Animais de Estimação CCdiário

Três é demais...ou não?

19.6.15Isabelle Fernandes


Vocês já perceberam que, apesar de os animais de estimação estarem aí com a sociedade há milhares de anos e que a maioria das casas possuem pelo menos um animal, ninguém fala muito sobre nossa relação com eles? Quero dizer, é comum as pessoas conversarem sobre preços dos objetos especializados, veterinários, filhotes de raça e tudo mais. Ok. Mas pelo menos pra mim, eles não se limitam a um bichinho fofo pra admirar, ou pra gastar fortunas com apetrechos. Ao mesmo tempo em que eu não os vejo com apenas animais, como seres supostamente menos inteligentes, também não os vejo como humanos (coisa que acontece muito). É algo entre esses dois aspectos, ou o misto deles e tudo começou quando um certo filhote apareceu abandonado em uma escola.

Vou contar pra vocês a história da minha relação com os meus três gatos. 

BÔNUS: Muuuuuuitas fotos fofas

Já tive alguns animais de estimação ao longo da vida, mas nunca dei muita sorte com eles. Meu primeiro foi a Chiquita, uma gata angorá (tipo o Mingau, da Magali). Não lembro de muita coisa porque eu devia ter no máximo uns 5 anos, mas lembro que ela era linda e tinha um ar poderoso, como todos os gatos HGUFHDGHDIGD. Ela não era castrada, então um dia ela apareceu grávida e minha avó resolveu doar ela pra alguém que tinha bastante espaço. Me lembro até hoje do momento em que a moça veio buscar ela. 

Alguns anos depois veio o Tom, Primeiro de Seu Nome (vocês vão entender depois) que era exatamente igual ao do desenho. Eu amava aquele gato. Ele era super brincalhão e seu passatempo preferido era se esconder atrás da porta do quarto e esperar minha avó passar pelo corredor pra agarrar as penas dela HFUISHFISDHFISHFIHS era muito hilário. Mas então íamos nos mudar para a casa de zelador da escola onde minha avó trabalha e aqui teoricamente não é permitido ter animais. Como no início somos sempre muito respeitadores com as regras, minha avó acabou dando o Tom pra minha bisavó, que morava numa casa com um quintal enorme e tal. Foi triste ver ele aos poucos não nos reconhecendo mais, até que um belo dia ele sumiu. Nunca mais soubemos dele.

Um tempo depois, meu avô encontrou um filhote de cachorro na rua que parecia estar perdido e ele resolveu levar pra casa. Ele passou um bom tempo tentando achar o dono, e enquanto isso ela foi ficando aqui em casa. Nem lembro se cheguei a dar um nome, mas desde o início eu estava fadada a me separar dela então me esforcei pra não me apegar. Foram poucos meses de muitas mordidas e muito carinho até que o dono apareceu e ela foi devolvida. Então vocês podem imaginar que depois disso tudo eu já estava um tanto traumatizada. Todos os meus bichos tinham que ir embora e eu era só uma criança ainda. Eu estava:: revoltada.



Eis que um belo dia minha avó aparece dizendo que deixaram um filhote de gato abandonado no pátio da escola e completou "a gente bem que podia ficar com ele". AMIGOS, NEM PIREI, NÉ? Mas então ela continuou "ah, uma professora está pensando em levar pra casa". Nem murchei HFUIHGIHDFGHDI. Acho que nesse momento todas as entidades ligadas aos animais resolveram se compadecer de mim, porque a professora desistiu de ficar com o gato e minha avó trouxe o filhote pra casa, quando logo descobrimos que era uma fêmea. Foi aí que finalmente me realizei q

Vou apresentá-los um a um, contando a origem dos outros dois:

Mel


Eu não sei o que eu tinha na cabeça quando a batizei com esse nome, só sei que com certeza ele não combina em nada com ela. Aquele filhotinho abandonado e mirrado, que mais parecia um ratinho virou uma gata arisca, super animada, séria e brava. Ela está sempre disposta a brincar com qualquer coisa que role pelo chão e faça barulho, mas também está sempre disposta a me dar umas dentadas. Acho que passamos tempo demais brincando de morder com ela e agora ela acha que isso é legal q. 

Depois que o Tom, Segundo do seu Nome, nasceu, ela ficou bolada. Siameses são gatos MUITO ciumentos, então ela fica louca em ver ele ganhando tanta atenção. Afinal de contas, ela era a estrela ~única~ da casa. Depois disso ela ficou ainda mais mal-humorada e estressada, e nos morde muito mais. Meus braços e pernas contam a história HGUHGUIDHGIHD.

Tom

A Mel demorou pra ser castrada, então ela teve duas ninhadas. Tom faz parte da primeira e foi o escolhido dentre os quatro gatinhos MUITO FOFOS que nasceram. Engraçado que a minha avó queria ele desde o início, enquanto eu queria uma fêmea toda preta (já estava na época de querer ser dark q), mas minha avó venceu. E ainda bem que ela venceu porque o Tom é a criatura mais fofa, apertável e adorável da face da terra. Não gente, sério. Olha pra isso:


Além dessa fofura toda, ele é muito carinhoso, quase carente. Muitas vezes ele vem pedir atenção batendo a pata na parte do meu corpo ao alcance dele HGUIDHGIFDHGID e adora se jogar no chão e rolar de um lado pro outro, olhando pra mim com uma cara de "Olha como eu sou lindo mamãe". NÃO TEM COMO RESISTIR A UMA COISA DESSAS. Ou tem. Toda vez que vou varrer a casa ele me faz o favor de deitar em cima da sujeira que eu juntei e ele não sai dali de cima por mais que eu berre com ele. Tinha que ter um defeito, né xD

Nina


Então veio a segunda ninhada. Não íamos ficar com nenhum dos gatinhos, mas uma ficou pra trás. A futura dona não podia mais ficar com ela, e a coitada sobrou. Por fim virou membro da família também, só que de um jeito muito estranho. Ela parece estar sempre com medo, andando pela casa como se estivesse em um terreno perigoso. Não deixa a gente chegar perto nem mesmo pra fazer carinho (por isso quase não tenho fotos dela) e agora tem aprontado horrores aqui em casa, como fazer suas necessidades em lugares não apropriados. 

A verdade é que ela se comporta como um animal maltratado, o que é HORROROSO, porque ela nasceu aqui e sempre foi tratada da mesma forma carinhosa e cuidadosa que os outros dois. Eu realmente não entendo porque ela é assim. Talvez porque a gente se preocupou em não se apegar a ela porque ela iria embora e ela de alguma forma sentiu isso. Sei lá. Só sei que eu preciso que o Jackson Galaxy do Meu Gato Endiabrado venha aqui pra nos ajudar HGUIDFHGIUFDHIGD.


Enfim. Eu realmente acredito que ter um animal em casa faz toda a diferença. Apesar do estresse causado pelas bagunças, pelos gastos, pelos insetos tragos pra dentro de casa e outras tretas do dia a dia, a companhia e o amor que eles oferecem compensam tudo. Quantas vezes eu não estava triste e ao dar um abraço esmagador neles ou só de simplesmente vê-los dormindo fez com que eu me sentisse melhor? Ou quando eu acordo de madrugada meio tensa com sons estranhos e um deles vem dormir no pé da minha cama? Ou quando eles vem me recepcionar na porta quando chego em casa? São coisas pequenas, porém maravilhosas e a única coisa ruim é que um dia isso vai acabar. Todos os três já estão velhos (a Mel tem 11 anos) e vez ou outra fico pensando em como vai ser quando eles não estiverem mais aqui.

Mas eu sei que, pelo menos, quando eles se forem, terão tido uma vida feliz. E eu vou ficar feliz por ter tido eles, mesmo que por tão pouco tempo em comparação com a expectativa de vida média dos humanos.


BÔNUS - É HORA DA FOFURA!!!

OLHA ISSO

Tento e tento, mas não consigo me lembrar
 COMO DIABOS FIZ ELA FICAR PARADA ALI

O cúmulo da folga

Tom aparentemente não sente dor em posições desconfortáveis


Também não tem modos ao dormir

ME AMA DEMAIS

ME AMA MUITO

Cara de preguiça infinita

Mel e sol: combinação perfeita
LÍNGUA DE FORA

OLHOS

Aparentemente Tom também é praticante de contorcionismo

TAVA NO FLUXO
AVISTEI A NOVINHA NO GRAU
SABE O QUE ELA QUER?


Família reunida <3

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6 comentários

  1. AI MEU DEUUSSSSSSSSSSSS!!! MELHOR POST DE TODOS!! MUITO MUITO MUITO FOFO! <3 <3 <3

    Aqui em casa a gente é super amante de gatos, mas não temos nenhum, em parte porque minha mãe criou trauma (ela tinha uma gata chamada Juma que amava de paixão, mas que morreu envenenada. Minha mãe ficou bem triste e por isso não quer mais gatos).

    Apesar do trauma da minha mãe, a gente teve outros dois gatos: o Nick e a Mione. O Nick era da minha irmã. Ele era ultra mimado e adorava tomar banho. Um dia ele desapareceu. Já a Mione era minha. Toda laranja, ela tinha mania de usar meu cachorro (o Lupin) como cama.

    Tive vários tipos de animais, além de gatos e cachorros (sdd Richard), como um pintinho (ele foi comido pela Juma), coelho (vivia roendo os móveis e por isso minha mãe deu a minha vizinha. resultado virou ensopado) e peixes (não sabia que não pode lavar o aquário todo dia. resultado: todos morreram).

    Animais são legais e acredito que a relação com eles é bem sincera. No momento estou sem nenhum (o Lupin estava bem velhinho e morreu ano passado), mas estou firme na campanha de adotar um gatinho.

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    1. UM GATO QUE ADORAVA TOMAR BANHO????? QUE QUE ISSO MINHA GENTE QUE MILAGRE GHFUGDIGDH

      Os meus odeiam tanto que até pressentem quando a gente tá se preparando pra isso e correm pra se esconder HGUFIDGHFDIUGHFDHGD.

      E você teve um coelho *------*

      Sempre quis ter um coelho. ELES SÃO TÃO FOFOS. Quem sabe um dia quando eu tiver um sítio qqq

      Adote um gatinho <333333

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  2. ESSE POST É A COISA MAIS FOFA <3333

    E pensar que há uns seis anos atrás eu detestava gatos, passava até longe dessas criaturinhas lindas que hoje ocupam um lugarzinho muito querido no meu coraçao *-*
    Meu gato me fez enxergar os felinos (de um modo geral) com outros olhos.
    Não posso ver nenhum gato na rua e já quero pra mim, mesmo não tendo muito espaço dentro de casa, hahaha.
    Como diz meu irmão: GATOS TEM FOFURA EXTREMA!

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    1. Característica inerente a todos os fãs de gatos: querer adotar todos que aparecem pela frente HFUGDFHGDIGHD

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  3. Eu desapeguei de animais de estimação, porque HÁ UMA MALDIÇÃO no meu quintal ou na minha vizinhança, porque os meus animais sempre morrem de uma forma misteriosa. Sempre falam em veneno, mas, gente, não consigo conceber um grupo de pessoas, vez após vez, matando meus bichos. Prefiro crer na maldição e nunca mais ter um.

    Minha mãe é mais teimosa e sempre arruma uns gatos. Nossa (dela) gata teve 4 filhotes e todos (incluindo a mãe) tiveram mortes suspeitas ou trágicas. Sobrou apenas um: o mais feio, o mais chato, chegando a ser insuportável. Eu amo esse bicho. É um cachorro no corpo de um gato, ele é nonsense e muito enjoado. Temos uma relação que chega a ser cômica. Mas não posso me apegar muito porque sei que ele MORRERÁ EM BREVE, mas minha mãe não acredita na maldição. Vamos acompanhar :-/

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    1. Cara, eu não duvido. As pessoas podem ser bizarramente cruéis e sei de muitas histórias de pessoas que perderam seus animais de estimação porque alguém na vizinhança deu veneno. É doentio.

      TÔ TORCENDO AQUI PRA ISSO NÃO ACONTECER COM O SEU AGORA!!!!!

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