Baby One More Time Britney

Por dentro do Pop: Britney Spears

16.6.12Igraínne


Terceiro dia do Por dentro do Pop (agora com mixtape!), vamos lá: dessa vez a gente escolheu a Britney para falar, porque além de já ter lançado sete (pasmem, sete!) discos, é uma das artistas mais heterogêneas que temos por aí. E não estamos falando só da música...  Diferentemente da Rihanna ou da Katy Perry, a Britney é a que mais tenta, a todo custo, continuar sendo referência quando o assunto é música pop, evitando fugir do estilo, mesmo que escorregue de vez em quando. Talvez seja por isso que ela tenta, de certa forma (e não que isso seja ruim, é até válido, às vezes), acompanhar o  conceito de pop que vem mudando por aí. Além disso, depois que você acaba pegando as coisas que mais são destaque nos álbuns, você percebe que a Britney cresceu e definitivamente suas músicas não são mais tão superficiais quanto você poderia pensar. 

Só para ser mais um toque do Por Dentro do Pop, na maioria das vezes, os artistas não cantam o que estão de fato aprovando. Ou cantam, sim, mas acabam dando mais atenção ao que efetivamente vende. É claro que isso pode acabar dando errado - e não vender - mas a grande maioria das canções são postas à prova antes de serem lançadas "você compraria essa música?". No fim, não importa muito quem escreve, e sim quem aprova. A não ser, é claro, que você seja como a Jessie J, que compõe músicas tão boas que ninguém nem é capaz de discordar...

A Britney, como todo mundo sabe, começou com aquele álbum cujo primeiro single *dizem por aí* foi filmado em seu próprio colégio. Assim como a Rihanna, ela tinha apenas 17 anos, e, depois do estouro inicial, foi um álbum atrás do outro, de modo que ela não tirou férias por mais de 3 anos. Esquecendo um pouco seu caso tumultuado com o também cantor Justin Tumberlake, vamos aos sucessos que poderiam ter acontecido se todas as músicas fossem singles:

...Baby One More Time
O primeiro álbum a gente nunca esquece. Na minha opinião, esse é o disco mais linear da Britney, meio aquela onda *não podemos errar*. Como foi lançado em 1999, dá pra ver as músicas mais no estilo do que bombava na época. "I will be there" tem uma onda mais colegial, e em algumas partes consegui identificar um estilo muito similar com "Sometimes", que, na verdade, está no mesmo CD.  "Soda Pop" - sinceramente - parece um pouco música de propaganda de refrigerante - por que será? A que eu achei que tem um estilo mais próprio, e por isso destoa do resto do disco, é "Thinkin' About You", que tem umas batidas que poderiam ser a pré-inovação do que a Britney viria a fazer no futuro. Por fim, tem a "E-Mail My Hear" que é lenta, mas consegue seguir a mesma ideia de todas as outras faixas do álbum. Um clima meio colegial, uma enorme pitada de romance e alguma coisa de - novamente - "Sometimes".

Oops!... I Did It Again
Esse é um dos meus álbuns favoritos da Britne, porque o som muda muito e as músicas diferem umas das outras de um modo positivo. Apesar de ter sido lançado apenas um ano depois de "...Baby one more time", esse disco consegue superar o primeiro em diversos níveis, desde qualidade de música até nas próprias letras, que parecem menos superficiais. "Don't go knockin on my door" é, apesar de ser bem Britney, uma música com mais personalidade. A harmonia do som é muito boa, e se você ouvir, vai ficar curioso pra escutar as demais. Outra ótima que eu não entendo como não virou single é "Can't Make You Love Me", porque é exatamente o tipo de coisa que estava vendendo na época. Foi nesse disco que Britney também se lançou como compositora, já que ajudou a escrever "Dear Diary", que, na minha opinião, é a faixa que mais tem a ver com o CD anterior e parece meio perdida no meio das outras mais 'maduras'.

Britney
Quando você vai olhando assim os álbuns, dá pra ver nitidamente o crescimento e a evolução não só do artista como das canções que ele se propõe a cantar. E isso tudo em apenas três anos, a Britney lançou um disco atrás do outro. Nesse, na verdade, o que é curioso é o fato de que são 12 faixas e apenas 4 delas não são singles. Eu gostei bastante da "Lonely", parece meio do caminho entre batidão e danceteria. E a voz da Britney está mais próxima de hoje em dia.  "Cinderella" é uma das melhores, também entra no grupo de não-sei-por-que-não-virou-single. "Let me be" consegue juntar, ao mesmo tempo, a coisa das lentinhas com as letras de personalidade, sem deixar de fora um som bem criativo. Parece um grito feminista sem ser superficial. Por último, a música com a melhor introdução de todas é "Bombastic Love". Confesso que me surpreendi quando ouvi.

In the Zone
Foi o álbum pós-término com o também cantor Justin Timberlake, e, por curiosidade, foi um dos que mais demorou pra ser lançado. Britney avisou que tiraria férias de seis meses, mas acabou que demorou três anos para lançar algo novo. "(I Got That) Boom Boom" com participação de Ying Yang Twins, é a música com a pegada mais hiphop que já ouvi da Britney. O CD, no geral, conta com alguma coisa do estilo, mesmo que minimamente. "The Hook Up" segue a mesma linha e pra mim é que mais conseguiu chegar "lá". "Breathe on Me", e "Early Mornin", no entanto, parecem um pouco indefinidas. É como se o álbum estivesse perdido em gênero. O disco todo meio que flutua em algum tipo de limbo entre rap, múscia alternativa e um pop meio pancadão. A música que mais explicita isso é "Touch of My Hand", que tem toda a pegada alternativa sem se desviar do pop que é a proposta inicial. "Brave New Girl", por fim, é a música mais destoante do CD. Tem a coisa meio colegial que foi o primeiro disco, mas ainda sim é moderninha demais para se dizer que está no álbum errado. 

Blackout
Eu percebi que não esperava quase nada desse disco porque foi o que veio logo depois da crise toda da Britney (aquela coisa de perder a guarda dos filhos e raspar a cabeça com direito a guarda-chuva na porta do carro dos fotógrafos...). Dois anos depois de seu lançamento, no entanto, o disco recebeu o título de quinto melhor álbum da década*. Novamente, como aconteceu com o "Britney", são 12 faixas e apenas quatro não viraram singles. De um modo geral, o CD todo tem uma pegada meio eletrônica que lembra videogame, e achei isso genial. Um exemplo é a música "Heaven on Earth", que tem uma introdução bem nesse estilo. Outra que é bem por aí também é a "Freakshow", embora eu prefira a "Heaven on Earth". "Toy Soldier", por outro lado, me lembra um pouco party hard. É tão inovadora que não vejo como ela também não lançou essa música como single. Aliás, considero essa bem melhor do que "Radar", por exemplo, que é do mesmo CD e recebeu muito mais destaque. E, por incrível que pareça, depois de escutar "Hot as Ice", descobri que nunca ouvi a voz da Britney antes,  porque depois que a música acaba, a sensação que se tem é que s instrumentos sempre se sobrepõem ao som da voz dela, pelo menos no restante das músicas. 
*Pra você ver como as coisas surpreendem. 
Circus
É, infelizmente, um dos álbuns que eu menos gosto. Assim como In The Zone, dá a sensação de estilo perdido. Embora você consiga entender que há uma harmonia entre as canções, quase como uma linearidade, isso não ajuda a deslanchar o disco. Uma canção que eu curti bastante, no entanto , foi "Shattered Glass", embora haja uma parte em que você meio que fica esperando que a música tenha travado, porque há repetições. "Kill the Lights", por outro lado, parece contar uma história de suspense, o que é reforçado pela batida meio agressiva de fundo - que é muito boa, inclusive.

Femme Fatale 
Sendo o último disco lançado pela Britney, e pela quantidade de singles que ela já soltou por aí só em 2011, não acredito que ela venha a dar mais atenção a nenhuma das músicas que não foram destaque - pelo menos não desse disco. No entanto, "Gasoline" que não tem nada a ver com música do Daddy Yankee  é bem interessante, e, por mais louco que possa parecer, a introdução de "How I Roll"me lembrou o filme Fame, cujas músicas você pode conferir neste link aqui. E para quem achava que a Britney nunca mais faria uma parceira que valesse tanto a pena quanto a que ela fez com a Madonna, "Big Fat Bass" está aí para provar o contrário. Com participação do Wiil.I.Am, a música tem uma onda extremamente familiar, que faz você se perguntar se já ouviu antes, quem sabe, né

O que mais me fez ficar impressionada com esse Por dentro do Pop é que os artistas - principalmente a Britney - mudam muito de um disco pro outro. É claro que com o passar dos anos, o público acaba se modificando, mas os singles às vezes diferem do restante do álbum de tal forma que acaba atendendo a todos os gostos. Quem não gostou do single, curtiu as outras músicas, e vice-e-versa.

Além disso, dá pra perceber claramente o estilo de música que se modificou quando você diz "Britney Spears". Antes era aquela coisa mais filme adolescente, sem qualquer passo para fora dos trilhos, e agora o que ela mais faz é inovar. Desde hiphop até músicas mais discotecas, passando pelas alternativas e meio fundo musical de videogame de ação.

Não dava pra juntar todas, porque eu indiquei muitas, mas consegui fazer uma lista com as que mais merecem destaque. Como no mixtape do Por dentro do Pop 2, a senha desse é o nome do tumblr onde está (viktor215). É só clicar aqui e a listagem segue abaixo. 
1. I will be there
2. Don't go knockin on my door
3. Can't make you love me
4. Cinderella
5. Let me be
6. Bombastic Love
7. (I got that) Boom Boom
8. Toy Soldier
9. Hot is Ice
10. Kill the Lights
11. How I Roll
12. Big Fat Bass

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2 comentários

  1. Sempre tive vontade de ouvir os álbuns da Britney, mas me falta coragem de procurar eles. Vou ouvir as músicas citadas no post e talvez eu baixe um ou dois, já que só tenho o The Singles Collection e o Femme Fatale. Outra música que podia ter sido comentada é (Drop Dead) Beautiful, que considero uma das melhores desse último álbum.

    Abraços,
    Gabriel
    http://desejosdesabado.blogspot.com.br

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  2. Amei o post *o* sério, cada por dentro do pop supera o anterior... omg.

    Bom... eu não conheço muito do passado de Britney. Fora os clipes (que minha prima viciada nela me obrigava a assistir junto) e algumas polêmicas, só sei de algumas poucas coisinhas aleatórias. Mas sempre gostei de ouvi-la, principalmente os CDs "Blackout" e, claro, "Femme Fatale" (do qual meu "não-single" favorito é "He About To Lose Me"). Embora grande parte das músicas delas tenham a "batida" mais alta que a voz, o que me incomoda MUITO, acho ela uma artista bem completa...

    Baixei a seleção que você preparou e ouvi todas. Gostei da grande maioria... fiquei surpreso, khgklhkljdfhffdhjh. Minhas preferidas, das que eu não conhecia, foram "Let Me Be" e "Kill The Lights". Realmente boas.

    Enfim... continue fazendo posts incríveis como este *-* Espero que algum dos que vierem seja sobre um(a) cantor(a) que eu conheça melhor, para que eu possa fazer um comentário decente... lkdgjlkh

    Abraços (:

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