adaptação Ariel Carvalho

Warcraft é lindo

10.6.16Ariel Carvalho



Eu queria ver Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos desde que vi o trailer no cinema.

A grande questão é que eu não conhecia muito bem o universo de World Of Warcraft. Meus conhecimentos eram limitados ao Warcraft II: Tides of Darkness, o jogo de 1995, que meu pai tinha me ensinado a jogar.

Era singelo, mas era o máximo
Por mais viciada que eu fosse no jogo e na sua sequência de 2003, Warcraft III: Reign of Chaos, eu era bem pequena quando joguei e, por ter perdido o contato direto com a série, não absorvi muito da história.

Mesmo com minha insegurança, acabei indo ao cinema ver o filme por insistência de um amigo que é extremamente fã não só da franquia Warcraft como de tudo que a Blizzard faz.

Em 2003, já era mais legal

O filme tem duas horas de duração, e foi dirigido pelo Duncan Jones que, é preciso comentar, é filho do David Bowie. Com um elenco bem diversificado e composto por atores que te fazem pensar "eu te conheço de algum lugar", mas não são celebridades reconhecidas instantaneamente, o filme é um prato cheio para os fãs - ou pelo menos foi isso que ouvi por aí.

Falando do ponto de vista de quem não sabe de nada - ou muito pouco - da série há 13 anos, o filme é lindo. Visualmente incrível, muito colorido e com trabalhos de CG (Computação Gráfica) muito detalhados e feitos com visível cuidado.

As caracterizações das personagens são excelentes (OS ELFOS, GENTE, OS ELFOS!!!): fiéis às dos jogos, e muito bem pensadas. As paisagens também são belíssimas e algumas personagens te conquistam à primeira vista.


No geral, a Blizzard acertou, como vem acertando há algum tempo (principalmente com Overwatch, que jogo lindo), e o filme tem tudo para ser o primeiro de muitos. Conteúdo para isso, é claro que existe. Basta saber se - e como - vão fazer isso.

Mas nem tudo no filme é assim tão lindo. Muitas cenas foram cortadas de forma abrupta, o que fica perceptível aos espectadores. Além disso, durante boa parte do filme, a narrativa é lenta e nada de concreto parece acontecer, até que uma cena mais rápida ocorre do nada. É um pouco confuso.

Uma grande falha, e talvez a maior, é que muitas personagens não conseguem te cativar. O espectador não tem informações ou cenas o suficiente daquela personagem para se sentir ligado a ele de alguma forma.



Apesar disso, o filme é bom, uma boa introdução ao que promete ser um universo de filmes tão interessante quanto o dos jogos. Estou curiosa para saber que rumo as histórias vão tomar. Enfim, fica a dica: quando um amigo seu, extremamente fã de alguma coisa, te chamar para ver um filme sobre essa coisa, vá. Ele pode ser um filme lindo.

Nota:


Apesar das falhas, é um bom filme

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