CCSexta clássicos

Os clássicos da literatura erótica que não li

18.9.15Taiany Araújo


Olá pessoas! Esse é mais um CCSexta especial do Pornoliterário, e eu vim falar um pouquinho sobre minhas experiencias com esse gênero tão antigo e ao mesmo tempo tão novo na literatura.

Livros eróticos sempre existiram (eu acho), mas falar sobre em qualquer lugar, ver pessoas lendo nos ônibus, ter mostruários só para eles nas livrarias, isso é novo para mim. Agora estamos nós aqui mega empolgados consumindo todos esses livros eróticos que estão saindo por aí, mas esquecemos que existem os clássicos, até mesmo nacionais. Eu penso que deveria estar lendo eles porque eu gosto desse tipo de literatura, eu gosto de clássicos, amo falar sobre livros eróticos e precisaria de bagagem para isso. SÓ QUE EU NÃO CONSIGO LER ESSES LIVROS. Sério, são chatos, ou eu acho chatos.

Você pega um livro super aclamado nesse meio, por exemplo, A casa dos budas ditosos, que tem um enredo que parece mega interessante, e começa a ler. Não dá pra sair da segunda página. Pra mim falta tudo, e me faz sentir uma impostora por falar tanto de literatura erótica e nem consumir literatura erótica de fato porque convenhamos, eu to lendo um bando de romancezinhos com sexo.

Essa gif HAHAHAHAHAH

Mas eis que percebo algo que me liberta dessas amarras: EU LEIO PORQUE GOSTO, e não por nenhum senso de obrigação. Assim, só posso dizer que não li nenhum clássico erótico, e apesar de ter vontade de ler um ou outro, provavelmente se passará anos até que eu os pegue e ok. Porque em compensação, eu leio a série Irmandade da Adaga Negra e vou te contar, pra mim é um dos melhores livros nessa temática. Eu li a série Sweet da Maya Banks, e muito do que aprendi sobre BDSM foi a partir desse livro, li Meu primeiro e único amor, que apesar do nome tosco toda vida, mostrou uma história onde a mocinha sabe o que quer, vai atrás, e que apesar de virgem não significa que não saiba nada sobre sexualidade. 

E mesmo falando tudo isso, uma vozinha no fundo da minha cabeça fica dizendo que se eu não li A História do Olho, eu não sei de nada, pobre de mim. Então vocês imaginem que sou um poço de contradições, pois ao mesmo tempo em que sei que não sou obrigada a ler nada que não queira, me sinto na obrigação de ler esses livros que falam sobre sexualidade da forma mais crua possível. E poxa, Kama Sutra é Kama Sutra, morrer sem ler isso é sacanagem (e não das boas).

Meu único consolo é que estou com o livro Lolita pronto para ser lido, a parte ruim é que já fazem 4 meses e eu não consegui sair da introdução. Ao que parece, no que se refere a literatura erótica eu ainda sou um bebezinho que não sabe nem o beabá. 


Se vocês quiserem saber sobre livros que são considerados clássicos eróticos, ai estão alguns (e eu não li nenhum):

O amante de Lady Chatterley

Poucos meses depois de seu casamento, Constance Chatterley, uma garota criada numa família burguesa e liberal, vê seu marido partir rumo à guerra. O homem que ela recebe de volta está paralisado da cintura para baixo, e eles se recolhem na vasta propriedade rural dos Chatterley. Inteiramente devotado à sua carreira literária e depois aos negócios da família, Clifford vai aos poucos se distanciando da mulher. Isolada, Constance encontra companhia no guarda-caças Oliver Mellors, um ex-soldado que resolveu viver no isolamento após sucessivos fracassos amorosos. 

Delta de Vênus 

Prostitutas que satisfazem os mais estranhos desejos de seus clientes. Mulheres que se aventuram com desconhecidos para descobrir sua própria sexualidade. Triângulos amorosos e orgias. Modelos e artistas que se envolvem num misto de culto ao sexo e à beleza. Aristocratas excêntricos e homens que enlouquecem as mulheres. Estes são alguns dos personagens que habitam os contos – eróticos – de Delta de Vênus, de Anaïs Nin. Escritas no início da década de 40 sob a encomenda de um cliente misterioso, estas histórias se passam num mundo europeu-aristocrático decadente, no qual as crenças de alguns personagens são corrompidas por novas experiências sexuais e emocionais. Discípula das descobertas freudianas, Anaïs Nin aplicou nestes textos a delicadeza de estilo que lhe era característica e a pungência sexual que experimentou na sua própria vida.

Decameron

Na Toscana assolada pela peste negra em meados do século XIV, dez jovens refugiam-se nas montanhas e passam os dias de forma serena, contando histórias. Eis a moldura narrativa maior de Decameron (do grego, “dez dias”), obra-prima de Giovanni Boccaccio (1313-1375) que, junto com Dante Alighieri e Francesco Petrarca, compõe a tríade das grandes vozes do Renascimento italiano. Boccaccio, porém, não está preocupado com dimensões divinas ou religiosas: seu tema é a vida humana tal como ela se apresenta, e nas cem novelas contidas no Decameron vemos abordados todos os seus aspectos. Nas cem histórias que compõem o clássico, o autor aborda temas como infidelidade, sexo e luxúria totalmente despidos da aura divina que até então pautava a Idade Média.

O sofá

Condenado por decreto divino a reencarnar sucessivas vezes como um sofá, o narrador deste livro tem de sustentar e dar apoio, literalmente, a diversos tipos de aventuras amorosas e sexuais, presenciando cenas que vão do alegre ao trágico. De quebra, compartilha com os leitores as mais variadas histórias de sacanagem, além de desmascarar a falsa virtude, a hipocrisia, o instinto, a vaidade, a fantasia e outros tantos vícios humanos. Ele só vai encontrar a libertação quando acomodar o casal perfeito, isto é, duas pessoas verdadeiramente apaixonadas. Com este ponto de partida e uma ambientação digna de As mil e uma noites, Crébillon Fils dá estocadas de aparente imoralismo e impertinência, conduzindo a trama a um desfecho surpreendente. Mas antes de chegar até ele, o leitor vai entender uma das mais famosas máximas do autor - a de que o libertino é, antes de tudo, um impotente - e será levado a uma nova ideia de libertinagem. 


E você? Já leu algum clássico da literatura erótica?

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