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O que eu achei do spin-off de The Fosters; Good Trouble?

14.1.19Jota Albuquerque


Para quem já sabia, não era novidade que assim que The Fosters (2013-2018) chegou ao fim, uma confirmação de um rumor sobre um possível spin-off veio à tona. E não demorou muito para alguns detalhes serem expostos, o que nos levou a saber que: a série focaria em Mariana e Callie Adams-Foster, filhas adotivas de um casal de duas mulheres, logo após estarem formadas em suas respectivas faculdades (Mariana na MIT e Callie na USCD) iniciando uma vida em Los Angeles, com trabalho e casa nova.

Eu estava animado, mas ainda com o pé atrás, quando soube. Especialmente quando li um comentário de uma garota falando que não tinha sido agradada demais com a série por motivos de: Callie (porque quem viu The Fosters, entende o que essa crítica queria dizer ODKSODKSKD). Porém, fico feliz de admitir que eu terminei o primeiro episódio, depois de muita vergonha alheia dos personagens e risadas de nervoso das situações, feliz. Na verdade apaixonado, desejando por mais.

E assim, não é necessário ver The Fosters para ver Good Trouble, você pode só ver o spin-off por conta própria, a única coisa que você perderia é toda a história de back-ground das personagens (que eu sei que eles estão abordando e introduzindo pouco a pouco nessa nova série, tanto que os irmãos e mães delas aparecerão em alguns episódios). E, sim, talvez isso seja mais um ponto positivo de essa ser uma série derivada de The Fosters, não The Fosters em nova remodelagem (como aconteceu com a sétima temporada de Once Upon a Time), principalmente porque assim temos uma visão diferente das personagens e vemos quão amadurecidas, mas ainda caóticas, estão; ao mesmo tempo que para quem não viu The Fosters (e até mesmo não pretende) talvez seja uma pegada melhor.

Abaixo a promo da primeira temporada.


Mas vocês devem estar se perguntando, "o que te fez sair do episódio de premiere apaixonado?", e eu respondo (apesar de que eu não ache que eu consiga transmitir exatamente o que me deixou tão feliz vendo):

- Apesar de focar em duas personagens que até onde se sabe são hétero, esse spin-off mostra que é realmente o filho de The Fosters por não esconder detalhes sobre as mães das garotas para "não expulsar potenciais amantes da série que são homofóbicos" e ainda introduzir dois personagens não-hétero (um deles, por sinal, é revelada a sexualidade numa cena icônica e mega engraçada para as personagens no fim do episódio);

Eu não vou dar spoiler de quem é, mas aqui a reação delas ODKSODKSDK

- Apesar de guiadas pelas mesmas paixões, Callie e Mariana são pessoas agora mais maduras e seguras de si, mas ainda aprendendo a viver e lidar com os erros que cometem. Foco nisso: amei como mostraram que elas estão mais comunicativas e mais abertas, que apesar de esconderem coisas uma da outra, no fim, conversam e resolvem as coisas numa rapidez bem maior em comparação à época de The Fosters;

- Elas perseguindo seus sonhos e aprendendo a lidar com gente que tenta te derrubar no meio do caminho;

- Como citei: milhares de situações, isso só nesse primeiro episódio, de extremas vergonhas alheias e situações embaraçosas que apesar de nos fazer dar aquela pausa no episódio, deixam a gente morrendo de vontade de saber mais;

- A seriedade que os assuntos sérios exigem é respeitada (e isso é incrível);

- Os momentos para rir e se aliviar são perfeitos para isso;

- A IRMANDADE DELAS, MANO, ELAS SÃO IRMÃS ISSO JÁ É MOTIVO PRA QUERER VER MAIS DESSA HISTÓRIA;

Mariana ligando porque precisa da Callie e Callie dizendo que não pode ir naquele momento por conta do trabalho

Callie apertando o foda-se pro trabalho e indo ajudar a irmã <3

- As personagens, por mais que possam te irritar, é impossível não amar ou ao menos se identificar em alguma questão. Porque é isso que as personagens são: reconhecíveis e quem a gente se reconhece. São totalmente RELATABLE, desde suas interações até atitudes;

- Como passa esperança e uma mensagem de não desistir, de não entregar o jogo e se posicionar no mundo.

M: Então nossos trabalhos são uma merda
C: Mas nós não podemos desistir.

Talvez, além disso tudo, além de poder ver elas de novo, ver a família Adams-Foster, o ponto principal pra mim seja que essa série é gostosa de ver. É bom. Você assiste e não vê a hora passando, e quando acaba quer mais. Não é The Fosters, mas como uma boa filha, Good Trouble herdou essa leveza, que mesmo abordando temas que são tensos, ainda deixa tudo gostoso de ver, real e acolhedor.

É isso: acolhedor. É uma série acolhedora, divertida, boa para ver sozinho ou com amigos. E talvez eu não tenha conseguido colocar em palavras o quanto eu amei essa série que mal começou, mas tudo bem, eu acredito que vocês reconhecem essa sensação quentinha no peito e felicidade que você pode até chorar. Como a Dana recentemente disse no batdrama, é meio que "sofrer de felicidade" porque eu tô amando muito esse spin-off.

E é por tudo isso que eu estou aqui hoje, indicando ela pra vocês. Assim a gente pode tudo surtar junto no Twitter, se sentir pertencente ao mundo e ver que a gente não tá sozinho nos nossos problemas e nas nossas doideras.

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2 comentários

  1. Muito boa a série. Ágil, divertida e muito boa. Fora que herda muitas coisas de the fosters, com as meninas mais adultas. Estou no E04 e amando <3

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