CCSéries Eduardo Ferreira

Summer Season 2015: O que gostamos vs. O que não agradou

27.8.15Eduardo Ferreira



Nessa Summer Season, eu (Eduardo) não quis passar nem perto da ideia de assistir à todas as estreias. Na verdade, acho que foi a temporada em que eu menos assisti as estreias de séries e isso em parte porque não me interessei por muita coisa, mas na maior parte porque eu estou muito atrasado com todas as outras séries.

Então, eu resolvi chamar a Elilyan para fazermos esse post indicando (e não indicando) aquilo que a gente viu nessa temporada do verão americano.


Até algum tempo atrás, a Summer Season era a temporada mais fraca da TV americana e de uns tempos pra cá (estreia de Under the Dome) isso vem mudando. E, olha, eu não esperava conhecer séries tão boas nessa época como aconteceu esse ano, mas eu também não esperava que algumas séries que tinham tudo para dar certo falhassem miseravelmente. E aqui está o que nós achamos dessas estreias:

O que gostamos:

Eduardo:


UnReal é uma série que propõe algo bem diferente e muito interessante: mostrar a realidade dos bastidores de um reality show e toda a verdade por trás desses programas que na verdade não têm nada de "real".

A série acompanha a vida de Rachel, que após sofrer um colapso mental, volta a trabalhar como produtora num reality show chamado Everlasting (uma versão desses programas de juntar casais) com a função de manipular os concorrentes a fim de movimentar o show e gerar imagens polêmicas para o programa de TV.

Eu não esperava tanto da série e acabei me surpreendendo. UnReal é muito boa e eu nunca mais vou assistir à um reality show de competição com os mesmos olhos.


Humans nos apresenta a um mundo onde humanos convivem com robôs (chamados Synth). Pedaços de metal criados para imitar humanos, os synth são usados como objetos para satisfazerem os desejos de seus donos. Desde empregados à parceiros sexuais, os synth são usados como meros objetos. Mas, será que eles são só isso mesmo? Ou são eles mais humanos do que imaginam?

Essa série é incrível e tenta explorar várias situações envolvendo essa nova sociedade. A família que precisa de ajuda em casa e adquire um synth para ajudar, mas só então percebe que viver com um robô é mudar completamente sua rotina e a forma como vivem; O idoso que depois de anos vivendo com um synth que te ajuda no dia a dia percebendo que aquele mero objeto é muito mais do que isso e o tratando como parte da família; dentro outras diversas situações que focam mais em explorar as emoções humanas e essa nova forma de se relacionar.


The Astronaut Wives Club é situada na década de 60 e acompanha a vida das esposas dos astronautas que trabalham na NASA, durante o período da corrida espacial. 7 astronautas que estão competindo para se tornarem o primeiro homem a ir para o espaço.

Quando as esposas percebem que não só os maridos estão fazendo parte de algo grandioso, elas começam a fazer de tudo para se tornarem o modelo americano de uma esposa.

Num primeiro momento eu achei que essa série ia ser algo no estilo de "Donas de casas com muito drama", mas a série se provou se algo além. A série é baseada num livro homônimo. 


Apenas leia meu texto sobre a série porque é incrível demais para eu descrevê-la em poucos parágrafos. De longe A MELHOR ESTREIA DESSA TEMPORADA.

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Elilyan:



Significant Mother é tudo que não me agrada: é uma comédia! Mas surpreendentemente me apaixonei por ela. A série conta a história de Nate, dono de um restaurante em Portland, que um dia após voltar de viagem descobre que sua mãe, Lydia, está transando com seu melhor amigo e colega de quarto, Jimmy.

A premissa é tola, os atores são meia boca, mas o roteiro, mesmo cheio de clichês é dinâmico e conseguiu me fazer rir. Sem falar que a trilha sonora é excelente e os cenários e figurino são lindos. Se você não curtir o piloto tente assistir ao segundo episódio só por causa da cena com o Jimmy (Nathaniel Buzolic) sem camisa com uma enxada na mão (cena diretamente retirada da capa de algum livro da Harlequin).


Minissérie do mesmo criador de The Wire, Show Me A Hero é mais um acerto da HBO. A minissérie é magnífica ao conseguir tornar política e leis um espetáculo televisivo mais empolgante que a final da Copa do Mundo.

Ambientada nos anos 60 (gente, cansei dessa paixão pelos anos 60), a minissérie mostra como a desigualdade social e racial influencia toda uma cidade, mostrando como o sistema é falho. Show Me A Hero é baseada em um livro de não-ficção escrito por Lisa Belkin.


Pensei em indicar Sense8 (sim, a série paixão aqui do blog é filhote da summer season), mas como já falamos dela antes, resolvi escolher outra série original da Netflix: Dragões: Corrida até o Limite. Série baseada nos longas-metragens Como Treinar Seu Dragão foi uma viciante surpresa.

Nunca fui lá muito fã do Soluço e do Banguela, mas achei a série maravilhosa por justamente não focar nos protagonistas. Com a história se passando entre os cinco anos que separam os dois filmes, a série oferece um mundo de oportunidades, apresentando novos lugares, dragões e expandindo as personalidades dos personagens secundários. Como não amar o Cabeçaquente e a galinha?

O que não agradou:

Eduardo:



Adaptação da grande série de filmes Scream (Pânico no Brasil), a série se propõe a tornar a história do famoso serial killer num evento semanal, mas não faz isso muito bem.

Para começo de conversa, eu achei a série bem trash. Talvez eles tenham tentado pegar isso dos filmes, mas foram longe demais e não deu muito certo. Sem falar na narrativa terrivelmente estranha que tenta conversar com o telespectador. Não. Apenas, não.


Eu fiz questão de ver o filme antes de começar a série e não é um filme ruim. É claro que é só mais um besteirol americano com um elenco MUITO BOM, mas o filme é bom. Não é maravilhoso, mas é aquele tipo de filme que você vê para passar o tempo e se divertir.

Mas, a série não é assim...

O elenco maravilho ainda está lá. Alguns - vários- anos mais velhos, mas está lá. E o besteirol também está lá, mas o piloto não conseguiu me comprar. Faltou alguma coisa para me convencer a continuar assistindo e eu realmente me senti checando toda hora quantos minutos faltavam para terminar o episódio.

Se eu continuar vendo vai ser só por causa do elenco.

Elilyan:

Assim como o Eduardo não assisti quase nada nessa temporada, por isso não tenho nada a não indicar (talvez a segunda temporada de Vicious que está intragável).

E você, viu alguma estreia da Summer season? Diz pra gente o que achou.

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