batDRAMA Dana Martins

Batdrama: Entre Amor, Ódio e sei lá

24.4.16Dana Martins


Vou começar esse Batdrama já com os babados: to assustada com a capacidade do cérebro das pessoas. E por pessoas estou falando... pessoas mesmo, todo mundo, eu, você. O cérebro humano. Porque esses dias é como se algo tivesse quebrado no meu cérebro e BOOM. Um novo mundo surgiu.


"Dana, do que você tá falando?"



Ok, não. HUAHUAH você não tem ideia de quanto tempo tô querendo usar esse gif. Mas então...

Pera, uma pausa: 
1- Por incrível que pareça, eu não tenho nada ver com a ideia de fazer isso do Lexa Deserved Better. Isso foi tudo o meu irmão. 
2- Isso não é só um cartaz. TEM SURPRESA VINDO AÍ.

o que eu to falando é que eu tenho escrito muito em inglês, pra falar a verdade, nas 2 últimas semanas eu falei mais em inglês do que em português tendo que lidar com tudo o que aconteceu. Foi meio que assim:

Falei já que tô no movimento pra buscar mais representatividade, certo? Só que aí lá tem os grupos e... é basicamente um monte de fãs ao redor do mundo através de todas as redes sociais possíveis, que querem a mesma coisa e estão se juntando por isso, só que não tem A Liderança Oficial e basicamente meio que forma uns grupos. Até aí tudo bem, só que todo mundo, principalmente o pessoal principal que tá trabalhando (e guiando o povo), precisa reagir igual cachorro louco pra lidar com tudo. O negócio começo dia 3 de março, mas veja bem, a gente tá trabalhando pra formar um movimento consolidado que consegue chamar atenção da mídia e ter impacto na indústria - todas essas coisas a gente já fez, mas precisa fazer melhor pra garantir que a mensagem certa chegue lá.

Eu não posso bater na porta dos fodão da indústria e falar "a partir de agora representatividade é importante". A gente tá tipo num telefone sem fio gigantesco tendo que se virar nos 30. Eu não sei explicar a loucura que é esse negócio, só posso dizer que eu to dentro de um desses grupos principais e envolvida em todos os babados.

Pra ter ideia, na última quinta a gente fez ir pra os trending topics a tag "307 REASONS TO FIGHT", que teve 180.000 tweets sobre ela e eu sei que atraiu atenção da mídia porque uma das atrizes da série veio falar com gente e teve até RT da Caity Lotz (faz a super-heroína White Canary na TV, que, a propósito, sofreu o trope Bury Your Gays e é por isso que saiu de Arrow. Mas ressuscitaram ela pra Legends of Tomorrow). HUAHUAH De qualquer modo, olha isso por exemplo:

Depois de morte chocante em "Sleepy Hollow", fãs estão questionando como as séries tratam minorias étnicas 

Fãs reagem à morte chocante da season finale de Sleepy Hollow: "Muito irritados para Chorar"

A finale da 3ª temporada de Sleepy Hollow causou uma revolta enorme no Twitter

Sleepy Hollow pode acabar porque Fox pensa que Mulher Negra é dispensável

Isso é sobre a morte da personagem em Sleepy Hollow, que causou uma reação parecida com a nossa pela Lexa, só que... como tudo acontece ao mesmo tempo, as coisas se relacionam. Eu não sei como é o fandom de Sleepy Hollow, mas uma das nossas tags principais é "minorities are not disposable" (minorias não são dispensáveis), e dá pra ver como tudo tem se refletido na mídia.

Basicamente -> a gente protesta contra a merda de representatividade -> a mídia escreve 390289328 matérias sobre -> leva a indústria a refletir e tomar uma reação + chama atenção das pessoas para o problema.

Só que isso é meio não um Acontecimento Isolado, de certo modo é como se fosse algo vivo que precisa crescer pra continuar ganhando espaço na mídia ou pelo menos, carregar a mensagem de forma melhor. Só que pra isso crescer...

O fandom precisa se organizar.

O fandom precisa concordar.

O fandom precisa trabalhar junto.

Agora imagina fazer isso com milhares de pessoas ao redor do mundo, falando diferentes línguas, muitas contas Anônimas, de diversas idades e com diferente disponibilidade, sem liderança, aberto na internet pra qualquer um ver/participar/falar merda...


Eu me meti num troço tão surreal que eu nem sei o que tá acontecendo, mas eu sei que 1) é importante, 2) É UMA AVENTURA LOUCA AMO/SOU 3) pode chegar a algum lugar.

Mas aí o que aconteceu nessas 2 últimas semanas mais ou menos... Uns problemas internos que já tavam rolando desde o início explodiram publicamente. Nem lembro de falei no último Batdrama, mas na quinta retrasada a gente quase abandonou tudo porque a gente tava recebendo muito hate na internet.

E até semana retrasada eu vivia mais nos bastidores, porque... porque veja bem, eu aprendi a escrever inglês nesse mês. Eu tava tão transtornada depois do episódio 3x07 que eu comecei a escrever análise em inglês, português, hebraico. Eu nem sei de onde isso saía. E quando eu comecei a participar mais ativamente de tudo, eu escrevia mais uns textos principais pra explicar as tags, com ajuda das minhas amigas #graçasadeus porque se não isso não tinha acontecido. Agora conversar com as pessoas é complicado porque não dá pra ficar chamando deus e o mundo pra perguntar cada vírgula. Só que a necessidade cresceu, e eu finalmente fui obrigada a assumir e ir lá falar umas verdades pra resolver uns problemas.

Aconteceu tanta coisa que eu nem sei direito mais, só sei que a partir disso eu comecei a interagir de fato com as pessoas e por causa dos problemas tensos desde a última semana, eu não podia parar. Nem tô brincando, eu consertava, ia dormir, voltava e tinha um novo problema. Isso porque tem uns dias que eu nem dormi a noite completa.

No domingo passado eu deixei minha prima fazendo umas coisas pra mim enquanto eu tomava banho. HAUHUAHAUH luana, te amo <3

E nesse domingo as coisas estavam... bem.

Sei lá, cara. A gente enfrentou o inferno e eu entendi o significado de "hate". Eu até rio agora do meu Batdrama "COMO É QUE FAZ PRA LIDAR COM COMENTÁRIO HOMOFÓBICO, RACISTA E MACHISTA?" por causa de um comentário que fizeram num post meu. Imagina passar uma semana lidando com comentário assim, só que não tão gentil, e de uma forma que podia destruir tudo o que a gente construiu desde 3 de março.

É...

É...

Eu não sei explicar, parece que é só falar "ah, é gente idiota, ignora", mas não é. Você chega lá feliz da vida e alguém to além te manda, "para de falar besteira, miga". E VOCÊ SABE QUE A PESSOA NÃO TÁ ENTENDENDO MERDA NENHUMA, MAS NÃO VAI SAIR DESSA POSIÇÃO ESNOBE NEM QUER ENTENDER, PORQUE SE QUISESSE ERA SÓ PARAR PRA LER O QUE TÁ ESCRITO E NÃO SER BABACA. Esse foi o gentil, rolou coisa de "to esperando pra ter enfiar a porrada" e 923832 de "você só me faz passar vergonha". Imagina todo o bullying de escola de filme americano. É sinistro.

É sinistro como você tem uma situação tóxica pra uma comunidade inteira, e aí você diz "olha, para de fazer isso porque machuca as pessoas, tem outras formas de fazer o que você quer sem ser às custas dos outros".

E isso é tratado como abominável. Vergonhoso. Errado. É tipo um gigante gaslighting.

Gaslighting é uma forma the abuso mental em que a vítima é manipulada pra duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade.

Quando você diz pra uma pessoa que teve um ataque de pânico assistindo um episódio que "é só uma série" e que "ela tá exagerando" e que "isso não importa" - você tá fazendo algo assim. Isso é muito mais comum com pessoas vítimas de estupro (por que você acha que muita gente nem fala nada?). Mas é menos do que uma ação específica, é mais pra um "sistema"/contexto que faz a pessoa continuamente acreditar que ela está errada e não deve reagir contra um abuso, mais até do que isso, ela é levada a achar que é ok e que ela é a errada por reagir.

Se você se pergunta por que uma mulher que apanha em casa não vai embora e ainda diz que ama o marido, agora você sabe a resposta.

Mas enfim, a gente sofreu um ataque sinistro, de diversos grupos por diversas razões, e cada comentário é ruim. Tipo, se já é ruim você tá falando que ama uma música e vem alguém te dizer "aah nem gostei, achei meeh", imagina você sofrer bullying e ataque direto. Dói.

Cada comentário dói.

E dói mais ainda porque eu confio em mim (na maior parte do tempo HAUHA) e eu vou em frente, mas nem todo mundo é assim. Uma das garotas do nosso grupo saiu, a maioria delas tá meio afastada, uma outra teve que se ausentar algumas vezes porque tava se sentindo mal e até eu precisei respirar um ar fresco.

Agora eu entendo quando um artista famoso diz que não gosta muito de rede social, vai desativar ou se afastar. A quantidade de merda que deve ter. Porque não adianta, quanto mais visibilidade você tem, mais fácil você encontra alguém que não só discorda de você, como se sente no direito de ir até você falar merda. Também encontra muita gente que pega o bonde andando e também quer falar merda. Isso sem contar gente babaca, porque né.

Qualquer coisinha que você faz, qualquer palavra errada, acaba tendo uma proporção enorme. E a gente ainda faz isso em duas línguas... pelo menos.

Pra ter ideia, semana passada tava eu fazendo tweet em português e inglês, aí usei meme pra os brasileiros:


Só que eu esqueci completamente que tem um monte de gringo de olho na gente, resultado: pessoal entendeu que a gente tava mandando as atrizes da série fazerem sexo.

HUAHUAHUAHUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHA
HAUHAUHAUHAUHAUH
HAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHA
*1 semana depois e ainda morta rindo*

E aí como tem um pessoal que, EU JURO, eu acho que eles ficam atualizando o nosso twitter e esperando a gente usar 1 palavra errada que seja pra falar mal da gente, e aí os minions deles vem atacar. Ou seja... apareceu bando de gente maluca falando merda e eu fiquei ???? até entender o problema.

Enfim, é coisa demais. É difícil lidar, e a única razão pela qual eu faço isso, é porque o objetivo da gente nessa situação é literalmente lidar com o povo, então não dá pra ignorar. Mas se eu sou uma atriz famosa nem chegava perto. Pedia uma versão especial do twitter onde eu não via mention, só postava uma foto lá pra os fãs ficarem loucos e mandava uns beijinhos de vez em quando.

É triste, porque tem MUUUITA coisa boa. Muito fã legal, inteligente, talentoso, amoroso, engraçado... mas é tipo... deitar numa cama muito fofinha com uns objetos pontudos espalhados. É bom, mas toda a parte ruim faz você preferir levantar ou deitar no chão duro mesmo.

Eu sinto, sinceramente, como se eu tivesse sido espancada. até não ter mais sensibilidade no corpo. Tem que ser algo meio grotesco mesmo para atingir. #loveisweakness

Enfim, mas com muito esforço, negociação e paz e amor, a gente acabou resolvendo tudo e acabou resultando na última quinta-feira, que foi o trend 307 REASONS TO FIGHT e todo mundo se uniu. Não sei explicar o quão importante esse momento foi, porque a moral tava baixa e tava tudo caos e guerra e isso foi decidido em cima da hora, eu tava uma pilha de nervosos porque eu não sabia se ia funcionar, mas foi acima da média. Foi muito bom.

Sinceramente, as 2 vezes que a gente tomou iniciativa nessa merda desse movimento aconteceu isso. O único problema...

sou eu.

eu não quero liderar, nem assumir, nem ficar com mais responsabilidades do que eu já tenho. Tipo, eu sei o que fazer, eu sei que é só eu colocar o pé no chão e pronto. Mas é muito ruim. Quer dizer, é bom porque junto com as garotas a gente praticamente resolveu toda a situação. Mas é ruim porque isso significa confrontar os outros.

Eu lidando com confrontos:

*foge e passa 100 anos escondida num iceberg*
Eu não quero ficar dizendo o que os outros tem que fazer, passando por "cima" deles pra fazer o que eu acho certo, mesmo que eu saiba que isso seja necessário pra resolver o problema. E mais: e se não é? E se a pessoa tá certa? A responsabilidade da merda é toda minha.

Eu acho que não levo muita coisa a sério, porque se eu levo a sério, é pra levar a sério. Eu não fico de sacanagem ou só jogando conversa fora.

É claro que isso não é tipo HA-HA EU SOU FODA, OS OUTROS SÃO FÚTEIS. É só o meu jeito de ser, que tem prós e contras próprios. Às vezes seria muito bom se eu só conseguisse ignorar e ir em frente.

Enfim, me perdi aqui. Então vou apenas dizer que foi lindo ver a ideia pra tag 307 REASONS TO FIGHT se formando. Foi o esforço colaborativo de 23982398 pessoas. A gente só ficou no meio repassando e conectando informação. Foi assim:

1- Há mais de uma semana alguém inventou uma tag que nem lembro, mas era tipo #CoisasQueSãoMaisBemEscritasqueTalSérie, e a tag se espalhou porque ficou divertido, era meio interativa. (essa não é trend oficial, foi só mais uma diversão dentro do fandom)
2- Aí essa pessoa sugeriu que um dos trends fosse assim em um post do tumblr, que começou a circular porque pessoas gostavam
3- Eu vi isso, e passei pra o pessoal que organiza. A ideia ficou de lado porque outra tag foi escolhida.
4- Aconteceu lá a maior confusão porque um outro grupo inteiro ficou puto com a tag (+29832 outras coisas), que levaram a gente a reunir um pessoal num chat de DM pra discutir. + discussões sobre tags nas nossas mentions e tumblr.
5- Eu dei a ideia de pensar em fazer algo pra o fandom dessa vez e falamos dessa tag interativa.
6- O brainstorm no chat de DM levou a algumas principais opções, inclusive 100 REASONS TO FIGHT e a gente liberou uma votação no twitter pra o pessoal escolher.
7- Enquanto a votação rolava, mais gente veio discutir porque "100 reasons.." promovia a série, e alguém no meio da confusão falou "307 reasons..." no lugar (307 =  3x07 = o episódio simbólico).
8- Eu vi isso e contei pras garotas, que contaram nos chats (nesse ponto a gente tava com líderes de vários grupos em vários chats reunidos HUAHUAH).
9- Aí nisso eu fui atrás da pessoa no tumblr que entende de algoritmo no twitter pra ter certeza se a tag funcionaria / qual é a melhor versão, tipo 307 REASONS TO FIGHT, ou 307reasonstofight? (twitter é louco, tem umas regras específicas pra coisas irem pra os TTs. graças a deus o fandom é grande e tem todo tipo de especialista)
10- E depois de muito vai e vem, uma opção foi escolhida. + colocadas pra votação pra ver o que o pessoal preferia.

Então basicamente pra chegar nessa frase de 4 termos, "307 REASONS TO FIGHT", foi um brainstorm com umas 40 pessoas diferentes, algumas que nem falaram entre si, mais a aprovação de pelo menos mais umas 500. Isso numa noite só.

Eu tô fascinada pelo sistema de criação comunitário que existe - me aguardem, um dia ainda vou falar da Elyza Lex.

Esses momentos quando tá todo mundo trabalhando junto e sendo feliz são muito bons. Discutir com pessoas: nem um pouco. HUAHUAHAUH

Desde quarta a paz tá tão grande (e por paz, ninguém tentando se matar. porque problema pra resolver e gente falando merda sempre tem), que eu finalmente pude dormir direito, ler umas fanfics, ficar só de bobeira respondendo ask.

Descobri algo muito importante: sinto falta de escrever. Eu passei tanto tempo escrevendo pra o CC diariamente, que eu sinto falta de ficar fazendo análise e essas coisas. Acabei fazer umas 3 ou 4 completas totalmente não requisitadas respondendo ask no tumblr. HAUHAUH

Hoje por exemplo chegou essa mensagem:

"Pra seja lá quem escreveu aquele postou sobre por que Clexa vs. Blarke é importante... Obrigada, muito obrigada. Você carregou o assunto de um modo tão comovente que eu até fiquei com lágrimas nos olhos. Eu estou tão feliz e agradecida de que exista pessoas como você no nosso Fandom. Muito amor."







HUAHUAHUAHUAHUHAUAHUAHAUHA

Desculpa, é que eu tenho tantos gifs assim aqui, mas nunca gosto de usar, tive que aproveitar. Porque fiquei tão feliz mesmo. Curiosidade: todo dia praticamente a gente recebe umas mensagens tipo "lembrete diário: vocês são incríveis. muito obrigada por tudo" E É TÃO LINDO.

O fato é que essas pessoas querem que as coisas melhorem, elas querem e precisam de mais representatividade. Como mulheres (oh, é. eu disse que tudo isso é feito só por mulheres? meu cérebro é tão machista e heteronormativo que eu não consigo acreditar) e que a situação das pessoas LGBT+ é tão ruim, que... elas precisam. E a melhor coisa do mundo é saber que eu posso ajudar as pessoas dessa forma.

Bem, pelo menos eu posso me esforçar o máximo que eu puder por isso.

Nem sei mais se tinha mais alguma coisa pra falar aqui, só a conclusão sobre o lance do cérebro e escrever em inglês. Como você pode ver, no meio dessa confusão toda tive que escrever em inglês a ponto de só fazer isso. Quando eu comecei a escrever esse texto, meu cérebro já tava fazendo tudo em inglês, porque eu tinha acabado de sair de uma conversa interessante sobre diferença de tratamento de raça/etnia entre Brasil e EUA. (gente, tenho medo dos eua. sos amor/sou br) E é muito legal falar com gente de vários países e saber um pouco mais da cultura local.

Só tá faltando confortável rir em inglês, porque "HUAHUAHUAH" pra "lol" não tá rolando. Ainda não tô dominando a linguagem das emoções em inglês. COMO É QUE VOCÊS FAZEM PRA RIR?

Tá, mas aí o curioso é que tem acontecido tanta coisa que eu tô escrevendo assim:

jesus, segura o volante
E isso não é eufemismo nem nada, eu entro num estado avatar E NEM PERCEBO O QUE EU TÔ FAZENDO. Tem muita coisa errada, evito até reler pra não ficar encontrando e sentindo vergonha, mas é perfeitamente comunicável. E tem algo que eu tava pensando no início desse mês, é que é tipo "escrever em inglês é tão.. chato, porque não é natural. eu tenho que ficar pensando, e... não é só igual em português que é só sair escrevendo". Mas aí agora tá sendo. Ainda não tentei escrever nenhuma história em inglês, descrição é outro departamento, MAS EU TO PRATICAMENTE ESCREVENDO POSTS DO CC EM INGLÊS E SEM NENHUM ESFORÇO.

Por isso que eu gosto de aprender na prática e no desespero. To tão preocupada com o resto que aprendo tudo sem problema.

Mas o que importa é que às vezes eu tô lado possuída escrevendo e de repente... eu fico tipo "de onde saiu essa palavra?"


Às vezes eu até paro pra pesquisar se a palavra que eu tô usando é o que eu quero dizer, porque conscientemente EU NÃO FAÇO IDEIA, mas em algum lugar nas profundezas do meu cérebro ele sabe que isso é certo e pronto, quando eu não tô percebendo coloca pra fora.

E isso é só uma prova de que a gente é muito mais capaz do que pensar que é.

Elyza Lex
gente, a paz durou meio tempo wtf É DOMINGO, VAMO SOSSEGAR MUNDO



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5 comentários

  1. MEU DEUS A MORTE EM SLEEPY HOLLOW NÃO ME DIGA ISSO NÃO ESTOU SABENDO LHE DAR COM ESSA INFORMAÇÃO
    *in shoks*

    Gente, eu AMEI a primeira temporada de Sleepy Hollow, mas daí que eu sou uma fã desnaturada e até hoje não assisti a segunda temporada E AGORA VOCÊ ME FALA ISSO!!! T_T


    Mas então, quanto ao texto, nem sei se vou conseguir me fazer coerente, mas... Escrever em inglês. Tem um meme muito legal que é uma pessoa que não tem o inglês como primeira língua escrevendo (tudo certinho) e um nativo (tudo abreviado, errado). A gente se preocupa demais com a gramática quando o que realmente importa, ou deveria, é o entendimento (alguém lembra daquele ótimo post sobre isso aqui no CC?). E a prática realmente leva à perfeição. Eu leio e entendo inglês até que bem, mas travo no falar e no escrever. Tenho CERTEZA que está errado, e vão me corrigir, ou perguntar o que eu queria dizer e eu vou ficar envergonhada e vou cortar o assunto e...

    Eu estou tendo uma disciplina na faculdade cuja professora, super inteligente e uma pessoa muito legal, mas como professora, me inspira tanto terror, que eu tenho medo até de responder chamada na aula. Eu não participo das aulas, não pergunto e minha meta é passar despercebida. Vai ter dois trabalhos dela pra apresentar e eu acho que vai ter rolar um acompanhamento psicológico se eu for escolhida.

    E eu me desviei do assunto, mas ó, só queria dizer que sou uma das que acompanha o CC, ou tenta né, mas gosta muito e espera que vocês fiquem por aqui mais tempo. :)

    ResponderExcluir
  2. Err, eu nem sei se você costuma responder aos comentários mas gostaria que me respondesse a este um dia, nem que por enquanto diga só um "Li tudo, estou ocupada com a frente da batalha" e dê tempo para a paz regressar antes de responder devidamente ;)

    Pode chamar-me Any, sou de Portugal. Eu nunca comentei aqui, acho, mas sou eternamente grata ao CC e especialmente aos seus posts porque eles me mostraram que é perfeitamente possível uma pessoa ser consciente e fangirl ao mesmo tempo - um feito e tanto ^^ - e porque foi graças a eles, no ano passado ou há dois anos, que eu comecei a perceber sobre lgbt+, poc e etnias, feminismo... essas coisas todas de que eu julgava que percebia, até ter noção do quanto o que eu detinha não passava de conhecimento superficial. As merdas que eu disse antes de me informar são aterradoras, e o pior é que dizia várias delas com boa intenção! Aliás, creio que isso acontece a toda a gente, até acho que já vi você escrever algures que se espanta com as coisas que afirmava antes :) Já agora, foi informando-me sobre lgbt+ que descobri que sou bi, porque dantes eu via o mundo dividido entre héteros e homosexuais, e como gostava de homens, era hétero. Nunca me passou pela cabeça que alguns sentimentos que eu tivesse tido por raparigas fossem crushes, apenas amizade... só depois de estar bem ciente dos outros tipos de sexualidade (e identidades de género) é que comecei a aperceber-me de que ficava algures entre a escala de kinsey, haha >.<

    E, enfim, eu tenho descoberto algumas coisas em comum com você, pelo que não resisti a comentar agora. Por exemplo, eu aprendi inglês também graças a um fandom: No.6 - é um anime, mangá e novels, mas o anime é uma bosta e deixa as personagens bem estereotipadas, coisas que no formato original decididamente NÃO O SÃO, e mesmo assim o anime já é um milagre porque, ei, temos um par de rapazes que se apaixonam e derrubam um governo opressor (a minha teoria é de que o Shion, que cresceu numa sociedade privilegiada, é demi, e que o Nezumi, que sobreviveu a uma chacina, é bi, e eles conhecem-se em crianças e desde então fica bem clara uma dinâmica de opostos que ajudam no desenvolvimento um do outro e OUTRO MILAGRE é que a obra não caiu na trope bury your gays. Pelo que deixo a dica. Mas, se possível, parta antes para o mangá {só pode ser lido aqui, procure os quadradinhos onde diz Chapter, claro: http://no6-manga.tumblr.com/archive} ou para as novels {ler aqui: http://9th-ave.blogspot.pt/p/no-6.html}, caso contrário achará um enredo com furos e um Shion bem meh.). Estou a falar de No.6 porque sei que é raro achar-me material bom assim, e como sei que gostou de Korra e que até encara o ship Korrasami do mesmo modo que eu, sei também que não tem problemas com animações. Já agora, se quiser dicas de livros com personagens lgbt+ (protagonistas rapazes, ambos bi), e personagens femininas fortes NÃO PELO PAPEL QUE DESEMPENHAM MAS POR SEREM RESPONSÁVEIS E VÁLIDAS ATRAVÉS DAS SUAS ESCOLHAS, indico Nightrunner series {único download que achei: https://mega.nz/#F!jdogmLbQ!PM2Q1Gk0JRXbNmd37DvgRw}. Um monte de recomendações, yup, mas ficam para um dia em que tenha tempo ou decida desafogar-se um pouco de The 100. A grande ironia é que eu, que nem tenho grande tempo para ver séries, ia começar a ver The 100 por ter boa representatividade lgbt+ quando... leio os seus spoilers de que caiu na trope típica. Oh, não a estou a culpar, fico até contente pelo spoiler porque não gostaria de estar, na inocência total, a apoiar algo que que termina de forma que me revolta. Então mesmo que eu não faça parte do fandom, teria muito gosto em partilhar algum material que ache bom sobre o que tem acontecido e porquê que é importante. Mas você já deu tantas sugestões do que fazer que eu nem sei por onde começar...

    [continua na parte 2, sorry]

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. [parte 2]

      E sim, eu sei que é importante, representatividade é cada vez mais a minha palavra favorita e, raios, depois de algo que aconteceu e mencionei NESTE POST {http://4ever-sapo.blogspot.pt/2016/03/as-consequencias-de-uma-sociedade-pouco.html#more} (parte 2 de desmistificando lgbt+ e definindo conceitos importantes), eu até escolhi esse assunto para Free Topic numa apresentação de inglês. Ainda não apresentei, mas estou convicta de que mesmo os mais ignorantes irão reter alguns conceitos, e algo que Portugal tem de bom é a sua pacatez. Exemplificando: Está a ver esses comentários de ódio ou questionamentos inoportunos que as pessoas aí dizem quando se lhes é corrigido algo? Aquelas frases bem indignadas que exalam ignorância total? Aqui pouco há disso. Se disseres a um estudante que "há mais géneros do que homem e mulher", mesmo que ele possa ficar incerto, mesmo que não se dê ao trabalho de pesquisar mais sobre o assunto, aceitará isso como verdade (claro, estou a generalizar). O que não é mau de todo, embora funcione como espada de 2 gumes, pois se ninguém estiver presente para educar os portugueses, a maioria deles fica-se por conceitos básicos e ainda se clama respeitador (eu vejo o respeito como algo muito mais profundo que a pura aceitação). Se ninguém os acordar, eles nunca serão conscientes por si só. Mas as lutas que você anda a lutar com pessoas de todos os lugares... aqui, não existem, praticamente. Eu escrevo mais coisas para alertar pessoal no brasil do que por aqui, tenho tumblrs em inglês para ensinar (e também, aprender) a "Pensar nos outros como pessoas" ;) Mas admiro muito as SUAS batalhas. Aprender inglês tão de repente, levar com ameaças dessas, e num assunto tão absurdamente importante... quase desejo ter sido parte do fandom antes para ser capaz de ajudar. Mas enfim, ajudo com outros fandoms.

      Então, é um pouco isto. Escrevi porque você merecia mais um elogio, escrevi porque me senti entendida, escrevi porque fiquei feliz sabendo que há quem lute por uma representatividade decente (afinal não sou só eu que tenho essa vontade, embora me esqueça constantemente disso em Portugal), e escrevi porque me queria aliar a você, queria que soubesse que eu existo e, sei lá, podia dizer por qual rede é mais fácil eu contactá-la, assim talvez possamos ir falando. Eu gostaria. Oh, e diga se se dispõe a ler No.6 ou Nightrunner :p Como você critica mais séries do que outros mídia, eu gostaria de me juntar à luta com livros e com animes/mangás, acho que seria uma aliança poderosa e bem mais abrangente.

      Jaa!

      Excluir
    2. pra que um dia... SE PODE SER AGORA?

      VOU USAR CAPS PORQUE ESSE COMENTÁRIO ME DEIXOU MUITO ANIMADA E EU NÃO TENHO NEM PALAVRAS PRA DESCREVER O QUÃO LEGAL FOI LER, PORQUE NUNCA NEM ESPERO NADA NOS BATDRAMAS E AÍ BOOOM ESSE COMENTÁIRO GIGANTE CHEIO DE HISTÓRIAS E COISAS QUE EU NEM SABIA!!!

      Eu nem imaginava que tinha gente de Portugal lendo o CC xD e muito legal ver opinião de pessoa de outro país sobre o assunto. fui procurar e tem um Clexa Portugal: https://twitter.com/Clexa_Portugal mas não conheço não. os legais normalmente falam com a gente ;x HUAHUAHUAHUAHA

      você me seguiu no tumblr, não foi? e me seguiu no twitter? eu tenho você no twitter? eu sou muito ruim pra essas coisas, desculpa se eu te sigo e nem sei, mas adoro ver pessoas legais na minha timeline. ENFIM

      no momento, eu não tô com vontade de ler não. eu tô muito ruim em leitura no geral. eu já tava antes, que só lia fanfic, agora então nem fanfic direito eu tô lendo. maas o no.6 nem me é estranho e com certeza já vai ficar na minha cabeça pra opção.

      e entrei no seu post e vi uma korrasami ali <3 vou salvar na minha lista de leitura.

      AH e melhor lugar mesmo é twitter @danagrint eu normalmente sou uma pessoa meio aleatória e acho que isso você talvez já tenha notado pelo que falo nos meus posts. mas vem e pode falar comigo sempre quiser <3

      "Como você critica mais séries do que outros mídia, eu gostaria de me juntar à luta com livros e com animes/mangás, acho que seria uma aliança poderosa e bem mais abrangente." isso é você falando que quer fazer parte do CC ou falando que quer se juntar me indicando? fiquei perdida

      enfim, de qualquer modo... muito obrigada <3

      esse seu comentário mostra que alguma coisa aqui tá funcioonando HAUHAUH

      Excluir
    3. Ufa, obrigada por me ter respondido, eu sei que exagerei no tamanho do comentário! ^^

      Eu nem costumava usar muito o twitter, mas acho que vou usar nem que seja para ir falando com você. O meu é @Anilyan13

      E não precisa de ter pressa para ler tudo o que eu recomendei nem nada, só saber que considerou as recomendações já é bom >.< Mas valem a pena mesmo ;)

      E bom, eu nem me importaria de colaborar no CC, embora na altura estivesse só a dizer que podíamos criar uma pequena pareceria entre os nossos blogs ou coisa assim. Mas pensando nisso, seria giro participar aqui e acrescentar uma nova dimensão (embora na mesma voltados para o lado da representatividade) ao CC, não me importava de tentar. Só não podia garantir postar com grande frequência, embora se eu tivesse de estrear até já tenha uma bela ideia preparada. Diga-se que eu fui falar de LGBT+ como tema de um trabalho de inglês e METI-ME CÁ NUMA CONFUSÃO! No meio disso tudo até praticamente gritei no meio da sala que sou bi para afirmar o meu direito de defender a comunidade (não apenas a parte que me toca), e não me arrependo.

      Mas enfim, este comentário também ficou bem aleatório >.< Agora vou mas é aprender a usar o twitter em condições...

      Excluir

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