a culpa é das estrelas acede

Pequenos Infinitos. Eu assisti à sessão especial de A Culpa é das Estrelas e foi...

11.5.14Diego Matioli


Em menos de um mês estreia “A Culpa é das Estrelas”, mas a Fox Films organizou um presente para os fãs: a exibição exclusiva “Pequenos Infinitos”, acontecendo um mês antes do lançamento em apenas uma dúzia de cidades. Ontem, dia 10 de Maio, felizardos do mundo todo puderam ser os primeiros de seus países a assistir ao filme. Graças a Intrínseca, que ofereceu ingressos aos blogs parceiros, eu pude fazer parte deste sortudo grupo e agora estou aqui para contar para vocês um pouco mais desta história emocionante – em mais sentidos do que vocês podem imaginar.

Vem que eu vou tentar fazer minhas estrelas virarem constelações pra explicar como foi.

Antes de falar do evento em si, eu quero contar como eu escolhi minha acompanhante e essa história começa no dia 23 de Abril de 2013. Neste dia, meu pai morreu. Uma semana depois, 29 de Abril, foi meu aniversário e mais uma semana depois, 7 de Maio, o aniversário da minha prima. Não foram as comemorações mais felizes da minha vida, mas é da família que você precisa em horas como essa. Estava decidido a dar um livro para minha prima naquele ano, já que me aliei a sua mãe numa campanha para lhe desenvolver o hábito da leitura. E enquanto explorava as estantes, um comentário que eu ouvi ficava na minha mente. Alguém tinha me dito como era impressionante que minha prima, tão nova, já tivesse perdido tantos parentes. De fato, ela já perdera o avô e alguns tios, incluindo meu pai. E isso me deixou aflito.

eu e minha prima esperando a sessão começar <3

É claro que eu, naquele momento, sabia como ninguém o peso que a morte tem em nossas vidas. É algo assustador para qualquer um, quem dirá para uma menina de quatorze anos. Eu queria ajudá-la a passar por aquilo de alguma forma, e não podia pensar em jeito melhor de fazer isso do que através da literatura. Por mais que fosse jovem, eu precisava de uma obra que lhe trouxesse uma nova visão sobre a morte, além de lembra-la da importância do momento presente – e tinha de ser escrita por um autor que sabe como prender a atenção, ou talvez ela acabasse não lendo. É obvio, pelo contexto do post, mas vou falar assim mesmo: na festa de aniversário dela do ano passado, dia 11 de Maio, eu lhe presenteei com um exemplar de “A Culpa é Das Estrelas”.

MANHÊ, DA PRA ME VER NA FOTO OFICIAL QUE A INTRÍNSECA POSTOU! (bem pequenininho, rs)

Mesmo com 9 anos de diferença entre nós, isso nos uniu. Livros são nosso lance e nossa relação cresceu daí. O afeto que tenho por ela é inenarrável. Ela leu o livro com calma, mas muita atenção. Se apaixonou, como não podia deixar de ser, e acabou virando uma fã do João Verde também! Então, um ano depois, me pareceu mais do que logico escolhe-la para me acompanhar. Eu só posso agradecer a Intrínseca. Não só por oferecer a oportunidade de ver o filme antes de todo mundo, mas por me permitir dar o presente de aniversário perfeito para a minha prima.

Chegamos cedo e não estávamos sozinhos. Gente de Campo Grande, Suzano e toda a sorte de lugares estavam por lá para prestigiar a obra. Ansiedade a mil durante toda a espera. Uma nova onda de euforia cada vez que constatávamos que aquilo era mesmo real. Tentávamos decidir se valia mais a pena tirar fotos nos stands promocionais ansiosos antes do filme ou com a cara inchada de choro depois dele. Celulares tiveram de ser postos em um guarda volumes antes de entrarmos na sala. Lá dentro, almofadas promocionais nos aguardavam em cada assento. Fotos foram tiradas, avisos foram dados. O filme ia começar.

Apagam-se as luzes. Surge na tela Ed Sheeran nos cumprimentando e falando do orgulho que tem de poder fazer parte da trilha sonora do filme. Em seguida, o próprio John “Vlogbrothers” Green fala conosco de seu escritório. Segurando a camisa da seleção brasileira autografada pelo Pelé que os Nerdfighters brasileiros deram para ele, diz como adora os fãs brasileiros, como deseja vir para cá assim que possível e como o filme é especial para ele. Por fim, Shailene Woodley e Ansel Elgort nos desejam uma bom filme. E então estamos cara a cara com ninguém menos do que Hazel Grace pela primeira vez.

O filme é perfeito. Uma adaptação fiel da obra, com pouquíssimas alterações. A fotografia é maravilhosa e totalmente coerente com o espirito do livro. O filme parece um romance adolescente como outro qualquer, colorido e vibrante. Ansel pode não parecer fisicamente com o Gus da minha mente, mas ele certamente sabe agir como ele. Me apaixonei completamente pelo personagem, como aconteceu quando li o livro. Eu ri descontroladamente e chorei muito. As vezes, um seguido do outro. Não só eu, aliás. Houveram cenas em que a sala toda estava claramente em prantos.

Mais importante do que tudo isso: o filme me fez ver a obra com outros olhos. Eu pude reparar em novas coisas, me emocionar em cenas diferentes, ver as coisas de uma nova perspectiva. Ele jamais substituirá o livro, mas é uma obra que complementa a experiência de forma sensacional.


Acaba a sessão. Pegamos nossos celulares de volta, ganhamos uma ecobag do filme, começa o movimento dos dedos para contar para amigos e parentes como foi. A sensação de que tudo não passa de um sonho não passou, mesmo um dia depois. O filme vai estrear em breve e dizer que eu assisti um mês antes vai deixar de parecer tão importante, mas a experiência de ir nessa sessão, de compartilha-la com a minha prima, de ter visto tudo em primeira mão, isso eu carrego comigo para a vida.

Obrigado, John Greeen. Obrigado, Fox Films. Obrigado, Intrínseca.

Vocês criaram um infinito de emoções dentro de mim.

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2 comentários

  1. Que lindo post, amei ♥
    Um grande beijo pra você e sua prima =)
    Elis Culceag. * Arquivo Passional *

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  2. Nossa gente, que legal *--* parabéns pelo texto

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