, ninguém se importa". Lembra o que eu falei sobre a questão da ignorância agora mesmo. Eu não tenho a menor dúvida de que essas pessoas se importariam se soubessem, mas ela não fazem a menor ideia de que existe algo com o qual elas deveriam se importar - está além do alcance, emaranhado no limite da consciência. Talvez nem lá.

E não sei se é algo que você pode entender com palavras. É algo que o entendimento vem de sentir. Na verdade, acho que ninguém entende nada só com palavras, a gente precisa sentir de algum forma pra conectar as palavras ao verdadeiro significado. 

Ou você entende a importância do que eu tô falando, ou não. É importante e afeta as pessoas. Mas infelizmente, eu posso falar isso mil vezes e se você não entende não vai entender.

Eu não me excluo de nada disso, não, só pra constar. Mas também acho que entender que a gente não entende nos orienta melhor.

De qualquer modo, naquela noite foi a minha chance de sentir de alguma forma real essa merda. Todas essas injustiças, como o sistema funciona, como minorias SÓ SE FODEM. Mesmo quando elas conseguem algo, elas se fodem, tem sempre um teto, uma parede, uma grade, algo pra limitar. O poder tá todo dominado por gente que não entende, a gente não chega lá. Moonlight - o primeiro filme com elenco só de negros em uma histórias com homens LGBT+ - e, ainda assim, metade da premiação dividiu com La La Land. Até as capas na revista depois são divididas com La La Land. As notícias são centralizadas no herói branco de La La Land - um cara que não fez mais do que o básico que foi dizer quem foi o verdadeiro vencedor. É absurdo como fizeram uma vitória histórica para pessoas negras, que só envolvida pessoas negras, ser sobre pessoas brancas.

Eu quebrei ali naquela noite.

Eu não consigo achar mais nada disso ok, eu não consigo aceitar, eu não consigo me sentir bem.

E é um absurdo ver que depois de tudo o que aconteceu, um ano depois, ainda continuam fazendo os mesmos erros. Fazendo as mesmas merdas na cara de pau.

Então... é. Um ano atrás essa merda aconteceu. Não tem um dia nesse tempo todo que o último 3 de março não tenha tocado a minha vida de alguma forma. Talvez eu poderia ter levantado e ido embora. Mas.

A verdade é que eu não quero.

2016 foi uma loucura. Eu passei raiva, eu virei raiva, eu senti dor, eu me diverti e quebrei as barreiras da realidade e vivi a insanidade, eu aprendi a escrever uma língua diferente, eu conheci gente de outros lugares do mundo, eu escrevi histórias, eu fiquei triste, muito triste, estressada, dias dormindo mal, dias dormindo muito bem. Eu tenho muito, muito material garimpado e guardado com cuidado no meu cofrinho nesse tempo. Doeu pra caralho. Ainda dói. Eu acho que eu ainda não me dei a oportunidade de realmente sentir a dor. Eu descobri coisas maravilhosas dentro de mim, eu descobri coisas ruins também. Eu perdi gente que eu amava muito e sinto falta todos os dias, eu perdi e recuperei outras, ganhei novas. 

Eu tô recomeçando, mas infinitamente melhor. Tá chegando a hora que eu vou poder deixar essa catástrofe psicológica pra trás, só que esse dia ainda não é hoje. 

Depois disso tudo, curiosamente, eu ainda tenho esperança de que nós vamos conseguir fazer algo melhor. 

Se isso vai se tornar realidade?

Não sei.

Mas não vai ser interessante descobrir?


Durante março EU TENHO UM PRESENTE PRA VOCÊ!!!! YEY! As sextas temáticas estão de volta e cada sexta vai ter um post sobre tropes. Que isso? Você vai descobrir sexta que vem. :)




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