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[Resenha] Ender's Game - O Jogo do Exterminador, filme

28.12.13João Pedro Gomes

por João Pedro Gomes

 - "Ender's Game - O Jogo do Exterminador"
 - Ender's Game (2013)
 - Direção: Gavin Hood
 - Roteiro: Gavin Hood, Orson Scott Card (autor do livro homônimo)
 - Elenco: Asa Butterfield, Hailee Steinfeld, Harrison Ford, Viola Davis, Abigail Breslin, Ben Kingsley, Moises Arias... 
 - Ação, Aventura, Ficção Científica - 114 min. - Trailer
 - Nos cinemas nacionais desde 20 de dezembro de 2013


Minicrítica ~ Resumo:
Ender’s game consegue ser mais que uma simples combinação de ação e ficção científica. No meio de outros títulos genéricos, ele se destaca na abordagem de temas originais e na construção de uma história com um grau relevante de profundidade. Mesmo com alguns probleminhas na trama, o filme vale o seu suado dinheirinho do ingresso pela reflexão e impacto que deixa no espectador, mesmo após o filme ter acabado. 
Sinopse: Em um futuro próximo, extra-terrestres hostis atacaram a Terra. Com muita dificuldade, o combate foi vencido, graças ao heroísmo do comandante Mazer Rackham (Ben Kingsley). Desde então, o respeitado coronel Graff (Harrison Ford) e as forças militares terrestres treinam as crianças mais talentosas do planeta desde pequenas, no intuito de prepará-las para um próximo ataque. Ender Wiggin (Asa Butterfield), um garoto tímido e brilhante, é selecionado para fazer parte da elite. Na Escola da Guerra, ele aprende rapidamente a controlar as técnicas de combate, por causa de seu formidável senso de estratégia. Com isso, logo se torna a principal esperança das forças militares para encerrar de uma vez por todas com a ameaça alienígena.
Quer saber mais sobre o filme? É só clicar aqui embaixo para ver a resenha completa!

Antes de mais nada, queria dizer que não li o livro no qual o filme é baseado. Isso quer dizer que minha
opinião não é fundamentada no filme como adaptação, mas sim no filme como um filme por si só. Além disso, sou muito pouco familiarizado com filmes de ficção científica, principalmente os que envolvem viagens espaciais. Mas fico feliz em dizer que Ender’s Game me fez ter muita vontade de conhecer mais do gênero.

O filme, que fui assistir sem nenhum planejamento (bem do tipo “chega no cinema, vê qual é a próxima sessão e entra”), me surpreendeu em vários aspectos, sendo que o principal foi a história. Eu esperava uma trama que se sustentasse quase totalmente em ação desenfreada, personagens bad ass e efeitos especiais grandiosos. É claro que o que encontrei não deixa de ter, de certa forma, um pouco de tudo isso. Mas o que realmente chama a atenção é que o foco principal do filme é provocar reflexão no público, sobre os mais variados temas: desconstrução da infância, liderança, bullying, razão vs. emoção, valor da vida (seja ela humana ou extra-terrestre), genocídio... Questões como essas são sugeridas durante todo o filme, explícita ou implicitamente, e tornam a experiência muito mais que apenas entretenimento.

Arena onde os aluno tem aulas práticas de guerra espacial (com direito à gravidade zero e vista panorâmica da Terra!). 
A representação da sociedade futurista foi construída de forma bem realista. É claro que muita coisa dali tem tecnologia avançada, que ainda não vemos com frequência por aí (“oi, vamos assistir um filme na minha TV-janela? Se tiver chato a gente desliga e fica vendo as estrelas”), mas nada foi feito de forma surreal demais. A história poderia estar acontecendo num futuro muito próximo, o que acrescenta uma credibilidade maior ao título. 

Outra parte muito bem executada é o treinamento de Ender. A exploração do equilíbrio entre as pressões física e psicológica que ele sofre durante sua preparação é incrível, preenchendo brilhantemente grande parte do filme. É até interessante porque essa progressão do menino na Escola de Guerra vai te distraindo e emocionado enquanto, ao mesmo tempo, de forma bem sutil, insere mensagens e informações que serão importantes mais tarde. Isso contribui para que tudo seja amarrado num desfecho magistral, trazendo aquela ótima sensação de surpresa, queixo caído e “AGORA TUDO FAZ SENTIDO”. 


Há poucas coisas das quais eu poderia (e gostaria) de me queixar. Uma delas é a construção do protagonista, que, às vezes, mostrava uma personalidade um pouco confusa e inconstante. Também queria ter visto mais da relação de Ender com sua irmã, Valentine. Todo o amor que ele dizia sentir por ela não foi tão bem desenvolvido, mesmo que os dois protagonizem uma das cenas mais bonitas do filme (brotaram algumas lágrimas, confesso). 

Mas nem isso conseguiu estragar Ender’s Game. As poucas fraquezas apresentadas nas quase duas horas de filme são bem mascaradas pelo elenco de peso, desempenho magnífico dos atores (menção honrosa pro Asa Butterfield!), personagens interessantes (principalmente mulheres), efeitos especiais convincentes e trilha sonora  que chega a tirar o fôlego em alguns momentos. 

Sobre a nota: Ender’s Game pode não ser o melhor filme do gênero, mas com certeza merece sua atenção. É um título que agrada não apenas quem busca diversão, mas também os que procuram histórias que nos fazem refletir sobre a condição humana e nossa posição quanto à vida extraterrestre.

Nota final:
(4,5 conversinhas + marcado como favorito)

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2 comentários

  1. Parabens pela resenha, captou bem o espirito do filme e eu SUPER recomendo

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  2. Este filme foi recomendado por minha irmã me disse que era um dos melhores filmes que eu vi e vejo que ele estava certo . Além disso, eles sabem a maioria dos atores , o papel de Ender é ótima.

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