agressão Amber Heard

O privilégio e mito no separar vida pessoal e profissional do Johnny Depp

11.11.16Dana Martins


Volta e meia aparece algo sobre ser ruim o Johnny Depp em Animais Fantásticos e Onde Habitam. A razão é óbvia, ele bateu na ex-mulher, a Amber Heard, e agora vai representar uma das maiores franquias do cinema. Pf, plmdds, não precisa estragar o universo de Harry Potter assim. Mas ele está lá agora, e toda vez que isso é criticado, alguém aparece pra dizer "vamos separar vida pessoal e profissional".


Pra começo de conversa, onde é que fica esse mundo utópico onde essa separação acontece? Deve existir respeito, sim. Mas um caso como esse, que é aplaudir e ignorar um homem batendo em mulher, vai fazer isso porque... por quê? 

Por que uma carreira é mais importante do que uma mulher sofrendo violência?

sobre Johnny Depp depois de bater na mulher aparecer em
Animais Fantásticos e Onde Habitam

E não é nem como se ele fosse um pobre coitado indo a falência, né?

As pessoas perguntam por que mulheres não denunciam abuso sexual.
Você teve a sua resposta: um homem (Trump) pode ter um número
de pessoas acusando de até dois dígitos e ainda ser eleito presidente

Agora sério, reflete sobre isso, a gente não tá discutindo "ideias" e "opiniões", a gente tá discutindo violência, alguém no mundo real sendo agredido - que vem de um contexto no mundo real onde mulher é agredida por homem, o que não só é considerado comum, como é deixado passar em branco.

Por favor, olha essa pesquisa que acabou de sair “O feminicídio é hoje o maior problema de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil”



E aí a gente começa a discutir o caso de agressão do Johnny Depp contra a Amber Heard que rodou um tempão na mídia, e enquanto acontecia, esses defensores da "vida particular" não estavam tão ansiosos para proteger a Amber Heard.

A primeira coisa que aconteceu, assim que a notícia saiu, é que ninguém acreditou. Amber Heard com prova do hematomas - e ainda assim, de algum modo, "não era verdade". Tinha que ter uma explicação.


Depois encontraram a "explicação" - ela queria usar a fama dele pra chamar atenção, pra ganhar dinheiro no divórcio.

Depois encontraram mais "explicação" - ela é bissexual, e o coitadinho do Johnny Depp ficou com ciúme

Pf volta ali na matéria e vê “maridos que matam esposas por ciúmes”

Ele não matou, mas é interessante como o ciúme parece uma justificativa plausível pra bater em mulher.

"Caraca, fulano bateu na namorada!"
"Gente, mas que isso!"
"Ela também tava saindo muito com o amigo, então..."



Na verdade, já aí dá pra abrir o bueiro e parar em uma longa discussão sobre relacionamentos abusivos, sobre isso de casal que fica "proibindo" um o outro de fazer coisas por ciúmes.

E só pra deixar claro: não, nada justifica um homem ser agressivo com uma mulher.



O Johnny Depp pode ser uma celebridade que vive praticamente em outro planeta, mas os Johnny Depps do dia a dia estão por todo lugar.

O problema de "separar a vida pessoal dele" é que você está dizendo para a mulher em perigo que vive perto de você que não vai ter nenhuma consequência pra o cara que bate nela e, principalmente, que não é você que vai oferecer ajuda. Pelo contrário, você vai cruzar a rua e olhar para o outro lado. É o que você está fazendo agora. 

E aí você pode argumentar "ah, mas na realidade eu não vou fazer isso!" - que bom, você é um santo. Pena que é só você, porque muitas vezes é isso que acontece mesmo.

Mais do que isso, é comprovado que isso ajuda a perpetuar violência doméstica.



A Amanda, na discussão do Nerfighters Brasil, ainda incluiu o trecho do livro Violence In The Domestic Sphere:

"Mulheres que buscam expor abuso escutam que é uma questão privada, e como resultado, a violência doméstica é cometida com impunidade em países ao redor do mundo todo. Na experiência da Anistia Internacional, essa impunidade é um grande fator para prolongar o padrão de violência."


As mulheres ficam em silêncio, porque todo mundo vai proteger os homens.

Quando você defende o Johnny Depp, é isso que você está fazendo.

E se o caso do Johnny Depp que bate em mulher já não fosse um exemplo de todos esses relacionamentos tóxicos ao nosso redor, e revelasse como nós temos uma tendência a perdoar homem sendo violento, a hipocrisia ainda vai mais longe.

Britney Spears surtou pela pressão da fama - virou uma piada.
Existe a fama de que as estrelas (mulheres) da Disney vão para o mal caminho quando ficam mais velhas - é meme, piada, zueira. 
Todo mundo tem palpite pra dar na vida amorosa da Taylor Swift, e julgar ela e as músicas dela por isso.
Lindsey Lohan desapareceu depois de ser presa algumas vezes.

E não sei o suficiente para fazer um comentário informado, mas me pergunto até que ponto o Chris Brown se ferrando mais depois de bater na Rihanna tem a ver com racismo. (ele tá errado, e tá certo o que aconteceu, mas como é que Johnny Depp depois de fazer o mesmo vai parar num filme de peso e ainda é protegido pelos fãs?)


Caso você esteja se perguntando o que o Johnny Depp poderia ter feito - pra começar, reconhecer publicamente o erro sem tentar justificar. E todos nós - não tentar apagar ou ignorar o fato de que ele bateu na Amber Heard toda vez que o assunto aparecer. Se você gosta dele, se você tá ansioso para Animais Fantásticos e Onde Habitam - ok, vai em frente.

Johnny Depp bateu na Amber Heard. Isso é violência doméstica. E isso é um assunto que deve ser discutido. 

Enfim, o resumo do texto é:
1. "separar vida pessoal da profissional" é só uma desculpa para ignorar violência contra mulher. 
2. Quando é mulher, ninguém se preocupa em "separar vida profissional da pessoal" antes de estragar a carreira dela
3. Violência contra mulher é real e faz parte da nossa realidade, e cabe a nós mostrar que isso não é aceitável. Nem mesmo se você é famoso.
4. "separar vida pessoal da profissional" comprovadamente ajuda a perpetuar violência doméstica

- Link pra o post do facebook do Sensacionalista



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Batdrama agora é enviado por email, clique aqui para se inscrever nesse link. É um resumo da semana onde eu falo sobre a vida, cultura pop, representatividade e escrita. São coisas mais passageiras que não cabem num post, mas que eu queria compartilhar mesmo assim. Todos os domingos! (a não ser que eu esteja morta, aí sai nas segundas)

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24 comentários

  1. Simplesmente decepcionado... e a J.K. Rowling (mulher que sofreu agressão doméstica) disse estar feliz por ter ele no elenco. É tanta decepção misturada.... ):

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    1. Pois é. Eu só não fico mais decepcionada porque a JK já tem feito isso há um tempo.

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  2. Eu estou tão feliz que o Conversa Cult resolveu entrar na discussão!
    Fico muito decepcionada o quanto de amigos meus estão defendendo o cara depois do que ele fez ):

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    1. E o engraçado é que foi por acaso, eu escrevi esse post antes da JK falar! HUAHUAH de qualquer modo, pessoal devia aprender que NÃO É SÓ PORQUE VOCÊ GOSTA DE ALGO QUE PRECISA IGNORAR OS PROBLEMAS. E ainda mais, ignorar, criar justificativas, etc, só reforça esse problema.

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  3. A JK Rowling defendendo foi o pior. Eu já não ia assistir mesmo o filme porque nem vi a saga HP completa, mas caso contrário, também deixaria de ir com isso. Se as pessoas boicotassem ao menos no começo, eles iam pensar duas vezes antes de darem um papel pra determinados artistas...

    E gente, não esqueçamos da Wynona Rider que ficou um tempo fora da mídia por menos, bem menos. Ou seja, se é homem branco e hétero, mais fácil ser perdoado.

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    1. eu já tava com uns pés atrás. muita gente fala que a JK não tinha como incluir representatividade em livros antigos - ok, isso é certo. Mas só esse ano a gente tem aí duas histórias (o filme Animais e a peça Cursed Child), e os dois são protagonizados por homem, branco, hétero. O filme todo é cheio de gente branca. E ainda tem toda a questão da apropriação cultural e narrativa racista/colonizadora da escola americana. Apenas mt frustrada. Amo Harry Potter, vi o trailer de Animais e deu até uma saudade, mas tô cansada desse "sou bonzinho, gente" enquanto não faz nada pra mudar.

      tem mais um monte de mulher que sofreu por bem menos, eu só não sei direito, então não inclui :(

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  4. Só acho perigoso rotular alguém como "agressor de mulheres" sem que tenha havido um julgamento. Há EVIDÊNCIAS de que ele cometeu agressão. Porém, também há EVIDÊNCIAS do contrário (inclusive de que ela armou pra ele). Nós temos que tomar cuidado para não cair na armadilha do "julgamento precipitado". Não somos nós que devemos bater o martelo e concluir que um lado estava certo e outro errado. A lei existe pra isso.
    E sim, eu vi o vídeo do Depp loucão quebrando garrafa e chutando coisas, e acho isso uma atitude de gente babaca e desequilibrada, mas não vimos ele batendo nela de fato (ele arranca o celular da mão dela ou coisa do tipo, não dá pra ver nada além disso, desculpe). Esse vídeo é uma evidência de que ele pode ter batido nela, porém, não é uma prova.
    Eu quero que se faça justiça. Se realmente for provado que ele machucou a ex-mulher daquela maneira, ele tem sim que pagar e merece cair no ostracismo, mas, até lá, devemos dar a ele o benefício da dúvida seguindo aquela velha máxima da justiça e dos DIREITOS HUMANOS "todo mundo é inocente, até que se prove o contrário".

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    1. Olha, V, eu acho que tu não faz isso por mal. Então eu vou deixar esses trechos aqui, caso você queira se informar. Vou montar um post também com eles e os links.

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    2. Sabe o que é, comprovadamente, perigoso? Duvidar da vítima.

      - Medo de denunciar é algo normal numa sociedade que culpa as vítimas, (...) Ninguém é culpado até prova contrária, mas simplesmente não levar a sério uma denúncia de crime é um absurdo que deve ser combatido incessantemente.

      - Minimizar quando o estuprador é famoso. E ainda ajudá-lo com seu apoio. Isso ocorreu no caso do Kobe Bryant e do R. Kelly, e pode estar ocorrendo no caso do Woody Allen. É impossível separar uma coisa da outra. Claro que uma pessoa pode ser um estuprador e também um brilhante cineasta ou esportista. Mas você quer ajudar a enriquecer e a dar visibilidade social e até política a alguém que abusa de outras pessoas?

      - Isso contribui para o enorme problema de poucas denúncias feitas por vítimas de estupro ou abuso sexual.

      - "Às vezes, o processo de denunciar acaba sendo mais violento pra essas mulheres do que a própria violência"

      - Quando consegue vencer as dificuldades de fazer uma denúncia, a mulher vítima de violência precisa passar por outro processo complexo: o de conseguir comprovar o crime. Primeiro porque alguns tipos de agressão não deixam vestígios – a violência psicológica, por exemplo.

      E, segundo, porque algumas marcas são "facilmente contestáveis" por advogados de defesa. "Na lei aqui, muitas vezes a discussão fica em torno do consentimento. E aí em uma violência que acontece entre quatro paredes, não tem testemunha"

      - Mais de 70% das mulheres vítimas de violência não denunciam crime, diz pesquisa no Rio

      - A violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica. Essas formas de violência se inter-relacionam e afetam as mulheres desde antes do nascimento até a velhice.

      (Sobre o vídeo, não é uma prova de agressão, mas é ali uma forma de violência.)

      - Negação social - Quando pedem ajuda, as vítimas de violência se defrontam com pessoas despreparadas e desinformadas sobre o problema que elas estão vivendo. Cada vez que um médico,um psicólogo, um líder religioso, um policial ou um advogado as trata com indiferença, desconfiança ou desprezo, contribuem para aumentar a violência. Quando isso acontece, as vítimas perdem a esperança de encontrar apoio externo e acabam se recolhendo novamente ao seu inferno particular.

      - O verbal é também um sinal que pode preceder a violência física. O(a) agressor(a) poderá ser cruel, depreciativo, grosseiro. Tentará convencer sua parceira de que ela é estúpida, inútil e incapaz de fazer qualquer coisa sem ele(a)

      - A narrativa de "[Amber] Heard está mentindo" é extremamente familiar

      Não é realmente uma surpresa que tantas pessoas pensem que Heard está mentindo. Isso acontece normalmente quando uma mulher acusa um homem poderoso e amado de tê-la machucado. Mas diz muito o fato de que essa narrativa ainda persiste mesmo quando Heard fez mais do que o necessário para provar.

      (...)

      E nós repetimos a mesma história em uma escala menor quando mulheres que não são famosas acusam homens que não são famosos. Nós dizemos que essas mulheres quase sempre são mentirosas, que elas não foram realmente machucadas, e que elas só estão mentindo para destruir um homem inocente. Estatisticamente, isso quase nunca é verdade, mas nós falamos isso de qualquer forma."


      O caso da Heard é um exemplo perfeito de quão mal nós tratamos vítimas de violência doméstica

      Aqui é que está: Heard foi para a polícia quando aconteceu. Ela foi até a polícia com hematomas recentes, visíveis em seu rosto.

      Ela deu evidências. Ela deu evidências de fotografica e testemunhas e mensagens de texto para provar sua história.

      Ela não está atrás do dinheiro. Ela doou todo ele.

      Ela fez, de todas as formas, exatamente o tipo de vítima que nós dizemos que as mulheres devem ser se nós queremos acreditar nelas.

      Não importou. Nós ainda falamos que ela estava mentindo.

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    3. Muito bom, Dana, faça um post mesmo.

      O Depp já tem um histórico de instabilidade e tipo, se você não acredita que um homem que arranca o celular da mão de uma mulher possa agredi-la, então é difícil, né.

      "Não somos nós que devemos bater o martelo e concluir que um lado estava certo e outro errado. A lei existe pra isso."
      A lei existe, mas nem sempre funciona. Ao menos, não como deveria. E eu, como espectadora, consumidora da arte, posso sim concluir que um lado estava errado e escolher não apoiá-lo.

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    4. Já fiz o post, um dia sai HUAHUAH

      E só pra acrescentar ao que você disse, além disso, tem outro nível da questão que não tem nada a ver com o que aconteceu de fato entre o Johnny Depp e a Amber, que é a nossa postura diante de um caso de violência doméstica. Quando acontece um caso desse e ainda colocam o cara em Animais Fantásticos, passa a ideia de impunidade e desvalida o caso. Quando a gente ignora o que aconteceu, ajuda a desvalidar a importância de casos de violência.

      Ou seja, não é puramente a gente vs. o Johnny. Mas a mensagem que fica dessa situação, e como a gente reage a ela.

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    5. Olá, Dana

      Eu estou muito bem informado, obrigado.

      O que quero que entendam é o seguinte: não somos os juízes, e é perigoso nos assumir como tal, pois, em algum momento, vamos estar punindo um inocente. Não estou dizendo que Depp seja inocente, apenas que devemos respeitar os direitos humanos e tratá-lo como inocente, até que sua culpa seja provada.

      As pessoas devem entender que um sistema 100% justo é impossível, mas que ele falha mais quando contena um inocente do que quando solta um culpado. É bom lembrar que esse inocente, em algum momento, pode ser você.

      Se me perguntassem "De acordo com o que você viu e com o seu feeling, você acha que Johnny Depp agrediu fisicamente a ex?", eu responderia que SIM. Eu acho que ele pode sim ter chegado ao ponto de ter causado aqueles machucados nela. Também acho que a Heard seja uma pessoa pouco confiável e de caráter duvidoso, mas, obviamente, nada justica uma agressão física.

      Eu simplesmente não vou dizer "Depp é um agressor de mulheres" e nem "Heard está mentindo que foi agredida", pois não cabe a mim AFIRMAR isso. Entendam isso, por favor.

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    6. Por que você acha que a Amber é pouco confiável e de caráter duvidoso?

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    7. Mas entenda que se colocar como neutro também tem impacto.

      O fato de você >estar aqui dizendo< que não vai dizer isso - quando a Amber Heard foi a um tribunal pra dizer que aconteceu. Com a intenção ou não, isso é uma forma de duvidar do que ela falou e contribui para violência doméstica.

      Pela >possibilidade< de punir um inocente uma vez, você está contribuindo para a violência >confirmada< de muitas mulheres.

      Você diz que está muito bem informado, mas eu literalmente te dei dados que comprovam isso, e você ainda prefere proteger uma vítima hipotética do que uma mulher real.

      Entenda que ter intenção é diferente do efeito real do seu comportamento.

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    8. e eu tava pensando sobre isso: é claro que discussões como essa, pra refletir como se sente sobre uma certa situação, são importantes. não é sobre seguir algo cegamente, ou calar uma opinião. mas é muito importante entender que a realidade é que: tão tratando como se o que o jonnhy depp fez não fosse nada, e até defendendo ele. mesmo que a gente não esteja fazendo isso, nós fazemos parte desse contexto e através das nossas ações (seja lá quais forem. concordar, discordar, não fazer nada), nós contribuímos para uma opinião.

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    9. Como eu falei, eu não estou defendendo ele. Mas você deve entender que a justiça não pode aceitar um simples depoimento como prova de alguma coisa, de qualquer coisa. Basta entender isso que estaremos na mesma página.

      Os dados que você apresentou são alarmantes e já eram do meu conhecimento. Muita coisa evoluiu no que se trata ao combate da violência doméstica (criação de uma delegacia própria e proteção,por exemplo), mas não se pode ir muito além disso sem ferir a constituição e os direitos humanos. Se uma mulher qualquer chegar na polícia e denunciar o marido por maus tratos e a polícia, com base apenas nesse testemunho, arrombar a porta da casa de prender o homem (mesmo que ele seja culpado), ela estaria violando os direitos humanos, se tem uma coisa que devemos defender, independente de religião, posição política ou qualquer outra coisa, são os direitos humanos.

      O que a polícia deve fazer ao receber uma denúncia dessas? Protegera mulher (o que mostra que não estão duvidando dela), e ir atrás de provas que corroborem o testemunho da vítima. Eles vão interrogar vizinhos, familiares, analisar o passado desse marido, se ele tem histórico de violência etc. Depois, baseado no que conseguiram, um processo pode ser iniciado, e o marido pode responder em liberdade ou não, dependendo do quão fortes foram as evidências apresentadas. Assim, um juiz julgará o caso e analisará todas as evidências da acusação e da defesa (que é outra coisa garantida pela constituição) e determinará o que vai acontecer com o réu.

      Qualquer coisa diferente disso é inconstitucional e contra os direitos humanos, e por isso devemos defender com unhas e dentes que as coisas continuem assim.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Permita-me alertar-te sobre sua seguinte frase:

    "Pela >possibilidade< de punir um inocente uma vez, você está contribuindo para a violência >confirmada< de muitas mulheres. "

    Cuidado com esse pensamento, pois ele é falacioso. NÃO podemos admitir um sistema que puna inocentes. Por isso, a dúvida tem que estar sempre do lado do acusado. Na justiça americana chamam isso de "dúvida razoável". Para ficar mais fácil de entender, tente se colocar em uma situação em que você é acusada de, por exemplo, assassinato. Imagina que você seja a inocente presa desse seu argumento "Pela >possibilidade< de punir um inocente uma vez, você está contribuindo para o assassinato >confirmado< de muitas pessoas."

    Se não for assim, as coisas viram bagunça e um precedente perigoso se abre.

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    1. olha, você não entendeu nada. espero que um dia faça sentido pra você, porque é muito importante.

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    2. Eu faço dessa sua resposta a mesma que deixo pra você.

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    3. Você parece não entender o básico sobre justiça, sobre constituição e sobre direitos humanos. Tentem te ensinar um pouquinho sobre essas coisas, mas, se não quer aprender, paciência.
      Passar bem.

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    4. Típica arrogância de quem acha que sabe tudo. Sabe, Dana, todos dados que você postou são reais. A violência contra a mulher, o machismo na sociedade, isso são fatos. Mas não se pode pegar esses dados e usá-los para justificar o que você prega com tanta veemência.

      Como eu falei, eu acredito que o Johnny Depp tenha chegado a machucar a ex, mas o que eu acho não importa nem um pouco, e nem deveria importar. Temos que zelar pelos direitos humanos e pela justiça não só quando eles concordam conosco.

      Abraço

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    5. Eu ficaria feliz em debater com você mais a fundo, mas você não apresentou nenhum argumento não falacioso em que se possa dar continuidade a um debate.

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