A. C. Crispin Ariel Carvalho

A Armadilha do Paraíso, A. C. Crispin

24.7.16Ariel Carvalho


Estava com um pouco de medo de ler esse livro e me decepcionar.

Han Solo figura entra as minhas personagens favoritas de Star Wars. Por isso que quando fiquei sabendo da existência de uma trilogia a seu respeito, quis ler na mesma hora.

Mesmo lendo em inglês há bastante tempo, fiquei com muita preguiça de acompanhar toda a história sem tradução. Minha reação à notícia de que a Aleph ia traduzir Paradise Snare foi EXATAMENTE essa:


Por ser um livro que eu queria muito ler, realmente fiquei apreensiva de lê-lo e detestar, mas eu deveria saber que a A. C. Crispin jamais decepcionaria <3. Para quem não a conhece, ela era uma moça muito maravilhosa que escreveu vários livros de ficção científica, principalmente de Star Trek e Star Wars, todos bem escritos. E Armadilha do Paraíso não fica atrás. 

Eu costumo julgar os livros da série Legends (ou seja, aqueles que não fazem parte do universo canônico de Star Wars) como se fossem fanfics, então nada fica para trás: analiso a escrita, a fidelidade à caracterização de personagens, se o enredo é crível ou não.


Felizmente, o livro correspondeu às minhas expectativas e também passou em todos os meus critérios: dá para acreditar que Han faria aquelas coisas, ele é bem parecido com o Han dos filmes, a escrita é boa.

No livro, Crispin acompanha a fuga de Han da nave Sorte de Mercador, onde vivia sendo explorado por seu capitão, narrando os acontecimentos a partir do momento em que ele foge. Ao longo da leitura, muitas atitudes de Han são explicadas e, mais ainda, você começa a decifrar essa pessoa que parece tão complexa e tão misteriosa. Tá tudo ali: a infância problemática, a falta de carinho, os sonhos e dúvidas de Han.


Além de ser uma ótima leitura para se aprofundar nos conhecimentos "Solísticos", Armadilha do Paraíso tem tudo o que eu gosto em um livro: elementos distópicos, ficção científica, romance, ação, aventura.

Meu único problema com o livro foi, aliás, o romance. O problema não é a narrativa de Crispin - que consegue convencer o leitor de que Han estava sim apaixonado - mas sim comigo: tive ciúmes porque ele estava apaixonado por alguém que não era Leia Organa.


Quando Han visita Alderaan, inclusive, eu soltei gritinhos e fiquei com o coração na boca. Ele estava tão perto de Leia e nem sabia que ela ia ser o amor da sua vida.

É muito interessante ver como Han Solo se tornou o famoso Han Solo que nós, fãs de Star Wars, conhecemos. É sempre bom lembrar que é o primeiro livro da trilogia, e mal posso esperar pelos outros dois. Ah, e eu espero que o filme sobre Han seja tão bom quanto essa leitura.

NOTA: 4,5 conversinhas. É lindo, mas tem uns buracos


Ficha Técnica


- Autor: A. C. Crispin
- Editora: Aleph
- À venda em: Saraiva - Livraria Cultura - Submarino








Obrigada à Editora Aleph pelo livro <3



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