1984 big brother

[Resenha] 1984, de George Orwell

22.5.13Conversa Cult

por Dana Martins
- Livro: "1984"
- Livro único
- Autor: George Orwell
- Editora: Companhia das Letras
- No skoob











Mini-crítica - Resumo: 
Quem gosta de distopias com certeza já ouviu falar de "1984" do George Orwell. Se não... Como assim? Esse livro é o pai da literatura distópica! Lançado em 1949, durante o perido depressivo pós-Segunda Guerra Mundial, o autor criou uma história analisando o mundo e expressando sua descrença com o caminhar da humanidade. Calma, ainda não é hora de julgar!

Nessa versão distópica do futuro, o protagonista é Winston, um funcionário do Ministério da Verdade que insatisfeito com a vida acaba se arriscando pela esperança. Como? Ele começa a escrever. E pensar. E questionar. Algo está errado nesse mundo - como em um país que se diz ótimo ele não se sente feliz e não tem nem meios de expressar sua insatisfação? Aliás, o que é realmente verdade no meio disso tudo? E há alguma saída? Quando Winston se apaixona por uma mulher e os dois começam a quebrar as primeiras regras juntos, descobrem que talvez possam ir muito mais além. 

Se você já recebeu uma tijolada na cabeça (espero que não), você tem ideia do que "1984" é. Talvez acrescente um slow motion: você parado, vendo o concreto vir na sua direção, tão devagar que dá tédio, até que ele acerta a sua cara e você é abandonado no chão pra sangrar sozinho. Eu só consigo definir assim a sensação de ler "1984."

Se quiser entender mais, vem comigo para a resenha completa!

"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Força."
Conheça o mundo
A história se passa em um futuro, 1984, quando a guerra resumiu o mundo a três países: Oceania, Eurásia e Lestásia. Ou pelo menos isso é o que o governo diz. Como a história é do ponto de vista do Winston, ele só sabe apenas o que é contado e desafiar a verdade do governo é algo que não deve nem se pensar. Não que seja proibido. Na Oceania onde Winston vive não há leis, o que não significa que qualquer um pode sair fazendo tudo.

Sinopse
Winston é um cara que vive sozinho e trabalha para o Ministério da Verdade. O que ele faz? Passa o dia curvado sobre uma escrivaninha alterando jornais antigos para que seja verdade o que está escrito nos jornais de hoje. A notícia foi de que o "o preço do chocolate abaixou", mas o último jornal mostra um valor menor do que o atual? Isso é um trabalho para Winston! Ele precisa consertar o erro, então troca o preço do jornal antigo para um maior e pronto, o preço do chocolate abaixou. O Ministério da Verdade é isso: garante que tudo o que está sendo dito seja verdade de acordo com as informações dos bancos de dados.

E talvez seja esse emprego que ajude Winston a começa a questionar. Ele também está insatisfeito com a própria vida e tem memórias estranhas sobre seu passado, como se algo estivesse errado. Isso tudo se junta quando ele dá o primeiro passo a caminho do desafio: compra papel e começa a escrever.

Winston encontra um cantinho em seu apartamento onde acredita não estar sendo observado e começa a escrever, só para pensar. Mas pensar é um perigo. E quando ele começa a pensar... ele começa a questionar seu mundo. Tudo isso cria dimensões maiores ainda quando entra em jogo um possível interesse amoroso. Uma mulher também disposta a desafiar as leis para descobrir a verdade.

Juntos eles vão sentir a adrenalina de desafiar um sistema opressor e tentar encontrar esperança em uma situação que parece não ter saída.


O que eu achei?
Isso tudo, é uma ponta do que você vai encontrar em "1984." Longe de ser uma suspense vibrante ou com sequências de ação seguidas por atos heroicos, o livro é bem... cru. Você sente o concreto acinzentado sem vida das paredes, a poeira acumulando nos vincos do rosto do personagem, o tédio de um trabalho quase mecânico, a solidão de um mundo onde nem seus filhos são confiáveis, o medo de estar fazendo algo errado... Em suma, a vida merda dos personagens.

Enquanto o frágil romance é o combustível que movimenta tudo, a conversa sobre mundo, homem e futuro é o recheio. (e misturando essas duas metáforas, eu provavelmente criei um carro bolinho)

Foi uma leitura que eu gostei? Sim e não. Algumas partes eu pegava o ritmo e me animava para ler, outras eu precisava me segurar para não largar o livro e ir fazer outras coisas. No fim, é uma leitura que eu estou feliz de ter feito, porque me dá base para ir muito mais longe. Eu me sentia lendo um texto da faculdade com uma narração: é chato pra começar, às vezes eu quero largar no meio, mas quando termino ADORO ter aprendido tudo aquilo.

Para os amantes de livros: a edição da Companhia das Letras é linda! Pegue em alguma livraria pra ver, vale a pena. 
É um livro como O Sol é para Todos ou O Grande Gatsby: eu acho que todo mundo deveria ler algum dia, pelo menos para ter a base porque MUITA coisa atual é inspirada neles. Por outro lado, não é um livro que todo mundo deveria ler imediatamente.

Aliás, tenho quase certeza de que foi cedo demais para mim. Acho que se eu ler de novo vou aproveitar mais.

Sobre a nota: Conversando sobre qualidade, de maneira geral, não dá pra ser menos do que 5. Se for algo como "gostar de leitura", acho que eu daria no mínimo 4,5. Não é justo com essa história uma nota baixa. Esse livro promete e cumpre. E isso já faz 60 anos. 

Classificação:



(5/5 conversinhas)


Quem me deu a oportunidade de ler esse livro lindo foi a Companhia das Letras, mas eu teria lido de qualquer modo. HUAHA E ainda quero comprar o box de livros do George Orwell que é lindo. Muito obrigada, seus lindos da Cia. \o/



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