25 aniversário

Chegando aos Vinte e Cinco

29.4.15Diego Matioli



Hoje é meu aniversário e isso significa um monte de coisas.

Os vinte e cinco anos sempre foi uma idade por mim muito admirada. É a idade em que você deixa de ser um jovem adulto e se torna só... Adulto. É a idade em que você está há tempo o suficiente na terra para saber que não tem nada a perder. É um quarto de século, um terço de vida com base na média de expectativa de vida brasileira e mais tempo do que o infinito de muitas Hazel Graces e Augustus Waters por aí. É o começo do fim, o fim do começo ou só um grande grande meio; dependendo do ponto de vista. É interlúdio entre as peças da orquestra da experiência humana. Na prática, não é nada demais. É só outro dia, outro ano, outra hora. Mas como a gente que dá significado para as coisas, eu escolho significar esse dia como um dia genial em que tudo ganha o direito de mudar.

Toma, ouve essa música aqui enquanto continua lendo. O post de hoje tem trilha sonora por que sim.



Crescer é não ter medo de mostrar
quem você realmente é (?!)
Eu estou bastante feliz com os meus vinte e cinco anos. E é legal pensar nisso, pois recentemente uma aluna me perguntou se ela achava que a criança que eu fui teria orgulho de quem eu sou, e essa é uma daquelas perguntas que merece uma boa resposta. Na adolescência eu pensava que aos vinte e cinco anos eu seria essa pessoa resolvida e poderosa. Independente, fora da casa dos pais, que não tem medo de falar as verdades na cara de todos, capaz de tomar a atitude que quisesse sem medo das consequências. Mas é claro, é bem fácil se imaginar assim. Na nossa cabeça todas as consequências são calculadas meticulosamente. É impossível prever a reação ao verdadeiro acaso, ou não seria acaso de verdade.

Talvez o Diego jovem não goste de saber que se tornará professor, que ainda está acima do peso, que mora com mãe. Mas ele certamente ficará feliz em saber que eu tento ser o adulto que ele nunca encontrou para guia-lo e dizer que vai ficar tudo bem. Ele iria adorar o fato de que, entre muitas adversidades, eu continuo persistindo com o sonho de ser escritor. Ele ficaria feliz em saber que por mais que eu não seja essa coisa poderosa e definitiva que eu achava que os vinte e cinco anos seriam, o Diego de hoje sabe para que lado ele vai, ele escolheu um caminho e quer continuar seguindo ele – embora ainda esteja descobrindo exatamente a que passo precisa andar para avançar satisfatoriamente sem cair pelo caminho.

O museu é o mundo
e o mundo é um moinho
Mas enfim, eu não quero escrever um texto inteiro sobre mim – mentira, eu quero sim. Sou meu assunto favorito. Eu vim aqui é contar de uma nova ideia que eu tive, uma que combina um monte de coisas. Quando minha amiga Tauana fez vinte e quatro anos, ela começou um blog. A meta era postar diariamente sobre algum aspecto primordial na vida dela. Fé, saúde, identidade, amizades, casamento. E eu gostei muito dessa ideia, mas ela não era exatamente o que eu estava procurando. Então, algum tempo atrás eu resenhei um livro chamado Minha Lista de Prioridades, que fala desse professor que pedia a seus alunos que escrevessem listas com as coisas mais importantes de suas vidas no momento. E eu descobri que isso é assustadoramente útil por um milhão de motivos. Por fim, eu tenho a mania de começar projetos no meu aniversário e falhar neles até o dia 29 de outubro. Então não podia deixar de seguir com essa tradição.

Então combinei as três coisas.

A meta é escrever textos sobre minhas prioridades, meus valores, as coisas que me definem hoje, aos vinte e cinco. O motivo para fazer isso? Bem, é uma data importante, então merece um grande registro. Eu quero lembrar dos meus vinte e cinco anos de uma forma diferente da que lembro dos vinte ou dos dezessete. Quero criar algo esse ano. Então escreverei quem eu sou com essa idade. E daí, quem sabe, no futuro eu repita o processo se chegar aos cinquenta, só para ver o quanto de mim mudou. Quantos textos serão? 100. Porque é um número bonito, redondo e grande demais para eu ser capaz de cumprir – uma das coisas mais importantes para se falhar em projetos é criar expectativas altas demais.

Aos 25 anos eu já conheci esse lugar mágico.
Brincadeiras à parte, eu espero escrever uma centena de textos, mas não prometo nada. Minha vida aos vinte e cinco não é das mais fáceis. Decidi que farei o melhor possível, mas que, no final das contas, o que eu conseguir registrar nesses 365 dias que me aguardam, seja muito ou pouco, será de inestimável valia. Não quero me pressionar demais.

E onde eu farei esse projeto? Seria inviável eu ocupar tanto da agenda do ConversaCult para tal, então eu vou usar meu próprio blog pessoal (sim, eu tenho um blog pessoal. Ele não serve pra muita coisa). Fica aqui então o convite para todos vocês que quiserem acompanhar essa minha nova aventura bloguistica, é só clicar aqui.

Espero que gostem.

BÔNUS: OUTRAS IMAGENS QUE ME REPRESENTAM QUE EU QUERIA POR NO POST E NÃO CONSEGUI MAS VOU POR MESMO ASSIM.






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7 comentários

  1. Feliz Aniversário Diego!! ~~confetes para você~~
    Que os vinte e cinco sejam incríveis! é meio estranho, mas fico contente que você tenha escolhido esse seu caminho e queira continuar por ele. Espero que tenha aproveitado o dia, feito coisas e sido awesone! <3

    Como eu também adoro falar de mim (hahahha), lendo esse texto percebi que eu ainda tenho essa imagem de que aos 25 vou ser aquela Helena bem resolvida, decidia e poderosa, e isso ao mesmo tempo que tenho a sensação de que a gente sempre vai tá meio perdido na vida... vai entender.

    Agora vou lá ler seu primeiro texto do projeto, porque sei que vou falhar em ler os outros, mas comecemos com o pé direito hahaha

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    1. por acaso ontem eu tava falando sobre idade e uma das coisas que eu percebi que entre ter uns 17 e uns 20 e pouco parece que a única coisa que muda é que quando é mais novo você pensa que vai ser bem resolvido com essa idade, enquanto com essa idade você já não sabe mais se alguma coisa se resolve(?)

      espero que você seja uma Helena bem resolvida, decidida e poderosa e aí me ensine isso HUAHUAHUHA

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    2. OBRIGADO, HELENA <3 <3 <3

      E sei lá, acho que ter essa imagem faz parte do processo. É que nem a Dana falou, eu também acho muito isso: amadurecer tem muito haver com reconhecer que você não sabe de nada. Hoje eu tenho ciencia de que, sei lá, aos trinta, quarenta, sei lá que idade, eu vou olhar pro Diego de 25 e falar: pffft, ele não faz nem ideia. E isso é muito libertador, mas também leva a gente a perceber que a vida e as escolhas são tipo, bem mais complicadas do que a gente pensa. Não tem resposta certa. Só tem decisões com as quais podemos lidar ou não.

      Enfim, espero que leia os outros se conseguir lembrar. Tentarei manter a coisa atualizada com frequencia!

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  2. Diego, feliz aniversário.
    Eu escrevi essa carta para mim.
    Que ela sirva para você.
    http://blogdas30pessoas.blogspot.com.br/2014/03/de-mim-pra-mim-ou-dez-anos-ensinam.html

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    1. Adorei a carta! Muito bom mesmo. Especialmente a coisa da cantada virtual D:

      Muito obrigado pelo comentário, Emanuel!

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  3. Deu medo de chegar aos 25 agora hsuhsuehs eu pensei que com 23 eu fosse uma pessoa resolvida, e há apenas dois anos dos 25 não tô nem perto rsrssr. Parabéns! Seguindo seu blog!

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    1. 23 foi o ano em que rolou um BOOOM na minha vida que tudo o que eu achava que sabia desmoronou e caiu. Tô até agora tentando reorganizar as coisas depois daquilo. Talvez 23 tenha sido a idade mais intensa de toda a minha vida (morte do meu pai, problema de saúde que vai me acompanhar pelo resto da vida surgiu e me deixou de cama por seis meses, participei do nascimento do Clube de Escrita e entrei no ConversaCult!).

      Dito isso, eu acho que a gente nunca realmente vai ser resolvido completamente. Se fosse, seria como se não tivéssemos nada pra aprender. O lance é aprender a lidar com as adversidades dessa vida zuera que fica dando pescotapa na gente.

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