CCAnálise CCFilmes

Deixa Rolar: um filme tão tão errado

7.5.15Dana Martins



Minha amiga foi assistir o filme Playing It Cool (Deixa Rolar no Brasil) e aí eu recebo uma mensagem assim: Eu tenho a impressão de que, depois que as ~ideias feministas~ entraram na minha vida, não consigo apreciar 90% do que a indústria cultural me oferece. To vendo uma comédia romântica com o Chris Evans e tão usando "pussy" como adjetivo pra pessoa covarde e mandando ele "man up" (virar homem). Sem contar que o personagem dele é um cara que foi cínico a vida toda e agora, porque ta gostando de uma menina, as pessoas em volta dele tão quase oferecendo troféu??? Eu to muito indignada.

Acabou que ela fez uma análise no whatsapp, discutindo filmes, séries, estereótipos LGBT+ e sexismo. Tem tanta coisa importante aqui que eu copiei e coloquei aqui. Veja abaixo!

É uma análise do filme, é óbvio que tem spoilers. 

E a menina que ele vai atrás está sendo retratada meio como uma heartless bitch (pessoa sem coração) por não querer ficar com ele em nome do amor, sentimento que o personagem do Chris não acreditava até 10 minutos atrás, e preferir ficar com um cara que oferece estabilidade a ela. Tipo: Por que a mulher teria que retribuir o sentimento dele? Ele já não se negou tantas outras vezes a dar uma chance às mulheres que vieram antes?


Também teve uma parte muito problemática em que uma personagem amiga dele, com quem ele já fez sexo, diz que não existe amizade entre homem e mulher. Tipo, que absurdo??? Por que você não pode ter amizade com pessoas do sexo que voce sente atração? E AONDE ISSO DEIXA QUEM NAO É HÉTERO? PRINCIPALMENTE QUEM É BI/PAN PORQUE, ALOOOU, POTENCIALMENTE PODE GOSTAR DE QUALQUER PESSOA?

Tem muita generalização daquelas "homens querem sexo, mulheres querem amor".

Cara, daí o amigo dele tá tipo falando que ele tem que fazer sexo com ela, porque aí ele vai conseguir saber o que sente de verdade. Se ele esquecer depois de transar é porque não foi nada. Mas tipo, a personagem que ele tá atrás já disse que não queria. Isso é perseguição, não tem nada de bonito ou legal. E daí tão naquela do cara que faz tudo pra conseguir a garota. Isso não deveria ser recompensado. E, mesmo se for amor, não sei se acho legal alguém se intrometer num relacionamento monogâmico de duas pessoas. Mesmo se elas nem se gostam mais. Tipo isso de virar amante de alguém etc e "roubar" a pessoa da outra. Isso é visto de maneira ruim, mas é meio romantizado nos filmes ao mesmo tempo? Ainda mais que, particularmente, acho que se meter entre duas pessoas que estão juntas há anos só pra testar se o que você sente é amor é tão blergg. Tipo, ele tá cagando pra vontade da menina e indo atrás dela por motivos egoístas.

Essa ideia de amor que é vendida às vezes é tão falha e contraditória.

*entrando em crise existencial por causa do filme ruim*

E pensando aqui... Geralmente esse lance de correr atrás de alguém comprometido só é bem visto quando quem ta correndo é o cara. A mulher vira logo a piranha.

DANA
E tem uma coisa: tipo, tá, em um mundo ideal você corre atrás do seu amor e às vezes a pessoa tá fugindo do que quer e você tem que tentar pra ver. Porém, no caso do homem fazer isso com a mulher reforça a ideia que ela não pode decidir o que quer pra si e ele é que decide por ela. Infelizmente, ainda precisamos consolidar a ideia de que a mulher é capaz de cuidar da própria vida. A gente precisa de mais filmes com o cara respeitando a decisão da mulher (ou assistir the 100) (O Espetacular Homem-Aranha 2 desenvolve isso, mas aí ela faz o que quer e morre e ele se sente culpado.........). 

Mas você corre atrás do seu amor tipo "olha, to aqui e posso te oferecer isso e isso. Você tem opção". Não tipo "estou forçando você a me ceder um espaço que você não quer dar".

Update do filme: a mulher foi atrás dele, transou depois dele sugerir isso e tananan. Agora a mulher não quer largar o namorado pra ficar com ele e ele tá se sentindo ultrajado.

ESSE FILME É UM DESASTRE

Só vale pelo Chris sem camisa. Tava aqui pensando... Hoje em dia eu tenho mais facilidade em "perder meu tempo" com uma série de 20 e tantos episódios de 40 minutos que com um filme de 2 horas. Parece que eu mais me decepciono com filme que me divirto.

Sem contar que eu sinto, pode ser impressão, que as séries são mais queer friendly (isso é um termo??) ["pró-LGBT+"] e acertam mais em questões delicadas que os filmes no geral. Porque parece que até quando querem acertar, fazem errado. Tipo contar história de mulheres trans usando atores homens cis vestidos com roupas de mulher e achar que tá tudo bem. Mesmo quando a intenção é teoricamente boa, na prática acaba fazendo um desserviço e espalhando mais estereótipo e estigma.


Sobre o filme: no final tem uma coisa meio interessante, a gente só descobre no fim do filme que o amigo dele é gay. Tipo, ele apresenta essa turma dele, todos escritores, e não fala muito sobre esse porque é o mais próximo dele e a gente vê muito dele durante o filme. Só que não explicitam isso, só no fim quando o personagem do Evans fala que esse amigo deveria correr atrás do carinha que ele tava afim. E esse carinha que ele tava afim aparece logo no início do filme, você vê uma conversa entre ele e o amigo gay do Chris Evans, mas parece ser nada demais. Eles falando sobre filme e tal.

Outra coisa que eu achei curiosa foi eles terem meio que colocado esse mesmo amigo pra dar um puxão de orelha no Chris Evans. Ele chega e fala sobre o egoísmo dele e de como essa história de amor não pode acontecer quando ela só é escrita e vivida por uma pessoa, fala pra ele dar espaço pra menina com aquela frase clássica do "se ama alguma coisa, deixe-a livre". (mas o personagem do Chris Evans não segue isso obviamente) 

Tipo... Acho que esse personagem gay é o que tem uns momentos de lucidez nesse filme. Mas ele é meio ridicularizado por ser romântico. 

Tava lembrando que tem um momento meio transfóbico. Esse amigo gay, falando de amor, comenta sobre uma novela coreana que ele viu. O casal tinha tido um passado problemático e guardava como segredo. Aí a mulher fala "I used to have balls" ("Eu tinha bolas") ou algo do tipo e o cara responde que também pagou pra ter um pênis. (isso tudo encenado tipo na imaginação do Chris Evans) Daí esse amigo gay que contou a história fica todo emocionado. Mas o restante fica meio "que idiota", com uma cara de quem ta julgando muito por ele se emocionar com uma historia assim.

(esse filme foi muito ruim)

-rebeca andrade

Em breve eu quero comentar por que eu achei essa análise tão importante. Tem muito o que falar ainda. -dana

TAGS: , , , , , , , , , ,

Mostre para o autor o que você achou Recomende:

MAIS CONVERSAS QUE VOCÊ VAI GOSTAR

23 comentários

  1. "Eu tenho a impressão de que, depois que as ~ideias feministas~ entraram na minha vida, não consigo apreciar 90% do que a indústria cultural me oferece."
    Eu me sinto assim SEMPRE. E até me perguntava se era a única, mesmo sabendo que não podia ser....

    Esse negócio de correr atrás de alguém comprometido, totalmente problemático. e como sua amiga falou, se é uma mulher ela já vira piranha, homem não. ¬¬ Na verdade em qualquer situação de correr atrás é meio que assim (em relações hetero). COmo se mulher não devesse correr ou tentar algo com a pessoa que gosta. Sempre tem aquelas frasinha "se dá de dificil que ele vem" "cria amor próprio" "quem tem que vir atrás é o homem"

    Eu vi o trailer desse filme e agora lendo essa análise eu me lembrei de um trecho que uma mulher pergunta algo como: "homem acha que tudo se resolve com sexo?" e todos os caras na cena respondem que sim, é outro esteriótipo péssimo e enraizado.

    Pronto fui ver o trailer outra vez, e eu descobri que na epóca eu até quis assistir, sei lá comédia romântica sempre é algo que gosto, mas aí contei umas três frases problemáticas ou mais agora. O avô dele falando que roubou a avó de um italiano "wtf?" ele jogando a aliança na areia, quem esse cara pensa que é? O que ele tava fazendo batendo no noivo dentro da igreja?

    Outra coisa, nessa parte que ele tá pulando o muro(?) e diz que ama ela e nunca amou nenhuma outra, como se ela tivesse alguma responsabilidade sobre isso. Quero dizer, você ama alguém, essa pessoa não te ama de volta, problema é teu. A pessoa não tem "culpa" disso.

    Alguém me diz que essa foto da capa, NÃO É da imaginação do personagem do Chris sobre a novela coreana.


    Ah! Isso tudo foi escrito pelo whatsapp? Meus dedos doem só de pensar kkkkkkkkkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. HUAHUAHUAHUAHUAH sim, foi no whatsapp. vou mudar as fontes do cc pra ficar igual de whatsapp, porque... ´sério, foi uma conversa tranquila, nada de textão. *passa pra colocar no blog* *fica um troço GIGANTE*

      e isso de não ser a única, eu adorei quando ela me disse, porque eu sinto muito e não sabia descrever. eu tinha medo disso atrapalhar minhas experiência, mas descobri que se o filme é bom eu gosto mesmo.

      e o seu comentário sobre a culpa, isso é muito bom. "Nunca amei ninguém, você é a minha primeira paixão" "Azar o seu. Não sou obrigada. Não to te devendo nada" acho que é a mesma lógica daquele troço de esmalte. o homem faz um gesto banal e a gente já aprende a recompensar como se fosse maravilhoso. E adoro que a minha amiga lembra de todas as outras que ele abandonou. E se elas eram apaixonadas por ele? E ele deixou pra trás?

      Isso me lembrou até de um gif que eu vou acrescentar no post.

      e... eu acho que é.

      Excluir
    2. aproveitei e coloquei o trailer também HUAHUAH

      Excluir
    3. Sobre esse lance de "atrapalhar a experiência", eu fico muito assim quando vejo que só tem gente branca e seria totalmente plausível ter pessoas negras. Participei de um processo seletivo de uma empresa, e daí passaram um vídeo institucional contando uma historinha da carreira de uma mulher na empresa, bem legal até, emocionante, mostrando a funcionária liderando projetos, subindo de cargo etc. Apareceram, sei lá, umas trinta pessoas no vídeo, TODAS brancas. Quando perguntaram se alguém tinha alguma pergunta, eu quase disse VOCÊS SÓ CONTRATAM GENTE BRANCA?

      Mas eu vivo rodando o Bechdel test em tudo também.

      Excluir
    4. eu quero (algum dia?) (acho que já escrevi, na verdade) um post falando sobre assistir os filmes assim. é como se eu tivesse sufocada(???). sério, não dá pra assistir a história aliviada. aí quando eu encontro algo que o meu sensor não entra em colapso é um amor. (the 100) (the 100) (the 100) (the legend of korra)

      Excluir
    5. Comigo não é só filme, é com série, livro, até propaganda... HAHAHAH representação feminina, gênero, etnia... Já cheguei a pontos que eu fiquei tão cansada da coisa toda. E coisas nem tão grandes, podem estragar a minha experiência com um livro todo, por exemplo.

      Falando em The 100, mesmo que eu não achava nada, eu sempre tava com meu sensor ali ligado em alguma cena que poderia vir a ter alguma má representação. Talvez na segunda eu confie mais e não fico desse jeito

      Excluir
    6. Até com grupo de gente andando na rua HUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHUAH (eu realmente faço a análise dos lugares) (existe uma segregação absurda) (outro dia tava contando na sala de aula................)

      Isso aconteceu muito quando eu li o livro The 100, acho que foi uma das piores coisas. A história tem tanta coisa legal - os pais da Clarke no livro fazem testes secretos em criança dentro de casa. A Octavia é drogada. Tem todo o lance da nave e do projeto. Mas é tudo muito mal feito e resumido ao romance da Clarke (eu adoro o romance, mas ficou muito ruim). Foi uma experiência miserável. Felizmente, a série é totalmente diferente.

      Primeira temporada: também fiquei. Tipo a Raven que é a personagem mais foda, mas fez tudo pelo amor do Finn??????????? O Bellamy com Octavia??? O que ligou seu sensor em The 100?

      Excluir
    7. (e ainda tem mais coisa) (uma pior ainda que não foi citar agora) (mas digo que: todas essas que eu citei melhoram e muito na s2)

      Excluir
    8. Olha, eu não consigo lembrar muito, porque era mais a historia de : Cenas que podem ter. Por exemplo, quando a Octavia é atingida na finale, (so lembro dessa hahahaha) eu por um momento dei uma analisada para ver se era aquela coisa de: " A mulher forte é tirada de cena na batalha final, pros mocinhos reinarem" Mas não era, ela nem era a unica forte ali. E ela tinha salvado o Bellamy E falando agora acho que ela foi tirada de lá por causa de algo que vai acontecer (vc deve saber disso, mas eu ainda to nas minhas suposições inocentes) enfim.

      eu não tenho vontade de ler o livro, gosto da série o suficiente para fazer isso, porque eu sempre entro em conflito filme/livro dira série.
      romance da Clarke e do Finn, não me toca, nem me convence. Não rola hahaha, mas no livro tem com o Wells, ne? Ou estou delirando?

      Nunca reparei que Raven poderia fazer pelo amor do Finn. Acho que ela faz, porque ama ele, e não nessa de p conquistar. E porque também ela é foda p caralho. (maior ameaça dos 100= terra firme. O que destrói terra firme= Raven HAUHAAH) sobre o Bellamy "huum...?" (formando opinião ainda).
      Mas por outro lado é a motivação (?) sempre tem isso. Abby que faz muito pelo amor a Clarke, também. Tirando o Murphy a maioria das motivação é por amor a algo? Ou será crença? (meu Deus, estou me desviando, vou escrevendo e pensando coisas novas e me perco)

      "pais da Clarke no livro fazem testes secretos em criança dentro de casa" WTF? " A Octavia é drogada" WTF?(2)

      Eu reparei A MESMA COISA na minha sala, com o grupo de meninos que são meus amigos. Dana, será que isso passa? Kkkkkkkkkkkkkk

      Excluir
    9. (acebei de comentar pelo celular e olha, não aconselho nadinha.)

      Excluir
    10. HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAH muito ruim comentar no celular. e enviar email.

      se quando tiver assistindo pensar essas coisas, compartilhe. VAI ACONTECER ALGO NO FUTURO E ACHO QUE VOCÊ VAI GOSTAR MUITO. agora sobre a Octavia... acho que é bem isso mesmo de ser tirada de lá pra levar a outro plot

      Clarke e Finn rola por umas ocisas, tipo ela ser muito séria e preocupada com tudo, então acho que ele ativa esse lado tranquilo dela. Talvez mostrar que tem alternativa e tudo pode ficar bem? Mas... prefiro até Bellarke do que isso. Felizmente, há muitas opções HUAHUAH E, sim, o Wells é o namorado dela no livro.

      (e olha, não é nem coisa tipo livro é diferente do filme no caso de The 100, são histórias diferentes mesmo)

      Então, ela vem pra Terra pelo Finn e ela quase se suicida na ponte quando vê que ele não gosta dela. A motivação dela em toda temporada é ficar com ele (por isso ela faz tudo). E eu fiquei com muito medo de que fosse só isso. E a motivação da Clarke é o pai. E a Octavia tem o irmão. COMO ASSIM TODAS AS MULHERES SÃO DEFINIDAS POR HOMENS. Mas não é isso, fica em cima do muro, mas na s2 tudo é consolidado melhor.

      Amor a algo e crença, acho que sim. E eu diria que o amor também é o que tá em jogo no Murphy. A diferença é só estar submetido a isso. Tipo, como se a força da existência dela fosse isso de uma maneira em que a mulher tá na posição de dependente/dominada. E isso se torna pior na representação da mulher, porque culturalmente nós temos essa ideia de que mulher depende de homem e não é independente, então se torna ainda mais importante mostrar mulheres que têm sua própria força independente do homem. (Faz sentido?) (isso me deu saudade dos nossos emails)

      HUAHUAH pra os wtf: como eu disse, é outra história.

      Olha, espero que não.

      Excluir
    11. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    12. Eu acho que vi você falando no twitter de Bellarke e comecei a reparar eles, mas ainda assim não shippo. Não tô shippando nada na série ainda, falando nisso. Quase shippei Lincoln e Octavia, então no próximo episódio eles tavam junto. Nem deu tempo AHAAHAHA

      Eu nunca encarei história/ jornada (?) da Raven, da Clarke ou da Octavia assim. E da Clarke até pode ser, mas das outras não consigo ver assim.

      A Raven vir para terra, sim, mas no caso da ponte, ela viu ele hesitando e decidiu ir, ela não pensava que iria estar com o virus e chegar aquelas situação na hora do vamos ver. Mas ainda dá para pensar talvez lá no fundo houvesse algo como "minha única familia tá em outra, se der merda, foda-se". Tem também a parte que ela tá para ir embora e o Bellamy manda umas reais nela, então... ainda não posso ver assim, porque ela é minha personagem preferida, (negação) kkkkkkkkkk gostava até mais antes dela torturar o Lincoln (<3). Outra coisa que me ocorreu (não tô conseguindo colocar tudo em uma ordem muito coerente, então apenas soltando aqui) quando ela chega torturando o Lincoln, porque o Finn tá morrendo (de novo pelo Finn çç) ela diz "ele é minha única familia" ou algo assim, isso deve contar. Acho que durante toda a primeira temporada ela teve medo de ficar sozinha, ela não deixou o Finn falar que transou com a Clarke, porque ela pensou que se ele falasse iria querer terminar e ela não queria perder ele (isso foi dificil de engolir) até que ela só deixa ele ir... AH DROGA!, *lembrando do que fez ela terminar de vez* foi por isso que ela foi na ponte também "você não hesitou" lembrei agora. merda. Você tá certa e eu não posso aceitar tudo isso assim...Tá, superando isso...

      Octavia: ela não começou a fazer as coisas pelo Bellamy, quando ele fica doente? Até ela tava cogitando fugir, então ela começa a ser necessária lá com os doentes, mesmo e promete pro Bellamy que vai cuidar dele. Até aí tinha a impressão que ela tava meio que só fazendo coisas e não querendo ficar presa. Fica em cima do muro, como você disse, porque de um jeito ou outro aí a motivação dela foi o Bellamy (homem) e antes disso eu nem via muito (motivação). Eu errada novamente. (vida tá dando na minha cara nesses comentários) ahahahah

      (isso jogou todas as minhas quase certezas pela janela, mas foi ótimo poder falar e ir vendo porque se não acho que não entenderia exatamente <3 <3)

      Faz sentido, sim. E tem aquela coisa de motivação de mulher ser amor ou algo romantico. Mais esteriotipos...


      Sobre emails: eram legais. MUITO. Mas eu realmente entendo agora, faz semanas que não respondo as news pelos mais diversos motivos (se a equipe tiver vendo isso, não são vocês, sou eu HAHAHAHAHAH) Mas sim, saudades deles! <3 (tá cheio de coração isso)

      (Alguém me explica porque o blogger bugou meu ultimo coment? que era meio que esse)

      Excluir
    13. HUAHUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHA eu gosto de licoln e octavia. mas segunda temporada é melhor pra ship mesmo. mas acho que o ship nem importa tanto, só na hora de escolher fanfic pra ler HAUHAUHAUH e vou parar de falar Bellarke então, porque não precisa shippar isso ;x

      Que bom que não viu assim e: segura as pontas, porque você tá mais certa do que pensa. CORRE PRA SEASON 2, FAZENDO FAVOR HUAHUAHUAHUAHUAH Quero muito ver suas impressões depois. E eu to muito feliz que você tenha pego tudo isso só com a primeira temporada (e não é só negação não)

      Sobre a Octavia: eu nem tinha pensado nesse final! Tipo, a questão dela não é nem ela ser dependente de homem, é mais que a trama dela reforça o ego do irmão protetor do Bellamy. Ou seja, ela corre no risco de virar só mais uma vítima indefesa pra fazer ponto na história do macho protetor. (E quando ela faz as coisas sozinha... faz merda e é pega pelo lincoln, que também vira um protetor)

      Mas olha, tanto a Raven quanto a Octavia, são coisas mais em cima do muro. Tipo, é como se essa possibilidade de ser uma história da garota dependente do homem fosse uma sombra ameaçando a personagem, mas ambas na s2 pulam pra o outro lado do muro e se firmam como personagens independentes.

      E SUAS ANÁLISES SÃO ÓTIMAS, HELENA. POR QUE VOCÊ NÃO FAZ MAIS?

      HUAHUAHUAHUAH é difícil, né? E ficam grandes. e tomam tempo. No caso do CC ainda ficava perdido no meio de vários e eu não me entendo com gmail. To tentando responder comentários agora #deusajude

      (não faço ideia. blogger maluco o.ó eu sempre salvo antes de enviar)

      Excluir
    14. Já vi que Clarke e Bellamy ficando junto não é algo que você gostaria kkkkkkkkk eu fico reparando os dois como lideres ali, os dois juntos dessa maneira até que funcionam, um romance acho que seria algo "iguais de mais" (?) ou talvez não, mas forçaria.

      Já foram duas noites que pensei em começar a ver a season 2, ai quando vejo são mais de dez da noite e minha consciência me lembra que acordo antes das seis da manhã ou outra coisa e acabo não vendo.... Preciso dar um jeito nisso, acho que quando acabei a primeira temp e vi que a segunda poderia tomar rumos diferentes da dinâmica que eu tava acostumada e gostava (na verdade o final da primeira começou a mudar isso) eu fiquei meio assim e decidi tirar um tempinho e não começar direto para poder acostumar (sei, que esse tempinho tá virando um tempão)

      Na história da Octavia era isso, eu tava com problemas em entender sabia que tava faltando algo e não sabia o quê, é isso o que você disse.

      <3

      Obrigada! E eu não sei em?! tirando em conversas assim, eu não faço analises escritas, às vezes vejo séries muito rápido sabe? episódio atrás de episódio e nem paro para analisar, tanto é que em the 100 na primeira temp. eu só via um ep por noite toda noite (que eu não estava morta), e tentava sempre analisar e reparar nos rumos da história que me chamavam a atenção... Enfim, uma coisa que lembre que na época do nano, lá no grupo do facebook, falamos sobre desenvolvimento de subplots e algo que reparei no episódio em que a Raven e a Clarke vão no abrigo que o Finn havia encontrado procurar a peça lá que precisam para fazer um rádio e a Raven descobre por si só as coisas, lembro que comentei com a minha amiga(sempre comentava com ela os pontos alto para mim) que era um subplot sendo desenvolvido quando eles estavam procurado algo que precisavam p fazer algo do plot principal (isso ficou confuso, mas você entendeu?)

      *Pensando em começar a escrever minhas conclusões e jogar em algum canto, porque podem ser úteis em algum momento*

      Excluir
  2. Prepara o forninho para The Duff.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. também estou com medo. eles têm a oportundiade de fazer algo bom, mas.....

      Excluir
  3. Aquele momento em que você termina de ler e pensa:
    "Não, eu não vou ver esse filme.
    Não, eu não deveria ter lido esse artigo."

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. por que não deveria ter lido o artigo? o.õ

      Excluir
    2. Eu tenho em mim muito forte essa sensação de que as impressões que temos são direcionadas. Não é gratuito, nem fortuito, per se; e daí, a primeira frase do artigo me chamou a atenção porque é aquilo contra o qual eu luto todos os dias: "Eu tenho a impressão de que, depois que as ~ideias feministas~ entraram na minha vida, não consigo apreciar 90% do que a indústria cultural me oferece." Não que eu seja feminista, porque eu tenho sérias dificuldades de ver a teoria do feminismo na prática. Na prática, o que eu vejo é misandria travestida de feminismo. Mas ok, o mundo é assim e não estou aqui pra mudar o mundo.
      Daí eu li o texto. Eu não teceria essas considerações sobre o filme, nem escreveria um artigo sobre ele - eu só o esqueceria para sempre. Fazendo um mega esforço (com auxilio do Google) consegui lembrar de um desses casos: o filme A Caixa, que sem dúvida é o pior filme que já vi na vida. Eu esqueci desse filme, só lembrei por causa desse artigo.
      Eu não faço propaganda de coisas ruins. Eu reforço as boas.
      Falando nisso, para eu ser feliz contra a transfobia, vou assistir "Para Wong Foo, obrigado por tudo!". Para relembrar valores, vou assistir "Shelter: De repente Califórnia". Para relembrar que o amor, em todas as formas, é possível, "Les Chansons d'Amour" (pelo amor de todos os Deuses lembrados e esquecidos, é o único musical que assisto no looping, sobretudo pela música As-tu dejà aimé.).
      Tem um monte de filme inclusivo que não tem a pegada ~estamos sendo subversivos e lutando contra um sistema que nos oprime zzzzzzzz~.
      Mas, tipo, é a minha visão das coisas. Reforço gera mudança.
      Vai chegar um momento que beijo gay em novela vai deixar de ser tabu só porque a Rede Globo coloca beijo gay em toda novela. Reforço.
      Mídia é isso. A gente vê tanto que passa a ser normal. Por isso, eu só vejo coisas que coadunem com a minha expectativa de NÃO viver com as diferenças. Pressupor viver com diferenças é ao meu ver uma forma de preconceito. Nós vivemos com pessoas, e amamos pessoas por suas unicidades. E quando há amor, o que os outros chamam de diferença não passa de mero detalhe.

      Ok, falei demais, e de forma MUITO pessoal. Não sou contra políticas públicas, não sou contra cotas, nem nada disso (antes que alguém prepare a lenha e a gasolina para fazer a minha fogueira). Eu sou contra reforçar aspectos de diferenciação que levem ao conflito. E é isso que vejo a misandria travestida de feminismo fazer a maior parte do tempo.

      (Dana, espero que você ainda me ame. Mas vou entender se não.)

      Excluir
    3. Uma coisa: não peça desculpa por falar demais. Ainda mais que você quis se expressar e não causar conflito. Eu agradeço pela chance de saber a sua opinião pessoal :)

      Feminismo na prática: quando eu deixo de falar que uma mulher dirige mal porque ela é mulher. Quando eu me esforço pra escrever uma personagem que tenha vontade própria e quebrar as barreiras limitadoras da representação. Quando um cara fica com duas mulheres ao mesmo tempo sem elas saberem e eu percebo que a culpa é dele, não delas. (e nem preciso brigar, etc, mas só ver a situação como ela é, em vez de jogar a culpa na outra garota) Feminismo é quando eu vejo que uma mulher ainda é mulher se ela decidir ser não ser mãe. São detalhes assim.

      Tem muita gente que leva isso pra ódio do homem e age assim, o que eu não concordo, porque eu não gosto de nenhum tipo de exclusão e nem consigo viver bem com isso. Mas não tome um movimento todo, ou ideias que você pode usar na própria vida, como o que algumas pessoas mostram. É o mesmo que culpar todos os muçulmanos por uns atentatos. Cuidado.

      E A Caixa é muito ruim mesmo... HUAHAUH Mas eu não escreveria post. Aliás, isso aqui nem era um post, era uma conversa que eu decidi compartilhar, porque é uma análise importante. Infelizmente, eu não sei se é possível deixar de lado uma realidade e focar na "perfeita", porque exclui as pessoas que não entendem. Eu acho que as duas formas são válidas. Através da análise dessas histórias, nós refletimos. Por exemplo, se os caras que fizeram esse filme tivessem visto uma análise como essa ele poderiam refletir sobre essa ideia de que a mulher é obrigada a ficar com o homem, que é tão enraizada que passa despercebida. Eu não acho que eles tenham feito por mal. Eles colocando o personagem gay, inclusive, acho que é uma tentativa deles de melhorarem. Mas eles realmente deixaram passar muitas coisas.

      Aliás, é através dessas análises que eu mesma passo a entender o que está acontecendo e pensar como fazer de uma forma melhor. E acho importante compartilhar.

      Eu já escrevi sobre esses dois tipos de representatividade:
      https://danaalone.wordpress.com/2015/04/13/como-mudar-o-mundo-atraves-da-arte/

      (apesar de que isso aqui nem é representatividade)

      E eu não entendi o que você disse a partir do final. "reforçar aspectos de diferenciação que levem ao conflito"

      Excluir
  4. Bem, depois de ler sua posição, fica fácil entender o motivo pelo qual você não entendeu o que eu coloquei ao final. É que eu consegui ler o texto pensando "putz, vai ter o comentário fatídico, vai ter".

    "Ah, claro que esse filme é ruim. Omi fazendo omice".

    Sério, nada mais execrável aos meus olhos que elevar um lado depreciando o outro. E ficou claro para mim que isso nem passou pela sua cabeça.
    Mas se passou pela minha, tenho que rever meus próprios conceitos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Definitivamente não passou e eu não faria isso. E eu não sabia que o post parecia ser isso. Obrigada por mostrar :)

      Excluir

Posts Populares

INSTAGRAM


Instagram

FALE COM A GENTE!

Nome

E-mail *

Mensagem *