Arlequina batman

Como me apaixonei pela Arlequina

4.8.16Elilyan Andrade


Nunca fui lá muito fã da Arlequina. Na verdade, nunca dei muita atenção a ela. Quando assisti a série Batman, estava muito mais interessada no Homem-Morcego do que nos vilões, e diferentemente de todo mundo, a Arlequina não me impactou positivamente. Achei ela uma menina louquinha estridente. Igual a ela já vi um monte. Por não ter me apaixonado à primeira vista pela namoradinha do Coringa, sempre a ignorei, até que certo dia fui à banca atrás do mais novo volume do mangá Aoiharado quando em deparei com uma HQ da Arlequina. Como todo mundo anda rasgando seda para a vilã (ela é vilã ou anti-heroína?) por causa do filme Esquadrão Suicida, resolvi pagar pra ver.
A premissa de “Arlequina Dia dos Namorados” parece sinopse de uma comédia romântica: Bruce Wayne vai a Nova York para participar de um leilão de caridade, em que o maior lance leva um jantar com o jovem milionário (ou será bilionário?). E a Arlequina está com dinheiro para levar essa disputa. Com essa cara de filme da Sessão da Tarde, é mais que óbvio que me apaixonei pela HQ. Escrito por Amanda Conner e Jimmy Palmiotti e com desenhos de John Timms,  “Arlequina – Dia dos Namorados” foi a melhor forma de descobrir a Arlequina fora das sombras do Coringa. 

Batman, Coringa, Hera-Venenosa, Mulher-Gato, Pistoleiro e outros personagens do universo DC vira e mexe
aparecem nas histórias da Arlequina

O tempo passou e logo descobri pelo João que a Panini tinha lançado um encadernado copilando histórias da palhacinha do crime (na minha visão, a Harley deveria ser chamada de psiquiatra do crime, já que a personagem é formada em psiquiatria e não arte circense). Como a Panini não ajuda, só tive a oportunidade de me reencontrar com a Arlequina no segundo encadernado. Meu pudinzinho, que histórias maravilhosas! Pronto! Depois de “Arlequina: lado a lado com a Poderosa”, fiquei gamada pela personagem, e quando a Panini decidiu lançar as histórias mensalmente, fiquei super animada.

A Arlequina criada pelas mãos de Amanda Conner e Jimmy Palmiotti é uma personagem cheia de vida que dá vontade de virar amiga para sempre. Longe do Coringa (aparentemente ele morreu. Como não acompanho as histórias do Morcego não faço ideia se é verdade), morando em Coney Island, no Brooklyn (o que rende hilárias referências ao heróis da Marvel que também moram em Nova York), a Quina é uma nova mulher em busca de uma nova vida. 

Na premissa de buscar uma nova vida para si, as aventuras solo apresentam uma Harley complexa, com motivações surtadas e uma galeria própria de coadjuvantes carismáticos, ou seja, a combinação mais que perfeita de roteiro cheio de bom humor, sagacidade e eloquência mais traços vibrantes e hipercoloridos rende histórias dinâmicas que agradam e fidelizam o leitor. 

Arlequina tem sua própria gangue e ainda é protetora dos animais

É ótimo ler histórias que mostrem personagens que fogem do estereótipo de mulher poderosa que não pode demonstrar emoções e ser fria. A Arlequina não tem nenhum problema em demonstrar que é uma pessoa como qualquer outra: a personagem chora, ri, vibra e se comove sem perder em nenhum momento a grandiosidade. Outra coisa superlegal nas aventuras solos da Quinn é a amizade dela com a Hera Venenosa. Como não amar histórias que trazem exemplos positivos sobre amizade feminina? 

Se você procura histórias em quadrinhos com uma personagem divertida, sagaz, empoderada e da zoeira, minha recomendação é se jogar nos braços da Arlequina e ser feliz. 

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1 comentários

  1. Eu nunca li muito sobre ela, mas também adoro a Arlequina, super mulher forte e bem decidida :D

    www.vivendosentimentos.com.br

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