Adriana Araujo CCdiário

Diário de bordo: minha primeira viagem

7.12.14Adriana Araujo


Oi, gente! Hoje vou falar pra vocês sobre uma experiência incrível: minha primeira viagem! Quem leu meu post de apresentação viu que um dos tópicos era sobre a minha vontade irracional de fazer uma viagem. Coloquei os planos em prática e o resultado foi um dos fins de semana mais legais da vida!


O destino
Fui viajar com uma amiga que também nunca tinha viajado e obviamente tínhamos muitos destinos em mente. Depois de pensar em muitos lugares, uma conhecida nos deu a dica sobre Natal (RN), e inexperientes que éramos, nos agarramos a indicação de alguém que tinha ido e gostado e batemos o martelo: Natal seria o destino. 

Uma ótima decisão, observem

O voo de avião
Não resisti a esse clique
Apesar de ser a primeira vez que voaria de avião em nenhum momento isso foi uma grande preocupação pra mim. O fato de sairmos do Rio com tempo ruim me deixou meio receosa, mas nada demais. Estava mais curiosa do que com medo propriamente dito. E falar pra vocês: não achei nenhum bicho de cabeças. Foi uma sensação diferente, mas nada assustador. E não faz frio -q. Na ida passamos por uma turbulência e eu que estava semi cochilando tomei um pequeno susto. Pensei que o avião estava caindo rs. Mas tirando isso foi tudo ok e eu gostei bastante de voar de avião.

O hostel
Ficamos hospedadas num hostel mega legal de construção e decoração medieval. Foi uma das dicas da menina e não poderia ter sido melhor. Quando reservamos ficamos com certo receio porque o quarto era coletivo (mais ace$$ível) e às vezes você pode encontrar gente não tão legal nessas situações e isso virar um estresse. Mas tivemos muita sorte e nossas companheiras de quarto eram três senhoras fofas, sendo um delas ídola da vida porque estava viajando sozinha. E gente que viaja sozinha é só amor. Um dos meus medos era não gostar da hospedagem, me sentir estranha dormindo num lugar desconhecido, mas me senti em casa desde que botamos os pés no lugar, que tinha um espaço de convivência cheio e redes e redes também são só amor.

Imagina acordar nesse cenário de Game of Thrones

Os passeios de buggy (com muita emoção, por favor)
Natal é uma cidade muito dinâmica no quesito turismo porque para conhecer os lugares você contrata passeios de buggy que num dia te mostram uma região “inteira”. Pegamos os dois passeios mais tradicionais, já que só tínhamos dois dias. Os passeios foram incríveis, passamos por lugares realmente lindos e ainda tive a oportunidade de viver uma grande aventura, já que o passeio pelas dunas foi bem radical, feito com  muita emoção. O buggy só faltou virar de cabeça pra baixo. Na hora da adrenalina louca eu só lembrava desse vídeo. HAHAHAHAHAHAHAHA.

                                 

Aqui nessa parte entra mais uma vez o quesito sorte grande. Nosso bugueiro era ótimo, divertido e engraçado. E isso faz muita diferença porque o cara funciona como um verdadeiro guia, contando histórias do lugar, e até dando dicas. Um menino com que dividimos o buggy no segundo dia nos contou que quase desistiu do passeio porque no dia anterior ele tinha passeado com outro bugueiro totalmente comercial. Já abusando da sorte, ficamos com o mesmo bugueiro nos dois dias. 

Outra coisa que demos muita sorte foi na companhia dos passeios, já que o buggy era pra quatro pessoas e se quiséssemos fazer o passeio sozinhas pagaríamos muito mais. Nos dois dias dividimos com gente legal, que não empacava nada, topava as mesmas coisas, e que também queriam passeios com emoção, ou se não queriam antes, na hora toparam totalmente de boa (por livre e espontânea pressão da minha parte que já chegava falando que queria emoção haha).

A profunda depressão pós-viagem
No passeio do segundo dia, nosso último, minha amiga me perguntou se eu pudesse ficar mais se eu eu ficaria. Eu disse que sim, e ela que não, que já estava satisfeita e sentindo falta de casa. Quando fomos embora me senti totalmente depressiva. Vim embora com um aperto no coração, me recusando a acreditar que tinha acabado. Quando pousamos no Rio e o piloto nos deu as boas vindas, tive que me segurar pra não fazer um escândalo e mandá-lo voltar. 

Era exatamente isso que eu queria fazer. "Pode dar meia volta nessa merda de avião. Volta agora!"

Foi tudo uma convergência de coisas boas que, infelizmente, casaram com pouco tempo. Natal roubou meu coração e merecia pelo menos quatro dias. Fiquei com a sensação de que deixei de conhecer muita coisa e isso me deixou numa bad. 

Fico pensando se toda vez que eu viajar ficarei nessa depressão eterna até a próxima partida, ou se a coisa foi com essa viagem, que teve uma conotação especial por ser a primeira e por ter sido tão rápida. Mas essa é uma resposta que só terei quando botar o pé na estrada de novo. (Oremos pra que não demore muito).


O que descobri sobre mim viajando
Aprendi que posso ser uma pessoa muito melhor e mais tolerante se eu me esforçar pra isso. Normalmente me chateio e me estresso fácil e durante a viagem eu apenas relaxei e mesmo quando aconteceram coisas chatas não deixei que me abalassem. Pra mim estava tudo bom. Tudo estava ótimo. Tanto que eu voltei nesse ritmo. Tinha um trabalho mega chato pra entregar logo que voltei e o fiz numa boa, aproveitando totalmente o clima. Mas agora já to voltando ao meu normal. (Sinal de que já preciso viajar again).

Eu sendo normal

Costumo ser também mais fechada e eu queria conhecer pessoas, ouvir suas histórias, principalmente daqueles que estão há tempos na estrada. E foi ótimo me abrir pra isso porque realmente conheci gente muito legal, principalmente as mulheres ídolas, que viajando sozinhas, me deram, sem saber, mais força pra colocar a ideia em prática um dia. 

Descobri também que sou mais desapegada de família e casa do que imaginava. Claro que foi uma viagem bem curta e só vou poder avaliar realmente o tamanho do meu desapego quando fizer uma viagem maior (e se for alone vou poder avaliar melhor ainda). Mas em comparação a minha amiga que já tava sentindo saudades, eu estava totalmente à vontade e topava mais uns dias numa boa, na realidade eu precisava de mais uns dias -q.

Aprendi também, principalmente, que o mundo deve ser visto. Conhecer lugares e pessoas é uma necessidade. Isso muda sua vida, sua forma de pensar. Nesse processo de pré-viagem descobri muitos blogs legais e num deles, não lembro qual, uma menina falava que era uma cidadã do mundo. Acho que a maior descoberta que farei nos próximos anos é que também sou uma "cidadã do mundo", porque mesmo com um mundo inteirinho pela frente, em apenas uma experiência eu já me sinto assim.

Mas a maior lição que eu tirei de tudo foi essa aqui ó:




-Adriana Araujo




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1 comentários

  1. Eu invejo um pouco gente que gosta de viajar para conhecer lugares, porque o mundo é cheio deles. Quer dizer, nem precisa ser o mundo, o BRASIL é cheio de lugares legais para conhecer. Mas não me interesso por "belas paisagens", "vistas incríveis", "comidas típicas", logo, não curto muito viajar com essa motivação. Porém, aprecio muito experiências. Primeira viagem! Avião! Hostel! Pessoas! BUGGY!

    Acho que a única coisa na vida que me faz sair de casa para conhecer lugares é que eu sou amigo de pessoas que gostam de lugares, e, por elas, eu vou passear em qualquer lugar, mesmo que seja na esquina da minha casa.

    Essa frase na placa <3

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