30 e poucos anos e uma máquina do tempo Carol Cardozo

30 e Poucos Anos e uma Máquina do Tempo, de Mo Daviau

21.3.17Carol Cardozo



"Imagine poder viajar no tempo para assistir a qualquer grande show da história: os Beatles no Shea Stadium ou no telhado da Apple Records, o Nirvana em um bar minúsculo de Seattle ou Miles Davis no lendário clube Birdland. A norte-americana Mo Daviau transformou esse desejo em realidade no engenhoso “30 e poucos anos e uma máquina do tempo”, uma espécie de cruzamento entre De volta para o futuro e Alta fidelidade protagonizado por Karl e Wayne, dois amigos de meia-idade que descobrem um meio de voltar no tempo para assistir a shows incríveis, e a ganhar dinheiro com o negócio. Tudo vai bem até que Wayne decide o óbvio: interferir no passado. Afinal, quem dispensaria a chance de reescrever uma ou outra linha da própria história? Movido a música e romance, “30 e poucos anos e uma máquina do tempo” é uma espirituosa, e um tanto nostálgica, reflexão sobre sonhos, escolhas de vida e a passagem do tempo."



Estou eu serelepe e contente quando vejo essa sinopse nos lançamentos da Rocco. Só gritei e berrei pra todo mundo EU QUERO ESSE LIVRO, POR FAVOOOOOOOOOOR.

Fala sério.

Música?



Viagem no tempo?

Dois dos meus assuntos preferidos? SIM


Tretas por causa de viagem no tempo?

PÕE TRETA, AMO TRETA


Nostalgia? 

AAAAAAA O LIVRO PERFEITO

Karl Bender é um ex-guitarrista de uma banda de rock alternativo de relativo sucesso nos anos 90, a Axis, e que virou um dono de bar em Chicago. Ele não faz muito da vida a não ser cuidar do bar, lamentar os amores do passado e conversar com seu cliente assíduo Wayne DeMint, o mais próximo que ele tem de um amigo.

Até que um dia, serelepe e pimpão, ele cai num buraco no seu armário e acaba num show que ele foi anos antes. E aí se descobre::: ele tem um fucking buraco negro ali. Wayne, manjador de tecnologias, conseguiu criar um sistema pra escolher onde você quer ir no passado, e os dois acabam criando um sistema de vendas de shows de rock (no passado).

Essa venda tem toda uma série de regras, como não poder interagir com ninguém e nem trazer coisas do passado, até que um dia Wayne se revolta e decide que ele vai mudar o passado, foda-se. Sua primeira escolha: impedir o assassinato de John Lennon, em 8 de dezembro de 1980.

Karl tenta impedir, mas não consegue. Ok, vai lá no sistema, digita a data, até que recebe uma mensagem por telefone de Wayne, algo do tipo "Cara, tá cheio de neve e não tem nada aqui, pra onde tu me mandou??" (No livro não está escrito assim, claro)

Aí o Karl olha pro computador. Mais especificamente pro ano. 980. ELE DIGITOU ERRADO E MANDOU O CARA PROS ESTADOS UNIDOS PRÉ-COLONIZAÇÃO.

"Eu cometi um pequeno erro gigante"
Karl naquele momento.
O único problema é: dá pra voltar pro presente usando seu telefone. Mas você estar num lugar com ondas eletromagnéticas pra isso. Não manja de física nem nada? Eu explico. Tinha que estar num lugar com coisas com eletricidade funcionado. Geralmente o lugar do show de rock com amplificadores, caixas de som, luzes, é um bom lugar.

Mas e quando a pessoa tá num lugar onde só tem nativos americanos vivendo do que a terra dá pra eles?

Ferrou bastante.
É aí que numa busca desenfreada pela internet que Karl achou a física Lena Geduilg. Entre idas e vindas, eles tentam trazer Wayne de volta. O que começa estritamente profissional acaba misturando os problemas do passado e interferindo na imparcialidade ao mexer com viagem no tempo.

O livro me fez pensar: se eu pudesse ir pro passado, eu mudaria algo ruim da minha vida? Porque apesar dos pesares, todas as nossas experiências, mesmo as ruins, fazem o que nós somos hoje. Essa parada de mexer com o tempo sempre me deixa meio assim, fico pensando no que eu faria. Uma hora mudaria tudo, outra hora não mexeria em nada. Sei lá. Confuso.

Como eu disse antes, música, viagem no tempo e tretas por causa disso: seria impossível eu não gostar desse livro. Recomendo pra todo mundo, não só os amantes de música ou viagem no tempo.


Nota:

Um livro com física e música não tem como ser menos do que favorito toda a vida.


Ficha Técnica




- Autor: Mo Daviau
- Editora: Rocco, sob o selo da Fábrica 231
- À venda em: SaraivaLivraria CulturaSubmarino.
















Obrigada à Editora Rocco por ter cedido esse livro incrível pra gente! <3



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1 comentários

  1. Também gosto muito desse tipo de história e achei a sinopse bem criativa e diferente. Siper leria esse livro.

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