Até o sol CCDicas

[LANÇAMENTO] Até o Sol, Jullie

17.2.17Taiany Araújo


Relaxe, feche os olhos
Deixe seu corpo se soltar, sua mente ir, pense no vento, na sua respiração
Quando sua mente se dispersar, traga-a de volta

Respire

Observe sua respiração
Puxe o ar pelo nariz, prenda e volte vagarosamente pela boca
Sinta
Sinta tudo
Se deixe sentir

O álbum Até o Sol, que está sendo lançado hoje, caiu no meu colo de uma hora pra outra. E, bom, eu resolvi ouvir. Mas sou completamente desatualizada de tudo, nem sabia quem era a cantora, qual o estilo das músicas, nada que me desse uma indicação de onde eu tava me metendo. A única informação que eu tinha era a Bells dizendo que o CD era a minha cara. Então eu fui ouvir o álbum e nada deu certo, eu tava numa correria, pulei a introdução porque era instrumental, estranhei a voz da cantora, se alguém me dissesse que as músicas eram sobre o que ela comeu durante o dia eu iria acreditar porque não tinha prestado atenção. Eis que resolvi escutar mais uma vez...

... EU FUI NOCAUTEADA.

Nada como um exercício de imersão para direcionar aquilo que se espera. Dessa vez eu fui aberta para sentir as músicas, eu queria saber se elas iriam me transmitir algo, se eu ia achar gostosinhas de ouvir, se ia ter realmente a ver comigo. Foi tudo isso e mais um pouco.

O CD tem 12 faixas, sendo a primeira uma introdução instrumental: ela faz o papel de ponte, e é um convite para que você se desligue, se insira, se permita conectar com os sons, a voz, as letras. Para mim, a Jullie não pede que nos desliguemos do mundo para ouvir aquilo que ela quer dizer nesse álbum. Pelo contrário, ela pede que nos conectemos com ele: não de forma automática, mas consciente. Conforme eu ia ouvindo as músicas, mais e mais eu sentia. As letras me levavam para um caminho de imersão consciente que me surpreendeu. Detalhe: usei para meditar e deu super certo.


E a cada vez que eu ouvia as músicas vinham novas sensações, novas interpretações... eu me deixei levar tão intensamente. Fui de meditar para dançar e rodar sem parar na sala de casa q

É difícil não se encher de esperança ouvindo a música que dá nome ao álbum, Até o Sol. Ela consegue trazer uma calma, uma emoção. Na verdade, todo o CD tem essa coisa intimista, que mexe com seus sentimentos. É uma união de corpo e alma, há um balanço e um ritmo próprio que se mesclam com aquele que tá ouvindo. Torna-se até difícil falar sobre o CD, já que ele é muito particular, interpretativo, único naquilo que vai fazer cada pessoa se apaixonar (porque vai) enquanto ouve.

Além das letras, que são belíssimas, a voz da cantora consegue nos levar para cada nuance do não dito. Os arranjos, as participações especiais, tudo foi feito de forma a nos jogar na proposta do trabalho, e eu me joguei sem medo de cair. E falando das participações, uma delas é o fofíssimo Dani Black que confesso, tenho um prazer imenso em ouvir. Ai de mim, música que ele divide com a Jullie, é uma das minhas preferidas do álbum, fazendo referência ao mar, aquela imensidão dicotômica de calmaria e violência. Ainda não tive oportunidade de ouvir o CD numa praia, mas esse é meu próximo objetivo. Poder afundar os pés na areia, sentir o vento batendo no meu rosto enquanto as músicas vão me conduzindo, aquele cheiro de mar, salgado, denso...

Acho que deu pra perceber que eu gostei do álbum, que ele foi significativo para mim e que eu vou indicar para deus e o mundo. Sendo assim, vou começar por aqui. A Jullie tá lançando o álbum hoje, e a versão lançada no iTunes tem o encarte exclusivo e será masterizado especialmente para a plataforma (Mastered For ITunes). Também está disponível no Spotify, ou seja, não vai ter desculpas. Aqui tem o facebook dela para aqueles que, como eu, são meio stalkers e querem conhecer mais desse trabalho lindo.

Ah, e eu não poderia encerrar desse post sem mencionar o Bernardo, produtor do CD. Ele foi super simpático, veio com a proposta de a gente ouvir o álbum e dizer o que achávamos. Eu escrevi meia dúzia de palavras desconexas sobre o que tava achando e ele todo empolgado dizendo que amou. Foi uma experiência muito boa. Obrigada, Bernardo, por confiar na gente e por essa honra de ter disponibilizado esse álbum lindo em primeira mão para o CC.



O João também foi ouvir o CD e precisou vir falar sobre ele:


O que eu possivelmente poderia dizer desse CD que tem sido tudo o que ouço há dias? A Taiany já tava com o post preparado, mas:::: NÃO PUDE EVITAR. 

Eu já acompanho o trabalho da Jullie há um bom tempo, e fiquei me contorcendo de empolgação pra ouvir quando disseram que recebemos uma cópia antecipada. Mas acontece que esse CD não é pop como as (ótimas) músicas que ela já tinha lançado antes. Ele é diferente, é inesperado, é melhor

Deixa eu te acompanhar pelo meu processo de escuta desse álbum:

Ouvindo as primeiras músicas, como Até o sol e Olá, nas quais as influências celtas aparecem mais fortes, eu me senti em outra época. Ou mesmo jogando algum RPG fantástico de anos atrás,daqueles com uma trilha sonora deliciosamente suave. Mas, dessa vez, o som não vinha de um segundo plano só pra dar ambientação: ganhava vida própria pela voz da Jullie, que complementa cada instrumento tocado (inclusive: GENTE DO CÉU, O VIOLINO DA BANDA BALEIA). Eu não vou nem tentar pôr em palavras o quão harmônico e sublime isso foi.

Depois, em músicas como Dança, veio a sensação de que eu ouvia uma mistura de alguns ritmos bem brasileiros. MPB mesmo. Daquelas canções que parecem antigas mas falam com gente de toda idade. 

Tive a impressão de estar em volta de uma calorosa fogueira com amigos a cada participação especial no CD. Ouvi letras de pura poesia serem cantadas e que, assim, encontraram bem fácil o caminho do peito. Senti a necessidade de parar para apreender o que ouvia em certas horas, e o impulso de me mover no ritmo da música em outras. Vi, enfim, os motivos pelos quais eu gosto tanto desse tipo de música brasileira contemporânea jovem que tanto me representa e tanto tem a oferecer.

Até o sol é um álbum com várias camadas. Cheio de influências e convidados especiais, com letras simples e belas. Mas, acima de tudo, é um álbum íntimo, que parece ter sido feito especialmente pra quem ouve se sentir bem. 

Se foi um prazer ter acesso antecipado a esse momento tão bonito da carreira da Jullie, será um ainda maior continuar tendo sua companhia pelas muitas manhãs e madrugadas que virão.

***

Você encontra o Até o Sol no Itunes (com encarte exclusivo e masterização especial para a plataforma), no Deezer e, claro, no Spotify (só dar play aqui embaixo!!!).  Por tudo que é mais sagrado, prestigiem. 





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