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She-Ra e as Princesas do Poder: o que achei dos 5 primeiros episódios

18.11.18Taiany Araújo


Sendo bem sincera, eu não lembro nada do desenho original. Minhas referências sobre She-Ra eram uma vaga memória do desenho do He-Man e minha mãe gritando "Pelos poderes de greiscow eu sou She-Ra" pela casa ao longo dos meus 27 anos. Ela é dessas que vive repetindo uma frase sem parar e totalmente fora de contexto, nem conto qual é a que vem se destacando ultimamente. Enfim, cheguei até assistir um episódio da versão de 1985 que tem na netflix também, mas acabei deixando pra lá ao ser soterrada embaixo de tudo que tento assistir e conciliar com trabalho, vida social, essas coisas.

Eis que é lançado She-Ra e as Princesas do Poder, produzida por Noelle Stevenson (Lumberjanes, Nimona), uma espécie de atualização do desenho dos anos 80 She-Ra: Princesa do Poder, que foi um derivado de He-Man e os Mestres do Universo. Aqui a base do desenho continua a mesma, mas os contornos e as sutilezas ganham novas cores. Até o episódio 5, o que assiti até o momento, seu irmão gêmeo, He-Man, não é mencionado, e também não sei se vai, não faria falta. Uma vez que Adora / She-Ra tem toda trama bem amarrada em suas mãos, incluir seu irmão pode fazer a narrativa desandar. Ninguém precisa dele aqui.


Na nova trama da netflix She-Ra é na verdade Adora, uma adolescente que cresceu dentro de um regime militar chamado de A Horda, destinada à ser uma grande capitã deste cruel exército. Durante todo sua vida ela vem sendo doutrinada contra as princesas, através do controle mental de Sombria para que possa enfim conquistar Etéria de uma vez por todas.


Adorei ver como a Adora vai descobrindo as verdades que lhe foram negadas e sua relação com seus novos amigos e sua melhor amiga, Felina (em tradução) vão sendo desenvolvidas. Outra coisa que chama atenção é a enorme quantidade de mulheres na tela e o quão diferentes elas são entre si. Isso não deveria ser uma grande surpresa, mas é, e fico feliz por poder acompanhar personagens complexos e com histórias próprias. Nessa nova versão, os homens são apresentados como personagens secundários, enquanto as mulheres assumem o controle, e deixam para trás o lugar de duas ou três personagem femininas sem voz e papel significativo. E se não bastasse tudo isso, AS CORES DESSE DESENHO SÃO AS COISAS MAIS LINDAS.



Esses 5 episódios, além de desenvolver as descobertas da Adora sobre seus poderes, acompanha-la na busca por respostas e apresentar o Etéria, também destaca o poder das amizades, seja com o trio Adora, Cintilante e Arqueiro, seja com a personagem principal e a Felina, que esteve ao seu lado desde a infância até agora e aparentemente vai dar o que falar. Com essas relações visualizamos coisas como o poder da confiança, estar presente quando o outro necessita, fazer amigos, conciliar amigos antigos com novos, e tantas outras pequenas coisinhas que fazem parte do que é uma amizade. 

Eu parei no episódio 5 para vir aqui indicar, e não vejo a hora de terminar de assistir. Definitivamente não esperava ser tão cativada, mas fico feliz por ter sido.


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