12 Anos de Escravidão Alexander Payne

Por Dentro do Oscar 2014: "Nebraska" + "Clube de Compras Dallas" + "12 Anos de Escravidão"

28.2.14Michelle


E chegamos ao último post do especial com os indicados da principal categoria do Oscar. Os concorrentes de hoje são: “Nebraska”, “Clube de Compras Dallas” e "12 Anos de Escravidão".

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>>> Nebraska
Título Original: Nebraska
Direção: Alexander Payne
Roteiro: Bob Nelson
Elenco: Bruce Dern, Will Forte, June Squibb, Stacy Keach, Bob Odenkirk...

>>> O que a Michelle achou:

Sobre o que é o filme? Woody Grant (Bruce Dern) é um homem na casa dos 80 anos que, por engano, acha que ganhou um milhão de dólares. A esposa e os filhos tentam dissuadi-lo da viagem desnecessária até o estado do Nebraska para resgatar o prêmio inexistente, mas Woody simplesmente não se deixa convencer. Como ele não pode mais dirigir e suas escapadas atrás de carona estavam ficando perigosas, seu filho, David (Will Forte), decide levá-lo até lá. No meio do caminho, Woody sofre um acidente e eles são obrigados a fazer uma pequena pausa na viagem, passando um fim de semana na casa de parentes na cidadezinha rual em que Woody cresceu. A notícia de que Woody era o mais novo milionário se espalha e uma série de desentendimentos surge entre familiares e antigos conhecidos. 

O que eu achei? Aí está mais um filme que vi sem grandes expectativas. Tudo o que eu sabia era que falava sobre um senhor idoso que embarca numa viagem para resgatar um prêmio que achava que havia ganhado. O que encontrei foi uma história simples de um cara comum que, no fim de sua vida, se apega à ilusão do prêmio mais como uma forma de dar um novo sentido à sua existência do que como uma promessa de riqueza. Após décadas de casamento, com filhos já crescidos e independentes e sem a rotina do trabalho, Woody se sentia perdido, inútil, um verdadeiro estorvo (o que era jogado constantemente em sua cara pela esposa).

Como em qualquer road movie, a viagem empreendida por Woody e David é uma forma de reaproximação entre pai e filho, uma descoberta de fatos desconhecidos sobre os pais, e, em certo momento, um resgate do companheirismo entre irmãos. Além disso, o filme aborda as lembranças de cada pessoa sobre um mesmo fato, a fragilidade das relações familiares e a ganância. O uso de imagens em preto e branco combinado com a trilha sonora conferiu um ar melancólico à produção, explicitando o estado de espírito de seus personagens (o que não exclui os momentos engraçados da trama).

Gostei da história e de como foi contada, mas não está entre os meus favoritos. Vale destacar o trabalho do veterano Bruce Dern como o teimoso Woody.

Minha nota:




>>> Clube de Compras Dallas
Título Original: Dallas Buyers Club
Direção: Jean-Marc Vallée
Roteiro: Craig Borten e Melisa Wallack
Elenco: Matthew McConaughey, Jared Leto, Jennifer Garner...
>>> O que o Paulo achou:

Sobre o que é o filme? Ambientado nos Estados Unidos dos anos 1980, “Clube de Compras Dallas” retrata o desespero e a luta de quem se descobriu portador do vírus HIV num período em que a doença era morte certa. Nesse contexto, conhecemos Ron Woodroof (McConaughey), um eletricista heterossexual que é diagnosticado com AIDS e recebe uma expectativa de 30 dias de vida. Transtornado, ele demora a aceitar seu estado de saúde e a impossibilidade de cura, iniciando uma busca por tratamentos alternativos. Depois de encontrar medicamentos que permitem uma certa estabilidade, Ron cria um sistema de contrabando desses remédios, que não têm a venda permitida, com o auxílio de Rayon (Leto), uma mulher trans* também portadora da doença

O que eu achei? Por ter gerado tanto pânico entre a população quando surgiu e até hoje aterrorizar bastante gente, a AIDS é uma doença que costuma gerar histórias com uma carga dramática muito forte. “Dallas Buyers Club”, que se baseou numa personalidade real, prova como esse tipo de trama pode dar certo. Eu não fazia ideia do que esperar do longa, mas o que assisti me deixou muito satisfeito. A trama é envolvente e mantém o espectador atento a todas as cenas, não senti como se o filme estivesse rastejando em nenhum momento. Ron, o protagonista, é um personagem com um desenvolvimento notável. Podemos perceber como sua relação com a AIDS mudou desde antes de se descobrir portador da doença (quando ele xinga de “chupa pau” um homem infectado com HIV) até os momentos em que sua amizade com Rayon se torna mais próxima e ele luta pelo tratamento médico que julga adequado.  

E as atuações são sensacionais, é claro. A dupla Matthew McConaughey e Jared Leto - indicados às estatuetas de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante, respectivamente - está impecável no trabalho. Ambos conseguiram compôr personagens muito interessantes e o fator mudança corporal é admirável. McConaughey perdeu mais de 20 quilos para o papel e aparece extremamente magro em tela (minha mãe não parou de comentar sobre como ele estava abatido durante todo o longa!), enquanto Leto está irreconhecível no papel de uma transgênera. 

Apesar de ser a minha escolha nas categorias masculinas de atuação, o filme não está entre os meus favoritos da categoria principal do Oscar (e provavelmente não leva o prêmio) - o que não quer dizer que não deve ser assistido. “Clube de Compras Dallas” é excelente, recomendo a todos que procuram uma história marcante. 

Minha nota:

>>> O que a Michelle achou:
Comecei a assistir ao filme sem saber nada sobre a trama, interessada em ver o trabalho do Matthew McConaughey e do Jared Leto, que estavam recebendo ótimas críticas. Achei surpreendente a transformação do machão que se vê doente e condenado à morte em um homem que luta por sua vida e para combater os preconceitos (seus e dos outros). A mudança física e a atuação da dupla de atores são sensacionais. Meus favoritos nas categorias Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante.

Minha nota:




>>> 12 Anos de Escravidão
Título Original: 12 Years a Slave
Direção: Steve McQueen
Roteiro: John Ridley
Elenco: Chiwetel Ejofor, Dwight Henry, Dickie Gravois, Bryan Batt, Ashley Dyke, Brad Pitt, Quvenzhané Wallis, Tony Bentley, Lupita  Nyong'o...
>>> O que a Ana Luíza achou:

Sobre o que é o filme?  "12 Anos de Escravidão" conta a história de Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um escravo livre que é sequestrado e forçado a trabalhar em uma plantação em Louisiana. Ele acaba passando pelas mãos de três proprietários e um deles era completamente severo com seus escravos. Solomon é resgatado doze anos depois por Bass (Brad Pitt) e assim, Northup pode reencontrar sua família.

O que eu achei? Fui ao cinema achando ver uma coisa e acabei vendo outra. "12 anos de escravidão" é um ótimo filme para se pensar a sociedade em si. Tanto a sociedade de meados de 1800 quanto a de hoje em dia. Acabou mostrando a dura realidade dos escravos e como o homem pode ser tão cruel com outro ser da mesma espécie.

O roteiro é simplesmente fascinante quanto a isso, além de fazer o espectador pensar, é feito de flashbacks sutis e simples, faz com que o espectador não se perca na história. A apresentação dos personagens principais são boas, estabelece muito bem cada um deles, mas acredito que se fosse um pouco mais curto, valeria um pouco mais a pena.

O elenco todo é fantástico, mas não podemos negar que Chiwetel Ejiofor e Lupita Nyong'o se destacam bastante... Chiwetel mostra que, apesar do grande currículo de filmes, tem muito mais a mostrar como ator. Estamos acostumados a vê-lo em pequenos papéis, mas como Solomon ele se mostrou um artista versátil e maravilhoso. Mesmo assim, não acredito que a hora de Ejiofor de ganhar o Oscar ainda não chegou.  Apesar de mal aproveitada, Lupita Nyong'o faz seu trabalho muito bem. Não acho que seja digna de Oscar, acredito que June Squibb estava bem melhor e merecia mais o Oscar. 

A direção me deixou um pouco irritada. Apesar de ser apenas o terceiro longa-metragem de Steve McQueen, acho que ele deixou a desejar um pouco. As cenas muito longas de paisagens, ou de Solomon olhando para o nada me irritaram o pouco. Não tiro o mérito de que "12 Anos de Escravidão" é um bom filme, mas ao meu ver, isso acabou sedo prejudicial, porque o espectador queria ver o que acontecia e logo aparecia o sol se pondo por muitos segundos... 

Apesar de tudo, eu achei o longa muito bom. Não achei tudo isso que estão falando, talvez as expectativas que me deram foram muito altas e isso acabou me decepcionando um pouco. Mas, não deixaria de indicar ele à alguém.

Minha nota:



>>> O que a Michelle achou:
Impossível não se envolver com a história do homem livre que tem tudo de importante arrancado de si: a família, a identidade, a humanidade. Sua busca pela liberdade e por justiça é triste, e saber que é baseada numa história real e que coisa parecida aconteceu a muita gente é revoltante. Chiwetel Ejiofor arrepia com sua atuação e Fassbender já nojo em sua encarnação do escravocrata que tiraniza trabalhadores, esposa e a escrava amante. Aliás, Lupita Nyong'o consegue roubar a cena, mesmo em meio a um monte de atores inspirados. Sem dúvida, eu daria o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante a ela, assim como daria a estatueta principal a esta produção. 

Minha nota:


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