a lenda de korra air

Fui forçado a assistir The Legend of Korra. Agora, vamos às considerações...

22.1.15João Pedro Gomes


Cá estou eu, neste bloco de notas pelado, escrevendo sobre The Legend of Korra. ISSO É TÃO BIZARRO. 

É tudo culpa da Dana. Vocês acham que ela é toda meiga e gentil? Péeeem. Errado. Por trás dos panos, ela é uma pessoa baixa. Ela joga sujo. Ela não sabe sofrer sozinha com as coisas, precisa fazer os outros sofrerem também. E ELA ME OBRIGOU A ASSISTIR KORRA. Eu nem queria. ELA ME FORÇOU. Agora eu, sozinho neste post, venho falar sobre a tortura que sofri com o livro 1 dessa série que nem sei o que é direto E JÁ ESTOU SOFRENDO, EU - *calm down*. 

Clica aqui embaixo pra ver no que deu essa história que eu estou sem condições de pedir isso de uma forma legal hoje. 


Nem sei porque estou escrevendo esse texto, na verdade. Korra acabou há pouco tempo, tá todo mundo nesse tipo de estresse pós-traumático com o final (por quê? Eu ainda não sei. SEM SPOILERS, POR FAVOR) e, bom, eu sou o novato da turma. Devia guardar só pra mim os feelings por ter demorado tanto pra assistir, né? Na verdade, era o que eu planejava fazer. Assisti o Livro 1 quase inteiro sem falar pra Dana, não queria dar esse gostinho pra ela. E foi fácil fazer isso: ficava melhor a cada episódio e eu nem conseguia parar. Até que, PLOT TURN, o último episódio do link que ela me passou pra assistir tava com a qualidade mais ruim que já vi na vida. Obviamente, fui xingar muito no facebook. 

Xinguei mesmo porque eu sou desses

Além do mais, já tem tanto post sobre Korra aqui que nem sei pra que esse vai servir. Porém, MAIS UMA VEZ, a Dana está me forçando a fazer as coisas. Então, diretamente do meu cativeiro, aqui vão meus pensamentos não tão coerentes assim sobre a série, e as tentativas de explicar por que eu fiquei tão... explosivo, louco, fora de mim e tudo mais quando acabei a primeira temporada.

Bom, deixa eu falar que minha relação com isso aí de Korra não era muito positiva antes de eu começar a assistir*: era um tanto de gente surtando aparentemente sem motivo, era referência que eu não captava porque não tinha visto, era Dana fazendo um post sobre a série por dia... acabou que eu fiquei com um daqueles ódiozinhos gratuitos que a gente ganha sem querer das coisas que todos amam, e nós, não. Esse ódio foi tão persistente que eu até me afastei de tudo que tinha Korra no meio e continuei com minha vidinha monótona.

*Mentira, não era antes de eu entrar pra equipe do CC, porque acabei de encontrar um comentário antigo meu no texto de Iniciação que a Dana fez onde eu estou super animado pra assistir (e ainda mandei abraços duas vezes D:). Vamos fingir que isso nunca existiu.

Mas o acaso não ajudou. Começou a aparecer gif legal de tudo quanto é canto, bateu aquela saudade de Naruto (tem um estilo meio parecido, ao menos nas imagens), Diego e Dana começaram a me classificar em dobrador de coisas que eu não entendia, a Dana começou a me pressionar com links prontinhos pra assistir... e eu queria fazer uma coisa legal pra ela, que parecia não estar nos melhores dias um tempo atrás. Bom, acabei cedendo. Acabei cedendo E FOI::::::: INCRÍVEL.

No começo, meu estado de euforia não permitia que eu pensasse racionalmente em nada, apenas sentisse as coisas com todo o ânimo do meu ser. A primeira cena com a Korra é TÃO engraçada. Eu saltitei na cadeira. Essa menina é daquele tipo meio cabeça dura, que você sabe que vai amar sentir ódio (ou vice-versa) a cada burrada que faz. E a dubladora consegue fazer uma voz tão legal e determinada pra ela que... não sei. É um tipo de voz sincera, daquelas em que você não consegue nem pensar em duvidar de cada palavra. (Sim, eu fiz uma análise profundamente supérflua DA VOZ da personagem).

Uma bebê com o umbiguinho saltado lutando: vale só por essa cena

Eu tinha quase nenhuma noção de como Avatar funciona, e a introdução que eles fazem no piloto consegue ser e não ser confusa ao mesmo tempo. No começo, você só sabe que a Korra é o novo Avatar, que ela precisa dominar a dobra dos quatro elementos e que falta um pra ela conseguir. Ah, e que ela tá destinada a trazer equilíbrio pro mundo. Pronto, acabou, você se vira pra entender o resto (aka gente dobrando umas coisas estranhas, umas referências de pessoas que você aparentemente deveria conhecer, mas não tem nem ideia de quem seja, etc.). Só que, ao mesmo tempo, você não precisa entender em detalhes como as coisas funcionam. Elas apenas acontecem, e você, mais do que entender, sente tudo que a trama principal transmite. Você sente a personalidade única de cada personagem fluindo. Você sente a frustração da Korra quando as coisas dão errado e o medo quando ela faz coisa errada e coloca todo mundo em perigo. Você sente que aquele ambiente está todo errado e que o vilão que aparece em panfletinhos é uma ameaça muito maior do que aparenta... Resumindo: VOCÊ TÁ SENTINDO TUDO. Você sente. Isso que importa. (Ah, e a trilha sonora chega a ser covarde nesse ponto. Ela não poupa intensidade pra te envolver mais ainda na coisa toda e te dar mini-infartos). 

E saber a explicação de como as coisas acontecem é apenas um detalhes, porque o mais forte dessa primeira temporada é a ambientação. O local onde passa a história, Republic City.... Eu não gosto nem de lembrar. Só acontece coisa ruim lá. Coisa ruim de verdade. Roubos, corrupção, guerra civil, antagonistas à la Hitler, ameaças de genocídio, destruição em massa... A cada capítulo, a cada descoberta, a cada acontecimento, você descobre junto com Korra que não há lugar nenhum seguro, que não dá pra confiar direito em ninguém, e, quando dá, a pessoa faz o favor de virar a casaca, ser capturada ou coisa pior. Tudo, menos ajudar. E ela, sem dominar totalmente suas habilidades, sendo atormentada pelo governo e pressionada pela imprensa a dar declarações públicas duvidosas, fica nessa luta interna de ter que... ser o Avatar. Trazer equilíbrio para a cidade. Só que lutar pelo que é certo no meio de uma guerra onde os dois lados estão "errados"... É TENSO.

Não tá fácil pra ninguém

Foi a partir dessa situação tão precária da cidade onde a história acontece que eu comecei a estabilizar minha visão sobre Korra e entender por que a história é tão boa. Acho que a importância de mostrar toda essa merda em que tá a Republic City é ensinar o quão perigoso pode ser seguir uma ideologia. Os dois vilões principais representam as duas faces revoltosas da cidade: as pessoas comuns, indignadas com o sistema opressor de governo, e os dobradores, que se sentem ameaçados com a hostilidade do povo e temem perder sua posição local. Parece um conflito justificável, a princípio, já que os dois lados têm motivações e interesses a serem defendidos. Mas nenhum deles sabe como se defender de forma coerente. Pelo contrário: um busca instalar uma ditadura e tomar posse da cidade, enquanto outro pretende devolver na mesma moeda, punindo todos os que não forem seus aliados, sem exceção. Assim, ao usarem de opressão, violência, extermínio e todo tipo de arma suja para ganhar mais espaço, os dois lados do conflito perdem a razão.

Que cidade maravilho-

É até engraçado porque essa questão ideológica se aplica tanto aos dias atuais. Dias em que você não pode expressar sua opinião sobre questões polêmicas sem levar uma pedrada na cara ou ser atacado com olhares feios ou palavras hostis. Esse foi o primeiro ano em que votei e me envolvi mais ativamente com política, e agora entendo o quão difícil é se manter de pé no meio desse turbilhão de posicionamentos em que a sociedade se encontra. Defender opinião é uma coisa complicada, que pode fazer você se afastar de pessoas que gosta e, às vezes, se afastar até de si mesmo. E isso fez com que eu me identificasse ainda mais com a Korra, uma pessoa que descobre um mundo totalmente novo, mas que não tem nem ideia do quão perigoso e difícil de lidar ele pode ser. Enquanto aprendia a lidar com seus próprios problemas, Korra me ensinava a me manter verdadeiro a meus princípios e lutar pelo que é certo, por mais que os outros tentem me convencer do contrário.

(Só acho que, nas próximas eleições, em vez das propagandas eleitorais, deviam transmitir a primeira temporada dessa série em rede nacional. Melhor do que ver os candidatos usando tanto tempo só pra atacar uns aos outros em vez de propagar algo realmente bom. Se você reparar bem, é exatamente isso que os vilões de The Legend of Korra fazem). 

Enfim. Aos trancos e barrancos, Korra conquistou meu coração. Sabe o que é pior? Terminar de assistir na maior adrenalina, correr pra amiguinha pra dizer o quanto amou tudo e receber um "a primeira temporada é tão fraca"* como resposta. É claro que me senti uma criança tola, feliz com um brinquedinho de plástico barato. Eu falo pra vocês, a Dana não é quem parece ser. Mas, quer saber? Tudo bem o que ela disse. Porque, sendo a pior temporada ou não, o livro 1 de Korra mexeu comigo de um jeito que eu não esperava. E eu estou extremamente ansioso para sentir isso de novo.

*realmente, o desenvolvimento do romance aqui chega a dar sono.

Continue ligado para as próximas aventuras!


P.S.: Eu poderia falar de mais tanta coisa aqui. Sobre como o torneio pro-bending é legal, sobre como o steampunk na série é legal, sobre como cada um dos personagens é incrível a seu modo... mas já falei demais e já tem posts sobre isso em todo canto deste blog. É só consultar nosso arquivo da série :)

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4 comentários

  1. AMEI TANTO ESSE POST OMG KFMHASDUIOGCHEUIFTR UM DIA AINDA VOU ESCREVER UMA CARTA DE AGRADECIMENTO À DANA POR TER INSISTIDO FALANDO PRA EU VER ESSA SÉRIE. ELA É TÃO VAHSCIDUGHASMIOGHAISDUBFHOASJIDFESGU

    O book 2 (terminei de ver ontem) explica mais as coisas; mas achei o 1 BEM MAIS EMPOLGANTE E SURTANTE E ETC.

    E essa série é tão <3 que nem precisava de romance algum.

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    Respostas
    1. Anna!!! Tô na metade do livro 2 agora e tá meio decepcionante. Não tô gostando do que os personagens tão virando, não. E eu fiquei ansioso pelo que viria depois do fim do primeiro, porque dava pra fazer praticamente qualquer coisa, mas essa trama atual.... Nhé. Ainda não me pegou. As coisas tão meio... perdidas (?). Parece que o romance, que eu tento fortemente ignorar, tá sendo o mais emocionante de agora. Mas a coisa da purificação dos espíritos (não sei bem o nome, haha) realmente me empolga, ansioso pra ver mais daquilo.

      Enfim, espero que melhore x: Vou tentar fazer um post quando acabar, então lembra de passar aqui pra gente conversar \o/

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  2. Eu tô assistindo a primeira temporada (também por causa da Dana. COMO A GENTE DEIXA ELA FAZER ISSO COM A GENTE?) e gostando muito. Eu não gosto de fantasia e, como vc meio que citou, estava com Naruto na cabeça quando fui dar uma olhada descompromissada no piloto de Korra (Aquelas lutas de Naruto: zZZzZzZZZZ). Me surpreendi muito. Os personagens são tão bem construídos! E as lutas são tão BONITAS! E o pro-bending é tão legal (Substituiu o quadribol no posto de jogo mais legal da ficção)!

    O que eu mais estou gostando é que Korra está me ajudando a praticar meu inglês. Primeira série que vejo sem legendas <3

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    Respostas
    1. Eu gostava das lutas de Naruto (aquela da Chyio e Sakura vs. Sasori NUNCA ESQUECEREI), só que demoravam episódios demaaaaais pra concluir. Foi até por isso que eu abandonei.

      Também adoro a construção de personagens, as motivações, tudo. Só o romance que me brocha mesmo. Principalmente quando envolve a Korra, parece que a relação surge do nada e meio que sem motivação (?) Sei lá, só não me convence. E agora que eu fui pensar e, NOSSA, talvez eu também esteja quase gostando mais de pro-bending do que quadribol. QUASE. :B

      E Korra também é minha primeira série sem legendas! (acho que já disse no post também, HAHAHA). Vou desistir de acorrentar a Dana só por isso.

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