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Indicação: The Strain

2.12.14Eduardo Ferreira


E se por alguma razão alguém escrevesse uma história sobre vampiros só que dessa vez nenhum deles sendo o mocinho da parada? E se alguém escrevesse uma história onde os vampiros são quase como Zumbis e que quando transformados a primeira coisa que eles pensam em fazer é ir atrás de quem amam?

Esse é um post sobre The Strain e sobre como ela está muito longe do clichê de história de vampiros.

Um avião com mais de 200 pessoas pousa em Nova York e todas a bordo morrem sem nenhum sinal de violência ou qualquer coisa do tipo. Um grupo de médicos do Centro de Controle de Doenças liderado pelo Dr. Ephraim Goodweather (imagina se ele apresentasse a previsão do tempo!) é chamado para investigar o que parece ter sido um evento epidemiológico.


Pois é, parece...

Nenhum deles entende o porquê dessas pessoas estarem aparentemente mortas e acreditam que a morte desses passageiros tenha sido causada por um parasita. A única pista que eles têm é um caixão cheio de terra e um velho sobrevivente do holocausto que sabe muito mais do que aparenta.

Em The Strain o vampirismo é uma mistura de epidemia com o sobrenatural que funciona na trama como uma arma biológica. Espalhado por uma minhoquinha que só faz o favor de aparecer em cenas nojentas, os humanos transformados se tornam vampiros bem stranhões (tá bom, parei com as piadinhas de tio).



O melhor jeito de explicar é: Uma mistura de Zumbies de Resident Evil (o parasitismo em si) com Vampiros de qualquer lugar que você os vê. Porque vampiros são sempre vampiros. (Não eles não brilham).

A transformação é diferente de qualquer coisa que eu já vi/li sobre vampiros. É como uma doença, a pessoa vai ficando pálida e sensível ao sol, mas ainda consciente do que está fazendo. O segundo estágio é quase uma zumbificação. Os transformados não falam, e são movidos puramente por amor. Saem a procura de quem amam e sugam seu sangue até a morte.

Esse segundo estágio é uma das coisas que mais me fizeram gostar da história. A carga emotiva da série é elevada por causa disso. Imagina sua mãe sendo transformada e a única coisa que ela quer é tomar o seu sangue.



O terceiro estágio, a pessoa já está lúcida (ou quase isso) e certas partes do corpo começam a cair: o nariz, o cabelo, as genitais (sim eles ficam parecendo bonecas Barbie)

Na história, os vampiros são chamados de Strigoi, o que, para quem já perdeu horas e horas na internet pesquisando sobre o assunto, não é novidade já que o termo é bastante antigo e faz parte da mitologia Romena.

E os vilões não são apenas os Strigoi. A verdade é que foi realmente um ataque orquestrado por um ricaço que está prestes a morrer e que em troca da vida eterna é obrigado, pelo The Master, a espalhar o vampirismo por toda a cidade de NY sem deixar que nenhuma informação vaze. Os canais de TV e internet são desligados e a cidade é tomada pelo caos.

The Master e esses efeitos especiais incríveis.

Como toda série apocalíptica sempre tem a formação de um grupo, The Strain não foge à regra, mas consegue elevar a outro nível, fazendo o encontro dessas personagens ser bem mais dinâmico e real do que nós costumamos ver por ai. E é um grupo que num primeiro momento pareceria completamente disfuncional, mas que funciona muito bem.

Por que sempre tem a criança burra que você não vê a hora de morrer?

A diferença de The Strain com as outras séries e filmes do tipo, é que vemos a infestação acontecer. As pessoas negando que tem algo errado, o governo tentando esconder o que está acontecendo e as pessoas tentando seguir com suas vidas. E é isso que torna tudo mais real.

Outra parte importante da série é que ela consegue mostrar muito bem o que impulsiona cada personagem a continuar sobrevivendo. Mas, a série não é somente sobrevivência, mas também sobre os humanos lutando contra os vampiros com a esperança de que conseguirão vencer e eles poderão retomar suas vidas normais. (Falando assim fica parecendo que é The Walking Dead)

The Strain é baseado na obra homônima (Noturno no Brasil) de Guillermo Del Toro e Chuck Hogan, e faz parte da Trilogia da Escuridão. Os três livros já foram lançados no Brasil pela editora Rocco.

Vendendo um rim pra comprar essa trilogia =X

A série é escrita e dirigida pelos criadores do livro e chega ao Brasil em Janeiro pelo canal FX. A Box da primeira temporada está programada para lançamento em junho de 2015. Mas, você pode ver o trailer da primeira temporada aqui:


 Agora eu te pergunto, ainda acha que os vampiros estão saturados? Acha que ainda tem espaço para mais histórias sobre eles?

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1 comentários

  1. Enquanto eu lia o post, eu pensava: mas gente, isso não é um livro? Daí lá no final, bingo!, é a adaptação de Noturno. Lembro vagamente de terem comentado sobre a série de tv, mas acabei esquecendo, já que li apenas o primeiro livro.
    Até gostei quando li, tenho o segundo livro, mas quando fui lê-lo, descobri que não lembrava mais da história e acabei desistindo de acompanhar.

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