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A Máquina do Tempo, de H. G. Hells

2.9.18Eduardo Ferreira


Viagem no tempo é, com toda a certeza, um dos meus maiores amores. De Doctor Who à Asimov, sempre que vejo algo novo logo corro para ver/ler. Mas, até então, eu não tinha lido o maior clássico a abordar o tema.

A Máquina do Tempo é considerado o primeiro romance a falar sobre viagem no tempo, sendo publicado em 1895, logo qualquer um pensaria em uma linguagem rebuscada e uma narrativa nada fluida. Mas qualquer um que pensasse nisso (inclusive eu) estaria totalmente equivocado.

O livro de H. G. Wells conta a história d'O Viajante no Tempo: um homem que criou uma máquina que era capaz de viajar na quarta dimensão. E, é numa reunião com amigos com as mais diversas crenças que ele conta a história de como foi viver 8 dias no ano de 802.701.

Isso mesmo! Oitocentos e dois mil setecentos e um.

O Viajante chega em uma época onde a raça humana está completamente mudada. A sociedade é dividida entre Murlocks e Elois que são completamente diferentes de como nos conhecemos hoje. Os Murlock seres de pele pálida que vivem no subterrâneo e não suportam a luz, e os Eloi que se assemelham à crianças com sua estatura pequena e a ingenuidade, o medo e o pavor característicos de quem não consegue sobreviver por conta própria.

E essa é a questão: A Maquina do Tempo não é sobre viajar no tempo, mas sobre uma sociedade futurística imaginada por Wells e principalmente sobre o que nos tornaremos num futuro tão tão tão distante.

É a partir dessa premissa que o viajante se vê perdido nessa sociedade que ele não entende nada (muito menos a língua que falam) e sem a sua máquina para voltar para sua época.

A Máquina do Tempo foi um livro que me prendeu desde seu primeiro capítulo. Com uma escrita fluida e envolvente, a história do viajante me fez não querer desgrudar do livro (algo que há bastante tempo não acontecia).

Nota:



Por ser um livro curto e que o propósito não era falar sobre viagem no tempo, mas sim explorar a humanidade e o que o futuro reserva, eu confesso que esperava um pouco mais. Mas essa é a coisa sobre clássicos: não precisa de um grande enredo ou um plot twist de arrancar as cabeças. Ele é bom pela história que conta, por mais simples que ela seja.


Ficha Técnica

Autor: H. G. Wells
Editora: Suma das Letras
Tradutor: Braulio Tavares
À venda em: Saraiva, Amazon


Um agradecimento muito caloroso à editora por ter disponibilizado o livro <3

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