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O Vilarejo, de Raphael Montes

2.12.16Valentino Martins


Primeiro livro de terror de Raphael Montes vem acompanhado de um super design com ilustrações lindíssimas!

Pra começo de conversa, os contos não são do Raphael Montes. No prefácio o próprio autor esclarece isso, dizendo que chegou a suas mãos um caderno com textos e ilustrações em cimério de uma senhora chamada Elfrida Pimminstoffer. Instigado pela curiosidade, o autor traduziu os contos e transformou num romance fixup.

Confesso que, pra variar, meu maior instinto pra ler esse livro foi por causa da capa, era bonita demais pra deixar de saber a história por trás. O livro possui sete capítulos e são referentes a cada um dos pecados capitais: gula, luxuria, preguiça, soberba, inveja, ira e avareza. Por mais que a ordem de leitura não faça diferença, as histórias se conectam e se constroem. 

A história se passa em diferentes épocas de um Vilarejo isolado e distante das cidades. Cada capítulo é reservado a uma pessoa cidadã dessa pequena cidade. A qual, seja por momentos difíceis ou por egoísmo, tem seu maior defeito descontrolado e liberto. Assim, o enredo vai seguindo e vamos vendo o que acontece até o desfecho desse lugar que sumiu do mapa.

O conto que mais me causou algum sentimento foi o da Soberba. Aquele, em específico, me deu nervoso de verdade. Quando a violência começa o autor conseguiu fazer a narração deixar meus cabelos em pé. Esse, por acaso será?, é o que diz respeito ao racismo. Válido comentar que a maneira que foi retratado é interessante. Em vez dele pôr algo didático e explicativo do porquê isso não é legal, ele constrói a ideia racista em sua própria mediocridade; ridicularizando.

Eu acabei der ver quatro temporadas de American Horror Story, então, acho que já estava anestesiado. Os contos trazem aquela violência bem detalhada. Ainda que pra mim tenha sido simples no que diz respeito ao sangue derramado, ouvi dizer que tiveram pessoas que remoeram alguns contos por uma semana. 

Falando em AHS, o livro acaba por ser semelhante. Traz todo aquele sangue e tenta pôr questões como estupro, pedofilia e racismo de outra perspectiva (onde acredito que o tiro possa sair pela culatra). Ainda que com uma escrita clara e bastante fluente, achei história fraca e um tanto quanto superficial.

Nota:


Livro simples, nada de menos nada de mais.

Obrigado a Suma das Letras por conceder o livro!

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